As sete virtudes cardinais



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“AS SETE VIRTUDES CARDINAIS”

De: Tiago Fernandes

Escrito em 21/03/2008

Personagens:

São Pedro off

Marcos

Vanessa


Segurança

Platão (Sotaque grego)

Cristóvão Colombo (Sotaque italiano)

Freud (Sotaque alemão)

Madre Tereza de Calcutá (Sotaque indiano)

Deusa Thêmis (Sotaque grego)

Tiradentes

Joana d’Arc (Sotaque francês)

AÇÃO: Uma pequena galeria de um museu de cera.

ÉPOCA: Atual.

CENARIO: Plataformas e duas cadeiras.

CENA I
Começa um vídeo com algumas fotos e a narração de São Pedro explicando como tudo começou.


SÃO PEDRO: Boa noite, quero agradecer a presença de todos vocês aqui esta noite. Meu nome é Pedro, São Pedro. Bom para que vocês entendam essa história, é preciso contar como tudo começou. Há oito anos atrás ouve uma conversa totalmente diferente. (Foto de Deus e do Diabo) Não vocês não estão vendo coisas, Deus e o Diabo estão conversando mesmo. Espantoso não? Enfim eles estavam falando dos homens quando o Diabo pede que Deus escolha um de seus filhos para uma prova. (Cena onde pede-se a escolha) Pois bem Deus faz sua escolha e o Diabo realiza sua prova. A prova era livrar-se de um dos sete pecados capitais. E o casal faz esta escolha: (Cena onde escolhe que o Orgulho saia) Com isso todos os outros pecados saem também, por que onde não há Orgulho, não há os outros pecados. Pois muito bem, hoje depois de oito anos, Deus observando o homem encontra um rapaz que não acredita muito nessa história. Esse rapaz é Marcos, e desta vez Deus vai nos mostrar que temos Pecados mas também temos Virtudes. Vejam só.

(Entra Marcos ouvindo música com seus fones de ouvido e cantando junto com a música)

MARCOS: “A alegria do pecado às vezes toma conta de mim...”



(Entra em cena sua amiga Vanessa, que ao ver seu amigo fala com ele)

VANESSA: Marcos você fez aquele trabalho... Marcos. Marcos eu estou falando com você. (Grita) MARCOS.



(Retira os fones pergunta)

MARCOS: Falou comigo?

VANESSA: Não.

MARCOS: Então ta!



(Volta a colocar os fones)

VANESSA: ...........



(Vanessa da uma tapa nas costas de Marcos que reclama)

MARCOS: Hei!

VANESSA: Presta atenção o mala.

MARCOS: Mala sem alça, cheia de chumbo, de papelão na chuva.

VANESSA: Você já fez o trabalho que a professora pediu?

MARCOS: Trabalho? Trabalho?

VANESSA: É.

MARCOS: Há o trabalho! Não, ainda não fiz!

VANESSA: Não acredito Marcos. Você quer repetir de ano é?

MARCOS: Não. É que eu não gosto de História e fica pesquisando, me dá uma gastura.

VANESSA: Preguiçoso.

MARCOS: Sou mesmo e daí?

VANESSA: E ainda tem orgulho de falar isso!

MARCOS: Qual é o problema?

VANESSA: Você não lembra daquele casal que recebeu os pecados em sua casa?

MARCOS: Não, o que aconteceu?

VANESSA: Eles tiveram que escolher qual pecado deveria sair.

MARCOS: Vanessa, isso não passa de uma lenda urbana.

VANESSA: Lenda ou não, eu prefiro não dar chance para que isso aconteça comigo, e acho que você deveria fazer o mesmo!

MARCOS: O que vai acontecer comigo? Nada! (Risada) Alias quais são mesmo os pecados?

VANESSA: Preguiça...

MARCOS: Deve ser um cara barrigudo e careca.

VANESSA: Luxuria...

MARCOS: Uia! Deve se uma muié bem gostosa.

VANESSA: Avareza...

MARCOS: Deve se igual ao Jorge da nossa sala rico e mão de vaca.

VANESSA: Gula...

MARCOS: Nossa, deve ser aquela pessoa gorda pacas.

VANESSA: Ira...

MARCOS: É o nosso diretor, vive bravo comigo não sei por que.

VANESSA: Inveja...

MARCOS: A... Sei quem é não!

VANESSA: Orgulho...

MARCOS: ...

VANESSA: Você não leva nada a sério né?

MARCOS: Pra que leva a vida a sério se nascemos de uma gozada!

VANESSA: Ai desisto.

MARCOS: Ta bom.



(Vai recolocando os fones quando Vanessa puxa-o pelo braço)

VANESSA: Você vem comigo, vamos ao museu pra fazer o trabalho.

MARCOS: A não!

VANESSA: A não uma ova. Vamos logo senão o museu vai fechar.

MARCOS: Ta bom, ta bom.

(Vanessa e Marcos saem de cena. As cortinas se abrem revelando uma das galerias do museu. Marcos e Vanessa conversão atrás da coxia esquerda)

VANESSA: Marcos ,vê se não se perde por ai!

MARCOS: Ai, ai, ai, quem vê pensa que manda.

VANESSA: Alguém tem que tomar conta de você.

MARCOS: Ta bom mamãe eu prometo que vou me comportar. (ri)

(Marcos entra na sala das pessoas que marcaram a história e começa a copiar o que esta escrito nos pés das estatuas. Entra Vanessa e começa a observar as estatuas quando)

SEGURANÇA: Senhoras e senhores, venho avisar que o museu fechara em 5 minutos.



(Vanessa começa a sair de cena e coloca a mão no ombro de Marcos que nem olha pra ela)
CENA II
Marcos não percebe que o museu fechou e começa a ficar sonolento até deitar no chão e dormir. As estatuas começam a ganhar vida e descem até a platéia para cumprimentá-los. De repente começam a falar o nome das virtudes e Marcos começa a levantar. As estatuas param de falar e voltam para o palco.
PLATÃO: Muito prazer meu nobre rapaz.

COLOMBO: Como vai bambino?

FREUD: Pessoal, se afastar um pouca. Não estão vendo que a rapaz esta confusa.

(Marcos cai sentado e um pouco perdido onde estava a estatua da Justiça)

MARCOS: Confuso? Eu? Imagine! Eu não estou confuso! Eu devo esta ficando é louco.



(Marcos levanta-se e começa a gritar e correr de um lado para o outro)

TEREZA: Are baba! Calma meu filho.

THÊMIS: Você não esta ficando louco.

MARCOS: Socorro! Alguém me ajude!

TIRADENTES: Recomponha-se homem.

(Tiradentes segura-o pelos braços e o coloca sentado)

MARCOS: Eu devo estar ficando louco. Vocês são estatuas, não podem estar vivos.



(As estatuas se entreolham e Marcos um pouco mais calmo diz)

MARCOS: Espera um pouco. Eu conheço você. É. Você não é o Tiradentes?

TIRADENTES: Isso mesmo, sou eu. E estou aqui para te falar de uma coisinha chamada virtudes.

MARCOS: Virtudes?

PLATÃO: Isto mesmo meu rapaz. Virtudes.

MARCOS: ............



(Thêmis começa a falar “olhando” para o outro lado)

THÊMIS: Como todos nós sabemos....

TEREZA: Por Lorde Ganecha, Thêmis. Ele esta deste lado.

(Thêmis fica um pouco confusa, então Freud aproxima-se dela e a vira para onde esta a conversa)

JOANA: Non liga pra ela non. Essa daí é ceguinha de tudo.

THÊMIS: Sou cega mas não sou surda. Bom como estava dizendo, todos nós temos virtudes e pecados.

TEREZA: Filho, nós vamos te explicar tudo. Tick.

TIRADENTES: Veja se você reconhece mais alguém aqui nesta sala!

(Marcos se levanta e começa a olhar para todos)

MARCOS: Não só você e aquele ali que eu vivo esquecendo o nome.

COLOMBO: Ma come é? Bona note. Mio nome é Cristóvão Colombo. E io venho para te falar de Esperança.

(Colombo vendo que Marcos esta um pouco perdido continua)

COLOMBO: Eco mio bambino. Quando io estava viajando para descobrir o novo mundo, depois de vários meses no mar, minha tripulação se amotina em minha volta me dizendo que io queria matalos, que não existia o novo mundo, que io era louco. E você sabe o que io respondo a eles?

JOANA: Lá vai ele de novo.

(Colombo chega perto da platéia e pergunta)

COLOMBO: E tu, me parece bem inteligente. Tu sabes o que io respondi para minha tripulação? Io respondi assim “Nom, nós estamos a um metro de Dio e nom vou desistir agora. Estamos próximos vamos chegar.” Exatamente 24 horas depois desse episódio nós avistamos terra firme, nós avistamos o novo mundo, nós avistamos a América. Mas isso não teria acontecido se io não tivesse Esperança, pois foi ela quem me deu forças para seguir em frente.

MARCOS: Nossa!!!!!

COLOMBO: Isso aconteceu porque io segui a virtude da Esperança capiche?

MARCOS: É io capiche!

COLOMBO: No, no, io capisco, io capisco. Conjugue o verbo pelo amor de Dio.

MARCOS: Ta que seja. Mais vem cá. Cabral também era explorador né?

COLOMBO: Cabral, Cabral. Ele tinha Inveja de mi isso sim.

MARCOS: Sei.

(Marcos se levanta e chega perto de Thêmis. Ele passa a mão na frente de seu rosto)

MARCOS: E você? Por que esta vendada?

THÊMIS: Eu. Ora. Você não esta me reconhecendo?

MARCOS: Eu acho que já te vi em algum lugar... Você não é aquela estatua que fica posto de gasolina pra faze propagando?



(Thêmis um pouco irritada diz)

THÊMIS: Olha o respeito heim!

PLATÃO: Rapaz. Vanha cá. Você sabe quem sou?

MARCOS: Não.

PLATÃO: Sou Platão. Um antigo filosofo grego e...

FREUD: Platão. Ela ainda não estudou sobre você.

MARCOS: E quem é você. E porque me chamou de “Ela”?

FREUD: Guthentangi. Sou Sigmund Freud, psicanalista alemon ao seu dispor.

MARCOS: Freud, Freud. Eu já ouvi falar de você.

FREUD: Claro que já ouviu falar de mim.

PLATÃO: Convencido!

FREUD: Mas hoje eu venho aqui para lhe dizer sobre a Equilíbrio. A equilíbrio é a virtude que combate a pecado do Gula. Quando você tem a autocontrole de seus pensamentos e de seu corpo. Eu durante muito tempo procurei a equilíbrio como forma de estudo, mas só depois de muito tempo descobri que a ser humano possui a equilíbrio dentro de si, mas não a usa corretamente. Pois a pessoa equilibrada é aquela pessoa que tem a equilíbrio como base de tudo, pois sem a equilíbrio, os pessoas seriam completamente desequilibradas. Entendeu?

MARCOS: A... Não entendi nada.

FREUD: Ninguém me entende.



(Uma jovem puxa Marcos pelo braço e começa a se apresentar)

JOANA: Bom soir. Je suis Joana d’Arc. Je fui uma pessoa muito religiosa, por isso venho lê falar da Fé.

MARCOS: Fé? Mais isso não é da religião?

JOANA: Oui, oui. Mas também é uma virtude. Foi pela fé que je fui e enfrentei o rei para tornar a França independente. Se tu non tem Fé, só pode ter Orgulho. E isso non é bom.

MARCOS: Nossa.

JOANA: Non conta pra ninguém mas je ouvia vozes quando era mais nova. Foram essas vozes que me fizeram lutar pela França. E por je lutar contra o rei, fui condenada a queimar na fogueira em praça publica. Antes de morrer je falei assim "Sim, minhas vozes eram de Deus! Minhas vozes não me enganaram."

MARCOS: Uia.

PLATÃO: Como eu estava dizendo antes de ser interrompido por uma certa pessoa...

FREUD: Não velha colocar o culpa em mim. Eu não tenho culpa se ela não te conhece.

(Platão e Freud começam a discutir em off e vão indo para o fundo do palco. Marcos então vê uma senhora rezando)

MARCOS: Boa noite. Esta tudo bem com a senhora?

TEREZA: Tick. Sim. Estava apenas rezando um pouco.

MARCOS: Rezando por que. Aconteceu alguma coisa?

TEREZA: Não, não meu filho. Eu sempre faço isso. Meu nome é Tereza, mas você me conhece como Madre Tereza de Calcutá.

MARCOS: Há sim. A senhora não era quem lutava contra a fome ?

TEREZA: Are baba. Isso mesmo meu filho. E sabe o que me levou a fazer isso?

MARCOS: Ora há senhora é freira. Só pode ter cido a fé!

TEREZA: Também, mas não foi só pela fé que eu fiz o que fiz. Foi pelo Amor. Sabe. O amor é um sentimento muito poderoso, ele é um dos sentimentos que deve entrar em nossa casa. Tudo que fiz foi por amor.

MARCOS: Amor.

TEREZA: Tick. Sim amor. Sabia que o amor é o único preventivo contra a Luxuria? E foi por amor que eu em 1979 abri uma fundação em Zagabria, na Croácia, em 1985 em Nova York eu fiz o “Dom de Amor”, a primeira casa para os doentes de AIDS. Mas como eu já estava com a saúde debilitada acabei voltando para Calcutá em 1997 e dia 05 de setembro de 1997, acabei morrendo.

MARCOS: Nossa! A senhora fez muitas coisas.

TEREZA: Sim meu filho, mas nada disso seria possível se eu não tivesse amor no meu coração.

MARCOS: Amor. Nunca imaginei que ele pudesse ser tão forte.

TEREZA: Você pode se surpreender.

MARCOS: Realmente.



(Todos se calam. Platão e Freud voltam para frente e vai cada um para um lado. Marcos beija as mãos da Madre que o abençoa. Ao levantar-se fica por alguns segundos pensando, até que olha para o lado direito e vê Platão. Que olha para o horizonte, então Marcos se aproxima e olha pro mesmo lugar)

PLATÃO: Ali ó.

MARCOS: Onde?

PLATÃO: Ali ó.

MARCOS: Ali?

PLATÃO: Não. Um pouquinho mais pra cá. Viu?

MARCOS: A.... Não, não vi não.

COLOMBO: Cade? Io também quero ver. Cadê?

THÊMIS: Deixa eu ver também?

(Platão da a volta em todos e começa a falar)

PLATÃO: Então. COMO EU IA DIZENDO. Meu nome é Platão, sou um filósofo grego e...

MARCOS: Cade que eu ainda não achei?

COLOMBO: Achei! Ta ali ó.

THÊMIS: Aonde que eu não to vendo?

PLATÃO: Ai meu Deus. Esqueçam isso, que eu tenho uma coisa para contar.

MARCOS: Quem é você mesmo hem?

FREUD (rindo): Parece que ninguém te respeita mesmo em?

PLATÃO: Platão. Meu nome é Platão

COLOMBO: Quem?

PLATÃO: Ai meu saco!

COLOMBO: Ui. Dói mesmo. Um chute aqui é terrível.

THÊMIS: Eu ainda não achei.

PLATÃO: Eu venho lhe dizer sobre a Sabedoria. Pois eu fui um dos muitos sábios que viveram na minha época. E sabedoria combate a Avareza.

JOANA: Você é tão velho assim?

PLATÃO: Eu nasci em 427 e morri em 347 AC.

MARCOS: Minha nossa senhora. É o matusalém.

(Todos começam a rir de Platão)

PLATÃO: Isso. Continuem rindo. Mas saibam que eu influenciei muito a cultura ocidental. Sim eu Aristócles.

MARCOS: Aristócles? Mais não era Platão?

PLATÃO: Meu verdadeiro nome é Aristócles, mas fiquei conhecido em Atenas como Platão. Estudei durante oito anos com Sócrates, depois viajei para a Grécia. Ao retornar em 387 AC, fundei em Atenas uma escola chamada Academia, com uma exigência, escrita na fachada: "Que aqui não entre quem não for geômetra". Em pouco tempo, esta escola tornou-se um dos maiores centros culturais da Grécia, tendo recebido políticos e filósofos como Aristóteles, Demóstenes, Eudoxo de Cnido e Esquines, entre outros.

THÊMIS: Eu sou a Justiça. Fui uma deusa antes de virar estatua.

MARCOS: Deusa? Que deusa que eu nunca ouvi falar de você?

THÊMIS: Meu verdadeiro nome é Thêmis.

PLATÃO: Essa daí é da minha época também.

COLOMBO: Nossa. Outra anciã.

THÊMIS: Olha o respeito heim! Cabeção.

MARCOS: Deixa eu ver se adivinho. Você vai falar sobre a justiça. Acertei?

THÊMIS: Claro.



(Marcos vai do outro lado de Thêmis enquanto ela esta explicando)

THÊMIS: Esta espada representa a força de minhas deliberações. E essa venda representa o objetivo nas decisões, por dispençar o mesmo tratamento aos réus.

MARCOS: Interessante.

THÊMIS: A justiça também é uma das sete virtudes cardinais e combate a Ira.

TIRADENTES: E então. Ainda sou o único que você conhece?

MARCOS: Não, eu já tinha visto a Thêmis, já tinha ouvido falar de Freud, na Madre Tereza e estudei sobre Colombo e Joana d’Arc na escola.

PLATÃO: Mais e eu?

FREUD: Ela ainda não esta louca para estudar sobre você seu velho metido a sábio.

TEREZA: Tick, tick re. Senhores. Não briguem.

TIRADENTES: Todos nós fizemos alguma coisa na história que nos fez chegarmos aqui no museu.

MARCOS: E. Você lutou pela....

TIRADENTES: Inconfidência Mineira.

MARCOS: Isso.

THÊMIS: Alguém me mostra o que era que eu ainda não achei o que vocês estavam vendo.

TIRADENTES: Sabe rapaz. Tive uma pequena ajuda de uma virtude para fazer o que fiz. A virtude da Coragem. Tive coragem de enfrentar o Brasil Colônia. Tive coragem de lutar pelos ideais de quem não achava certo o que Portugal estava fazendo. Se eu tivesse me acostumado com o que estava acontecendo, se eu tivesse aceitado tudo, eu não passaria de um preguiçoso. Quem tem Preguiça não tem Coragem, pois elas se enfrentam.

MARCOS: Nossa. Eu não sabia de nada disso. Estou realmente surpreso com tudo isso.

JOANA: Então agora você esta mais calmo?

MARCOS: Calmo pode até ser. Mais ainda acho tudo isso uma gande loucura.



(Marcos senta na cadeira da Justiça)

MARCOS: E agora eu vejo que o louco aqui não sou eu, são vocês.



(Todas as estatuas começam a falar ao mesmo tempo e vão formando um circulo em torno da cadeira. Marcos sai e vai ao outro lado do pauco. As vozes das estatuas vão sumindo até ficar somente os gestos. E marcos então diz)

MARCOS:


Mordaz mente de um louco
Triste dor que pulsa em meu coração;

Não sabia que as luzes se apagariam,

E nem mesmo o brilho das lagrimas,

Mostraria-me o caminho de volta ao coração.


As estrelas ainda dão vida à noite,

Mas em meu coração nada parece viver,

Longe dos sorrisos que já brilharam em meus lábios,

Estou tão perto do túmulo que meus sonhos parecem morrer.


Agora estou sob atenção,

Fugindo do que sempre esteve dentro,

E a cada instante aumenta a solidão...

A faca esta tão aguçada,

Sinto-a atravessar meu coração.
Até quando vagar em busca da vida?

Meu mundo cinza esta tão longe das estrelas,

Resta-me a escuridão e com ela tudo o que não se pode ver,

Na mordaz mente de um louco em busca do anoitecer.


Tiago Peres Fernandes
(Ao terminar de falar Marcos retorna à cadeira. As estatuas param de falar e se dispersam pelo palco. Marcos levanta da cadeira e neste momento as estatuas falam)

CENA III
As estatuas ficam em silencio por alguns instantes. De repente as estatuas falam numa só voz


ESTATUAS: Marcos. Marcos acorda.

ESTATUAS: Rapaz. Acorda rapaz.



(Ao falar, as estatuas vão voltando para seus lugares e vão repetindo as falas. Marcos volta a deitar no chão. Entra Vanessa e a Segurança do museu para acordar Marcos)

VANESSA: Marcos, acorda Marcos.



(Marcos acorda assustado)

MARCOS: Que, que foi?

VANESSA: Você estava dormindo aqui no museu.

SEGURANÇA: Não me ouviu dizer que o museu ia fechar?

MARCOS: Mais eu não dormi, eu estava conversando com eles.

(Aponta para as estatuas)

SEGURANÇA: Eles?

VANESSA: Eles quem Marcos?

MARCOS: As estatuas Vanessa, as estatuas!

SEGURANÇA: Rapaz, você estava sonhando.

(A segurança faz um gesto com as mãos dizendo que Marcos esta louco)

MARCOS: Não, não estava. Eu falei com elas. E elas estavam falando sobre Virtudes e Pecados.

VANESSA: Marcos você sonhou.

MARCOS: Eu não sonhei. E não estou ficando louco.

SEGURANÇA: Rapaz. Você esta em um museu de cera. Isso são estatuas de cera, elas não tem vida.

VANESSA: Vamos pra casa que já esta tarde.



(Marcos e Vanessa saem de cena. A Segurança espera um pouco, olha para as estatuas e diz)

SEGURANÇA: Estatuas falando e andando. Eu nunca ouvi isso antes, isso é impossível.



(A Segurança sai de cena e as estatuas vão ganhando vida novamente e se posicionam na frente do palco. Platão ergue sua mão direita e as três estatuas a sua direita falam as sete virtudes)

ESTATUAS: Fé, Esperança, Amor, Sabedoria, Justiça, Coragem, Equilíbrio.



(Platão repete o movimento com a mão esquerda e as três estatuas a sua esquerda falam os sete pecados)

ESTATUAS: Preguiça, Luxuria, Avareza, Gula, Ira, Inveja, Orgulho.



PLATÃO: Os dois lados foram mostrados. Cabe a você escolher qual vai seguir!

(Fecha-se a cortina)

FIM


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