Atividades de Extensão da Faculdade asa de Brumadinho, com Destaque para o Projeto ‘Volta, Mandi’



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Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004


Atividades de Extensão da Faculdade ASA de Brumadinho, com Destaque para o Projeto ‘Volta, Mandi’
Área Temática de Meio Ambiente
Resumo

A Faculdade ASA de Brumadinho existe há apenas três anos e já conta com várias iniciativas de extensão. O Projeto Volta, Mandi propõe recuperação e uso sustentável do Rio Manso, no município de Brumadinho, numa extensão de 7,5 Km da jusante da COPASA à foz no Rio Paraopeba. As suas ações estão voltadas para a Educação no processo de gestão ambiental onde a participação da comunidade para a reconstrução de nova realidade através de valores éticos e princípios de cidadania é de fundamental importância. Ao lado desse, um outro projeto aguarda financiamento: envolve atividades culturais, de pesquisa, de ensino e intercâmbio com os remanescentes do Quilombo do Sapé, localizado na região. A Faculdade ASA de Brumadinho pretende, também, participar do resgate histórico-cultural da Estrada Real. Tais proposições englobam-se no CEPHIS - Centro de Estudos e Pesquisas Históricas. Recentemente, foi criada a revista acadêmica da Faculdade ASA, a Asa-Palavra, que, além da produção dos corpos docente e discente divulgará os passos das atividades de extensão e pretende, ainda, organizar oficinas de literatura e outras artes com a comunidade.


Autoras

Maria Lúcia Resende Chaves Teixeira; doutoranda em História/UFMG, fundadora do CEPHIS/Faculdade ASA

Maria Lúcia de Resende Chaves; doutora em Literatura Comparada UFMG, editora da revista Asa-Palavra, da Faculdade ASA de Brumadinho.

Beatriz de Fátima Assis; Diretora Acadêmica da Faculdade ASA; Pós-Graduação Lato Sensu em Metodologia e Didática do Ensino Superior.


Instituicão

Faculdade ASA de Brumadinho


Palavras-chave: meio ambiente; revista, história
Introdução e objetivo

A Instituição Educacional Cecília Maria de Melo Barcelos (IECEMB) tem por finalidade a criação e manutenção de entidades de ensino Infantil, Fundamental, Médio e Superior, sendo este nas áreas de ciências humanas e gerenciais, impulsionando o desenvolvimento da região e a qualificação de seus habitantes.

A ICEMB já mantém, com altos padrões de qualidade de ensino e de qualificação de seu corpo docente, através da Faculdade ASA, os cursos de: Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Direito, História e Letras. A IECEMB possui sede e foro no município de Brumadinho, Estado de Minas Gerais e tem duração por tempo indeterminado.

A mantenedora pretende destacar-se no cenário do Ensino Superior pela excelência dos cursos que mantém. Para tanto, seus objetivos estratégicos são os seguintes: promover a melhoria das condições de ensino no que tange ao espaço físico e aos serviços de apoio ao ensino, cuidando da gestão administrativa e financeira da Faculdade ASA, considerando o equilíbrio entre suas receitas e despesas; realizar Intercâmbio Cultural com escolas de todos os graus, do setor público e privado, para incentivo às suas atividades; realizar Intercâmbio Cultural com organismos internacionais para a integração entre os povos, através da educação, pesquisa e cultura; praticar ações que demonstrem sua responsabilidade social; valorizar seus recursos humanos, incentivando seu crescimento pessoal e profissional. Também realizar ações de extensão universitária, visando à integração com a comunidade, especialmente de Brumadinho e região.

Hoje, a Faculdade ASA recebe estudantes de catorze cidades vizinhas a Brumadinho, incluindo egressos da periferia de Belo Horizonte. Esses pressupostos levaram o departamento de História da Faculdade ASA de Brumadinho a iniciar a organização do Centro de Estudos e Pesquisa Histórica. O desejo presente nessa iniciativa é o de marcar tempo e lugar. Acredita-se tanto na importância da história regional, como fruto da pesquisa e do trabalho plantados no interior, quanto na interlocução com os amplos movimentos de pesquisa e extensão plantados nas grandes universidades. Acredita-se igualmente naquilo que tal iniciativa pode revelar acerca do tempo, mostrando reforço aos movimentos culturais em regiões interioranas, à semelhança dos antigos esforços empreendidos para fundar bibliotecas no interior de Minas Gerais: os livros eram carregados em lombos de burros, ou ainda atravessavam as milhas oceânicas. Ilustrativo desse movimento são os indícios de várias bibliotecas nos rincões das Minas Gerais.

Cumpre não esquecer o cuidado com que algumas regiões guardam suas fontes primárias. Esse comportamento revela a crença na memória. Para este trabalho, pensa-se na memória sustentada nas ações do homem, tanto em suas construções materiais quanto imateriais.

É a preservação da memória que se pleiteia, quando se propõem os trabalhos do Centro de Estudos e Pesquisa Histórica - CEPHIS. Pode-se, então, perguntar: com que objetivo o homem gasta tanto tempo e recurso na preservação da memória? Para que isso serve? Não será muito mais fácil e enriquecedor trabalhar para o acúmulo capitalista material? A única e simples resposta é: as construções materiais e imateriais de um tempo revelam a imagem que o homem tem de si. Essa é a imagem que o departamento de História tem dos trabalhos realizados no interior de Minas Gerais. A imagem do possível. A imagem de que um trabalho cultural está por ser feito e em vias de fazê-lo. A imagem do desejo e a crença no poder de construir um trabalho de desenvolvimento da cultura histórica, do gosto pelos livros, da preservação material e imaterial, o desejo de revelar o que existe na região.

Para tanto, os esforços do CEPHIS vão no sentido de plantar suas próprias ações materiais e imateriais, buscando colher as ações materiais e imateriais de outros homens. Desse modo, as noções de tempo se entrelaçam, e o homem tem a oportunidade de se reconhecer nas ações dos outros homens. Detecta-se aí uma peculiar relação de presente/passado, relação essa presente na história.

O Centro de Estudos e Pesquisa Histórica - CEPHIS - nasceu em agosto de 2003. Muita força e trabalho foram despendidos em seu parto. E ainda, uma vez nascido, muitos são os cuidados que sua frágil vida requer. Em verdade, a consciência da importância desse projeto tem sido seu principal alimento.

Dividem-se as ações do CEPHIS em trabalhos imateriais e materiais. As ações imateriais estão, em primeiro lugar, na escrita de quatro projetos que cumpriram prazos junto às instituições de pesquisa e a órgãos públicos. Alguns já contam com o parecer e outros aguardam a divulgação dos resultados. Alguns dos projetos envolvem outras ações imateriais.

O primeiro projeto: trata-se de proposta que visa à parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Junto a esta, pretende-se organizar formas de mapeamento histórico-cultural em áreas demarcadas. Esta proposta aguarda, atualmente, a divulgação dos resultados. O segundo projeto foi escrito como resposta a uma demanda induzida pela FAPEMIG. Esta instituição de fomento chamou os interessados em participar do resgate histórico-cultural da Estrada Real através de projetos de estudo. Sendo assim, o CEPHIS escreveu a proposta e respondeu ao chamado. Isso significa que o CEPHIS tem uma proposta de estudo da Estrada Real escrita e aguarda financiamento. O terceiro projeto, provavelmente o mais vigoroso, foi colocado para avaliação junto à Secretaria Estadual de Cultura de Minas Gerais, e aguarda deferimento. Esse projeto será implementado pelo curso de História. É óbvio que o financiamento da Lei de Incentivo Fiscal facilitará a vida dos estudantes e pesquisadores. Trata-se de projeto que envolve atividades culturais, de pesquisa, de ensino e intercâmbio com os remanescentes do Quilombo do Sapé. Além disso, ele prevê, para o ano de 2004, ações junto à comunidade do Sapé. Ainda sobre esse projeto, cumpre ressaltar que o trabalho do CEPHIS ocorreu em consonância com a comunidade negra. Isto é, ele não foi escrito sem a concordância e o conhecimento dos líderes locais. A comunidade foi visitada, em dia festivo, por pesquisadores do CEPHIS, os quais foram recebidos pela ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Posteriormente, outra visita teve como objetivo estabelecer contato com os representantes da Comunidade Negra, através da Associação, das Bandas de Moçambique, Congado e do grupo da Quadrilha. Dessa forma, os líderes concordaram com projeto, e aceitaram trazer para o CEPHIS suas apresentações.

