Auditório Araujo Vianna



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Auditório Araujo Vianna


1. Atualidade
2. Histórico
3. A Cobertura
4. A Terceira Vida do Araujo Vianna
5. Capacidade

Mais de 3 mil pessoas prestigiaram a reabertura do auditório Araújo Vianna na noite de quinta-feira, dia 20 de setembro de 2012. A apresentação de 27 solistas que, alternando-se entre duas grandes bandas, compuseram um painel de 24 canções que marcaram grandes momentos da música popular gaúcha na existência desse espaço cultural no centro do Parque da Redenção.

O show foi aberto, às 18h, com um bloco de samba, com três músicas, iniciado por "Madureira", com o grupo Bom Partido, seguido de Wilson Ney e Renan Ludwig. A empolgação logo tomou conta do público, que passou a cantar junto todas as músicas, abandonando as cadeiras para ficar de pé em frente ao palco, permanecendo assim até o fim do concerto, 2h20 depois.

Veja a sequência de músicos e canções:

- Carlinhos Carneiro, “Canção da Meia-Noite”
- King Jim, “Tô De Saco Cheio”
- Tiago Ferraz, “Vento Negro”
- Edu K, “Não Me Mande Flores”
- Hique Gomez , “Berlim, Bom Fim”
- Júlio Reny , “Não Chores Lola”
- Raul Ellwanger, “Eu Só Peço A Deus”
- Glória Oliveira, “Pampa De Luz”
- Nelson Celho De Castro, “Faz A Cabeça”
- Nei Van Sória , “Sob Um Céu De Blues”
- Wander Wildner, “Bebendo Vinho”
- Cláudio Heinz & Júlia Barth, “Surfista Calhorda”
- Nico Nicolaiewsky, “Feito um Picolé no Sol”
- Zé Caradípia e Elisa Furtado, “Asa Morena”
- Hermes Aquino, “Nuvem Passageira”
- Gelson Oliveira, “Save-Se quem Souber”
- Tonho Crocco, “Bico De Luz”
- Charles Master, “Não Sei”
- Antonio Villeroy, “Sinal Dos Tempos”- Bebeto Alves, “Mais Uma Canção”
- Elaine Geissler, “Horizontes”, com participação de todos os músicos.

O Auditório Araújo Vianna passou por um processo de restauração iniciado em abril de 2010, com a antiga lona sendo substituída por uma estrutura de aço, que sustenta o novo teto fixo. Orçado em mais de R$ 18 milhões, será administrado pela Secretaria da Cultura e pela Opus Promoções, na primeira parceria público-privada do setor cultural na capital gaúcha.

O novo Araújo Vianna terá 3.024 lugares, novo palco e bar, novos camarins e reforma de todas as demais dependências, além de reurbanização de seu entorno. O projeto foi apresentado à imprensa pela primeira vez no dia 12 de março de 2010.  A divisão do calendário entre a SMC e a Opus será eqüânime no que diz respeito à utilização de fins-de-semana e feriados durante os dez anos de gestão compartilhada. A secretaria ficará com 91 dias (25%) e a Opus com 274 dias (75%). As melhorias no auditório também incluem reforma nas instalações da Coordenação de Música, da Banda Municipal, do estúdio e da Sala Radamés Gnattali (que passará a ser de multi-uso), que continuarão no local e 100% controladas pela secretaria. O telhado será de material sintético (compostos do tipo poliuretano) na cor branca na parte externa e madeira no lado interno, com tratamento acústico nas duas faces.

2. Histórico
O Auditório Araujo Vianna está instalado no Parque Farroupilha. Palco de espetáculos de João Gilberto, Caetano Veloso ou o tributo aos 90 anos de Luis Carlos Prestes, o espaço faz parte da história de Porto Alegre. O auditório foi originalmente inaugurado em 1927, no local onde hoje se encontra a Assembléia Legislativa. Na época, tinha capacidade para 1.200 pessoas. A idéia de sua construção surgiu em meados de 1920, com projeto baseado num auditório que existia na Alemanha, aberto e com concha acústica. O projeto foi elaborado por José Wiedersphan e Arnaldo Boni. O nome é uma homenagem ao compositor gaúcho Araújo Vianna (1871-1916) que, além de produzir obras clássicas como "Carmela" e "Rei Galaor", transcendeu com sua arte as fronteiras do Estado.

Logo após sua inauguração, o auditório passou a se constituir num espaço de extrema importância, pois localizava-se em área central, ao lado da Praça da Matriz, e oportunizava o acesso de pessoas de todas as classes sociais a apresentações musicais, especialmente por ser palco para a Banda Municipal. Com o passar dos anos, a necessidade de se construir uma sede para a Assembléia Legislativa e a idéia de esta fosse em uma área próxima o Executivo, o Legislativo e o Judiciário influenciaram na demolição do antigo auditório.

O atual auditório, no Parque Farroupilha, foi inaugurado em 12 de março de 1964, em forma de ferradura, com capacidade para 4.500 pessoas. O projeto é dos arquitetos Moacyr Moojen Marques e Carlos Maximiliano Fayet. A partir de 1970, o Araújo Vianna passa a se caracterizar como espaço para apresentação de espetáculos de MPB. Nos anos 80, suas atividades foram reduzidas, devido à escassez de recursos a ele destinados e à necessidade de reformas.

