Autor: Luís Fernando Verissimo



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Análise da obra:

Comédias para se ler na Escola

Autor: Luís Fernando Verissimo.

Capítulo: De Olho na Linguagem

Neste capítulo Verissimo trabalhou o uso da linguagem em seu mais alto grau. O autor é alguém que vê a linguagem, como afirmou Roland Barthes. Verissimo é um exímio trabalhador da linguagem e nunca se esqueceu de usá-la com o humor que lhe é peculiar. Veremos que ao longo dessas crônicas Verissimo fez um trabalho grandioso e delicado com a nossa língua portuguesa.

Crônicas:



Sexa

Pá, Pá, Pá,

Defenestração

Tintim

Papos

O Jargão

Pudor

Palavreado

Nessas quatro primeiras crônicas o autor buscou o trabalho vocabular:

Sexa

Personagens:

O Pai, a Mãe e o Filho.



Espaço:

Possivelmente em casa.



Tempo:

Poucos minutos - durante um diálogo.



Narrador:

Não há presença de narrador por se tratar de um diálogo.



Enredo:

Discussão sobre o gênero da palavra "sexo".



Clímax:

Há uma quebra na expectativa quanto ao final da crônica: imagina-se que o pai dirá à mãe do menino que ele estava pensando em sexo, devido a idade, nessa época os jovens buscam saber sobre as mudanças hormonais, a puberdade.


Puberdade [Do lat. pubertate.] Substantivo feminino. 1.Conjunto das transformações psicofisiológicas ligadas à maturação sexual que traduzem a passagem progressiva da infância à adolescência.

Pá, Pá, Pá,

Personagens:

Uma mulher (Americana) e uma outra pessoa.



Espaço:

Não definido.



Tempo:

Duração do diálogo.



Narrador:

1ª Pessoa (Narrador personagem)



Enredo:

Discussão entre o narrador e a Americana sobre o uso de algumas palavras do idioma Português.



Defenestração
Personagens:

Não há personagens declarados, exceto para exemplificar dentro dos diálogos os desencontros

linguísticos.
Espaço:
Não há definição precisa tanto do local quanto
Tempo:
Durante a explanação destes desencontros vocabulares.
Narrador:
1ª Pessoa (Narrador Personagem)
Enredo:
Discussão a respeito do emprego de vocabulários desconhecidos que a maioria dos falantes por

pura ignorância ou preguiça de consultar seus significados em dicionários. Críticas aos falantes de uma

língua tão rica e sub-utilizada. O narrador brinca com o significado de certas palavras e se interroga com

o sentido de “defenestrar” – ato de atirar algo ou alguém da janela.





falácia1
[Do lat. fallacia, ‘trapaça’; ‘ardil’; ‘engano’; ‘astúcia’, < lat. fallax, acis, ‘enganador’,

‘impostor’; ‘que induz a erro’; ‘capcioso’.]


Substantivo feminino.
1.Qualidade de falaz.
2.Afirmação falsa ou errônea.
3.Lóg. V. sofisma (1 e 2).

falaz
[Do lat. fallace.]
Adjetivo de dois gêneros.
1.Intencionalmente enganador; ardiloso, enganoso, capcioso:
argumento falaz.
2.Vão, quimérico, ilusório, enganoso:

sofisma
[Do gr. sóphisma, ‘sutileza de sofista’, pelo lat. sophisma.]
Substantivo masculino.
1.Lóg. Argumento aparentemente válido, mas, na realidade, não conclusivo, e que

supõe má-fé por parte de quem o apresenta; falácia, silogismo erístico. [Cf. paralogismo.]


2.Lóg. Argumento que parte de premissas verdadeiras, ou tidas como verdadeiras,

e chega a uma conclusão inadmissível, que não pode enganar ninguém, mas que se

apresenta como resultante das regras formais do raciocínio; falácia.
hermeneuta
[Do gr. hermeneutés.]
Substantivo de dois gêneros.
1.Especialista em hermenêutica.

hermenêutica
[F. subst. de hermenêutico.]
Substantivo feminino.
1.Interpretação do sentido das palavras.
2.Interpretação dos textos sagrados.

hermético
[Do b.-lat. hermeticu.]
Adjetivo.
1.Encimado por um hermes.
2.Inteiramente fechado, de maneira que não deixe penetrar o ar (vaso, janela, etc.).
3.De compreensão muito difícil; obscuro.
4.Relativo à ciência da transmutação dos metais, ou à alquimia.

