Aula I teoria da administraçÃo antecedentes Históricos



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Administração

Artur Ferreira de Toledo

AULA I

TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO
Antecedentes Históricos
Na antiguidade temos exemplos de construção de magníficas obras, realizadas no Egito, na mesopotâmia, na Ásia, comprovando a existência de elementos capazes de planejar e conduzir milhares de trabalhadores...

Exemplos.



  • No Egito antigo, constatamos papiros que atestam a importância dada à organização e a administração burocrática;

  • Na China, Confúcio sugere a prática para a boa administração pública;

  • Hamurabi, Amásis e Manu estabelecem os códigos disciplinadores do trabalho;

  • Os Hebreus nos deixaram conceitos de organização e o principio escalar;

  • Os romanos deixaram legados tais como administração pública, autoridades dos magistrados, hierarquia e o senado.


Desenvolvimento histórico da administração
Registros antigos sobre a evolução no campo da administração datam de duas fases: teocrática e empírico-prática
Fase teocrática: não há conhecimento desta fase, porém haveria apenas um mundo de origem divina.

Nesta fase, destaca-se Hamurabi, rei dos Amoritas, tribo semita que dominou e formou o grande império babilônico, onde destacamos que:



  • Sua legislação influência 15 séculos no oriente médio;

  • Preconizou o salário profissional, as férias, o tabelamento de preços e seguro saúde para os trabalhadores da mesopotâmia;

  • Estabelecia, em contrato, relações entre empregados e empregadores.



FIGURAS IMPORTANTES


Fase empírico-prática:

Século XIII a.C

MOISES


Século IX a.C

SALOMÃO

Século V/VI a.C.

CONFÚNCIO

Século VI/VII d.C

MAOMÉ

Século VIII/IX d.C

CARLOS MAGNO

Na sua grande maioria eram religiosos; agiam de forma empírico-prática, isto é, experimentavam e repetiam o que dava certo, e eliminavam os insucessos.


FIGURAS IMPORTANTES




Século IX a.C.

LICURGO


Século VI a.C

SÓLON

Século IV a.C

ALEXANDRE, O GRANDE

Século II/I a.C

CÉSAR

Na idade média as corporações de ofício eram estruturadas em três categorias profissionais:

      • Mestre,

      • Companheiro e

      • Aprendiz

Eventos que marcaram essa fase:



  • A organização do estado Inglês


  • Organização dos Estados Unidos

  • A revolução francesa (1789)

Esta última, que pela Assembléia Nacional da Declaração dos Direitos do Homem, que democratizou as oportunidades de emprego, tanto para o setor público como para o setor privado, dando início á era da competição pelo mérito para o trabalho.



AULA II

AS INFLUÊNCIAS NA ADMINISTRAÇÃO



DOS FILÓSOFOS

Sócrates (470-399 a. C), esclarece que “a administração deve ser vista como uma habilidade pessoal, separada do conhecimento técnico e da experiência”.
Platão (429 a.C. - 347 a.C) seu ponto de vista sobre a forma de governo e a administração dos negócios públicos
Aristóteles (384-322 a.C.), estuda a organização do Estado e aponta 3 formas de se administração pública:

      • Monarquia ou governo de um só;

      • Aristocracia ou governo de uma elite;

      • Democracia ou governo do povo


Francis Bacon (1561 – 1626), método experimental e indutivo, prevalência do principal sobre o acessório.
René Descartes (1596 – 1650), criou as coordenadas cartesianas. Negar tudo até prova em contrário; princípio da análise ou decomposição partindo para a síntese ou composição; revisar tudo como principio de verificações.
DA ORGANIZAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA

A hierarquia da igreja, com inspiração no modelo de ordem e disciplina.


DA ORGANIZAÇÃO MILITAR

Idêntica a inspiração da Igreja, com as competências delimitadas pela hierarquia. A disciplina é um requisito básico para uma boa organização. Surgimento do pensamento estratégico.

Exemplos:


  • O princípio da unidade de comando – fundamental para a função de direção;

  • A escala hierárquica – em seus níveis de comando relativos ao grau de autoridade e responsabilidade correspondentes;

  • A autoridade delegada – para níveis mais baixos

  • O planejamento e controle centralizados e as operações descentralizadas

  • O “estado maior” (staff) (assessoria)

  • O princípio de direção através do qual todo subordinado deve saber o que se espera dele e aquilo que ele deve fazer

  • A disciplina


A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Desenvolveu-se em duas fases:


  • Primeira Fase: 1780 a 1860 – Revolução do Carvão e do Ferro, e

  • Segunda Fase: 1860 a 1914 – Revolução do Aço e da Eletricidade


ASPECTOS LIGADOS À ADMINISTRAÇÃO:


  • Em 1776, James Watt inventa a máquina a vapor e sua aplicação à produção traz modificação na estrutura social e comercial, com mudanças nas áreas econômicas, política e social;

  • Mecanização da indústria e da agricultura (Ex: máquina de fiar, do tear hidráulico, do tear mecânico e do descaroçador de algodão).

  • Uso da força motriz na indústria (com aplicação da máquina a vapor)

  • Surgem as fábricas e os operários (em lugar do artesão e sua oficina)

  • Desenvolvimento dos Transportes e das comunicações é acelerado, principalmente com a introdução da navegação a vapor, locomotiva a vapor, construção de estradas de ferros. Samuel Morse inventa o telégrafo (1835), Graham Bell o telefone (1876), Daimler e Benz constroem o primeiro automóvel, Santos Dumont voa em Paris com o 14 Bis.

Surgem as grandes transformações


A Revolução Industrial, na segunda fase, caracteriza-se pelos seguintes aspectos:


  1. Substituição do ferro pelo aço na indústria básica;

  2. Substituição do vapor pela eletricidade e pelo petróleo, como fonte de energia;

  3. Maquinaria automática e alto grau de especialização;

  4. A ciência passa a dominar na industria;

  5. Melhoramento das vias férreas, construção de automóveis, aperfeiçoamento de pneumáticos;

Desenvolvimento de novas formas de organização capitalista (capitalismo, financeiro, trustes, holding companies, etc)
AULA III

CONTRIBUIÇÕES





  • Ruptura das estruturas corporativas da idade média;

  • Grau de avanço tecnológico, com as novas formas de energia e conseqüente ampliação dos mercados;

  • A substituição do tipo artesanal pelo tipo industrial de produção



CONTRIBUIÇÃO DOS ECONOMISTAS LIBERAIS




  • Adam Smith (1723-1790) – preconizou o estudo dos tempos e movimentos, mais tarde desenvolvido por Taylor;

  • James Mill (1773-1836) – estabelece medidas para tempos e movimentos a fim de obter o aumento da produção;

  • Samuel P. Newman – destaca que o administrador deve ser uma combinação de várias qualidades dificilmente encontradas em uma única pessoa. As funções da administração, segundo ele, são:

  1. Planejamento

  2. Arranjo

  3. Condução de diferentes processos de produção

QUADRO RESUMO DAS TEORIAS PIONEIRAS DE ADMINISTRAÇÃO E SEUS ENFOQUES

Teorias

Teorias

Principais Figuras

Principais Enfoques


Nas tarefas

Administração Científica

Taylor, Ford,

Edson, Gantt,

Gilberth


Organização e racionalização do trabalho em nível operacional

Na Estrutura

Escola Clássica

Henry Fayol

Organização formal

Princípios Gerais da Administração

Funções do Administrador


Nas Pessoas

Das Relações Humanas

Elton Mayo

Follet


Organização Informal Motivação - Liderança

Dinâmica Grupal

Comunicações


No comportamento

Comportamental ou Behaviorismo

Maslow, Herzberg,

Mc Gregor, Argyris



Comportamento do homem no meio em que vive – o meio social – ou o meio das organizações

Voltadas à sociedade

Estruturalista

Karl Marx,

Max Weber



Regras e Procedimentos bem definidos; a burocracia nas organizações.

No Ambiente

Geral dos Sistemas

Bertalanffy,

Schain


Interdependência entre as partes; o universo é sistêmico.

Nas Variáveis ambientais

Da Contingência

Woodward

A interveniência das variáveis ambientais, criando dependência.


AULA IV

ESCOLA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA (Taylor)
Esta teoria desenvolvida por Frederick Winslow Taylor com o seu livro “Princípios da Administração Científica”, procurava a racionalização do trabalho operário;
Ênfase na análise e na divisão do trabalho operário, sendo a unidade fundamental da organização as tarefas do cargo e o ocupante do mesmo. E uma abordagem de baixo para cima e das partes para o todo. Atenção para o método de trabalho, para os movimentos necessários à execução de uma tarefa, para o tempo padrão, causando: especialização do operário, reagrupamento de movimentos operações, tarefas, cargos, etc formando a chamada Organização Racional Do Trabalho (ORT).
ENFASE NAS TAREFAS:

Aplicação dos métodos da ciência aos problemas da ADMINISTRAÇÃO, para alcançar uma elevada eficiência industrial: - OBSERVAÇÃO E MENSURAÇÃO.


TAYLOR preocupava-se com o desperdício e perdas sofridas pela industria e também em elevar os níveis de produtividade com os métodos e técnicas da Engenharia Industrial.


MAIOR PRODUÇÃO, MAIOR PAGAMENTO:

(bom para a empresa, bom para o operário).

Filosofia básica: Identidade de interesses entre empregados e empregadores.



  • Empregados: altos salários

  • Patrões: baixo custo de produção

  • A análise do trabalho e o estudo de tempo e movimento levam à EFICIÊNCIA:


PRINCIPIOS DA ADMINISTRAÇAO CIENTÍFICA
Princípios de TAYLOR:


  1. PRINCIPIO DE PLANEJAMENTO: substituir a improvisação através do planejamento do método.

  2. PRINCÍPIO DE PREPARO: selecionar cientificamente os trabalhadores e prepara-los e treiná-los para produzir mais e melhor, de acordo com o método planejado e preparar as máquinas e equipamentos de produção, bem como, o arranjo físico e a disposição racional das ferramentas e materiais.

  3. Principio DO CONTROLE: controlar o trabalho para se certificar de que o mesmo está sendo executado de acordo com as normas estabelecidas e segundo o plano previsto.

  4. PRINCÍPIO DA EXECUÇÃO: distribuir distintamente as atribuições e as responsabilidades, para que a execução do trabalho seja bem disciplinada.


Outros princípios de TAYLOR:


  1. Pagar salários altos e ter custos baixos por unidade de produção;

  2. Processos padronizados que permitissem o controle das operações fabris.

  3. Empregados cientificamente colocados em serviços opostos em que os materiais e as condições de trabalho fossem cientificamente selecionados, para melhor cumprimento das normas.

  4. Empregados devem ser cientificamente selecionados para que as normas possam ser cumpridas;

  5. Atmosfera de íntima e cordial cooperação entre a administração e os trabalhadores.

Para Taylor, a indústria de sua época padecia dos seguintes males:



  1. Vadiagem sistemática por parte dos operários (idéias negativas: maior rendimento — homem/máquina causa desemprego; administração força os operários à ociosidade para proteger seus interesses; métodos empíricos ineficientes, causando desperdícios de esforço e de tempo).

  2. Desconhecimento pela gerencia das rotinas do trabalho e do tempo necessário para sua execução.

  3. Falta de uniformidade das técnicas ou métodos de trabalho.

O seu livro SCIENTIFIC MANAGEMENT (Gerenciamento Científico) é mais uma revolução que uma teoria (75% de análise e 25% de bom senso)
ADMINISTRAÇÃO COMO CIÊNCIA


  • Ciência em lugar de empirismo.

