AvaliaçÃo educacional em língua portuguesa uma leitura qualitativa de dados quantitativos


A questão 12 do caderno 1 era a seguinte



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A questão 12 do caderno 1 era a seguinte:




Das palavras abaixo qual a única que, no texto, é diferente de vegetal?


  1. ( ) espadas-de-são-jorge;

  2. ( ) beijos;

  3. ( ) tala;

  4. ( ) saboneteira;

  5. ( ) caramanchão.

O índice de acerto da questão 12 pode ser considerado baixo (13,52%). O objetivo era interpretar variação contextual de sentido e o aluno deveria marcar com um X a palavra que não representava tipo de vegetal (resposta certa: caramanchão (letra E), em oposição a espada-de-são-jorge, beijo, tala e saboneteira). Talvez esse índice possa ser atribuído ao fato de que as palavras oferecidas tenham representado dificuldade para os alunos, ou por serem efetivamente desconhecidas como nomes de plantas, ou pelo fato de que a sinonímia é tradicionalmente trabalhada fora de contexto, apenas com a exploração da relação um para um entre palavras semanticamente equivalentes.

De outra parte, o quesito 20 do mesmo caderno apresentou um índice de acerto ainda mais baixo: 6,15% (o menor percentual de todo o teste). Além da mesma explicação apresentada acima, o que parece ter contribuído para a queda do percentual foi que os alunos tinham que reler todo o texto e retirar dele uma frase em que a palavra aparecesse com sentido diferente do que tem na expressão pé de pinha (resposta certa: “... apoiar o pé e subir pelo cajueiro...”). Verificamos, também, que ocorreu aqui um índice alto de respostas em branco (25,2%), sugerindo que os alunos não tiveram tanta disposição de voltar ao texto, ainda mais que se tratava da última questão do teste, quando eles já deviam estar física e mentalmente cansados.

Resultado muito diferente aparece na resposta à questão 12 do caderno 2, que pedia que o aluno relacionasse duas colunas, indicando os diferentes sentidos do verbo levar em diferentes frases:




12) Relacione as colunas, de acordo com os sentidos que o verbo LEVAR apresenta em cada frase:


( 1 ) carregar

( ) O motorista levou o ônibus até a garagem.

( 2 ) tomar

( ) Dona Clemência levou a chave para a sala.

( 3 ) demorar

( ) Clarissa levou um sustinho.

( 4 ) dirigir

( 5 ) apanhar



( ) O cachorro levou dez minutos para atravessar a rua.






Os resultados acima levariam a crer que os alunos apresentaram baixo desempenho no quesito sinonímia / variação contextual de sentido. Entretanto, na questão 12 do caderno 2, os percentuais de acerto chegaram a 42,25% (acerto total) e 41,06% (acerto parcial), índices que parecem apontar para a hipótese de que o sentido das palavras é melhor percebido pelos aprendizes em frases e proposições completas. É possível, também, que esse resultado se deva ao grau de familiaridade dos alunos com a palavra testada. Ademais, é de se levar em conta o fato de que a formulação da pergunta tem, certamente, um efeito sobre o desempenho.


3.3 – Caso 2 (identificação / caracterização de personagens)

O caderno 2 trazia, como texto principal, um trecho do romance Música ao longe, de Érico Veríssimo, intitulado Travessura de Clarissa. Nesse trecho, Clarissa, já crescida, numa tarde de tédio, buscando o que fazer, recorda-se do dia em que fez uma travessura – violando regras da casa, entrou no sótão e comeu dos doces e pães que deveriam dar para uma semana e que era proibido pegar sem autorização; descoberta no dia seguinte pela mãe, Dona Clemência, Clarissa levou meia dúzia de palmadas. Figuravam no teste dois textos complementares ao de Érico Veríssimo (uma história em quadrinhos do personagem Francisquinho, de Walt Disney, e o poema Tempestade, de Henriqueta Lisboa), que deveriam funcionar como contraponto ao texto principal, tanto no aspecto formal (gêneros diferentes), como no aspecto ideológico (desejava-se questionar a idéia de que toda travessura é necessariamente uma atitude maldosa e que deve ser punida).

Nesse caderno, os alunos deveriam responder a uma questão sobre os personagens do texto principal. As passagens que deveriam ser tomadas como base para a resolução do quesito são as seguintes:

Clarissa abre um livro para ler. Mas o silêncio é tão grande que, inquieta, ela torna a pôr o volume na prateleira, ergue-se e vai até a janela, para ver um pouco de vida.

Na frente da farmácia está um homem metido num grosso sobretudo cor de chumbo. Um cachorro magro atravessa a rua. A mulher do coletor aparece à janela. Um rapaz de pés descalços entra na Panificadora (...)

De repente pensou numa travessura. Mamãe guardava no sótão as suas latas de doce, os seus bolinhos e os seus pães que deviam durar toda a semana. Era proibido entrar lá. Quem entrava, dos pequenos, corria o risco de levar palmadas no lugar de costume (...)

Comeu muito. Desceu cheia de medo. No outro dia D. Clemência descobriu a violação, e Clarissa levou meia dúzia de palmadas.
Abaixo, transcrevemos a questão apresentada aos alunos no teste:


3) Identifique os personagens do texto que correspondem às seguintes indicações:


    1. A mãe de Clarissa: _________________________

    2. A figura feminina vista da janela: ________________________

    3. As figuras masculinas vistas da janela:

      1. ____________________________

      2. ____________________________




A taxa de acerto nesse quesito foi de apenas 5,53%. Já nos cadernos 1 e 3, figuravam questões com o mesmo objetivo e os índices de acerto foram bastante superiores, em comparação com o caderno 2. No primeiro caso, a taxa foi de 34,32%; já no caso do caderno 3, em que esse objetivo foi avaliado em duas questões diferentes, os índices foram de 42,19% e 16,65%. Como explicar, então, o baixo desempenho dos alunos no caderno 2? Nossa hipótese é que os alunos tiveram uma certa dificuldade de identificar / caracterizar os personagens do texto de Veríssimo, primeiramente porque, de acordo com a elaboração da questão, eles eram quatro, agrupados em categorias; em segundo lugar, e sobretudo, porque, excetuando-se a mãe da personagem principal (D. Clemência), que tem um papel importante na narrativa, os outros eram personagens insignificantes, gente que passava na rua e que não participa diretamente da trama (um homem de sobretudo, um rapaz de pés descalços e a mulher do coletor); uma possível prova disso é o alto índice de acerto parcial (45,18%), devido ao fato de muitos alunos terem apenas citado D. Clemência; observe-se, inclusive, que os outros três personagens não têm nome. Vale salientar, ainda, que alguns alunos chegaram, quando da elaboração da resposta, a citar o cachorro que atravessava a rua, fazendo-o às vezes fora das pautas oferecidas no teste.

3.4 – Caso 3 (concordância nominal e verbal)
O texto principal do caderno 3 era a fábula “A formiga boa”, de Monteiro Lobato. Um detalhe importante sobre essa fábula é que, nela, o autor desmonta, de certa forma, a versão mais conhecida da história. Ao final da narrativa, quando a cigarra procura a formiga atrás de comida e abrigo, em vez de ouvir um sermão em defesa do trabalho e contra a preguiça, ela é recebida com carinho no formigueiro: as formigas estavam agradecidas por terem passado o verão trabalhando ao som de uma agradável voz. No desfecho da trama, a cigarra sara da tosse que a acometera e volta a ser uma alegre cantora de dias ensolarados.

No caderno 1, os alunos tinham que ter respondido a uma pergunta sobre concordância nominal (questão 15), transcrita abaixo:




NUMERE a segunda coluna de acordo com a primeira, observando o sentido das palavras e a concordância do adjetivo com o substantivo.


