Autor: Aparecida Luvizotto Medina Martins Arruda



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A INSERÇÃO DA MULHER NO MERCADO FORMAL DE TRABALHO NA ÁREA DA EDUCAÇÃO

Autor: Aparecida Luvizotto Medina Martins Arruda



Instituição: Universidade de Sorocaba

Resumo: No período recente, tem surgido uma tendência de ingresso de mulheres em funções tradicionalmente ocupadas por homens, conforme divulgado pelo relatório da Organização Internacional do Trabalho (2004). Em outro estudo sobre o emprego feminino no Estado de São Paulo (Mulher e Trabalho, 2002) da Fundação SEADE, foi destacado que as mulheres chegaram a dobrar sua participação no total de cargos de direção, na década de 90 (de 12,1 % para 24,4 %). O mercado de trabalho está muito competitivo e nele a mulher se destaca, em grande parte na área educacional, chegando a altos postos, como a reitoria. Zuleica Lopes Cavalcanti de Oliveira, afirma “Não há dúvida sobre os avanços inequívocos alcançados pelas mulheres brasileiras no espaço público do trabalho durante o século XX”. Como tem sido reiterado na literatura, a associação entre a escolaridade e a participação das mulheres no mercado de trabalho é intensa, porém, continua a discriminação. Maria Rosa Lombardi, escreve: “Em geral, essa discriminação não é explícita, o que torna mais difícil para as mulheres identificá-la e reagir a ela. Invariavelmente a discriminação parte dos homens, normalmente, dos colegas de profissão que estão no mesmo nível”. Portanto, pesquisar sobre a inserção feminina no mundo profissional da Educação e avaliar o seu grau de satisfação e os conflitos que esta realidade causa, será gratificante. O presente trabalho abordará o movimento histórico da mão-de-obra feminina na área da Educação, no período de 1990 a 2008, detalhando as condições de trabalho em que se deu o aumento da presença feminina, contrapondo as oportunidades de emprego das mulheres em relação às dos homens. Olhar para a inserção da mulher no contexto educacional brasileiro atual, mesmo que dentro dos limites de uma década, pode constituir-se num importante instrumento para uma análise das relações de gênero e das conquistas femininas. Um fator que interfere nas relações da mulher com o trabalho são os cuidados com a família e a dificuldade de conciliar as atividades. Os argumentos são que o problema da ascensão de mulheres a postos hierárquicos mais elevados ocorre devido à falta de disponibilidade integral à carreira profissional. Esses argumentos, todavia, estão impregnados de conceitos tradicionais sobre o papel social da mulher, e as particularidades de ser sujeito feminino continuam a ser usadas para justificar as formas de sua exploração. Tal análise será desenvolvida a partir dos dados da Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego, dados estatísticos do INEP, da Fundação SEADE e do IBGE. Elizabeth Kurtz Marques, ressalta que o contingente feminino “não quer mais um bico, tampouco o trabalho informal, mas ao contrário, deseja a realização pessoal, almeja ser sujeito ativo e participante da sociedade e, principalmente, quer liberdade para ser autor de sua vida”.
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