Automóvel Sistema de Carga 1ª Edição



Baixar 272.01 Kb.
Página8/13
Encontro29.07.2016
Tamanho272.01 Kb.
1   ...   5   6   7   8   9   10   11   12   13

(Des)Montagem da Placa de Díodos


Os díodos estão inseridos em duas partes diferentes. Por um lado, temos três díodos na placa porta-díodos, enquanto os outros três estão montados na placa de suporte. A operação de extracção da placa porta-díodos, inicia-se retirando primeiro as ligações dos díodos ao borne central, o que podemos ver na Figura 51A. Podemos fazê-lo com os dedos dado o bom acesso que esta parte do alternador proporciona. A mesma figura mostra, assinalados com a letra D, os três diodos montados na respectiva placa, enquanto podemos ver em A os restantes díodos montados na placa de suporte.

U

ma vez retiradas as ligações e os parafusos (T), podemos extrair as anilhas, que a figura 56 B mostra assinalado em B. Sob estas anilhas os parafusos dispõem de uma peça isolante, as quais, ao mesmo tempo que asseguram a posição dos parafusos, isolam a corrente do corpo do alternador, o que as torna peças importantes neste conjunto. Na Figura 51B pode-se ver ainda a forma destas peças, assinaladas com a letra P, assim como a sua posição com o respectivo díodo. Outras soluções são possíveis, dependendo do fabricante, mas o que é sempre fundamental é o bom isolamento destes contactos. Os isoladores podem ser retirados à mão, pois encontram-se simplesmente encaixados.

A

B


Figura 51 Operação de extracção da placa porta díodos ([6]).

Extraídas as peças isoladoras, os parafusos podem ser retirados sem dificuldade. Na Figura 52A temos o aspecto do alternador pela parte posterior, onde podemos ver os parafusos (T) e a respectiva peça isoladora, os quais, logo que retirados, permitem libertar a placa porta-díodos. A Figura 52B mostra a placa e os respectivos díodos. O parafuso assinalado em A é o mesmo que na Figura 52A aparece identificado com a mesma letra (A). Após esta operação, concluímos a desmontagem do alternador.

A

B

Figura 52 Representação dos parafusos de fixação da placa porta díodos e as respectivas peças isoladoras ([6]).


    1. Substituição dos Díodos


Os díodos negativos são os que estão montados na tampa de suporte, como podemos ver na Figura 53A, assinalados com setas, e os díodos positivos são os inseridos na placa de díodos (Figura 52B da página anterior). Estes últimos não podem ser substituídos e quando algum se avaria temos de mudar toda a placa, ao passo que os díodos negativos podem ser trocados caso isso aconteça; no entanto, os fabricantes aconselham a substituição total se tal eventualidade se der.

Antes de proceder-mos à substituição dos díodos negativos, contudo, é necessário ter presentes algumas considerações: em primeiro lugar, os díodos devem ter a mesma polaridade, o que devemos comprovar previamente; em segundo, o díodo deve ser do tipo díodo de substituição, o que muitos fabricantes assinalam. Como veremos, os díodos passíveis de substituição são os montados na tampa, como no-lo mostra a Figura 53A.

Quando extraímos os díodos avariados, vemos que o orifício surgirá ligeiramente largo relativamente a outro da mesma dimensão, razão por que os denominados díodos de substituição têm o diâmetro um pouco superior, cerca de 0,5 mm, em relação ao díodo originário. Deste facto resulta que temos de alargar os orifícios da tampa, com o diâmetro de 0.2 mm mais pequeno que o do díodo de substituição.





A


B

Figura 53 Substituição de diodos em mal estado ([6]).

Para efectuar a troca dos díodos negativos, é necessário retirar primeiro os que estão em mal estado, operação que deve ser efectuada com o auxílio de uma prensa, como nos mostra a Figura 53B. Nesta prensa, é acoplado um extractor, com as dimensões do díodo (1). É também necessário um suporte, para apoiar a tampa, com espaço de saída para retirar o díodo. Por último é necessária uma placa de apoio (3) para o suporte (2).

Não se dispondo destas ferramentas, diferentes para cada tipo de alternador, podemos improvisar outros processos desde que deles não resultem quaisquer danos.

Depois de extraídos os díodos deficientes, é necessário rectificar os orifícios a fim de inserir os díodos novos. Esta operação exige grande precisão, já que as diferenças são de décimos de milímetro. A melhor forma de se proceder a esta rectificação será utilizar uma rectificadora de coluna e boas ferramentas de corte. Na Figura 54 podemos ver como esta operação se efectua: com a ajuda de um perno de fixação, centramos a peça, após o que alinhamos o furo a rectificar.



Figura 54 Utilização de uma rectificadora de coluna para rectificar os orifícios a fim de inserir os díodos novos ([6]).

Este conjunto é depois montado num furador, como podemos ver na Figura 55A na qual temos em 1 o rectificador, em 2 o dispositivo de centragem e em 3 a tampa a rectificar. Esta operação não levanta quaisquer dificuldades, sendo conveniente que a rectificação se efectue a uma velocidade de 1000 rpm e se lubrifique a ferramenta de corte com um óleo de corte apropriado.

Uma vez terminada a operação, podemos inserir os novos díodos. É uma operação delicada devido à natureza sensível do equipamento. A montagem deve efectuar-se com o auxílio de uma prensa e nunca com qualquer ferramenta de percussão, como por exemplo o martelo. A Figura 55B mostra como se procede com o auxílio de uma prensa. Durante esta operação é preciso ter em conta o seguinte:


  • O eixo do díodo deve coincidir com o alojamento;

  • A pressão deve ser exercida exclusivamente sobre a face exterior do corpo do díodo, como mostram as setas da Figura 55C.

A prensa deve ser accionada com muito cuidado a fim de que durante a montagem não haja rotação do díodo, o que se consegue bloqueando-o ao nível da ranhura vertical.


A


C

B

Figura 55 Tarefa de rectificação do orifício e colocação do díodo de substituição ([6]).


1   ...   5   6   7   8   9   10   11   12   13


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal