AvaliaçÃo bimestral de história



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AVALIAÇÃO BIMESTRAL DE HISTÓRIA

Nome: ______________________________________Nº________Série:2º E.M.



Data: ____/____/__ Professor: Marcos


Nota: ______________ (valor: 10,0) 2º Bimestre


Instruções: 1. A prova deverá ser realizada sem consulta.

2. Coloque entre aspas todos os trechos de textos transcritos para as suas respostas.

3. As questões devem ser respondidas dentro dos espaços predeterminados (linhas abaixo

de cada questão), tudo o que estiver escrito fora desses espaços não será considerado na

correção.

4. As alternativas selecionadas dos testes devem ser anotadas no gabarito.

5. Anotações rasuradas no gabarito serão anuladas.
Primeira parte: questões dissertativas
Leia o texto abaixo para responder a pergunta 1.
Texto I

“Mesmo que a renda média da economia mineira tenha estado por baixo da que conhecera a região do açúcar, seu mercado apresentava potencialidades muito maiores. Suas dimensões absolutas eram superiores, pois as importa­ções representavam menor proporção do dispêndio total. Por outro lado a renda estava muito menos concentrada, porquanto a proporção da população livre era muito maior. A estrutura do mercado teria que ser necessariamente diversa, ocupando um espaço muito mais significativo os bens de consumo corrente e ocorrendo o con­trário aos artigos de luxo. Demais, a população, se bem que dispersa num território grande, estava em grande parte reunida em grupos urbanos e semi-­urbanos. Por último, a grande distância existente entre a região mineira e os portos contribuía para encarecer relativamente os artigos importados. Esse conjunto de circunstâncias tornava a região mineira muito mais propicia ao desenvolvimento de atividades ligadas ao mercado interno do que havia sido até então a região açucareira. Contudo, o desenvolvimento endógeno da região mineira foi praticamente nulo. É fácil compreender que a atividade mineradora haja absorvido todos os re­cursos disponíveis na etapa inicial. É menos fácil explicar, entretanto, que, uma vez estabelecidos os centros urbanos, não se hajam desenvolvido suficien­temente atividades manufatureiras, as quais poderiam expandir-se na etapa subseqüente de dificuldades de importação.”

(FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil.)


  1. O texto acima apresenta uma diferença entre os aspectos econômicos da região mineira e da região açucareira.

  1. Cite que diferença é essa. (0,2)

Nesta questão, era necessário citar a diferença central do texto entre região mineira e açucareira e não as circunstâncias que levaram a esta diferença.

Bastava citar que a região das minas permitiu um maior desenvolvimento de atividades ligadas ao mercado interno.


  1. Como o autor do texto explica as origens desta diferença? (1,5)

- a população livre era muito maior, por isso a renda era melhor distribuída. Assim, os gastos com importações eram menores e a formação do mercado interno visava atender à demanda da população urbana que não tinha recursos para comprar os produtos de luxo importados.

- A distância com relação ao litoral encarecia os produtos importados. Isto propicia o desenvolvimento de atividades ligadas ao mercado interno.



Texto para a questão 2.

O tamanho do Brasil


Texto II

“(...) por esse tratado, Portugal e Espanha haviam feito uma divisão do mundo. Isto é, as terras que fossem descobertas a leste desse meridiano seriam de Portugal; as que fossem descobertas a oeste desse meridiano seriam da Espanha.”



  1. Podemos dizer que o tratado citado acima determinou o tamanho atual do Brasil? Justifique utilizando seus conhecimentos sobre Bandeiras, criação de gado, exploração de drogas do sertão e os tratados de Tordesilhas e Madri. (1,5)

Era preciso deixar claro que o tratado a que o texto se refere é o de Tordesilhas e que ele não determinou o tamanho atual do Brasil.

Explicar a expansão territorial que ultrapassava os limites do Tratado de Tordesilhas, proporcionada pelas Bandeiras, criação de gado no Nordeste e no Sul e exploração de drogas do sertão.

Falar das determinações do Tratado de Madri que através do princípio de “uti possidetis” deu à Portugal todos os territórios anteriormente ocupado por colonos portugueses e luso-brasileiros.



Leia atentamente os textos abaixo para responder à pergunta 3.