traquinagem
[De traquina + -agem2.]
Substantivo feminino.
1.Bras. V. traquinice.

traquinice
[De traquina + -ice.]
Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de traquinar.

traquinar
[De traquina + -ar2.]
Verbo intransitivo.
1.Fazer traquinadas, travessuras; mostrar-se traquina(s), irrequieto; trasguear:
2.Fazer ruído.
3.Estar inquieto, irrequieto; fazer motim.

plúmbeo
[Do lat. plumbeu.]
Adjetivo.
1.De chumbo.
2.Da cor do chumbo

defenestração
[Do fr. défenestration.]
Substantivo feminino.
1.Ato de atirar alguém ou algo pela janela fora.


Tintim

Personagens:

Não há personagens declarados, exceto para exemplificar dentro dos diálogos os desencontros

linguísticos.
Espaço:
Não há definição precisa tanto do local quanto
Tempo:
Durante a explanação destes desencontros vocabulares.
Narrador:
1ª Pessoa (Narrador Personagem)
Enredo:
Discussão a respeito do emprego de vocabulários desconhecidos que a maioria dos falantes por

pura ignorância ou preguiça de consultar seus significados em dicionários. Críticas aos falantes de uma

língua tão rica e sub-utilizada.



triz1
Elemento substantivo masculino.
1.Us. na loc. adv. por um triz. [Cf. tris.]

Por um triz. 1. Por um pouco; por pouco, por um tudo-nada.



triz2
[Alter. de icterícia.]
Substantivo feminino.
1.Pop. Icterícia. [Cf. tris.]

icterícia
[Do lat. icterus (< gr. íkteros) + -ícia.]
Substantivo feminino.
1.Med. Síndrome caracterizada por excesso de bilirrubina no sangue e deposição de

pigmento biliar na pele e membranas mucosas, do que resulta a coloração amarela

apresentada pelo paciente. [Var.: iterícia; sin., pop.: triz.]


Papos
Personagens:

Dois homens.


Espaço:
Não há definição precisa tanto do local quanto
Tempo:
Durante a explanação destes desencontros vocabulares.
Narrador:
Diálogo
Enredo:
Discussão a respeito do emprego de vocabulários desconhecidos que a maioria dos falantes por pura ignorância ou preguiça de consultar seus significados em dicionários. Críticas aos falantes de uma língua tão rica e sub-utilizada. A crônica Papos, de Luís Fernando Veríssimo, é marcada por crônicas humorísticas de questionamento crítico. Em Papos o alvo é o emprego formal dos pronomes, confrontando a língua escrita e a língua falada. A crônica Papos, de Luís Fernando Veríssimo, é marcada por crônicas humorísticas de questionamento crítico. Em Papos o alvo é o emprego formal dos pronomes, confrontando a língua escrita e a língua falada.

O jargão – O narrador se imagina um marinheiro, embora não entenda nada de barcos e começa a usar vários jargões (provavelmente inventados), fazendo uma crítica aos economistas que usam palavras as quais ninguém entende, mas que as pessoas jamais ousariam questionar.

Pudor – O narrador brinca com o significado de algumas palavras, dentre elas “trilhão”, que antigamente significava um número muito alto, impossível de se imaginar e que hoje, devido à inflação e às mudanças de planos econômicos torna-se quase íntimo nosso.

Palavreado – O narrador brinca com as palavras e imagina novos significados para elas (falácia, lascívia, fornida, lipídio, otorrino, pseudônimo etc.).
Análise da obra:

Comédias para se ler na Escola.

Autor: Luís Fernando Verissimo.

Capítulo: Fábulas.

Fábula - narrativa inverossímil, com fundo didático, que tem como objetivo transmitir uma lição de moral. Normalmente a fábula apresenta animais como personagens. Quando os personagens são seres inanimados, objetos, a fábula recebe a denominação de apólogo. Com as características acima, a fábula é das mais antigas narrativas, coincidindo seu aparecimento, segundo alguns estudiosos, com o da própria linguagem. No mundo ocidental, o primeiro grande nome da fábula foi Esopo, um escravo grego que teria vivido no século VI a.C. Modernamente, muitas das fábulas de Esopo foram retomadas por La Fontaine, poeta francês que viveu de 1621 a 1695. O grande mérito de La Fontaine reside no apurado trabalho realizado com a linguagem, ao recriar os temas tradicionais da fábula. No Brasil, Monteiro Lobato realizou tarefa semelhante, acrescentando às fábulas tradicionais curiosos e certeiros comentários dos personagens que viviam no Sítio do Picapau Amarelo.
Esse capítulo Verissimo mostra o lado cômico das situações mais embaraçosas do cotidiano:
A novata – Conta o primeiro dia de trabalho na vida de uma jornalista. No início o chefe não acredita muito na moça, mas ela se revela uma ousada profissional.


