As toadas do sertão: uma análise de vida e obra da dupla Pena Branca e Xavantinho



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As toadas do sertão: uma análise de vida e obra da dupla Pena Branca e Xavantinho

Profª. Dra. Maria Clara Tomaz Machado1

Marcos Vinicius de Freitas Reis2
RESUMO: Este trabalho é parte da pesquisa, na área de história, que ora desenvolvemos e tem como objeto de investigação a música sertaneja, cujo recorte temático e temporal elegeu a dupla Pena Branca e Xavantinho. Nossa problemática central, em primeiro lugar, é analisar a biografia de referida dupla relacionando-a com a vida difícil na zona rural (Uberlândia – MG), enfocando o trabalho braçal e todas as condições de subsistência do campo e os motivos que levaram a migrarem para São Paulo em 1968. Em segundo, uma análise das letras de suas músicas. Através de suas canções, podemos perceber hábitos e costumes da vida no campo, como também o saudosismo da vida na zona rural. E ainda pensar o porquê da classificação de música raiz? Sabemos que o repertório dessa dupla é eclético, e Xavantinho foi exímio compositor, cuja poética remete para o interior das Minas Gerais. Contudo, suas canções que falam da dor da migração e de uma urbanização forçada não têm o mesmo nível de repercussão nacional. Por quê? Deveríamos considerá-los mais intérpretes do que compositores? Como fica Pena Branca depois da morte de Xavantinho? O grupo que o acolheu mudou a trajetória de sua atuação? Estas são questões que estão sendo investigadas por meio de fontes documentais entre elas: jornais, crítica discográfica, análise poética, depoimentos orais, fotografias, dentre outras evidências.

A dupla caipira, Pena Branca e Xavantinho, reconhecidos como expressivos compositores e poetas da região do cerrado do Triângulo Mineiro são também prestigiados em nível nacional. Apesar de serem reconhecidos no meio artístico musical, bem como entre o público, especialmente do interior de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso, são talvez “vítimas” dos meios de comunicação de massas e, apesar de imortalizados pelas suas belas canções, padecem de um isolamento no meio musical nacional. O objetivo do presente trabalho é trazer à tona alguns aspectos da vida e da obra da dupla Pena Branca e Xavantinho. Considerando a vida no local de origem (Uberlândia – MG), o árduo trabalho na zona rural e experiência do seu repertório no cenário musical.

Entretanto falar desses poetas mineiros temos de nos remeter a um contexto específico, pois estes, como bons filhos de seu tempo, saem de sua terra natal em busca de seus objetivos – alcançarem o sucesso através de sua música – motivados por um espírito empreendedor, que é próprio de uma época.

Não poderíamos deixar de assinalar que o projeto de modernidade das elites políticas empresariais foi, no Brasil dos anos 50, a sonhada utopia que permitiria a trabalhadores e burgueses romperem um novo tempo. Cada um, de sua perspectiva, acreditava que com a inserção do Brasil na internacionalização do capital, por meio da industrialização e da tecnologia, fosse possível redimir a sociedade brasileira do atraso econômico e de suas mazelas sociais.

Assim, é que o entusiasmo e a confiança ilimitada na nova aspiração social já se prenunciavam nos discursos daquele que viria mais tarde a enfeixar o signo da modernidade brasileira. Para Juscelino Kubitschek não bastava vislumbrá-la; alcançá-la era honra e dever e, para tanto, todo sacrifício deveria ser encarado como uma espécie de redenção. Nesse sentido, a industrialização foi apresentada como a chave da emancipação de todos, e a conquista do bem-estar social. Brasília simbolizava os novos tempos.

Relacionada à expansão imperialista das potências capitalistas pós 2ª Guerra Mundial, a política de modernização da sociedade brasileira foi demarcada pela opção em desenvolver economicamente o país, através da política de substituição de importações. Esta política desenvolvimentista implicava, em seu cerne, novas formas de dependência, como a tecnológica e a financeira. Para sua concretização foi necessário o estabelecimento de grandes empresas monopolistas internacionais, que investissem principalmente nas indústrias de eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, em algumas indústrias de máquinas, equipamentos e comunicação e, especialmente, na indústria automobilística. Além disso, o Estado investiu maciçamente no setor público e na indústria de base, criando infra-estrutura básica para tão arrojado plano de desenvolvimento. Neste viés, a construção de estradas, siderúrgicas e usinas hidrelétricas foram construídas, possibilitando aumentar a capacidade produtiva de petróleo e a modernização das telecomunicações3.