  • Harmonia em vez de discórdia.

  • Cooperação, não individualismo.

  • Rendimento máximo, não produção reduzida.

  • Desenvolvimento de cada homem para alcançar maior eficiência e prosperidade.

Elementos para aplicação

  • Estudo de tempo e padrões de produção;

  • Supervisão funcional;

  • Padronização de ferramentas e instrumentos de trabalhos;

  • Planejamento das tarefas e cargos;

  • Princípio da exceção;

  • Utilização da régua de cálculo e instrumentos para economizar tempo;

  • Fichas de instruções e serviços;

  • Tarefas associadas a prêmios de produção;

  • Sistemas para a classificação de produtos e material;

  • Sistema de levantamento da rotina de trabalho.


ORT – ORGANIZAÇÃO RACIONAL DO TRABALHO
Método de trabalho para estabelecer os padrões de desempenho das tarefas.

Maior eficiência maior produtividade


ESTUDO DA FADIGA HUMANA (Gilbreth, Frank).


  • Evitar os movimentos inúteis na execução;

  • Executar o mais economicamente possível os movimentos úteis;

  • Dar a esses movimentos selecionados uma seriação apropriada (economia de movimentos)

  • A fadiga predispõe para: diminuição da produtividade e da qualidade, perda de tempo, aumento da rotatividade, doenças, acidentes e diminuição da capacidade de esforço.


PRINCÍPIOS DE ECONOMIA DO MOVIMENTO:
Relativos ao uso do corpo humano.

Relativos ao arranjo do material e do lugar de trabalho.

Relativos ao desempenho das ferramentas e equipamentos.
DIVISÃO DO TRABALHO E ESPECIALIZAÇÃO DO OPERÁRIO













AULA V

DESENHO DE CARGOS E TAREFAS


  • Tarefa: Toda e qualquer atividade executada por alguém no seu trabalho (menor unidade possível dentro da organização).

  • Cargo: Conjunto de tarefas executadas de maneira cíclica ou repetitiva

    • (um ou mais ocupantes).


INCENTIVOS SALARIAIS E PREMIOS DE PRODUÇAO


  • Tempo Padrão: Tempo médio necessário para um operário normal realizar a tarefa devidamente racionalizada. Acima disso haveria um prêmio de produção ou incentivo salarial

Exemplo Gráfico:










PRODUTIVIDADE

PREMIO DE PRODUÇÃO




100%



110%


PEÇAS PRODUZIDAS E NÍVEL DE EFICIÊNCIA

CONCEITO DE “HOMO ECONOMICUS”

A Administração Científica via o homem como um “Indivíduo materialista, limitado e mesquinho, que só trabalha por recompensas salariais, preguiçoso e vadio, tendo que ser constantemente controlado através do trabalho e racionalizado pelo tempo padrão”.


SUPERVISÃO FUNCIONAL

Existência de diversos supervisores, cada um especializado em determinada área e que tem autoridade funcional sobre os mesmos subordinados.

S





upervisão Funcional

É a aplicação da divisão do trabalho e da especialização ao nível dos supervisores e chefes. A Supervisão Funcional pressupõe uma autoridade relativa dividida e zoneada


PADRONIZAÇÃO

Padronização das máquinas e equipamentos ferramentas e instrumentos de trabalho, matérias primas e componentes, no sentido de reduzir a variabilidade e a diversidade no processo produtivo, assim eliminando o desperdício e aumentando a eficiência. Padronização é a aplicação de métodos científicos para obter a uniformidade e reduzir custos, buscando a eficiência e conduzir à simplificação.


CONDIÇÕES DE TRABALHO

Melhoria da eficiência, bem estar físico e diminuição da fadiga, não porque as pessoas merecessem, mas porque são essenciais para obtenção da eficiência e aumento da produtividade.


LIMITAÇÃO DO CAMPO DE APLICAÇÃO

As observações foram quase que totalmente voltadas para problemas de produção localizados na fábrica, não considerando com maior detalhe os demais aspectos da vida de uma empresa, tais como, financeiros, comerciais, etc.




