Autoras: Ana Paula Maciel Soukef Mendes



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Encontro29.07.2016
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ELAS TÊM A PALAVRA: PENSANDO GÊNERO, JUVENTUDE E CRIMINALIDADE A PARTIR DAS NARRATIVAS FEMININAS

Autoras: Ana Paula Maciel Soukef Mendes



Solange Aparecida Barbosa de Moraes Barros
RESUMO: O presente trabalho é parte da pesquisa de mestrado “Juventude, Gênero e Criminalidade: história oral de vida de meninas em conflito com a lei na cidade de Ponta Grossa – Paraná – Brasil”, em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), linha de pesquisa ‘História, Cultura e Cidadania’. A partir das histórias de vida de meninas inseridas no Programa Municipal de Medidas Sócio-Educativas em Meio Aberto (PEMSE), em Ponta Grossa, este trabalho procura pensar como a categoria gênero se articula à criminalidade juvenil e como as narrativas femininas estão marcadas por inúmeros elementos de gênero, desde a construção social do ‘ser mãe’, ‘ser mulher’, ‘ser menina’, ‘ser esposa’, ‘ser vítima de violência’, ‘ser agente da violência’. Para a construção desta pesquisa tem-se como referencial teórico-metodológico as produções no campo da história oral e história das mulheres. A história oral é utilizada como forma de resgatar memórias e identidades marginalizadas. Este estudo valoriza os diferentes elementos que constituem as narrativas orais, como os olhares, as deixas e as sensações despertadas. Entende-se a história oral como um caminho de pesquisa que nunca está dado, pronto e acabado, mas está em eterna construção; construção de significados, construção de tramas entre falas que se cruzam e construção de identidades, não só daquelas que contam suas histórias, mas também daquela que as escuta _ a pesquisadora. O trabalho se constitui a partir das articulações e proximidades que a história oral estabelece com a história das mulheres. A história oral de mulheres permite a produção de um novo material histórico, a partir de novas perspectivas, valorizando e dando visibilidade às experiências femininas. A simbiose entre a história oral e a história das mulheres é aqui entendida como forma de valorizar a diversidade das narrativas, reconhecendo as relações plurais existentes entre gênero e memória. Margareth Rago em suas produções fala da existência de uma epistemologia feminista, ou um projeto feminista de ciência. Para ela, a característica principal deste projeto é a crítica contundente ao modo dominante de produção do conhecimento científico, focado em um sujeito universal (homem-branco-heterossexual-civilizado-de primeiro mundo). A crítica feminista evidencia as relações de poder que constituem a produção dos saberes e mostra como a ciência está impregnada por valores masculinos. Propõe, enfim, uma forma diferente de produção do saber, na qual o discurso não é neutro, mas é produtor e instituinte de idéias, conceitos, realidades; um discurso inteiramente permeado pela subjetividade. É ao lado desta epistemologia que queremos aqui nos posicionar.

Palavras-chave: História Oral, Gênero, Juventude e Criminalidade.


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