Bobagem – Dois amigos que não se viam há muitos anos porque estavam brigados e nem se lembravam do porquê. Pensaram que deveria ser bobagem. Conversaram, beberam, marcaram um outro encontro, mas um deles não compareceu porque havia se lembrado da bobagem que os fez brigar.


Hábito Nacional – Vários políticos famosos brasileiros morrem em um desastre de avião. São Pedro quer levá-los direto para o inferno, mas Deus lhes perdoa. “Sabe como é, Brasileiro...”
Pode acontecer
Personagens:

Dois amigos



Espaço:
Congresso Nacional.

Tempo:
Alguns dias.
Narrador:
3ª Pessoa - Diálogo.
Enredo:
Dois amigos tramam atacar o Congresso Nacional e pegar políticos como reféns. O fracasso foi total, pois no dia combinado os políticos faltaram ao serviço.
Direitos humanos - É a história do motorista Algemiro, que ao levar uns americanos para conhecer o Rio de Janeiro, encontra Budum Filho, um homem que estava lhe vendendo o dinheiro do jogo de bicho. Algemiro briga com o rapaz, mas este se faz de vítima para os americanos que o defendem.


Segurança – Cansados de serem assaltados, os moradores de um condomínio fechado tentam de todas as maneiras buscar estratégias para espantar os ladrões e ficam cada vez mais trancados em suas próprias casas. Ao final, fazem uma rebelião, querendo fugir do Condomínio.

Análise da obra:

Comédias para se ler na Escola.

Autor: Luís Fernando Verissimo.

Capítulo: Falando sério.

É uma coletânea de crônicas sobre problemas comuns do cidadão brasileiro.



Crônicas de "Falando sério":

Anedotas – O narrador faz reflexões sobre as anedotas e diz que nem todos os humoristas conseguem fazê-la, pois é um processo único.

Da timidez – O narrador faz uma exposição sobre pessoas tímidas que, mesmo querendo se esconder de todos, sempre acaba chamando a atenção de alguma forma.

ABC – Comentários irônicos sobre o tamanho das letras de acordo com as idades. Quanto mais velhos ficamos, mais as letras diminuem. Segundo o narrador, esse processo está errado.



Fobias O autor expõe diversos tipos de medos e aversões a alguma coisa (claustrofobia, acrofobia, collorfobia etc.) e brinca com o leitor querendo saber como se chamaria o medo de não ter o que ler.

Análise da obra:

Comédias para se ler na Escola.

Autor: Luís Fernando Verissimo.

Capítulo: Exercícios de estilo.

Crônicas de "Exercícios de estilo":

Finaliza a obra, com o autor brincando com estilos de texto sem perder a pose nem a graça.


Amor – “Poema mais ou menos de amor” – alguém que queria ser o guarda-roupa da amada para guardar seus segredos.

Um, dois, três – O narrador diz querer, um dia, fazer uma crônica que enchesse o mundo de magia.

O ator - Um ator leva seu trabalho tão a sério que confunde sua vida com a de seu personagem e acaba perdendo sua própria identidade.

O recital - Um invasor tenta tocar seu instrumento musical (uma tuba) junto com um quarteto de cordas e a confusão se generaliza.

Siglas - Os personagens, preocupados em arrumar uma sigla para seu novo partido, esquecem-se de seus princípios e de suas lutas e, em nome de uma boa sigla para o partido, mudam seus ideais políticos.

Rápido - Em poucas palavras e em forma de diálogos, o autor conta a história de vida um casal que se encontra, casa-se, tem filhos, viram avós e já estão na idade “perigosa”, a de morrer de velhice.

O classificado através da história - O autor faz brincadeiras com a própria língua e com os objetos a serem vendidos, como se fossem classificados de jornais.


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