O Araújo Vianna ficou desativado por dez meses, de dezembro de 1985 a outubro de 1986. Na época, foi realizada uma campanha junto à comunidade buscando levantar fundos para sua reabertura. Em 1989 foi desenvolvida uma iniciativa que visava à recuperação física do espaço. Em 1992, com a abertura do espaço Radamés Gnattali, a ocupação do equipamento ocorre de maneira mais efetiva. Além dos ensaios da Banda Municipal, grupos musicais, teatrais e de dança passaram a utilizá-lo. Em 1996 a iniciativa culminou na reinauguração do espaço com uma cobertura de lona tensionada.

Em 1997, o Parque Farroupilha foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural do Município. Como parte integrante do Parque, o auditório passa a ter sua preservação garantida, sendo que qualquer alteração de projeto deve necessariamente ser aprovada por seus autores (Fayet e Moojen Marques). Atualmente, abriga a Coordenação de Música da Secretaria Municipal da Cultura, a qual está vinculada a Banda Municipal.

3. Cobertura
A cobertura do Auditório Araújo Vianna foi debatida durante 30 anos. Em meados dos anos 90, nas reuniões do Orçamento Participativo no bairro Bom Fim, foi decidido que uma das prioridades da região seria a construção de sua cobertura. Para estudar o projeto, foram contratados os arquitetos responsáveis pela construção do auditório em 1964 (Fayet e Moojen Marques). A cobertura foi inaugurada em 4 de outubro de 1996, com um histórico show de João Gilberto.

A lona que cobria o Araújo Vianna, segundo laudo técnico da SMOV, perdeu sua validade em julho de 2002. O risco era de, em caso de chuvas mais persistentes, a pressão sobre a lona rompesse os cabos, que teriam um efeito de chicote sobre o público. No início de 2005 o auditório foi interditado pela Prefeitura de Porto Alegre.



4. A Terceira Vida do Araújo Vianna
Como trata-se de uma construção tombada (em 1997) pelo patrimônio público, o que impede legalmente a contratação de quaisquer outros profissionais que não seus autores, foi novamente encomendado um projeto de recuperação do auditório aos arquitetos Fayet e Moojen.

Quando este projeto estava para ser encaminhado, o processo foi sustado em razão de uma ação civil movida pela comunidade do bairro Bom Fim no Ministério Público no sentido de obrigar a completa vedação acústica do auditório. A ação foi declarada procedente em 4 de agosto de 2006.

A obrigatoriedade de vedação acústica implicou também na necessidade de climatização, elevando o custo da reforma a um patamar inicial de R$ 7 milhões. Esse novo valor necessário para reformar o Araújo Vianna (em valores de 2007) era três vezes maior do que o orçamento anual total da SMC para manutenção de seus prédios e instalações. Ele era referente apenas à substituição da lona por uma cobertura fixa, reforma das cadeiras da plateia e pequenas melhorias internas. O andar dos trabalhos revelou a necessidade de ampliação do palco, para atualizá-lo aos padrões atuais em uma casa de espetáculo daquele tamanho, com consequente ampliação dos camarins. Também a infraestrutura hidráulica e elétrica precisou ser completamente revista. Essas constatações elevaram bastante a previsão inicial.

Diante da impossibilidade financeira de arcar com estes custos e atenta ao fato de que entre 1996 e a presente interdição a média de eventos realizados no auditório foi pouco inferior a trinta dias por ano, a Secretaria Municipal da Cultura publicou no dia 20 de fevereiro de 2007 um edital de licitação convidou empresas privadas a executarem a obra, oferecendo em troca a permissão de utilização de 75% das datas anuais do auditório por um período limite de dez anos. A empresa portoalegrense Opus Promoções foi declarada vencedora em 15 de maio de 2007.

Os 25% do calendário anual administrados pela Secretaria da Cultura representam 91 dias. Esse período é mais de três vezes superior à média histórica de ocupação do auditório (medida entre a reinauguração em 1996 e a interdição em 2005), que é pouco inferior a 30 dias de apresentações/eventos por ano. A divisão do calendário entre a empresa vencedora da licitação e a prefeitura será eqüânime no que diz respeito à utilização de fins-de-semana e feriados.

A Secretaria Municipal de Cultura, no uso de seus 25% do calendário do novo auditório, priorizará apresentações e eventos de caráter comunitário e não-comercial.



Dentre as obrigações das empresas contratantes para a reforma do auditório, estão a reforma interna (incluindo palco e cadeiras, assim como banheiros, camarins e áreas de apoio) e externa, a cobertura acusticamente tratada para evitar transtornos aos moradores e melhorias no entorno do auditório.

5. Capacidade
A Sala Radamés Gnattali, localizada no interior do Auditório Araujo Vianna, tem com palco, iluminação e sonorização preparada acusticamente para shows, concertos, palestras e cursos, com capacidade para 120 pessoas.
O Auditório Araujo Vianna está localizado na Avenida Osvaldo Aranha, s/nº - CEP 90035-191


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