A política do desenvolvimentismo, apesar de colocar o Brasil no nível dos países em desenvolvimento, acentuando o caráter internacionalizado de sua economia, trouxe, no entanto, resultados comprometedores para a sociedade brasileira. Entre eles, poderemos apontar o aspecto concentrador de rendas da economia, que proporcionou às classes trabalhadoras uma participação desigual no clima de prosperidade nacional. Embora os salários aumentassem em termos absolutos, a participação na expansão da renda nacional, em termos relativos, era cada vez menor.O desenvolvimentismo não livrara o país da dependência externa. Na verdade, ele criava novas formas enquanto eliminava outras. A inflação atingia um nível elevado, o déficit da balança de pagamentos aumentava progressivamente4. O rompimento com o FMI resultou em empréstimos e endividamento com novos credores. A ativação da industrialização e a expansão das fronteiras agrícolas, além da modernização da produção agrícola, da construção da malha viária e da urbanização crescente, acirraram não só o fenômeno da migração social, como também de sua marginalização nas grandes cidades.

A euforia do desenvolvimentismo, além de suas conseqüências econômicas e sociais, fez germinar uma intensa atividade cultural. Período fértil para desencadear a vanguarda artística, resultando daí a poesia concreta, o neoconcretismo, a poesia Práxis, a bossa nova, a música e o teatro de protesto, o cinema.5

De uma forma ou de outra, a produção intelectual dessa época será marcada pelas tramas geradas pelas tenções sociais, reflexos não só do desenvolvimento econômico, como também da agonia política do populismo. Não poderemos nos esquecer do papel exercido pelos meios de comunicação, entre eles o rádio e, especialmente, a televisão que começavam, neste momento, a tornar-se o grande meio de comunicação de massa que é hoje em dia6. A fusão entre a arte erudita e a popular se acentua. Poetas e compositores fazem parcerias com o artista popular. A temática urbana com todas as mazelas das classes trabalhadoras, os sonhos piegas da classe média e a moral burguesa são expostos e criticados pela arte, em especial o cinema novo7 .

É neste contexto que nos reportamos à região do Triângulo Mineiro, (especificamente Uberlândia) terra natal de Pena Branca e Xavantinho. Neste contexto, é possível perceber até a década de 50 a predominância da zona rural sobre a urbana, onde as atividades da agropecuária assumem relevante importância. Neste sentido, o recorte campo-cidade não foi ainda travado. Nesta região, conhecida nacionalmente pela sua agropecuária e incipiente comércio, a cultura e a forma de viver sertaneja se impõem até a década de 50. Porém, na década seguinte, este lugar, influenciado diretamente pelas novas diretrizes políticas e econômicas do governo vigente, passa como todas as regiões do país por um longo surto desenvolvimentista, rompendo com grande parte das relações campo-cidade estabelecidas no município até a década anterior. Em sua tese de doutorado, Machado aponta, a partir da década de 70, a grande transformação sócioeconômica das regiões do cerrado, especialmente o Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro, que passarão a ser produtores e exportadores de grãos:


Alinhada aos interesses econômicos da ditadura militar a região foi beneficiada pelos grandes planos políticos da época, como o Pólo Centro, o Pró-Várzeas, o PRODECER, o Armazenamento e Silagens de Grãos, estradas, eletrificação e telefonia rural. (...)As bases de uma incipiente urbanização estavam dadas na década de 60, mas esta região nos últimos 20 anos cresceu e se desenvolveu, em termos dos equipamentos urbanos e sociais e também economicamente8.
Filhos do município de Uberlândia, Pena Branca (1939) e Xavantinho (1942-1999) compunham uma família negra de sete filhos, que trabalhava na roça para sobreviver. A carreira musical começa em 1958 quando cantaram em programa da Rádio Educadora de Uberlândia. Na cidade tornaram-se trabalhadores braçais (chapa) para sobreviver e experimentar os primeiros instrumentos musicais próprios, mudando de nome, entre eles Peroba e Jatobá, Zé Miranda e Beira Mar, Trio Pena Branca e, finalmente, Pena Branca e Xavantinho, em 1970. O nome Pena Branca remete para a Folia de Reis mais antiga do bairro Patrimônio em Uberlândia – berço cultural dos negros, cuja Escola de Samba Tabajaras é a mais premiada da cidade.

Durante a década de 1960, apresentam-se em rádios do interior de Minas, Goiás e São Paulo. Só em 1970, ganhando o 4° lugar em um festival da Rádio Cometa, são convidados a participar da gravação de um compacto com a música “Saudade”. Em 1975 entrou para a orquestra “Coração de Viola”, em Guarulhos. Em 1980 se inscrevem no Festival MPB-Shell da Rede Globo. A partir daí, com o apoio de Rolando Boldrim, Tavinho Moura, Almir Sater, Milton Nascimento e Chico Buarque começam a deslanchar no cenário musical nacional. Excursionam pelos Estados Unidos, gravam 14 CDs pelas maiores gravadoras do país, ganham três Prêmios Sharp e são indicados ao Grammy, na categoria Melhor Álbum de Música Regional.

O seu repertorio musical é marcado por quatro características. A primeira delas é a parceria com grandes músicos da MPB. Pena Branca e Xavantinho em suas gravações optaram por canções de grande expressão nacional. Dentre elas “Planeta Água” de Guilherme Arantes, “Ciúme” Caetano Veloso, e outras musicas de Milton Nascimento, entre outros.9
Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado no seu lume
Dorme poente, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme
O ciúme lançou sua flecha preta
E se viu ferido logo na garganta
Que nem alegre, nem triste, nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta10

A dupla ainda possui gravações com músicas folclóricas de expressão nacional que fizeram muito sucesso nos anos 20 e 30. Composições de grandes artistas daquelas época como por exemplo Mario de Andrade, Tavinho Moura foram regravadas. Dentre elas “Uirapuru”, “Luar do sertão”.



Oh! Que saudades
Do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão!


Este luar cá da cidade
Tão escuro não tem aquela saudade


Do luar lá do sertão!

Não há, ó gente, oh! Não,
Luar como esse do sertão11

Com o repertório eclético, Pena Branca e Xavantinho fazem referência à tradicional música raiz, através de composições de Renato Teixeira (“Romaria”, “Viola Marvada”), Tunico e Tinoco, Almir Sater, e nas suas interpretações com som nasalado.

Chora viola marvada
No punho da minha mão
Que a lua tá desgarrada
Tá perdida no sertão
Lua nova, cara inchada
Pinta tudo de azulão12

Desde 1960, Xavantinho compõe músicas que retratam, de uma forma especial, seu lugar de origem. Tais canções referem-se ao saudosismo com relação ao tempo passado. Por exemplo, as vidas no campo, local em meio às dificuldades eram felizes, não passavam fome e viviam junto à natureza. Entre elas, “Rancho Triste”, “Queimadas”, “Estrada”, “Trem das Gerais”, “Carreiro Velho”, “Oração de Camponês”, “Casa de barro” de tantos outros revelam um pouco de suas perdas, que são, na verdade, o retrato do homem da terra desprovido de seus bens materiais e de sua própria cultura. Tais composições expressam a vontade de voltar a vida no campo e mostrá-las de forma idealizada.



Meu lugar é um recanto de beleza
A Natureza que me deu como presente.
Finquei meu rancho lá na beira do caminho
Junto a um corguinho de água limpinha e corrente
Tirei o mato e acariciei a terra,
Boa semente eu plantei naquele chão,
E fiz pedido a minha Santa Padroeira,
Prá não deixar faltar a chuva no sertão.
O tempo passa e a luta não termina,
A chuva fina continua com seu véu.
Igual a eu, outro roceiro agradece
Deus nas alturas, e os milagres do céu13

A letra acima, composto por Xavantinho, recorda o tempo de fartura nas épocas de colheitas, no período em que trabalhava na roça, e ainda descreve a natureza como algo apreciativo. Logo, a terra de origem era uma região que continha terras férteis para plantio, chuvas abundantes e apesar da vida difícil, mas é uma época que lhe traz muita saudade.

Outras músicas de Xavantinho que expressam tais sentimentos é o “Rancho Triste” .

Seu moço, lá na roça ainda existe
Um ranchinho muito triste
Porque não tem morador
Um dia o lavrador cheio de filhos
Deixou a roça de milho
E pra cidade se mudou
Pensando ser feliz mais que na roça
Deixou a sua palhoça
Pra morar no arranha-céu
Mas tudo não passou de um sonho antigo
Hoje sem lar, sem abrigo
Desempenha o seu papel
E a morena tem saudade da viola
E o caboclo tem saudade do sertão14

A década de 1990 consagra esta dupla caipira raiz como produtora de músicas de alta qualidade sonora, consumida por uma seleta platéia de classe média intectualizada. Fixam sua imagem “humilde” ao lado de monstros sagrados da MPB como Fagner, Caetano Veloso, João Pernambuco, Hermínio Bello de Carvalho, Geraldo Vandré, Djavan, Oswaldo do Acordeom e Tom Jobim dentre tantos outros.

A distinção da dupla na mídia e sua aceitação por um público mais exigente talvez se dêem pela sabedoria em mesclar músicas do folclore nacional, tais como “Uirapuru” e “Cuitelinho”, suas próprias composições e a de renomados compositores de MPB.

