Autor: Tom Carney Outubro 2010 Co-Criação Consciente Parte Três



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T h o u g h t L I n e

(Alimento para Reflexão)



Autor: Tom Carney Outubro 2010





Co-Criação Consciente

Parte Três


Contato Conceitual e Incorporação
Co
Toda a Sabedoria do mundo não é senão uma metáfora para o Silêncio.
mo estávamos dizendo, Contato Conceitual, “a penetração do Silêncio que é a morada da Lei Cósmica, ou do Princípio, e a imersão consciente na/ou a união com um aspecto do Princípio”, ocorre no ponto mais alto do impulso invocativo. A incorporação desta imersão ou contato com o Princípio é um acontecimento sensoriamente registrável que ocorre somente depois que deixamos a consciência do Silêncio. No que se refere ao contato, propriamente dito, além da definição de que é indescritível, eu nunca li uma descrição da experiência de estar no Silêncio. Em um Thoughtline anterior quando escrevi sobre o Silêncio, eu disse, “O Silêncio está além da forma. No instante em que o buscador tenta definir o Silêncio, ele já se foi. O que resta é a Sabedoria. Toda a Sabedoria do mundo não é senão uma metáfora para o Silêncio, e como qualquer cientista, seja seu meio de expressão a música, escultura, pintura, palavras ou símbolos matemáticos, lhe dirá, é uma metáfora que apenas mal revela a Verdade do Cosmo”.
Na verdade, naquilo que considero minha experiência do Silêncio, se é de fato o Silêncio, nada acontece. Não há como dizer se a experiência é de longa ou curta duração. Não parece ser relevante. Numa retrospectiva, que é a única maneira em que se pode falar desta experiência, parece surgir uma repentina consciência de uma presente e crescente intensidade, mas não há nenhuma sensação de tensão. Parece que a conscientização é repentina, ou talvez gradualmente, engolfada em um grande silêncio que vai se tornando cada vez mais audível ou talvez mais e mais presente.
Não há nada em particular sobre a minha experiência que eu possa relatar. Não me recordo nunca ser “um eu” que estivesse tendo uma enorme compreensão de Tudo. Não me lembro de nada além de uma sensação inicial de não existir e de Ser ao mesmo tempo. Eu me recordo como sendo minha experiência inicial foi totalmente chocante, assustadora. Eu “despertei” ou fui arremessado da consciência como que por uma sacudidela. O desafio de “permanecer firme na Luz” passou a ter novo sentido. A experiência parece ser totalmente passiva ou receptiva. É como se estivéssemos totalmente vazios e, em seguida, plenos, ou talvez “completos” seja melhor.
S
Há uma espécie de confiança, uma certeza de que triunfaremos, de Alegria, naturalmente, e de beleza.
omos, cada um, afinal de contas, uma faceta única da Humanidade Una, e não tenho muita certeza de que este esforço significará alguma coisa para qualquer outro meditador, ou que deva, siquer, significar alguma coisa. Creio que uma maneira segura de não vivenciar o Silêncio é esperar que algo aconteça, qualquer coisa que seja. Estou tentando compartilhar esta experiência porque é preciso que fique claro que até onde posso descrever nada acontece no Silêncio. É o que fazemos após o Silêncio que importa.
É no sair desse estado passivo que as faixas superiores do nosso sistema sensorial parecem ingressar no tempo real. - [NT - O autor explica: O que estou tentando indicar é que à medida que nos aproximamos do Silêncio, aqueles aspectos do nosso sistema sensorial que registram coisas, desligam-se. No silêncio nada acontece. Não há nada a ser registrado com os aspectos inferiores do nosso sistema sensorial. Existe apenas o que posso descrever como uma total consciência de Ser.
No entanto, nós registramos, de fato, o Silêncio.