Texto III

“Nenhum homem recebeu da natureza o di­reito de comandar os outros. A liberdade é um presente do céu, e cada indivíduo da mesma espécie tem o direito de gozar dela logo que goze da razão. Toda outra autoridade, fora a autoridade paterna, vem duma outra origem, que não é a da natureza.”
Texto IV

“É bem verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer, mas a liberdade po1ítíca não consiste em fazer o que se quer. Num Estado, isto é, numa sociedade em que existem leis, a liberdade só pode consistir em poder fa­zer o que se deve querer e a não ser coagido o fazer o que não se deve querer.

E preciso ter em mente o que é indepen­dência e o que é liberdade. A liberdade é o di­reito de fazer tudo o que as leis permitem; e se um cidadão pudesse fazer o que elas proíbem, ele não teria mais liberdade, porque os outros também teriam esse poder.”

Texto V


... Como não há poder público sem a vontade de Deus, todo o governo, seja qual for sua origem, justo ou injusto, pacífico ou violento, é legítimo; todo depositário de autoridade, seja qual for, é sagrado; revoltar-se contra ele é cometer sacrilégio.”


Texto VI


“O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer isto é meu e encontrou pessoas sufi­cientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horro­res pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, (...) tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém! (...)’

Texto VII

“O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição de guerra que é a conseqüência necessária (...) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis da natureza (...).”


Texto VIII



“Se o homem em estado de natureza está tão livre quanto se disse, se é senhor absoluto de sua pessoa e bens, igual aos maiores, sem estar sujeito a quem quer que seja, por que abandonará sua liberdade ? Por que desistirá de seu império e se sujeitará ao domínio e controle de algum outro poder ? Ao que é evidente responder que, embora em estado de natureza tenham esse direito, o seu gozo é muito incerto, e está constantemente exposto a intromissão de outros; para que todos sejam reis como ele, todo homem seu igual e a maior parte deles, como não faz uma rigorosa observância da equidade e da justiça a fruição da propriedade que tem neste estado é muito arriscado e muito inse­gura; e não é sem razão que procura e está disposto a formar com outros uma sociedade civil que já está unida, ou tem idéia de unir para a preservação mútua de suas vidas, liberdades e bens, a que chamo pelo nome geral de propriedade.”


  1. Quatro textos dos seis apresentados acima foram escritos por pensadores iluministas. Aponte quais textos são esses e justifique sua resposta. (1,5)




Texto III: Afirmar que o autor apresenta a liberdade como um direito natural e estabelece o uso da razão como condição da prática desta liberdade.

Texto IV: Discorrer sobre a discussão que o autor está fazendo a respeito da idéia de liberdade.

Texto VI: Afirmar que o texto é de Rousseau. Ele está defendendo a idéia de que o surgimento da propriedade privada marca a mudança do estado de natureza para a sociedade civil.

Texto VIII: Texto de Locke. Falar sobre os motivos que levaram os homens a saírem do estado de natureza.




  1. (Fuvest) Examinando as mudanças que marcaram a passagem do século 17 para o 18, o historiador francês Paul Hazard disse que os novos filósofos tentaram substituir uma civilização baseada na "idéia de dever" por uma civilização baseada na "idéia de direito".

Com base nas afirmações acima, e utilizando seus conhecimentos de História, explique o que o autor quer dizer com “civilização baseada na ‘idéia de direito’”? (1,0)
Nesta questão, era preciso deixar claro que para o autor, os iluministas propunham uma civilização baseada na "idéia de direito", ou seja, de que existem entre o Estado (Sociedade Civil) e os cidadãos relações contratuais, envolvendo direitos naturais e inalienáveis dos cidadãos em relação ao Estado.
“Segundo o autor, os iluministas propunham uma civilização baseada na "idéia de direito", ou seja, de que existem entre o Estado e os cidadãos relações contratuais, envolvendo direitos naturais e inalienáveis dos cidadãos em relação ao Estado.” Resolução do Objetivo
“A civilização baseada na "idéia de direito" corresponde à época a partir do Iluminismo (séculos XVII e XVIII) no Ocidente Europeu. No lugar do poder absoluto dos monarcas, prega-se a existência de formas representativas de governo sob o preceito do exercício da "soberania popular", consagrada na fórmula: "Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido". Propunha-se, desta forma, contestar a idéia da origem divina do exercício do poder absoluto dos reis. Nesse contexto, os antigos "súditos" são considerados "cidadãos" de pleno direito, que podem votar e ser votados, e desta forma escolher seus governantes. Este novo ordenamento supõe, portanto, a existência de um "Estado de Direito" com a definição de responsabilidades, direitos e deveres dos governantes e dos governados.” Resolução do Etapa
Na figura abaixo observamos Voltaire (em pé) lendo para Frederico II, rei da Prússia. O filósofo morou no palácio real. Observe a figura atentamente e responda a pergunta 1.
Figura I