Esse trabalho será um grande eixo norteador das ações do CEPHIS em 2004. Informa-se, apenas para ilustrar, que já existem, dentro das atividades acadêmicas da Faculdade ASA, na forma de trabalhos integrados, alunos que iniciaram estudos teóricos sobre os quilombos, o que permite embasar futuras pesquisas monográficas sobre o Quilombo do Sapé.

Dentre as ações imateriais, existe o trabalho de ativar a circulação, entre os alunos do curso de História, da Revista Nossa História, empreitada recente de publicação e circulação nacional da Fundação Biblioteca Nacional.

O quarto projeto refere-se à edição da revista acadêmica multidisciplinar Asa Palavra. que visa a estimular a produção de textos em áreas diversas do conhecimento, publicar a produção docente e discente da ASA e publicar textos de convidados especiais. O projeto pretende, ainda, a criação de núcleos de oficinas de literatura e outras artes envolvendo a comunidade acadêmica e toda a comunidade de Brumadinho.

A revista Asa-Palavra acaba de editar seu primeiro número acolhendo textos do corpo docente e discente da Faculdade, além do de convidados especiais. Não mono-temático, reúne diversidade: a multidisciplinariedade. Formatada em sete blocos, apresenta trabalhos que dialogam com a literatura e sua teoria, a lingüística, filosofia, psicanálise, ciências sociais, políticas, econômicas, contábeis, a engenharia de produção, a história, as artes plásticas.

A concepção da capa traz, embutido, um conceito: funda-se no desejo de ir rememorando, a cada vez, a cada número, um exemplar da história da nossa arte mais remota, revisitado, no entanto, por um artista contemporâneo. Tempos sobrepostos, estéticas em palimpsestos. Sendo assim, a capa desse primeiro volume é o resultado da intervenção da artista plástica Liliza Mendes sobre reprodução xerográfica da Vênus de Willendorf, datada de 24.000 anos antes de cristo.

O segundo número já começa a aceitar inscrições para publicação. A capa trará trabalho do artista Lau Caminha sobre reprodução da deusa egípcia da escrita. Pretende-se lançá-lo em dezembro de 2004.

Dentro do contexto de outras atividades de extensão da Faculdade ASA de Brumadinho destaca-se o Projeto Volta, Mandi. O projeto foi escrito para atender a uma parceria com um projeto local. Escreveu-se a proposta de reconhecimento da população ribeirinha, moradora na região de Rio Manso. Este trabalho foi feito no intuito de responder a uma parceria com o projeto ambientalista da região.

O Volta-Mandi, projeto ambientalista, é uma proposta na qual o CEPHIS teve participação na condição de ajudar na escrita histórico-cultural de reconhecimento de uma região. Atualmente, o trabalho está em fase de andamento e conta com recursos de outros agentes fomentadores.

A Extensão Ambiental é o segmento da Educação Ambiental que atua no sentido de difundir informações sobre a preservação e recuperação do meio ambiente e na adaptação de técnicas, Leis e normas de controle de atividades potencialmente poluidoras, procurando levar conhecimentos e experiências acumuladas nos organismos de pesquisa, de controle e de promoção ambiental para os diversos setores econômicos e sociais como forma de disseminar metodologias e técnicas ambientalmente limpas e socialmente justas (Ribeiro, 1998).

O objetivo do Projeto Mandi é de atuar a nível regional, através da sensibilização, conscientização, capacitação, controle, fiscalização e recuperação das atividades potencialmente poluidoras do Rio Manso, trecho compreendido entre a Barragem da COPASA (a jusante) até sua foz no Rio Paraopeba.

Esta é uma proposta de democratização, descentralização e divisão de responsabilidades entre a Faculdade ASA através do Centro de Pesquisa Histórica, a COPASA (MG), a SEMAD, e a Prefeitura Municipal de Brumadinho no processo de revitalização de 7,5KM do Rio Manso, município de Brumadinho.