( 1 )

A carta

( )

florido caiu ao chão!

( 2 )

O cajueiro

( )

escreve que passou o dia abatida.

( 3 )

Minha irmã

( )

foi remetida para mim com a triste notícia.







( )

foi triste e assustadora.



Nessa questão, esperava-se que o aluno estabelecesse uma relação de concordância nominal, relacionando as duas colunas. Assim, na primeira, vinham três sujeitos, que deveriam ser juntados a quatro predicados dispostos na segunda coluna, observando-se o sentido e as flexões de gênero e número dos termos em questão. A taxa de acerto foi baixa (8,91%), a segunda menor de todo o teste. Vários fatores podem explicar esse desempenho, entre eles: a) a concordância (nominal e verbal) não é um conteúdo sistemática e intensamente trabalhado ao nível da 5a série; b) no caso, além das flexões de gênero e número, o aluno deveria estar atento ao sentido das frases; c) a própria formulação da questão é mais complexa, pois se solicitava do aluno que estabelecesse relações entre colunas, as quais não estavam dispostas numa relação um para um.

Mas o que queremos destacar aqui é que o percentual de acerto do quesito sobre concordância nominal caiu para menos de metade no caderno 3 (4,22%). E aqui temos um fenômeno bastante curioso: o enunciado do quesito 17 pedia que o estudante reescrevesse a frase apresentada, substituindo a palavra sublinhada pela que estava entre parênteses, fazendo as modificações necessárias. A frase era a seguinte:
“– Que quer? – perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama...” (pedintes).

_________________________________________________________________

O que nos pareceu interessante foi a forma como os alunos responderam a essa questão. Em vez de substituir mendiga por pedintes, aplicando o plural em as, tristes e sujas, como era esperado, os alunos, guiados pelo sentido do texto gerador da prova, escreveram pedinte, no singular, no lugar de mendiga, considerando que fosse essa a modificação a ser feita, conforme indicava o enunciado. A mendiga em questão era a cigarra que, no inverno, fora pedir abrigo e comida na porta de um formigueiro. Na compreensão dos alunos, provavelmente não faria sentido a troca de mendiga, no singular, por pedintes, no plural, já que a cigarra da fábula lida era uma só. Acrescente-se a tudo isso mais um aspecto: o plural a ser aplicado no objeto direto da frase só faria sentido se também incidisse sobre o verbo querer. O enunciado completo e adequado, uma vez que a formiga tivesse examinado as supostas pedintes de alto a baixo, deveria ser o seguinte: – Que querem? – perguntou, examinando as tristes pedintes sujas de lama... Indício dessa nossa hipótese é o alto percentual de erro (68,87%), obtido na medida em que não foram consideradas as respostas nas quais não aparecesse a substituição e a flexão pedidas (acerto parcial = 0).4

O fenômeno aqui descrito é um emblema do funcionamento do processo discursivo em geral e na escola, em particular. Os sujeitos propõem e constroem sentidos, trabalhando com e sobre a linguagem. Conforme Duarte (1998), cada aluno é um sujeito de linguagem e se constitui em um contexto social, sob a influência de certas condições de produção.

