Automóvel Sistema de Carga 1ª Edição



Baixar 272.01 Kb.
Página11/13
Encontro29.07.2016
Tamanho272.01 Kb.
1   ...   5   6   7   8   9   10   11   12   13

Detecção de Avarias: Escovas


Na página 34 abordámos a desmontagem do porta-escovas incluída na desmontagem geral do alternador. Vamos agora analisar o conjunto de condições necessárias para que estes contactos trabalhem perfeitamente. Recordemos que as escovas servem para alimentar o enrolamento de excitação que se encontra no rotor, e que gera linhas magnéticas, controladas pelo regulador, para que o dispositivo eléctrico não ultrapasse os limites de tensão que são indispensáveis na instalação eléctrica e alcance rapidamente uma tensão mínima de funcionamento.

Em muitos alternadores modernos, o conjunto de escovas faz parte do regulador electrónico. Nestes casos temos de desmontar o regulador para termos acesso às escovas. Na Figura 74 temos o conjunto de regulador de um alternador marca Bosch. Retirados os parafusos de fixação, podemos depois extrair as escovas. A Figura 75A mostra-nos, além das escovas (1), que não são mais do que contactos de carvão ligados por um condutor, as molas calibradas (2) que garantem o contacto permanente das escovas com o colector. No caso em que as ligações das escovas são soldadas na respectiva caixa, temos de proceder à retirada da solda para podermos substituir as escovas.

Figura 74 Conjunto de regulador incorporado com as escovas num alternador marca Bosch ([6]).

Noutros alternadores, a caixa que aloja as escovas está separada do regulador. Neste caso, entre outros, temos o alternador Motorola, da Figura 75B. Nesta figura temos assinalado em R o regulador e em C a caixa das escovas. Retirado o parafuso T, podemos retirar a caixa, mas sempre com cuidado, para não danificar as escovas. Nestes casos é necessário retirar o alternador do veículo, pois de outra forma a operação é impraticável.



A

B


Figura 75 Conjunto de regulador incorporado com as escovas num alternador marca Bosch e sua posição no alternador ([6]).

Na Figura 76B temos o esquema que mostra o conjunto completo das escovas de marca Motorola, incluindo o porta-escovas. As primeiras estão assinaladas com A e o segundo com B, mostrando o local onde as escovas são soldadas.

Analisemos agora estes contactos sensíveis, se estão em estado de cumprir eficazmente o seu trabalho.

Em primeiro lugar, temos de verificar o seu cumprimento, já que ao longo do trabalho vão sendo desgastadas, devendo ser substituídas no momento certo. A maioria dos fabricantes insiste que logo que fiquem reduzidas aos 5 mm de comprimento devem ser substituídas. Em geral, as escovas têm quando novas entre 10 e 14 mm. Se deixarmos que se gastem até dimensão inferior à indicada corremos o risco de alimentar-mos mal o enrolamento de excitação, produzindo-se corrente de uma forma deficiente.

Também temos de ter em conta que a tensão das molas é um aspecto extremamente importante. De facto, se a tensão das molas for superior ao indicado pelo fabricante, aceleramos o desgaste: por outro lado, se essa tensão for inferior à adequada o contacto será deficiente, o que provocará faíscas durante o funcionamento e levará a uma alimentação defeituosa. Se o alternador a verificar for antigo, é importante considerar este factor e portanto devemos proceder à calibração das molas. A tensão é medida com um dinamómetro e depois comparada com os valores indicados pelo fabricante, os quais oscilam entre 125 g e os 400 g.

Uma outra verificação a efectuar no sistema de escovas é a do estado de isolamento e contacto da unidade porta-escovas. Como já sabemos, a escova positiva conduz a corrente ao enrolamento do rotor e a negativa estabelece o contacto com a massa, fechando o circuito. Uma delas deve encontrar-se isolada, a positiva, e a outra em contacto com o corpo do alternador. A Figura 76A mostra a verificação do isolamento de uma das escovas com o auxílio de um ohmímetro. Esta operação pode também ser realizada com uma lâmpada de teste. O ohmímetro deve marcar infinito, o que significa resistência máxima, não havendo portanto passagem de corrente.

No caso da escova de massa, deve acontecer o contrário. Na Figura 76C podemos ver a forma de proceder, mostrando a escala do aparelho de medida a corrente que circula livremente.




A


C

B

Figura 76 Esquema que mostra o conjunto completo das escovas de marca Motorola, incluindo o porta-escovas e testes de operacionalidade ([6]).


    1. Detecção de Avarias: Alternador no Banco de Ensaios


Todos os testes e verificações que acabamos de ver podem ser efectuados com rapidez e segurança num banco de ensaios, no qual podemos instalar o alternador e verificar todo o seu funcionamento, tal com quando se encontra montado no automóvel. Tendo o banco de ensaios grandes vantagens, a sua aquisição só é compensadora, no entanto, numa oficina da grande movimento, porquanto o custo representa um grande investimento. Por este facto, não vamos aprofundar a forma como se utiliza este tipo de equipamento, explicação que pode ser facultada por qualquer estabelecimento do ramo.

A Figura 77A mostra um banco de ensaios com o alternador preparado para as provas e na Figura 77B vê-se outro tipo de banco de ensaios no qual o processo de fixação do alternador é diferente.

Fundamentalmente, o banco de ensaios realiza as seguintes verificações:


  1. Medição e teste ao enrolamento do rotor;

  2. Controlo de funcionamento a todos os regimes de rotação, do valor da tensão e da intensidade da corrente.

  3. Medição da resistência de cada uma das fases do induzido do estator;

  4. Controlo das características mecânicas. Estado das escovas e tenção das respectivas molas;

  5. Ensaio e verificação dos díodos do rectificador;

  6. Ensaio e verificação do regulador electrónico.

No essencial, todas estas provas foram já realizadas com o auxílio de um voltímetro, de um amperímetro e de um ohmímetro, salvo no caso dos reguladores, dos quais ralaremos mais adiante. A vantagem do banco de ensaios é a de reproduzir as temperaturas de funcionamento e proporcionar uma absoluta segurança durante o funcionamento do alternador.


A


B

Figura 77 Bancos de ensaios com o alternador preparado para as provas ([15]).


1   ...   5   6   7   8   9   10   11   12   13


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal