Avaliação da atividade antioxidante de cosméticos contendo probióticos



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Avaliação da atividade antioxidante de cosméticos contendo probióticos
Ana Caroline da Costa, Cezar Augusto Santos Souza, John Lennon Romani, Suzana Bender, Luciana Oliveira de Fariña (Orientadora), email: luleal32@yahoo.com.br
Universidade Estadual do Oeste do Paraná/Centro de Ciências Médicas e Farmacêuticas /Cascavel, PR
Grande área e área: Ciências da saúde – Farmácia
Palavras chave: Probióticos, antioxidante, DPPH
Resumo: O fotoenvelhecimento ocorre com todos os seres humanos dependendo do tipo de pele e da intensidade com que o individuo se expõe à radiação solar. Uma forma de combater os malefícios do sol é através do uso de antioxidantes que visam prevenir ou corrigir lesões resultantes dos radicais livres produzidos pela radiação UV. Os probióticos podem representar uma ferramenta terapêutica na prevenção do estresse oxidativo para o tratamento do fotoenvelhecimento. O objetivo deste trabalho foi avaliar se cremes comerciais contendo probióticos possuem atividade antioxidante, mesmo quando não indicados para este fim, pelo método do DPPH. Observou-se que os cremes analisados possuem atividade antioxidante e esta é proporcional à sua concentração e que o creme Máscara Facial Cleópatra® (72%) possui a maior atividade quando comparado aos demais na mesma concentração, porém inferior ao B.H.T na menor concentração analisada. A partir dos resultados obtidos, pode-se afirmar que os produtos analisados possuem atividade antioxidante, porém devido à grande quantidade de princípios ativos nas formulações, não podemos afirmar com certeza, que tal atividade é proveniente dos probióticos.
Introdução
Nos dias atuais, os cuidados com a pele vêm sendo uma preocupação constante entre a população e os profissionais da área de estética e cosmetologia. A pele reflete o envelhecimento, espelhando não só o acúmulo de anos, como também as agressões externas a que a pele está sujeita (BORGES, 2010).

O fotoenvelhecimento ocorre com todos os seres humanos dependendo do tipo de pele e da intensidade com que o individuo se expõe à radiação solar. Quando a luz solar penetra na pele, pode danificá-la interagindo a um nível molecular com cromóforos, alterando a sua estrutura química, ou a um nível subatômico criando radicais livres. Os radicais livres são moléculas instáveis com número ímpar de elétrons que ao oxidar-se danificam células sadias como o DNA, as proteínas, a membrana celular causando assim o estresse oxidativo (ORIÁ et al; 2003 ).

Uma forma de combater os malefícios do sol é através do uso de antioxidantes por via tópica, que visam prevenir ou corrigir lesões resultantes dos radicais livres produzidos pela radiação UV. Do ponto de vista biológico, defini-se antioxidantes como compostos que protegem o organismo contra reações oxidativas de macromoléculas ou estruturas celulares que causam efeitos potencialmente danosos, através de um gama de substâncias que atuam em níveis diferentes(SOUSA et al., 2007).

O desenvolvimento científico no setor cosmético possibilitou a descoberta de inúmeros princípios ativos os quais propõem o combate ou prevenção do envelhecimento cutâneo.Deste modo, o uso de antioxidantes tem aumentando, sendo cada vez mais aconselhados por dermatologistas como complemento de tratamentos, tanto para uso tópico como oral, de forma individual ou em associação (BAUMANN, 2004).

Os probióticos podem representar uma ferramenta terapêutica na prevenção do estresse oxidativo através da via tópica para o tratamento do fotoenvelhecimento, pois diversos estudos apontam seu papel antioxidante in vitro e in vivo.(COSTA VALE, 2015).

Para determinação da atividade antioxidante uma das metodologias mais comuns, prática, rápida e barata é a que envolvem um radical cromóforo o DPPH (1,1-difenil-2- picrilhidrazina). À medida que o DPPH sofre redução pelos componentes presentes na amostra, observa-se mudança da coloração da solução original de violeta intensa para amarela, proporcional à concentração da substância com potencial antioxidante presente (ANDRADE et al., 2007).

Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar se cremes comerciais contendo probióticos possuem atividade antioxidante, mesmo quando não indicados para este fim, pelo método do DPPH e compará-los a um padrão positivo o B.H.T.
Materiais e métodos
O reagentes utilizados foram o 2,2-difenil-1-picril-hidrazila (DPPH) (Sigma-Aldrich Co.), metanol (Merck) utilizados no trabalho eram analiticamente puros. Os cremes cosméticos analisados foram: Máscara Facial Cleópatra®-Biologicus, creme Reminéralisante®Anna Pegova e Bulgaricu’s Active Secret Gold® -Top Therm. As medidas de absorção foram realizadas em espectrofotômetro UV-Vis modelo 1600 (Nova) utilizando cubetas de vidro com percurso óptico de 1,0 cm.