À medida que a consciência de desloca para cima percorrendo as dimensões inferiores dos planos físico, astral e mental inferior, suas capacidades de registrar tornam-se cada vez mais débeis. Nos níveis superiores do plano mental, eles começam a lidar com freqüências e não com formas, registrando idéia ou idéias e não pensamentos-forma dessas Vidas. Nos Planos Búdico e Átmico não existe nada que possamos chamar de ‘forma’. Por exemplo: “Paladar” no Plano Búdico é “Intuição” e no Plano Átmico é “Perfeição” (a propósito, esta é uma incrível pista sobre como a Intuição opera). “Visão” no Plano Búdico é “Visão Espiritual” e no Plano Átmico é “Realização”. O que é “Realização”? É certamente nenhuma coisa, nada. “Audição” no Plano Búdico é “Compreensão” e no Plano Átmico é “Bem-Aventurança”.
Estas forças psíquicas superiores não registram ‘coisas’, ‘formas’. Elas, em minha opinião, registram as condições do Silêncio. O que é Bem-Aventurança? Eu diria que é a experiência do perfeito equilíbrio ou harmonia. Nós não podemos, ou pelo menos eu não posso dizer mais do que isso sobre o Silêncio, e não posso dizer nem isso porque é simplesmente uma lembrança tardia de uma condição produzida pelo coração-mais--mente. É um feixe de palavras, um pensamento-forma que transmite apenas o mais vago sentido da experiência. Tudo que podemos fazer no Silêncio é Ser.] -
A primeira indicação para mim, de que não estou mais no Silêncio é uma espécie de sentido de consciência cerebral de mim mesmo. É como se de repente apercebêssemos que estivéramos em algum lugar e não estamos mais lá. Ainda assim, eu percebo que de alguma forma me tornei inteiro, ou pelo menos mais inteiro do que era. Tenho com freqüência a sensação de que sou muito, muito maior do que meu corpo. No entanto, não tenho grandes idéias ou soluções para os problemas da humanidade. Não pareço saber coisa alguma.
Eu vivencio, de fato, essa inabalável convicção que existem soluções, que erro e qualquer dimensão ou situação é na verdade parte do irreal. Além disso, há uma espécie de confiança, uma certeza de que triunfaremos, nos encheremos de Alegria, naturalmente, e de beleza. Percebo que eu sou, como uma alma individual encarnada, pronto para matar dragões, salvar a humanidade; e estou meio ansioso de resolver logo isso. Acho que é a isso que Wordsworth(1) se referia quando disse “a poesia é o transbordamento espontâneo de sentimentos intensos: tem sua origem na emoção recordada num estado de tranquilidade”.
NT - (1) William Wordsworth = (1770-1850) - Maior poeta romântico inglês. Ajudou a incluir o romantismo na literatura inglesa através da obra “Baladas Líricas”, juntamente com Samuel Taylor Coleridge.
Colocando isso tudo numa espécie de estrutura de energia científica, o primeiro passo ao sair do Silêncio é irradiar ou liberar ou compartilhar a impressão da substância sem forma da Esfera Átmica na aura grupal. Há pelo menos duas razões por que a meditação neste nível é sempre meditação grupal. A presença grupal compartilha o impacto deste encontro de alta voltagem e dá a cada servidor estabilidade e coerência. A aura grupal protege o trabalho e o trabalhador.
As freqüências da Esfera Átmica, a Vontade Espiritual, são de tal potência que requer que um campo grupal não apenas as alcance, mas as contenha com segurança. Na verdade, qualquer meditação que minimamente se aproxime da funcionalidade intuitiva de uma ligação alma-mente-cérebro Átmico/Búdica resultará num impacto de energia que é muito poderosa e difícil de refrear. Se tal impacto adentrar o corpo emocional pode causar todo tipo de conseqüências glamorosas não tão proveitosas.
Em minha experiência, “insights” iniciais quanto ao significado e importância são gerados e conscientemente compreendidos quando liberamos aquelas freqüências ou aquela energia com a qual nossas “placas receptoras sensíveis” foram impressas na aura grupal quando no Silêncio. Meu sentido é que é no âmbito do campo magnético grupal que nós engendramos em torno do impulso invocativo que os estímulos Átmicos (ou o que quer que seja o que acontece no Silêncio) inicialmente imprimem a dimensão da Mente Abstrata.
Estas impressões são idéias altamente abstratas ou como o Mestre M. as chama “imagens da Verdade”. Para mim, elas registram inicialmente os conceitos abstratos como a beleza, bem-aventurança, compreensão, visão espiritual, entendimento, uma espécie de equilíbrio perfeito no qual não há densidade, uma espécie de paz ou equilíbrio. Elas se referem aos Princípios e Leis do Cosmo, como o Bem Comum e o Bem Estar Geral, como Corretas Relações Humanas e a Divindade Essencial, como liberdade, justiça, coerência e harmonia. Elas contêm aquela energia jubilosa da Vontade Pacifica Silenciosa que torna o triunfo uma certeza.