Na situação sob exame, as respostas são pistas sobre a forma como os alunos se relacionam com a língua no interior da escola: como, usualmente, precisam se remeter ao texto para responder a questões de compreensão / interpretação, eles também resgataram o sentido do texto ao responder à questão 17 do caderno 3, associando mendiga, pedinte e cigarra; não lhes pareceu natural a frase “– Que quer? – perguntou, examinando as tristes pedintes sujas de lama...”, uma vez que a mendiga/pedinte era, na verdade, a cigarra, referida, ao longo de todo o texto de Lobato, sempre no singular. O mesmo não acontece com o item formiga, que ora aparece no plural, numa referência aos membros do formigueiro, ora aparece no singular, quando remete à formiga individualizada que recebe a cigarra na porta do formigueiro. Além do mais, o plural do sintagma nominal sem o correspondente no sintagma verbal violaria a relação gramatical e semântica esperada pelo falante (o aluno, no caso). Temos aqui as “práticas de significação”, as “operações produtoras” a que alude Certeau (1995).
4. CONCLUSÃO
As diferentes possibilidades de leitura dos números aqui apresentados têm relação com aquilo que disse Certeau (1999) acerca dos consumidores, suas astúcias e táticas:
“... produtores desconhecidos, poetas de seus negócios, inventores de trilhas nas selvas da racionalidade funcionalista, os consumidores (...) traçam ‘trajetórias indeterminadas’, aparentemente desprovidas de sentido porque não são coerentes com o espaço construído, escrito e pré-fabricado onde se movimentam. São frases imprevisíveis num lugar ordenado pelas técnicas organizadoras de sistemas.” (p. 97).
Certeau acha que essas trilhas, embora tenham como material os vocabulários de cada língua recebida (por exemplo, o da TV ou do supermercado, ou da estrutura urbanística), continuam heterogêneas aos sistemas onde se infiltram e onde esboçam astúcias de interesses e desejos diferentes: “elas circulam, vão e vêm, saem da linha e derivam num relevo imposto, ondulações espumantes de um mar que se insinua entre os rochedos e os dédalos de uma ordem estabelecida.” (p. 97).

No capítulo “Indeterminadas”, Certeau sustenta que a simbolização é indissociável do fracasso. A falha da razão seria, para ele, o “ponto cego que a faz ter acesso a uma outra dimensão, a de um pensamento, que se articula com o diferente como sua inapreensível necessidade” (p. 311). Assim, se as práticas cotidianas são dispersas, fundadas na sua relação com o ocasional, eliminar o imprevisto como acidente ilegítimo e perturbador da racionalidade é “interdizer a possibilidade de uma prática viva e mítica”. Atribuir meramente os rótulos de certo e errado àquilo que os alunos escrevem, quantificar suas respostas pelo cotejo com uma chave de correção pré-definida significa realizar uma avaliação incompatível com a concepção de língua enquanto discurso, negar a indeterminação e a falibilidade do simbólico, substituir as “incongruências do outro” pela “transparente organicidade de uma inteligibilidade científica”.

Os resultados que obtivemos até agora vêm indicando que textos e formulações que, em princípio, poderiam parecer uma resposta descabida ao que fora solicitado nos enunciados das questões se explicam pelo modo de inserção do sujeito-aluno na dinâmica do discurso escolar. Isso sugere que o processo de avaliação da aprendizagem, muito mais do que simples verificação quantitativa de rendimento, configura-se como um processo discursivo de alta complexidade, a exigir dos educadores a mobilização de novos mecanismos de escuta / interpretação.
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1 Ver também André (1978), que, citando Hymes, argumenta em favor da pesquisa qualitativa na abordagem de questões e respostas não previstas no processo de avaliação.

2 A expressão designa o relatório elaborado pelo Dr. Henrique Walter Pinotti, chefe da equipe médica que assistiu o presidente Tancredo Neves, e publicado no jornal O Estado de São Paulo de 18 de abril de 1985. O referido texto foi analisado a partir da quantificação das construções passivas, buscando-se verificar a tipologia dessa construção, sua freqüência e distribuição no texto (cf. Indursky, 1990).

3 Alves (2000) também lembra que, a despeito de cuidadosos arranjos para que nada de novo apareça, ocasionalmente nos deparamos com fatos inesperados que não podem ser analisados com as receitas teóricas já disponíveis para a comunidade científica.

4 Aqui houve claramente uma falha de elaboração do teste, que induziu a erro. Os conteúdos concordância nominal e concordância verbal deveriam ter sido tratados conjuntamente na questão.



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