Automóvel Sistema de Carga 1ª Edição



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Designação e dimensionamento dos Alternadores


Cada veículo, quando projectado, é equipado com um alternador dimensionado especificamente para dar resposta às suas necessidades energéticas.

Para a selecção de um alternador para um veículo são determinantes os seguintes critérios:



  • Tipo de veículo e condições de serviço;

  • Margem de revoluções do motor de combustão correspondente;

  • Tensão da bateria do sistema eléctrico do veículo;

  • Demanda de corrente dos possíveis consumidores;

  • Solicitação do alternador por influências do meio ambiente;

  • Vida útil previsível;

  • Condições de montagem, dimensões;

As exigências impostas a um alternador, bem como os critérios de rentabilidade diferem consideravelmente em função do tipo de utilização. Por este motivo não pode existir um alternador universal que cumpra todas as exigências.

A potência requerida ao alternador depende exclusivamente dos consumidores instalados no veículo.



Nos alternadores consta, além do número de tipo (que começa sempre com 0 1 2...), uma designação com a seguinte significação: [12]



Figura 30 Simbologia utilizada para caracterizar os alternadores automotivos (na chapinha de instruções) ([12])
  1. Diagnósticos de Avarias no Sistema de Carga


O sistema de carga automóvel, ao longo da vida útil do veículo, não está imune a avarias. Estas avarias podem ser motivadas pelas mais variadas causas: desgaste mecânico de componentes, má utilização do veículo, falta de manutenção, etc.

  • A bateria não se carrega ou carrega de forma Insuficiente;

  • A luz de sinalização do sistema de carga não liga quando o motor está parado e com a chave em posição ON;

  • A luz de sinalização do sistema de carga continua ligada com intensidade máxima quando o motor do veiculo está em marcha incluindo em regime alto de revoluções;

  • A luz de sinalização do sistema de carga fica ligada com intensidade máxima com o motor parado e ao colocar o motor em marcha reduz a intensidade ou se apaga.

Tabela 1 Algumas das possíveis avarias e causas de anomalias no sistema de carga

Avaria

Possíveis causas

Avaria

Possíveis causas

Tensão superior a 14V.

  • Regulador de tensão defeituoso.

A lâmpada piloto acende (fraca) quando o motor está acelerado.

  • Verificar as conexões: cabo massa do motor à carroceira, cabos da bateria.

  • Diodos de excitação abertos.

  • Diodos positivos abertos.

Corrente inferior a corrente de carga.

  • Defeito no regulador de tensão.

  • Curto entre espiras ou à massa no enrolamento do estator.

  • Diodos em curto-circuito.

A lâmpada piloto não acende com o motor parado.

  • Lâmpada queimada ou desligada.

  • Regulador de tensão desconectado.

  • Bateria totalmente descarregada ou danificada.

  • Enrolamento do rotor interrompido.

A lâmpada piloto acende com a chave de ignição desligada (motor parado).

  • Existe um ou mais diodos rectificadores positivos queimados (em curto-circuito).

A lâmpada piloto acende com pouca luminosidade e não se altera.

  • Circuito de campo do alternador interrompido.

  • Terminais DF isolados.

  • Escovas com mau contacto.

  • Anel colector dessoldado.


  1. (Des)montagem do Sistema de Carga


Nas próximas páginas iremos falar da desmontagem do alternador do ponto de vista prático, pelo que convêm que todas as peças que o compõem sejam bem identificadas pelos respectivos nomes. Para tal foram inseridas as seguintes figuras, Figura 31, com as respectivas legendas associadas.

Legenda:





Figura 31 Identificação de cada uma das peças do alternador ([6]).



    1. (Des)Montagem do Alternador (do) no Motor Térmico


Embora o mercado ofereça diversos tipos de alternadores e todos eles com vários modelos, a desmontagem é praticamente igual em todos eles. Na Figura 32 temos o exemplo de montagem num motor de instalação longitudinal, sendo neste caso a desmontagem muito fácil. Nos motores de posição transversal, podem por vezes existir mais dificuldades, devido ao seu espaço, mais reduzido. No entanto, a técnica é sempre a mesma, embora possa tornar-se mais trabalhosa.

Figura 32 Exemplo de montagem do alternador num motor longitudinal ([6]).

Antes de iniciarmos o trabalho, é sempre necessário observar um conjunto de normas que devem ser escrupulosamente seguidos, não sendo de mais recordá-las:


  • Não desligar ou retirar o alternador sem primeiro desligar a bateria. Esta operação é sempre iniciada pelo cabo de massa.

  • Não desligar, em caso algum, o regulador ou a bateria se o motor térmico estiver a trabalhar, porquanto o alternador também está a trabalhar.

  • Nunca por à massa o borne de excitação do alternador, do regulador ou do cabo de ligação.

  • Tomar atenção para que nunca sejam invertidas as ligações no regulador ou no alternador.

  • Não deixar que o regulador trabalhe sem estar ligado á massa, pois existe um risco de uma rápida deterioração.

Tenha sempre em conta que a desmontagem se inicia com o desligar dos cabos da bateria, sendo primeiro o cabo de massa, o qual é normalmente o negativo.

Na fase seguinte, devemos desligar as ligações eléctricas do alternador. Estas ligações podem apresentar-se numa única ficha, como mostra a Figura 33A, ou com terminais apertados por meio de porcas, como se vê na Figura 33B. Em primeiro lugar, devemos verificar se não existe alguma mola ou cavilha que segure a posição da ficha, como se pode verificar na Figura 33A, onde a mola (M) foi previamente retirada, com a ajuda de um alicate apropriado. Neste tipo de ligações, é normal encontrar-se muito apertadas, pelo que por vezes só com um forte puxão as conseguimos retirar.




Figura 33 Exemplo de montagem do alternador num motor longitudinal([6]).

A ligação por meio de porcas não tem qualquer inconveniente, a não ser tomar nota das ligações para que não haja confusão na montagem.

O passo seguinte consiste em retirar o alternador do lugar onde se encontra instalado.



Figura 34 Montagem do alternador num motor térmico ([6]).

Na Figura 34 temos a forma como se encontra montado o alternador (A) num motor térmico de instalação transversal, enquanto na Figura 32 apreciamos a montagem num motor térmico longitudinal. Em qualquer dos casos, a operação de desmontagem é mecanicamente muito simples, pois basta retirar os parafusos de fixação, os quais se localizam com muita facilidade.

Para se manter em segurança na sua posição de trabalho, os alternadores dispõem de dois tipos de parafusos de fixação. De um lado, temos os parafusos sensores, assinalados com T na Figura 35A, e o parafuso de fixação (B), o qual também permite ao alternador um movimento lateral, de forma a permitir regular a tenção na correia de acessórios, que em muitos motores também acciona a ventoinha de refrigeração e outros equipamentos, cabendo ao alternador a missão de regular a tensão da correia.


B


A

Figura 35 Montagem do alternador num motor térmico com destaque para os pontos de fixação ([6]).

O trabalho é iniciado pelo desapertar do parafuso T, o que permite deslocar o alternador lateralmente e retirar a correia. Acontece, por vezes, termos de desapertar o parafuso B devido à correia de acessórios se encontrar demasiado apertada.

Na Figura 35B temos outro tipo de montagem. Nesta caso, ao retirarmos o parafuso tensor (T) e empurrarmos o equipamento para junto do motor térmico, a correia de acessórios vai sair facilmente. Em seguida, já podemos retirar os restantes parafusos de fixação.

Quando se retirar os parafusos de fixação (B), devemos segurar o alternador para que este não caia e se danifique. Tenha presente que o alternador pesa aproximadamente cinco quilos o que obriga a segura-lo com cuidado.

Uma vez retirado, pode acontecer que esteja sujo. Neste caso podemos limpá-lo com um pano embebido em álcool metílico.

É conveniente voltar a apertar os parafusos no local onde se encontravam, com as anilhas respectivas, o que vai facilitar mais tarde a montagem.




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