Final do século XX traz grande revés para a dupla, morre Xavantinho, e Pena Branca sozinho volta para Uberlândia; com graves dificuldades financeiras, retoma sua jornada apoiado por novos músicos como Tarcisio e sua Orquestra de Violeiros do serrado, Renato Teixeira e tantos que o têm acompanhado em seus shows e nos novos CDs, tentando alavancar novamente sua carreira.

Na temática proposta pelo Simpósio sobre reforma agrária, a música “Oração do Camponês”, cujo autor Xavantinho, torna-se um hino para esses indivíduos que possuem saudade do tempo em que o campo era um local produtivo que trazia muita felicidade.



Um manto verde
Tomou conta do roçado
Formou-se um quadro, no azul da imensidão.
E na certeza de uma colheita farta,
De tudo aquilo que plantei com minhas mãos,
E para o ano a labuta continua,
Lavrando a terra com carinho e devoção.
Eu agradeço a minha Santa Padroeira,
Que não deixou faltar a chuva no sertão.
O tempo passa e a luta não termina,
A chuva fina continua com seu véu.
Igual a eu, outro roceiro agradece
Deus nas alturas, e os milagres do céu15


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

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TREVISAN, Maria José. 50 anos em 5... A Fiesp e o desenvolvimentismo. Petrópolis: Vozes, 1986.
Discografia
CEARENCE, C. P. Luar do Sertão. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho. Manaus: Velas, 1995. Disco Sonoro

TEIXEIRA, R. Viola Marvada. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho. Manaus: Velas, 1993. Disco sonoro

VELOSO, C. Ciúmes. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho.Manaus: Velas, 1993. Disco Sonoro

XAVANTINHO. Oração do Camponês. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho. Manaus: Velas, 1993. Disco Sonoro.



XAVANTINHO. Rancho Triste. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho. Manaus: Velas. 1993. Disco sonoro


1 Professora dos Cursos de Graduação e Pós-graduação em História/UFU. Doutora em História Social pela USP.

2 Graduando em História pela Universidade Federal de Uberlândia

marcosvinicius5@yahoo.com.br


33 Cf. GOMES, Ângela de Castro. O Brasil de JK. Rio de Janeiro: FGV/CPDOC, 1991. TREVISAN, Maria José. 50 anos em 5... a Fiesp e o desenvolvimentismo. Petrópolis: Vozes, 1986; CARDOSO, Heloísa Helena Pacheco. Consolidação, Reforma e Resistência: governo, empresários e trabalhadores em Minas Gerais nos anos 50. São Paulo: USP, 1998.

4 PAES, Maria Helena Simões.A Década de 60. São Paulo: Editora Ática, 1992.

5 RAMOS, Fernão. História do cinema brasileiro. São Paulo: Art editora, 1982; GERBER, R. Glauber Rocha. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977; XAVIER, Ismail. Alegorias do Subdesenvolvimento. São Paulo: Brasiliense, 1993; DANIEL, Roberto F. Cinema: uma experiência mística. Bauru: EDUSC, 1998; CANCLINI, Néstor Garcia. Consumidores e Cidadãos. Rio de Janeiro: UFRJ, 1999.

6Cf. CALABRE, Lia. A era do Rádio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2002.

7RAMOS, Alcides Freire e BERNADET, Jean-Claude. Cinema e História do Brasil. São Paulo: Contexto / Edusp, 1988; CARNES, R. (org.). Passado Imperfeito: a história no Cinema. Rio de Janeiro: Record, 1997.

8 MACHADO, Maria Clara Tomaz. Cultura Popular e Desenvolvimentismo em MG: Caminhos Cruzados De Um Tempo. São Paulo: USP, 1998. (Tese de Doutorado)

9 Sobre musica Sertaneja cf: CALDAS, Waldenyr. O que é musica sertaneja. São Paulo: Brasiliense.1987

10 VELOSO, C. Ciúmes. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho.Manaus: Velas, 1993. Disco Sonoro

11 CEARENCE, C. P. Luar do Sertão. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho. Manaus: Velas, 1995. Disco Sonoro

12 TEIXEIRA, R. Viola Marvada. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho. Manaus: Velas, 1993. Disco sonoro

13 XAVANTINHO. Oração do Camponês. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho. Manaus: Velas, 1993. Disco Sonoro.

14 XAVANTINHO. Rancho Triste. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho. Manaus: Velas. 1993. Disco sonoro

15 XAVANTINHO. Oração do Camponês. Interpretada por Pena Branca e Xavantinho. Manaus: Velas, 1993. Disco Sonoro.





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