ABORDAGEM PRESCRITIVA E NORMATIVA

Visualiza a organização como ela deveria funcionar, ao invés de explicar o seu funcionamento.


ABORDAGEM DE SISTEMA FECHADO

Visualiza somente o que acontece dentro da organização, sem levar em conta o meio ambiente em que ela está situada.


PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA DE EMERSON


  • Traçar um plano objetivo e bem definido.

  • Estabelecer o predomínio do bom senso.

  • Manter orientação e supervisão competente.

  • Manter disciplina.

  • Manter honestidade nos acordos, ou seja, justiça social do trabalho.

  • Manter registros precisos, imediatos e adequados.

  • Fixar remuneração proporcional ao trabalho.

  • Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho.

  • Fixar normas padronizadas para o trabalho.

  • Fixar normas padronizadas para as operações.

  • Estabelecer instruções precisas.

  • Fixar incentivos eficientes ao maior rendimento e à eficácia.



PRINCÍPIOS BÁSICOS DE FORD


  • Princípio da intensificação: diminuir o tempo de produção com o emprego imediato dos equipamentos e matéria prima e a rápida colocação do produto no mercado.

  • Principio da economicidade: reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria prima em transformação.

  • Princípio da produtividade: aumentar a capacidade de produção ao homem no mesmo período através da especialização e da linha de montagem.


PRINCÍPIO DA EXCEÇÃO

Verificação das exceções ou desvios dos padrões normais. Corrigir somente as exceções. Deu origem a delegação, que se tornou depois um princípio de organização amplamente aceito.



AULA VI

IDÉIAS CENTRAIS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
Uma das idéias centrais da Administração Científica é a de que o homem é um ser eminentemente racional e que ao tomar uma decisão conhece todos os cursos de ação disponíveis, bem como as conseqüências da opção por qualquer um deles. Pode, assim, escolher sempre a melhor alternativa e maximizar os resultados de sua decisão. Segundo essa escola, em termos de lucros, sendo, portanto, os valores do homem tidos, previamente, como econômicos.

Esse modelo simplificado da natureza humana possibilitou a construção rápida de uma teoria da administração, pois, admitindo-se os objetivos do homem assim prefixados poder-se-ia saber de antemão como reagir, o que facilitaria muito as relações com ele.

A figura do “homo economicus” foi muito usada pelos economistas clássicos em seus trabalhos. Na própria base da Lei de Oferta e Procura ela é facilmente identificável. No entanto, os economistas clássicos foram mais bem sucedidos que os teóricos da administração.

Isto é compreensível dada a natureza dos problemas que interessam ao economista problemas de natureza econômica que então sobrepõe os valores de -ordem econômica aos demais. Além disso, trabalhando com agregados maiores do que aqueles pertinentes ao administrador, o economista pode supor que os desvios em relação aos objetivos econômicos se compensam reciprocamente e se perdem dentro de um todo maior, de modo que o “homo economicus” se torna um modelo da natureza humana aceitável, em suas linhas gerais.

Já o administrador e seus subordinados lidam com problemas que nem sempre são de natureza econômica ou não o são em estado puro.
A PRODUÇÃO - PADRÃO
A segunda idéia importante em que se assenta a construção teórica da administração científica é a de que a função primordial do administrador é determinar a única maneira certa de executar o trabalho.
Segundo Taylor existe uma única maneira certa, que, descoberta e adotada, maximizará a eficiência do trabalho.

A forma de descobri-lo é analisar o trabalho em suas diferentes fases e estudar os movimentos necessários à sua execução de modo a simplificá-los e reduzi-los ao mínimo. Além disso, serão realizadas experiências como movimentos diferentes, cuja duração será medida até que se encontre a maneira mais rápida.