Embora elas tomem forma e cor, até música, não são pensamentos-forma detalhados. Elas são Idéias, “imagens da Verdade”.
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Como o Sol do nosso Sistema Solar, estes pequeninos sóis são idéias vivas. Eles são pacotes de intenções. Eles são almas conscientes, aspectos do Plano encarnando.
stive tentando descrever algumas Leis Cósmicas da física que governa o processo que chamamos ‘manifestação criativa’. Não existem, literalmente, palavras para fazer isto. Então, preciso encontrar equivalências naquilo que temos e, talvez, através disso possamos chegar a um “insight” mais profundo sobre o que O Grande Criador faz dia-a-dia através do Universo e da Eternidade.
É neste ponto que o meditador redireciona a atenção dele ou dela e ingressa com toda a consciência no ciclo expiratório do alinhamento. Mantendo a posição do observador desapegado, focalizamos nossa atenção na nossa compreensão ou propósito, nossos “insights” recebidos no Silêncio. Então, por um ato da vontade, imprimimos conscientemente o lado negativo aguardando no 4º sub-plano do plano mental - a Grande Folha de Papel, aquela “aura magnética sobre a qual as impressões mais altas podem atuar” que criamos no auge do ciclo inspirativo - com este conceito.
Para humanos que co-criariam com o Universo, este é provavelmente o aspecto singular mais importante do processo co-criativo. Se entendermos o papel da Alma inculcada na personalidade, veremos que nós somos essencialmente mensageiros. Nós vamos e pegamos a encomenda. Como consciência nós a incorporamos, e a entregamos na íntegra e intocada por qualquer resquício da vontade pessoal ao belo processo criativo engendrado pela magnífica fábrica de pensamentos-forma que chamamos de mente/cérebro alinhado.
Estas “imagens da Verdade” que nós “lançamos” para dentro do campo mental inferior são pequenos sóis radiantes com energia própria. Radiação, como sabemos, é o resultado da mistura de Amor e Vontade. Como o Sol do nosso Sistema Solar, estes pequeninos sóis são idéias vivas. Eles são pacotes de intentos. Eles são almas conscientes, aspectos do Plano encarnando.
Cada imagem da Verdade que lançamos abriga o minúsculo pedaço da Lei Cósmica e do Propósito que contatamos no Silêncio. Quando dizemos que incorporamos esta imagem, queremos dizer que nós estamos, literalmente, provendo um corpo, uma forma para ela. Tendo-o provido com um lugar na consciência, o meditador, então, conduz ou pastoreia esta alma consciente do propósito através de um canal de nascimento para dentro da manifestação.
É com o germe da Verdade dentro da forma que estamos totalmente focados. Nosso papel neste processo é o de concentrar nossa atenção no propósito enterrado na imagem da Verdade e conduzi-lo à manifestação através da vontade.
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Os fantasmas da dúvida e do desencorajamento são inevitáveis. Se eles estiverem presentes no campo, eles aparecerão.
onduzir pela vontade uma imagem da Verdade para dentro do campo mental inferior requer o mesmo grau de intenção concentrada que era necessário para escapar do campo mental inferior no começo. Isto requer uma vigilância constante do “Eu” hiper-alerta para evitar a poderosa, quase incontrolável reação do Deva do mental inferior de formular instantaneamente ou de metaforizar a impressão subjetiva. Se isto ocorrer, e acontece com freqüência, o instrumento do mental inferior se engajará prematuramente. Tais formulações, em geral, serão simples reiterações de noções já existentes referentes ao pensamento-semente ou questionamento iniciado no ciclo invocativo da meditação.
