As três peneiras



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Encontro04.08.2016
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"As três peneiras"

Olavo foi transferido de projeto.


Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu -se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva.
Disseram que ele ...
Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe, aparteou:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três
peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, Chefe?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é
absolutamente verdadeiro?
Nao. Nao tenho, nao. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram.
Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
- Entao sua história já vazou a primeira peneira. Vamos entao para a
segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que
os outros também dissessem A SEU respeito?
Claro que nao! Deus me livre, Chefe! - diz Olavo, assustado.
- Entao, - continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira. Vamos
ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário
me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Nao chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que nao sobrou nada do
que eu iria contar - fala Olavo, surpreendido .
- Pois é Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos
usassem essas peneiras? - diz o chefe sorrindo e continua:
Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo dessas
três peneiras: Verdade - Bondade - Necessidade, antes de obedecer ao
impulso de passá-lo adiante, porque:

PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS


PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS
PESSOAS MEDíOCRES FALAM SOBRE PESSOAS

"Julga-se melhor uma pessoa nao por aquilo que falam dela, mas pelo


que ela fala dos outros".

O PARADOXO DE NOSSO TEMPO


O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios

mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas,

mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos

menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.


Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas

menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais

conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência,

porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.


Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária,

rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito

facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados

demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo

demais diante da TV e raramente oramos.
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.

Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita

freqüência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa

vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida

à extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas

temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com

nosso novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior.

Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar,

mas poluimos a alma. Dividimos o átomo, mas não nossos

preconceitos. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planejamos

mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com

paciência. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.

Temos mais comida, mas menos apaziguamento. Construímos mais

computadores para armazenar mais informações para produzir mais

cópias do que nunca, mas temos menos comunicação. Tivemos

avanços na quantidade, mas não em qualidade.


Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de

homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas

relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz

mundial, mas perdura a guerra no lares; temos mais lazer, mas

menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos

nutrição. São dias de duas fontes de renda, mas de mais

divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade

também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do

peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
É um tempo de muita religião e pouca comunhão com o Criador.

É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um

tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você

pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente



apertar a tecla Del.

irineokoch@yahoo.com.br


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