Assembleia 2015



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Arquidocese de São Paulo

Região Episcopal Belém

ASSEMBLEIA 2015


Tema: Testemunha de Jesus Cristo na Cidade

Lema: É preciso avançar!


PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO

INTRODUÇÃO


Na apresentação do 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo, o Cardeal Dom Odilo Pedro Scheller, nos faz uma pergunta importante: “Qual é o primeiro objetivo da presença da Igreja em São Paulo? Tantas poderiam ser as respostas, mas uma delas é a principal: a Igreja está aqui para ser testemunha de Jesus Cristo e do Evangelho do Reino de Deus”. Esse ser “testemunha de Jesus Cristo” é a meta que dá sentido e orientação a tudo o que a Igreja é e faz. Tudo o que existe na Igreja é em função da missão de testemunhar Jesus Cristo. “Evangelizar é em primeiro lugar, dar testemunho” (DGAE 17).

Propomos então para toda a Região Episcopal Belém – comunidades eclesiais de base, paróquias, setores, pastorais, movimentos, associações, organismos e novas comunidades – avaliar a caminhada deste ano de 2015 e lançar perspectivas para o próximo ano a partir deste eixo central: TESTEMUNHO. Para isso vamos ter muito presente o apelo missionário e outros elementos trazidos pelo Documento de Aparecida (DAp); pela Exortação Apostólica Evangelli Gaudium (EG); o 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese; as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019 (DGAE) e a Bula Misericordiae Vultus (MV)


I – Ser Igreja em estado permanente de Missão


A Conferência de Aparecida introduziu no cenário eclesial a urgência missionária na vida da Igreja. Diante de uma mudança de época e dos desafios gerados para a transmissão da fé cristã, somos interpelados:

“A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. Isso não depende tanto de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos que encarnem essa tradição e novidade, como discípulos de Jesus Cristo e missionários de seu Reino, protagonistas de uma vida nova para uma América Latina que deseja reconhecer-se com a luz e a força do Espírito (DAp 11).

Essa urgência missionária vem acompanhada do grande apelo: CONVERSÃO PASTORAL E MISSIONÁRIA.

“Esta firme decisão missionária deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais de dioceses, paróquias, comunidades religiosas, movimentos e de qualquer instituição da Igreja. Nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (DAp 365).

“A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. Assim será possível que o único programa do Evangelho continue introduzindo-se na história de cada comunidade eclesial” com novo ardor missionário, fazendo com que a Igreja se manifeste como mãe que vai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária” (DAp 370).

Na exortação apostólica Evangelii Gaudium, o Papa Francisco faz deste apelo missionário, um apelo para a Igreja no mundo todo.

“Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria – a alegria do Evangelho – e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos (EG 1).

“Naquele «ide» de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta nova «saída» missionária. Sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (EG 20).

“Espero – insiste o Papa Francisco – que todas as comunidades se esforcem por usar os meios necessários para avançar no caminho de uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma «simples administração». Constituamo-nos em «estado permanente de missão», em todas as regiões da Terra” (EG 25).

“A pastoral em chave missionária exige o abandono deste cômodo critério pastoral: «fez-se sempre assim». Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respectivas comunidades” (EG 33).

PORTANTO:

– Unida a este binômio MISSÃO-TESTEMUNHO, a CONVERSÃO PASTORAL é hoje o grande desafio para a ação evangelizadora da Igreja. Importante lembrar que a conversão não nasce de planos, atividades e calendários, mas da própria missão. Portanto, pensar em um processo avaliativo é muito mais do que elencar atividades e avaliar o que foi ou não foi feito, se foi positivo ou negativo, se alcançamos ou não nossos objetivos (ainda que isso faça parte).

– Um processo de avaliação e planejamento tem que nos levar a tocar no chamado “X” da questão, ou seja, aquilo que é essencial: estamos realmente sendo testemunhas de Jesus Cristo? Como estamos vivendo nas diversas instâncias organizativas da Igreja na Região Belém (comunidade, paróquia, setor, pastoral...) esse processo de conversão pastoral? Sentimos mudanças profundas no nosso agir ou estamos apenas “passando um verniz na superfície das nossas ações”?

II – Ponto de Partida: A centralidade em Jesus Cristo


As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019, reafirmam:

“Jesus Cristo é fonte de tudo o que a Igreja é e de tudo o que ela crê. O fundamento do discípulo missionário é a contemplação e o seguimento de Jesus Cristo” (n. 4).

“A fé que nasce do encontro pessoal com Cristo, exige a decisão de estar com o Senhor para viver com ele” (n. 10).

Esse caminho – iniciado no encontro pessoal com Jesus, e que depois passa pela conversão, o discipulado, a comunhão, a missão como nos ensina a Conferência de Aparecida – requer a formação dos discípulos missionários.

Percebemos que esse caminho ainda não foi assumido como deveria ter sido por nós, católicos; a evangelização ainda falta muito para atingir-nos profundamente. Muitos não fomos despertados para um processo de iniciação à vida cristã que leva à adesão à pessoa de Jesus Cristo e ao seu Reino (SEGUIMENTO). Isso explica muitas situações que encontramos na Igreja, descritas nas DGAE, parágrafos 25 e 26: práticas fundamentalistas e sentimentalistas; generalização do relativismo; diluição do sentido de pertença eclesial e do vínculo comunitários, passividade do laicato entre outros.