Em minha experiência, nós servimos melhor o Plano nos empenhando em amplificar o poder de irradiação da idéia, Amor unido ao Propósito. Focando nos aspectos do Segundo Raio ou nas freqüências qualitativas da experiência engaja o coração, “o guardião do poder da imaginação” - (Discipulado na Nova Era II, # 555) - e não o campo mental inferior. Isto dá à imagem da Verdade uma oportunidade de atrair do mental inferior, o campo de informações da matéria ou pensamentos-forma, que estarão sincrônicos com a qualidade do “insight”. Por exemplo, se quando deixarmos o Silêncio experimentarmos uma profunda compreensão quanto ao significado ou importância da Lei, do Princípio ou de conceitos tais como Justiça ou Correta Comunhão, tentemos nos prender ao sentido abstrato da compreensão e revigorar o sentido de alegria e beleza que ele contém.
Eu reconheço que tudo isto é muito vago e altamente abstrato. Em palavras muito simples o meditador co-criativo faz todo esforço para permanecer, uma vez mais, firme na Luz e refreia seu desejo de criar uma formulação detalhada da Idéia. Isto permite que o poder de irradiar da impressão atraia a matéria mais apropriada para a construção de pensamento-forma.
Permite também que a nova Idéia atraia pensamentos-forma do campo mental ou astral inferior do meditador os quais são negativos ou em oposição ao Propósito da Imagem. No começo da meditação estes fantasmas do eu separativo, o que o Mestre M. chama de ‘dúvida’ ou “os sussurrantes trevosos”, podem prevalecer sobre o recém-nascido sol e gerar um natimorto. Vemos mais uma vez o valor imperativo do ritmo e da perseverança.
Estes fantasmas da dúvida e do desencorajamento são inevitáveis. Se eles estiverem presentes no campo, eles aparecerão. Eles são as trilhas sem saídas, as escarpas, os campos de neve e gelo, os íngremes paredões de granito que encontramos em qualquer montanha. É através de perseverança e ritmo, retornando sempre de novo ao esforço invocativo, que o triunfo acontecerá.
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Assim, a bolota se torna o carvalho, o aspirante se torna o iniciado.
nicialmente, alguns verão essa inevitável atração de formas negativas como um enorme problema. No entanto, a atração destes pensamentos-forma fantasmas da vontade pessoal é um aspecto necessário do processo criativo. O campo deve estar livre dos véus escuros da Grande Ilusão. Por fim, o meditador irá empregar o processo criativo para, simultaneamente, limpar e semear o campo com novas e quase mais perfeitas imagens da Verdade.
A imagem encarnando, imbuída da energia e força da Síntese, se não interferida pelos desejos do meditador, irá irradiar de forma tão potente estes pensamentos-forma que a Alma que está aprisionada dentro delas, será atraída ou instada a sair da forma falsa, absorvida pela Imagem da Verdade e moldada em uma nova e mais perfeita Imagem. A matéria do falso pensamento-forma, não tendo mais pontos de vida coerente para se manter organizada, irá se desintegrar e retornar à Mãe.
Novamente, podemos entender por que perseverança e ritmo são essenciais em nosso trabalho meditativo. Até onde vai minha experiência, este processo inteiro de contato, materialização e manifestação é orgânico. Acontece da mesma forma como bolotas(2) se tornam carvalhos. É um processo de crescimento multidimensional, holográfico. Ritmicamente, é a única maneira de ocorrer ou esperar ter qualquer tipo de sucesso ou crescimento. Porque tem-se acesso a este processo ritmicamente, provavelmente ao longo de numerosas encarnações, os esforços co-criativos do meditador são cumulativos. Assim, a bolota se torna o carvalho, o aspirante se torna o iniciado.
NT - (2) Bolota = (do árabe “balluta”) Fruto produzido pela azinheira, sobreiro e pelo carvalho, todas árvores da família do carvalho (gênero ‘Quercus’).
Por fim, talvez em instantes ou dias ou mesmo semanas, meses ou anos, o meditador irá co-criar metáforas e formulas. Estas Imagens metaforizadas da Verdade proverão formas cada vez mais transparentes através das quais a Verdade interior das imagens irá se tornando cada vez mais evidente.
