Avassaladora Vingança (Cordero's Forced Bride) Kate Walker



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CAPÍTULO DEZESSEIS

Houve uma pausa longa, dolorosa, e Josephine finalmen­te disse:

— Meu Deus!

Blake entendeu imediatamente e olhou para ela, furioso:

— Mas o filho não é meu!

— Não?


— Claro que não! Ela está morando com um advogado! Há meses! Ligou para dizer que estava passando por aqui de táxi, e fui até a portaria para dar os parabéns a ela. Você realmente acha que eu faria amor com você...

— Ah, não exagere... — ela interrompeu. — Tirar umas peças de roupa e deitar-se na mesa da cozinha não pode ser chamado exatamente de fazer amor!

De forma arrogante, ele arqueou as sobrancelhas.

— Mas você não parecia reclamar, na hora...

— Porque... porque... — ela dizia, com o rosto vermelho.

— Por que, Josephine? — perguntou, com voz suave.

— Eu me deixei levar pela situação, assim como você! Não era exatamente uma declaração de amor, mas ele concordou, tentando controlar sua raiva e fúria, pois caso contrário tudo poderia piorar ainda mais. Mas havia coisas que já deveriam ter sido ditas há tempos.

— Você realmente acha que eu sairia de seus braços para os de Kim? — voltou a perguntar.

Ela mordeu os lábios.

— Como poderia saber? Você nunca fala sobre ela... E fica nervoso quando pergunto algo. Mas as meninas do tra­balho falaram sobre Kim.

— E o que elas disseram?

— Que você nunca a esqueceu... e que não saiu com mais ninguém depois que se separaram.

Ele respirou fundo.

— Parte da história é verdade — disse, vendo a dúvida plantada nos olhos de Josephine. — Não saí com mais nin­guém depois que nos separamos.

Mas a outra parte da história fundia a mente de Josephi­ne, que perguntou:

— Então, você ainda está apaixonado por ela?

— Claro que não! — ele explodiu. — Não sou o tipo de homem que sai com duas mulheres ao mesmo tempo... simplesmente não sou assim!

A voz de Josephine ficou mais baixa:

— E quanto àquela noite na festa? Ele fez que não com a cabeça.

— Eu já disse, minha relação com Kim estava cortada naquele momento. Foi isso o que aconteceu... nos separá­vamos e voltávamos muitas vezes... — pelos seus olhos, ele poderia ver que Josephine esperava mais explicações. — Era o tipo de mulher que eu pensava poder ser uma boa esposa...

— E que tipo de mulher é essa? — ela perguntou, pen­sando na frieza que aquela história passava.

— Uma pessoa calma, lógica, estável...

— A "pessoa certa"? — perguntou, sarcástica. — O con­trário do tipo de mulher que você levaria à cama sem jantar antes.

— Não se subestime, Josephine.

— Por quê? Você mesmo está pensando em me subesti­mar, então?

— Pare de ficar tanto tempo na defensiva e me escute, de uma vez por todas! — disse, nervoso, tentando contro­lar sua respiração. — Kim pensava o mesmo de mim... era capaz de nos ver juntos... duas pessoas com muita coisa em comum, que seriam bons companheiros.

— E o que fez mudar de idéia?

— Os relacionamentos não são como problemas de matemática... não se trata de encontrar os números corre­tos e resolver a questão. Voltei para Kim logo depois de passar aquela noite com você, mas descobri... — tentan­do uma imaginar o que poderia ter acontecido entre ele e Josephine que o fizera ver o mundo sob uma nova ótica. — Descobri que não havia uma conexão verdadeira entre nós dois, ainda que houvesse muito respeito e carinho. E se não há química, é impossível manter um relacionamen­to vivo.

Josephine olhou para ele, percebendo que realmente tudo acabara entre os dois, mas se dando conta de outra coisa.

— Isso não vai mudar a situação no trabalho? — O quê? — ele perguntou, franzindo a testa.