A maioria dos batizados não se tornou discípulos missionários de Jesus. E isso nos apresenta outro desafio: “o fiel discípulo de Jesus forma outros discípulos”. Este princípio acontece em consequência da obediência ao claro ensino da Escritura quanto ao crescimento do Corpo de Cristo.

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os… ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28,19-20).

PORTANTO, neste processo avaliativo, queremos acrescentar ao eixo central – TESTEMUNHO – mais algumas questões: somos uma Igreja que forma discípulos missionários? Nosso testemunho faz com que as pessoas se encantem por Jesus Cristo e pelo Reino de Deus? Despertamos nas pessoas o desejo de seguir Jesus Cristo?


III – É preciso avançar


Reflexão: responder as seguintes questões

  1. Estamos realmente sendo testemunhas de Jesus Cristo?

  2. Como estamos vivendo nas diversas instâncias organizativas da Igreja na Região Belém (comunidade, paróquia, setor, pastoral...) esse processo de conversão pastoral?

  3. Sentimos mudanças profundas no nosso agir ou estamos apenas “passando um verniz na superfície das nossas ações”?

  4. Somos uma Igreja que forma discípulos missionários?

  5. Nosso testemunho faz com que as pessoas se encantem por Jesus Cristo e pelo Reino de Deus?

  6. Despertamos nas pessoas o desejo de seguir Jesus Cristo?

Segunda Parte - Avaliação

Mantendo a comunhão e a estrutura do Projeto de Evangelização da Arquidiocese de São Paulo (que está no 11º Plano de Pastoral) vamos AVALIAR as urgências da ação evangelizadora a partir do que foi assumido na Assembleia de 2014 da Região: Missão, Vida Plena e Juventude. Aqui podem ser acrescentados outros elementos próprios de cada Paróquia (fruto da assembleia paroquial de 2014). Para avaliar não se esqueça de levar em conta as reflexões feitas a partir das questões acima.



  1. Urgência – Igreja em estado permanente de Missão. O que foi assumido:

– Formação para a missão: estudar, ir para a rua e celebrar. Tendo como eixo a mística e a espiritualidade.

– Processo de conversão pessoal e pastoral: romper com o individualismo pastoral; repensar nossas estruturas pastorais. Crescer na consciência missionária e na comunhão eclesial (partilha de recursos humanos e materiais).


Pergunta: Conseguimos neste ano, dar passos para realmente ser uma Igreja missionária, uma Igreja em saída? Que exemplos nos mostram os passos dados? O que nos faz compreender que ainda não demos passos?


  1. Urgência – Igreja a serviço da vida plena para todos. O que foi assumido?

Para as Paróquias: a) Levantamento da realidade do bairro e dos espaços públicos e privados de atendimento à população; b) Conhecer a realidade das famílias; c) Assumir a CF durante o ano todo; d) Inserção nos Conselhos Paritários; e) Articulação das Pastorais Sociais.
Pergunta: Conseguimos neste ano, dar passos para realmente ser uma Igreja Samaritana? Uma Igreja presente na vida do povo sofredor? Sim ou não, e por que (como)?


  1. Urgência – Evangelização dos Jovens. O que foi assumido?

Para as Paróquias: a) acolher os jovens; b) conhecer os jovens da paróquia; c) identificar os tipos de jovens que estão no território da paróquia; d) criar núcleos e espaços de evangelização dos jovens; e) investir nas tecnologias atuais como atrativos para os jovens participarem e emitirem suas opiniões; f) entrosar os jovens nas pastorais e na vida da paróquia. Incentivar os grupos existentes que trabalham com os jovens; g) mudar a metodologia dos Encontros de preparação para o Sacramento da Confirmação.


Pergunta: Conseguimos neste ano, dar passos para realmente ser uma Igreja acolhedora e que testemunha Jesus Cristo na realidade dos Jovens? Sim ou não e por que (como)?

Terceira Parte – Perspectivas

Considerando o 11º Plano de Pastoral, com a urgência Igreja, lugar da animação bíblica da vida e da pastoral, unida à DEI VERBUM, a Campanha da Fraternidade 2016 (Tema: “Casa comum, nossa responsabilidade”, e o lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca – Am 5,24) e tendo sempre em vista que o discípulo missionário é testemunha na cidade e para isso precisa ser formado, precisa ser alimentado (ter espiritualidade) e precisa agir de modo organizado, perguntemo-nos: como concretizar, isto é, pôr em prática o que as DGAE (2015-2019) nos dizem no parágrafo 91?



A formação dos discípulos missionários precisa articular fé e vida e integrar aspectos fundamentais: o encontro com Jesus Cristo; a conversão; o discipulado; a comunhão; a missão. O processo formativo se constitui no alimento da vida cristã e precisa estar voltado para a missão, que se concretiza no anúncio explícito de Jesus Cristo, vida plena, para todos, em especial para os pobres. A formação não se reduz a cursos. Ela integra a vivência comunitária, a participação em celebrações e encontros, a interação com os meios de comunicação, a inserção nas diferentes pastorais e espaços de capacitação, movimentos e associações” (DGAE 91).
COMO POR EM PRÁTICA?

Atenção: Para ajudar na resposta, levar em consideração o que é proposto no 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo, nos parágrafos 86 a 91.


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