A metodologia foi realizada conforme Freis e Frasson,2010 com algumas modificações.Analisaram-se quatro cremes comerciais contendo probióticos. Foram pesados 1,0 g de cada amostra de creme e diluídos de modo a obter as concentrações de 7,5 mg; 15 mg; 22,5 mg; 30 mg; 45 mg/1,5 mL. À alíquota de 1,5mL de cada uma das concentrações foram adicionados 1,5 mL da solução metanólica de DPPH 50 mg.L-1.. Após 30min, a absorbância foi mensurada no comprimento de onda de 517 nm, para quantificação da descoloração, utilizando metanol para zerar o espectrofotômetro. Os resultados foram calculados conforme a seguinte equação:



% da atividade antioxidante = [1-(ABS AMOSTRA - ABS BRANCO/ABSCONTROLE)]X100

ONDE Abs controle =1,5mL do diluente do creme acrescido de 1,5mL de solução metanólica de DPPH e Abs branco =alíquotas de creme diluídos mais metanol.
Resultados e Discussão:
Observou-se que os cremes analisados possuem atividade antioxidante e esta é proporcional à sua concentração, pois apresentaram diferenças significativas (P<0,05) no potencial como fontes de substâncias sequestradoras de radicais livres nas diferentes concentrações.

A atividade antioxidante também foi maior no creme Máscara Facial Cleópatra® (72%) na maior concentração, quando comparados aos demais, em que a atividade foi de 64,56% no creme Reminéralisante ® e 37,1% no Bulgaricu’s Active Secret Gold® na mesma concentração. Porém todos os cremes apresentaram atividade antioxidante inferior ao B.H.T (97%), mesmo na menor concentração analisada (7,5 mg/1,5ml) .


Conclusão:
A partir dos resultados obtidos, pode-se afirmar que os produtos analisados possuem atividade antioxidante, porém devido à grande quantidade de princípios ativos nas formulações, não podemos afirmar com certeza, que tal atividade é proveniente de probióticos, pois além dos extratos bioativos as amostras continham componentes tais como ômegas 3 e 6, extrato de aloe vera entre outros.
Agradecimentos:
À CAPES pelo financiamento e pela a bolsa de mestrado que permitiu o acompanhamento do projeto.
Referências

Vale, J.C. Desenvolvimento de um creme antioxidante para uso dermatológico a partir de um princípio ativo contendo pré-probióticos. Cascavel, 2015. Dissertação (Graduação em Farmácia). Faculdade Assis Gurgacz.

Oriá, R.B.; Brito, G.A.C.; Ferreira, F.V.A.; Santana, E.M.; Fernandes, M.R. Estudo das alterações relacionadas com a idade na pele humana, utilizando métodos de histomorfometria e autofluorescência. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 78,n. 4, p. 425-434, Rio de Janeiro, julho/agosto, 2003.

Sousa ,C.M.M.; Silva, H.R.; Vieira-Jr, G.M.V.; Ayres, M.C.C.; Costa, C.L.S; Araujo, D.S.; Cavalcante, L.C.D.; Barros, E.D.S.; Araujo, P.B.M.; Brandão, M.S.; Chaves, M.H. Fenóis totais e atividade antioxidante de cinco plantas medicinais. Química Nova, Vol. 30, n.2., p. 351-355, 2007.

Baumann, L. Dermatologia cosmética: Princípios e práticas. Rio de Janeiro: Revinter, 2004.

Borges, F.S. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 2. ed São Paulo: Phorte, 2010. pg. 203-209.

Andrade,C.A.; Costa,C.K.; Bora, K.; Miguel, M.D.; Miguel, O.G.; Kerber, V.A. 2007. Determinação do conteúdo fenólico e avaliação da atividade antioxidante de Acacia podalyriifolia A. Cunn. ex G. Don, Leguminosae-mimosoideae. Rev. Bras. Farmacogn. 17: 231-235.

Freis, A.T.; Frasson, A.P.Z. Avaliação da Atividade Antioxidante de Cosméticos Anti-idade. Revista Contexto & Saúde Ijuí. EDITORA UNIJUÍ v. 0; n. 19; Jul./Dez. 2010; p.17-23.








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