“A fim de determinar a produção-padrão, além de se determinar a única maneira certa”, é preciso encontrar quem a realize. Partindo do pressuposto de que existem pessoas ideais para cada tipo de trabalho, Taylor surge com o” homem de primeira classe “que deve servir como base para o estudo de tempos e movimentos”.

Para dar uma base fisiológica às suas conclusões, Taylor desenvolveu a famosa “Lei da Fadiga”, segundo a qual existe simplesmente uma relação inversa entre a carga levantada e o tempo em que é suportada.

Essa lei, de caráter evidentemente simplista, além de não levar em conta diferenças individuais, reduz a fadiga a um problema exclusivamente fisiológico, quando se sabe que se trata realmente de um fenômeno psicofisiológico.

Uma vez auferidos cuidadosamente os tempos necessários para cada movimento, estará descoberta a maneira correta de execução de determinado trabalho. A partir desse momento teremos movimentos e tempos-padrões e aos operários caberá apenas executar o trabalho da forma prescrita e sem discussão.

Taylor considerava que com isso a administração científica substituía o antigo sistema de administração por iniciativa e incentivo, que redundava em baixa produtividade, com prejuízo para a empresa, para a sociedade como um todo e para o próprio operário.

A importância do administrador aumentava sobremaneira. Antes, ele participava da produção apenas em pequena escala, agora sua participação era infinitamente maior, já que precisava planejar precisa e exaustivamente a execução de cada operação e de cada movimento.

Os administradores que agora teriam um papel muito mais importante e existiriam em número muito maior seriam os cabeças do processo. Aos operários caberia apenas executar estritamente as operações planejadas.
O Incentivo Monetário
Fixados os padrões de produção era preciso fazer com que fossem atingidos. Para tanto a Escola Clássica sugeria a seleção, o treinamento, o controle por supervisão e o estabelecimento de um sistema de incentivos.

A seleção constituiria a descoberta do homem de primeira classe, de um Schmidt como o fez Taylor, que era, a seu ver, um dos homens mais adequados para carregar barras de ferro.

O treinamento seria muito simples, já que o trabalho estaria amplamente padronizado, bastando, portanto, ao operário aprender a realizar algumas operações simples.

O controle devia ser, na opinião dos teóricos da Escola Clássica, mais cerrado e, portanto advogavam o controle por supervisão em lugar daquele por resultados.

Assim, o supervisor deveria seguir, detalhadamente, o trabalho dos subordinados em todas as suas fases, pois se admitia haver uma única forma de realizá-lo.

O curioso é que se os clássicos acreditavam tanto no sistema de incentivos, por que esse controle tão cerrado para o trabalho atingir um bom termo?

No século XIX, a própria idéia de despedida poderia ser suficiente para motivar, embora de forma negativa, a produtividade do empregado, mas já no inicio do século XX tornava-se necessário um sistema de incentivos positivos.

A escolha do tipo de incentivos mais indicado foi decorrência natural do pressuposto do “homo economicus”. Dever-se-ia pagar mais àquela que produzisse mais. Era o incentivo monetário. Para tanto começaram a surgir os sistemas de pagamento. Taylor sugeriu o pagamento por peça, Gantt apresentou a idéia do bônus e muitos outros também deram suas colaborações.


A Administração Científica e a Organização
A Administração Científica sempre viu a organização como forma de se estruturar a empresa e não no sentido de sistema social.

A boa organização de uma empresa é condição indispensável para que todo o processo de racionalização do trabalho tenha bons resultados.

Na opinião de Fayol, organizar é uma das funções do administrador. A idéia que Fayol fazia de organizar era muito ampla, pois não se restringia à organização dos recursos humanos e materiais da empresa, mas também incluía sua obtenção.