  1. Num primeiro momento, podemos achar estranha e paradoxal a imagem acima, pois Voltaire está entretendo Frederico II, rei da Prússia. Mas, se pensarmos melhor e considerarmos todos os aspectos estudados a respeito da Ilustração, não acharemos estranha e paradoxal a cena acima. Explique por que. (1,5)

A imagem é representativa do despotismo esclarecido, quando reis absolutistas valorizavam e colocavam em prática alguns aspectos da filosofia iluminista. Assim você pode explicar que não é estranho e paradoxal um filósofo iluminista estar lendo para um rei absolutista.




  1. Cite três fatores que contribuíram para que a Inglaterra fosse o primeiro país a realizar a Revolução Industrial? 0,3

Disponibilidade de mão-de-obra em decorrência dos cercamentos, formação de um Estado burguês, disponibilidade de matéria-prima, inovações tecnológicas e acumulação primitiva de capital.


Segunda parte: testes

Valor de cada teste: (0,5)




  1. (Fgv) "Oh, se a gente preta tirada das brenhas da sua Etiópia, e passada ao Brasil, conhecera bem quanto deve a Deus e a Sua Santíssima Mãe por este que pode parecer desterro, cativeiro e desgraça, e não é senão milagre, e grande milagre!"

VIEIRA, Padre Antônio. Sermão XIV. Apud: ALENCASTRO, Luiz Felipe de, "O Trato dos Viventes". São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 183.

Sobre a escravidão no Brasil no período colonial, é correto afirmar:

a) O século XVII marcou o auge do tráfico de escravos no Brasil, para atender à demanda do crescimento dos engenhos de açúcar, com uma oferta contínua e a altos custos.

b) A produção econômica colonial era agroexportadora, baseada na concentração fundiária e no uso exclusivo do trabalho escravo.

c) O tráfico de escravos para o Brasil, no século XVIII, era realizado exclusivamente por comerciantes metropolitanos. A oferta de mão-de-obra escrava era contínua e a baixos custos.

d) O tráfico de escravos no século XVIII era realizado apenas por comerciantes "brasílicos". A oferta de mão-de-obra, contudo, era descontínua e a altos custos.

e) O tráfico de escravos no século XVIII era realizado por comerciantes metropolitanos e por "brasílicos" que saíam do Rio de Janeiro, Bahia e Recife com mercadorias brasileiras e realizavam trocas bilaterais com a África.


  1. (Fatec) "Cada ano, vêm nas frotas quantidade de portugueses e de estrangeiros, para passarem às minas. Das cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil, vão brancos, pardos e pretos, e muitos índios, de que os paulistas se servem. A mistura é de toda a condição de pessoas: homens e mulheres, moços e velhos, pobres e ricos, nobres e plebeus, seculares e clérigos, e religiosos de diversos institutos, muitos dos quais não têm no Brasil convento nem casa."

(André João Antonil, "Cultura e opulência no Brasil por suas drogas e minas".)

Nesse retrato descrito pelo jesuíta Antonil, no início do século XVIII, o Brasil colônia vivia o momento

a) do avanço do café na região do Vale do Ribeira e em Minas Gerais. Portugal, no início do século XVIII, percebeu a importância do café como a grande riqueza da colônia, passou então a enviar mais escravos para essa região e a controlá-la com maior rigor.

b) da decadência do cultivo da cana-de-açúcar no nordeste. Em substituição a esse ciclo, a metrópole passou a investir no algodão; para tanto, estimulou a migração de colonos para a região do Amazonas e do Pará. Os bandeirantes tiveram importante papel nesse período por escravizar indígenas, a mão-de-obra usada nesse cultivo.

c) da chegada dos bandeirantes à região das minas gerais. Os bandeirantes descobriram o tão desejado ouro, e a Metrópole se viu obrigada a impedir a corrida do ouro; para tanto, criou leis impedindo o trânsito indiscriminado de pessoas na região, deixando os bandeirantes como os guardiões das minas.