O projeto de Revitalização do Rio Manso é decorrência direta da monografia escrita pela educadora Fátima Aparecida da Cunha e Silva, hoje Coordenadora Operacional do Projeto Mandi na Faculdade ASA. “Educação no Processo de Gestão Ambiental; Estudo de caso Programa de Recuperação e uso sustentável do Rio Manso – Brumadinho”. (Cunha Silva, 2002). Considerando que a Educação Ambiental dever ser um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal (Lei Federal, nº9795/27/04/99 – Decreto 4281/25/06/2002), considerando a concepção de meio ambiente em sua totalidade, a interdependência entre o meio natural, sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade, a vinculação entre a ética, o conhecimento, a pesquisa e as práticas sociais, é que a Faculdade ASA se propôs a desenvolver o Projeto Volta Mandi.

O projeto de reabilitação e revitalização da micro bacia do Rio Manso detém entre seus objetivos a despoluição do Rio Manso e afluentes, por ações concretas de saneamento básico, esgoto e lixo, a proteção integral das nascentes dos afluentes do Rio Manso, a reabilitação das matas ciliares e de galeria da micro bacia, a introdução do uso sustentável e múltiplo do Rio Manso e entorno principalmente para o turismo, lazer, pesca, incentivo e irrigação de hortas individuais e comunitárias sem agrotóxicos, desedentação de animais.

Como projeto experimental, deverá servir de modelo a ser gradativamente expandido para toda bacia do Rio Paraopeba. O Projeto Mandi sinaliza caminhos para que se possa alcançar a utopia da sutentabilidade num mundo complexo e dinâmico. Ou se forma uma aliança global para cuidar da terra e uns dos outros, ou arrisca-se a nossa destruição e a da diversidade da vida. E para isso não se precisa inventar as comunidades humanas sustentáveis a partir do zero, mas pode-se moldá-las de acordo com os ecossistemas naturais, (Fritjof Capra – Alfabetização Ecológica: o desafio para a Educação no século XXI).
Metodologia

A denominação ‘Volta, Mandi’ nasceu de reunião informal em 15 de abril de 2003, quando algumas pessoas da comunidade e representantes dos segmentos hoje envolvidos com o projeto se reuniram nas dependências da Câmara Municipal, para discutirem a viabilidade da implementação de um projeto ambiental aproveitando a monografia da educadora Fátima Aparecida da Cunha Silva.

Pelo fato do mandi, peixe que no passado garantia a sobrevivência de tantas famílias ribeirinhas havia desaparecido do rio em decorrência das ações poluidoras, por que não lutar por sua volta ao Rio? Firmou-se então a adesão à construção de um Projeto Coletivo com a participação de todos ali presentes e que seria abraçado e apoiado pela Faculdade ASA e demais entidades parceiras.

O segundo passo foi o levantamento das escolas e Ong’s existentes no percurso da micro bacia e que seriam as entidades sobre as quais se construiriam atitudes de inconformidade com a atual degradação do Rio Manso e a partir delas, seriam trabalhadas a sensibilização e conscientização da necessidade de práticas concretas e imediatas de preservação dos cursos d’água. A proposta seria construir uma agenda de mudanças partindo das escolas, das famílias para finalmente angariar as parcerias e financiamentos necessários ao desenvolvimento do Projeto. Inicialmente houve o envolvimento de 915 alunos da educação, infantil às quatro primeiras séries de Ensino Fundamental da Rede Pública Municipal e todos os educadores que atuam nas escolas, e ainda a participação de 22 Ong’s. O trabalho desenvolvido com esse público-alvo é contínuo através de palestras, trabalhos de campo, visita aos curso d’água plantio de árvores para recuperação das matas ciliares, produção de textos, apresentação de peças teatrais, participação em feiras culturais para divulgação do projeto, confecção de livrinhos, produção de relatórios, confecção de slogans, cartazes, maquetes, músicas e entrevistas. Tudo no sentido de garantir a preservação do meio ambiente local e conseqüentemente contribuir para a despoluição das águas do Rio Manso garantindo água potável para as futuras gerações e condições para a recomposição da fauna e flora ribeirinhas.

Este trabalho tem a permanente participação da Faculdade ASA e da COPASA.
Resultados e discussão

Através do diagnóstico levantado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente para se conhecer as condições de saneamento básico-esgoto e lixo das populações ribeirinhas, constatou-se que para acabar com o problema dos dejetos jogados no rio, seriam necessárias: a construção de fossas sépticas e implantação de uma ETA (Estação de tratamento de esgoto}, em toda região. Eliminando-se totalmente o lançamento de esgoto in natura no Rio Manso, beneficiaria-se diretamente o Rio Paraopeba, foz que recebe o curso d’água do Rio Manso. Outro impacto significativo é que após a construção da ETA pela COPASA, as terras poderiam ser urbanizadas e abertas novas vias de acesso para as comunidades ribeirinhas.

A partir daí, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente promoveria a fiscalização das áreas visando à proteção do Rio Manso, com intervenções, quando necessárias. Outra ação seria a efetivação da Lei de uso do solo, impedindo a proliferação desordenada de loteamentos que contribuem de maneira devastadora para a destruição dos ecossistemas locais. Em última instância, além do controle eficiente e da recuperação do Rio Manso, partir-se-ia para a construção coletiva do plano diretor, podendo se ter uma cidade sustentável através de gestões sociais efetivas e estender-se-ia o projeto para toda a Bacia do Rio Paraopeba.

Nesse contexto, o projeto conta com a adesão da Companhia de Saneamento básico de Minas Gerais (COPASA), SEMAD (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, SIBAPAR / Consórcio da Bacia do Rio Paraopeba), Prefeitura Municipal de Brumadinho, Faculdade ASA de Brumadinho. Estas parcerias estão concretizadas através de assinaturas de convênios e o projeto caminha; não se pode negar que o Projeto Mandi inspirou-se no Projeto Manuelzão, originado na UFMG.

Numa visão de complementariedade, de cidadania, é que se pauta o Projeto Volta Mandi. Não é um projeto fechado, sua construção se faz gradativamente com a participação de todos e em momentos que exigem intervenção. A ele já foi agregado um subprojeto que está sendo desenvolvido pelo Centro de Pesquisa Histórica da Faculdade ASA “Resgatando História e fazendo Ciência”, em que os alunos do Curso de História se propõem a desenvolver ações prática de pesquisa a fim de construir a história das populações ribeirinhas, constatarem como se deu a ocupação do solo na região, como era a vida dessa população antes da construção da barragem e depois da barragem da COPASA”. Além do mais, esse subprojeto visa a auxiliar o desenvolvimento, crescimento e incorporação dos princípios da sustentabilidade ampliada, coletiva; pautados na rede de solidariedade e fraternidade, contribuindo para a criação de modelos alternativos de trabalho social, político, econômico, cultural e ambiental, gerando ações concretas que se traduzam em uma melhor e substancial qualidade do ser humano, em todos os sentidos. (Andrade, 1996). Essa pesquisa se processará ao longos dos 7,5KM do Rio Manso, da barragem da COPASA até a foz, incluindo tanto a população da margem direita, quanto a da margem esquerda do Rio. Levantar-se-ão dados objetivos sobre a situação da população, agrupados em categorias econômicas, habitacionais, sanitárias, dados viários, educacionais, usando-se questionários, entrevistas, estudos de documentos, visitas às comunidades e instituições, produzindo-se relatórios, convivendo-se com as comunidades. Os dados coletados serão expressos numa linha de tempo exibindo a história do Rio Manso e todos os resultados da Pesquisa mostrados aos acadêmicos do Curso de História para suscitá-los ao envolvimento com novas pesquisas.
Conclusões

O projeto certamente abrirá caminhos para futuros estudos e investigações. A sobrevivência da humanidade dependerá da nossa capacidade de compreender os princípios básicos da ecologia e de viver de acordo com eles, transcendendo todas as diferenças.

A terra é nosso lugar comum e criar um mundo sustentável para as gerações futuras é uma tarefa para todos nós. Torna-se indispensável conceber o conceito de sustentabilidade pelas vertentes ecológica, ambiental, social, política, econômica, demográfica, cultural, institucional, espacial e, sobretudo, ética. Os resultados já conseguidos constam do texto do projeto a ser apresentado, ficando a sua culminância em aberto, já que é um trabalho a ser desenvolvido em longo prazo com a participação de entidades políticas que requerem disponibilidade de verbas e comprometimento político.

O Projeto Mandi fundamenta-se na nova visão de mundo que pode ser sintetizada na Teia da vida (Seatle in Capra, 1996): “nossa irrestrita responsabilidade por tudo que existe e vive”.(Boff, 1993).


Referências bibliográficas

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