Capacitar o princípio intuído a construir seu próprio pensamento-forma é essencial para a continuação do processo de nascimento. Mencionamos o natimorto acima. Se for permitido qualquer vestígio da vontade pessoal separativa se envolver na construção do pensamento-forma, a consciência da Imagem da Verdade se identificará com ela e, portanto, a aprisionará na matéria da qual o pensamento-forma é construído.
O que é natimorto é o propósito do Logos. Quando o pensamento-forma comprometido, desarmônico, retrógrado é rebaixado para dentro do campo astral, ele irá atrair para si, na verdade irá escravizar, substância dévica e/ou gerar um novo fantasma astral baseado na vida de desejo da vontade pessoal ou qualificar uma condição já existente, em qualquer dos casos, tornando mais espessos os véus que nos isolam da Luz.
E
É um enunciado simples da Física Cósmica que o Criador não deseja.
u empreguei o termo ‘escravizar’ com relação ao uso da substância dévica na construção desses fantasmas porque isso, essencialmente, é o que é. Os Devas que constroem as formas são emanações do Deva Solar. Eles são, como fomos ensinados, uma evolução paralela à da consciência humana. O ímpeto e a aspiração interior dos Devas é construir em conformidade com a vontade do Devas Solar, ou a Vontade do Logos. Os devas não possuem agenda ou plano próprios. Eles constroem de acordo com a vontade do Criador. Quando forçados a construir pensamentos e formas emocionais que são contrários ou desarmônicos com o Plano Divino, sua evolução é igualmente desviada, atrasada, prejudicada.
Quando um pensamento-forma harmonioso é construído, ele se desloca, à sua própria escolha, para dentro da dimensão emocional; pois agora ele abriga o Poder do Criador ou passa a ser uma jóia do lótus (3). Lá ele irá irradiar o campo atraindo para si um veículo emocional de esplendor, alegria e beleza. Ele, então, se move inexoravelmente para dentro do etérico e, se esta for sua missão, os campos físico-densos da manifestação onde irá cumprir a Vontade do Criador em qualquer competência em que tenha sido designado a servir.
NT - (3) Jóia do Lótus = Expressão contida no mantra “Om Mani Padme Hum”, onde Mani é Jóia e Padme é a Flor do Lótus. Este Mantra expressa a energia pura da Compaixão que é justamente o “VEÍCULO EMOCIONAL” a que se refere o autor. A Compaixão é o sentimento que leva à Doação de Si, e, portanto, passa a ser o “veículo emocional” que conduz a Evolução.
Um ponto final neste processo, que é da mais alta relevância e incide diretamente sobre quem está realizando a construção, é para que entendamos a diferença entre querer algo e desejar algo. É um enunciado simples da Física Cósmica que o Criador não deseja. O Criador, em qualquer dimensão, Quer. O Criador é Verdade. Ele, na ausência de uma palavra melhor, é sempre e totalmente completo. Ele não deseja nada. Ele decreta Beleza, Verdade, o Bem no insondável, para as nossas mini-imaginações, infinidade de aspectos no tempo e espaço os quais, a propósito, são também ficções de Sua imaginação. Criação é um impulso da Verdade dentro da forma.
Na infância dos nossos começos, olhamos para o alto, e desejamos alcançar a Luz que vemos. À medida que perseveramos em nossos esforços, e o desejo se desenvolve em aspiração, por fim aspiração se torna vontade. Como o Mestre M. ressaltou, “ao lado da fagulha do desejo está a tocha acesa do conhecimento. Porém, não obstrua sua própria senda. Apenas empenhe-se e seu ser será inundado de esplendor da eternidade”. - (Eternidade I, # 14)
O desejo ou o anseio são portais para a imobilidade. Eles conduzem para a morte do espírito, e é “inadmissível imitar os inquisidores trevosos que se esforçaram para confinar o Universo em uma prisão de imobilidade”. - (Fraternidade, # 536)

Outros Aspectos para se Ponderar sobre o Processo Criativo:
Energia segue pensamento.
No instante em que tomamos uma decisão para fazer algo nós iniciamos o processo criativo.
A diferença entre desejar e querer é ser.
Desejar algo ao invés de fazer enfraquece o pensamento-forma.
O desejo escraviza o criador pela coisa criada.
Outubro 2010

- tom Carney







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