d) da descoberta de ouro e pedras preciosas no interior da Colônia. A Metrópole, desde o início do século XVIII, buscou regularizar a distribuição das áreas a serem exploradas; como forma de impedir o contrabando e recolher os impostos, criou um aparelho administrativo e fiscal, deslocando soldados para a região das minas.

e) do esgotamento do ouro na região das minas. Sua difícil extração levou pessoas de diferentes condições sociais para as minas, em busca de trabalho, e seu esgotamento dividiu a região em dois grupos - de um lado, os paulistas, e, de outro, os forasteiros, culminando no conflito chamado de Guerra dos Emboabas.




  1. (Fatec) Em relação ao período da ocupação holandesa no Nordeste brasileiro, afirma-se:

I. A invasão deveu-se aos interesses dos comerciantes holandeses pelo açúcar produzido na região, interesses esses que foram prejudicados devido à União Ibérica (1580-1640).

II. Foi, também, uma conseqüência dos conflitos econômicos e políticos que envolviam as relações entre os chamados Países Baixos e o Império espanhol.

III. As medidas econômicas de Nassau garantiam os lucros da Companhia das Índias Ocidentais e os lucros dos senhores de engenho, graças à descoberta de ouro em Minas.

IV. A política adotada por Nassau para assentar os holandeses na Bahia acabou por deflagrar sua derrota e o fim da ocupação holandesa, graças à resistência dos índios e portugueses expulsos das terras que ocupavam.

São verdadeiras as proposições:

a) I, II e III.

b) I e II.

c) II, III e IV.

d) I, III e IV.

e) II e IV.




  1. (Ufrn) Sófocles, um dos grandes autores do teatro grego antigo, escreveu a tragédia "Antígona", na qual Creonte, rei de Tebas, proíbe que Polinices, filho de Édipo e irmão de Antígona, seja sepultado. Flagrada desobedecendo ao edito real, Antígona é levada à presença de Creonte, ocasião em que se estabelece o seguinte diálogo:

CREONTE - [...](a Antígona) dize-me, sem rodeios; sabias que te era vedado, por um edito, fazer o que fizeste?

ANTÍGONA - Sim, sabia-o bem. Como poderia ignorá-lo, se toda gente o sabe?

CREONTE - E, apesar disso, atreveste-te a passar por cima da lei?

ANTÍGONA - [...] não creio que os teus decretos tenham tanto poder que permitam a alguém saltar por cima das leis, não escritas, mas imutáveis, dos deuses; a sua vigência não é, nem de hoje nem de ontem, mas de sempre, e ninguém sabe como e quando apareceram.

SÓFOCLES. "Antígona". Lisboa: Verbo, [s. d.]. p. 24.

Algumas concepções desse trecho de Sófocles estão também presentes nas idéias de John Locke, um dos grandes pensadores políticos do Iluminismo do século XVIII. Sófocles e Locke têm um pensamento comum quando concebem que

a) os homens firmaram um pacto social e instituíram o governo para empregar a força coletiva na defesa das leis naturais.

b) os homens estariam sujeitos a conflitos de interesses que poderiam ameaçar o direito de propriedade, caso permanecessem em seu estado natural.

c) os homens necessitaram de leis aprovadas por mútuo consentimento e aplicadas por juízes e tribunais imparciais.

d) os homens poderiam se rebelar quando os governantes abusassem do poder e violassem os direitos que eles haviam adquirido desde o seu nascimento.

e) os homens são considerados maus por natureza e a única forma de domar este ser violento é o convívio em uma sociedade civil com o poder nas mãos de um rei absolutista.




  1. (Pucpr) "Todavia, o recurso ao STF é um procedimento legítimo que não vem a interferir, mas a reforçar o equilíbrio entre os poderes.

Ao contrário do que afirmam os deputados, independência não é sinônimo de autonomia plena, mas de inter-relação e controle mútuo."

("Folha de S. Paulo", Editorial.Nov.2005)

O texto nos lembra, mais especificamente:

a) Diderot.

b) Voltaire.

c) Rousseau.



d) Hobbes.

e) Montesquieu.



Gabarito

7

a

b

c

d

e

8

a

b

c

d

e

9

a

b

c

d

e

10

a

b

c

d

e

11

a

b

c

d

e







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