As idéias básicas da Escola Clássica a respeito da organização são as seguintes:




  • Quanto mais dividido for o trabalho em uma organização, mais eficiente será a empresa;

  • Quanto mais o agrupamento de tarefas em departamentos obedecer ao critério da semelhança de objetivos, mais eficiente será a empresa;

  • Um pequeno número de subordinados para cada chefe e um alto grau de centralização das decisões, de forma que o controle possa ser cerrado e completo, tenderá a tornar as organizações mais eficientes;

  • Os objetivos da ação de organizar são mais as tarefas do que os homens. Desta forma, ao organizar, o administrador não deverá levar em consideração os problemas de ordem pessoal daqueles que vão ocupar a função.


Administração como Ciência
Para que um determinado campo de conhecimentos seja considerado ciência é necessário que tenha um objeto próprio e isso a Administração possui.

A Escola Clássica considerava a Administração uma ciência com princípios próprios, baseados, de um lado, na experiência científica, no trabalho, e de outro, no método lógico-dedutivo.

Esses princípios, porém, estavam assentados na idéia do “homo economicus” e, quando mais tarde a Escola de Relações Humanas fez a crítica implacável dessa idéia simplista da natureza humana, os princípios caíram por terra.

Percebeu-se então que a administração não era a ciência pronta de Taylor e Fayol, mas quando muito uma ciência em sua infância, e que querer reclamar para ela o grau de exatidão das ciências naturais era totalmente inútil e que entre as ciências sociais a administração deveria ser considerada como a mais dependente das demais, visto que se usa grandemente da Sociologia, da Psicologia e da Economia.


APRECIAÇÃO CRÍTICA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA

Pouca atenção ao elemento humano; visão da organização como se fora uma máquina.


Mecanicismo da Administração Científica:

Como suas principais ferramentas foram os estudos de tempo e movimentos dando origem ao emprego de técnicas mecanicistas, passou a representar o máximo de desumanização do trabalho industrial.


Superespecialização do operário:

Privação do trabalhador da satisfação no trabalho, violando a dignidade humana. Decomposição analítica das funções. Recusa de reconhecimento grupos e negação da noção de interpretação da situação a cada nível aumento na especialização não redunda no aumento da eficiência.


Visão microscópica do homem

O homem como empregado tomado individualmente, esquecendo-se que o trabalhador é um ser humano e social. Os trabalhadores eram considerados preguiçosos e ineficientes e caberia à gerencia, utilizando métodos autocráticos, criar os melhores instrumentos e métodos de trabalho e cooperação.

A principal virtude é a obediência a ordens. Foi desenvolvida uma engenharia humana com enorme escassez de variáveis e mesmo com um desequilíbrio na ponderação dessas variáveis.

A variável básica foi a fisiologia do ser humano. O homem foi considerado um apêndice da máquina.


AUSENCIA DE COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA
Método empírico e concreto onde o conhecimento é alcançado pela evidência e não pela abstração: baseia-se em dados singulares observáveis pelo analista de tempos e movimentos. Vai ao COMO e NÃO ao PORQUE da AÇÃO DO OPERÁRIO.


ABORDAGEM INCOMPLETA DA ORGANIZAÇÃO

Restringiu-se aos aspectos formais da organização. Sobre os princípios administrativos, Simon, fez críticas muito interessantes.

Evidenciou, em primeiro lugar, o fato de que a maioria dos chamados princípios são como os provérbios, isto é, existem aos pares, ou seja, para cada princípio de administração existe um outro que lhe é contraditório.

Simon mostra, por exemplo, que o principio de especialização é incompatível com o de unidade de comando. Se as decisões de uma pessoa, em qualquer ponto da hierarquia administrativa, acham-se sempre sujeitas à influência de um único canal de autoridade e se, por outro lado, suas decisões requerem perícia em mais de um campo de conhecimento, então precisa lançar mão de serviços de assessoramento e informações que forneçam premissas oriundas de um campo não abrangido pelo sistema de especialização da organização.




Para saber mais: Assista ao filme de Charles Chaplin “Tempos Modernos” – Faça uma análise do filme que critica severamente o Taylorismo e a espoliação do operário.


AULA VII

ESCOLA CLÁSSICA:

Outro autor importante foi Henry Fayol, com a formulação da Teoria Clássica que preconizava a organização e aplicação de princípios de administração geral.

Baseada na forma e disposição dos órgãos componentes da organização (departamentos) e de suas interelações estruturais. Ênfase na anatomia (estrutura) e na fisiologia (funcionamento) da organização: abordagem de cima para baixo e do todo para as partes. Eminentemente teórica e administrativamente orientada.
Henry Fayol salientava que toda empresa apresenta seis funções básicas:


  1. Funções técnicas – relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa.

  2. Funções comerciais – relacionadas com a compra, venda e permutação.

  3. Funções financeiras – relacionadas com a procura e gerencia de capitais.

  4. Funções de segurança – relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das pessoas.

  5. Funções contábeis – relacionadas com o inventário, registros, balanços custos e estatísticas.

  6. Funções administrativas – relacionadas com a integração das cinco anteriores. Coordenam e sincronizam as demais funções da empresa.



ORIGENS DA ABORDAGEM CLÁSSICA
Na Revolução Industrial, baseada em:

  1. Crescimento acelerado e desordenado das empresas.

  2. Substituição das teorias de caráter totalizante e global por teorias micro industriais de alcance médio e parcial.

  3. Necessidade de aumentar a competência e a eficiência das organizações.

  4. (evitar desperdício e economizar mão-de-obra)


CONFRONTO ENTRE AS TEORIAS DE TAYLOR E FAYOL

Os trabalhos de Fayol e Taylor são precursores da moderna Administração. A teoria Clássica procurou definir as funções básicas da empresa, com os chamados Princípios Gerias de Administração, dando ênfase na estrutura, na disposição dos órgãos, e a interatividade entre essas partes, restringindo-se à organização formal.

Taylor, por sua vez, com a Administração Científica, procurou aumentar a eficiência das empresas através do aumento da eficiência do trabalho operário.

CONFRONTO ENTRE AS TEORIAS DE TAYLOR E FAYOL

TAYLOR


ADMINISTRAÇÃO CIENTIFICA

AUMENTAR A EFICIENCIA DA EMPRESA ATRAVÉS DO AUMENTO DA EFICIENCIA NO NIVEL OPERACIONAL

ENFASE NAS TAREFAS



AUMENTAR A EFICIENCIA DA EMPRESA ATRAVÉS DA DISPOSIÇÃO DOS ORGÃOS E SUAS INTERAÇÕES ESTRUTURAIS



FAYOL

TEORIA CLASSICA

ENFASE NA ESTRUTURA



AULA VIII

ESCOLA DAS RELAÇÕES HUMANAS

Esta abordagem provoca uma verdadeira revolução na administração.



Se antes a ênfase era nas tarefas e estrutura, agora o enfoque era nas pessoas.

A máquina, o método de trabalho e a organização formal dão lugar aos aspectos psicológicos e sociológicos.


ORIGENS
Surge como conseqüência imediata dos trabalhos conclusivos obtidos pela experiência de Hawthorne, orientada por Elton Mayo, quando o governo americano através do Conselho Nacional de Pesquisa, encomendou um trabalho a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, para verificar a “correlação entre produtividade e luminosidade”.

(Atualmente, sabe-se que a experiência fora encomendada para verificar a insatisfação dos trabalhadores e o crescimento dos sindicatos, causando certo temor à classe patronal, pois havia forte tendência de insatisfação entre a classe operária aliada a desumanização do trabalho).


Principais figuras:

George Elton Mayo (1880-1949)

  • Considerado o “pai das relações humanas”, coordenou a experiência de Hawthorne, realizada na Western Electric Company, que ficava no bairro de Hawthorne na cidade de Chicago. Essa experiência iniciou-se em 1927, foi interrompida em 1929 pela crise, e prolongada até 1932.

Mary Parker Follet

  • Cientista social, pioneira na introdução da psicologia no comércio, indústria e governo.

  • Pontos relevantes de seus estudos: criatividade, motivação e cooperação.
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