— Você acha que vamos poder continuar trabalhando juntos agora que estamos transando?

CAPÍTULO DEZESSETE

— Já tem resposta para a sua pergunta, querida?

Josephine piscou os olhos. Ele tinha acabado de ligar para a recepção dizendo que precisava falar com ela urgen­temente, na sala de reuniões.

— Que pergunta?

— Sobre se vamos poder continuar trabalhando juntos agora que estamos transando?

— Que maneira mais rude de falar! — ela respondeu.

— As palavras são suas, Josephine — disse, com um sorriso. — Eu acho que está dando tudo certo, concorda?

— Sim — ela disse, cautelosa. Fazendo um enorme es­forço para separar o Blake frio do escritório daquele homem quente e apaixonado que tinha em casa. Ficou com a boca seca. Se não tivesse cuidado, quebraria sua própria regra de não unir os dois homens num só. — Você me cha­mou aqui para dizer isso?

Ele se levantou, pensando em como ela parecia bonita quando tentava mostrar-se furiosa.

— Não, chamei você aqui para perguntar duas coisas. A primeira é por que começou a enviar as notas de imprensa para todos na empresa, por e-mail?

— Por que é ágil, e por que todos ficam sabendo das novidades. Todos se sentem envolvidos!

— Não trabalhamos assim, Josephine.

Ela percebeu a nota de autoridade no tom de sua voz, mas preferiu ignorar. Ficou olhando para ele, e disse:

— Então... mas se fizermos sempre tudo do mesmo jei­to, nunca vamos progredir, certo, Blake?

— Você está discutindo comigo?

— Não, estou tentando explicar meu ponto de vista.

— Quer me convencer, como fez com Giuseppi, certo?

— Exatamente.

— Mas é muito cedo para dizer se esse novo sistema vai mesmo dar certo.

— Tenho certeza — ela respondeu.

— Eu sei que você tem certeza — disse, atravessando o escritório e olhando para ela. Quanta diferença após um mês, pois a Josephine que se sentava à sua frente estava anos luz daquela mulher que trouxera a Londres. — Todos aqui a vêem como uma mulher maravilhosa!

— E você, como me enxerga?

— Maravilhosa, claro — disse, com voz um pouco trê­mula.

— Obrigada, Blake — ela respondeu, depois se levan­tou. O elogio era ótimo, mas havia algo nos olhos de Blake que a faziam sentir-se pouco profissional, e ela jurara que não se comportaria assim.

— E qual era a segunda pergunta que me queria fazer? Ele se levantou e colocou a mão de Josephine em seus lábios.

— Queria saber se me daria um beijo.

Ela tremeu e tentou afastar sua mão, mas Blake a prendera.

— Blake... não devemos...

— Não devemos o quê? — ele murmurou, abaixando sua cabeça contra o longo pescoço de Josephine.

— Você sabe! — disse, tentando sair de seus braços, mas no mesmo instante ele a puxou para junto de seu corpo.

— Claro... eu sei de tudo... — disse, tentando beijá-la.

— Blake, vamos perder o controle — ela protestou.

— É exatamente o que estou tentando fazer — ele disse, passando a mão por sobre a camisa dela.

— Não serei capaz de resistir, a menos que você pare — ela pediu.

— Então não resista.

Houve um momento no qual ela pensou em lutar, mas seria difícil, pois o queria tanto quanto ela o queria.

Fizeram amor de forma doce, romântica, no chão do escritório.

— Tranque a porta! — ela murmurou, enquanto ele já desabotoava as calças.

— Eu já tranquei! — respondeu.

— Meu Deus... — disse Josephine quando terminaram, passando os braços por volta da própria cabeça. — Foi ma­ravilhoso!

Blake olhou para ela, deitada no chão, com os olhos fe­chados, as roupas amassadas, uma expressão de felicidade no rosto, e percebeu que deveria fechar as contas com o passado. Coisa que os dois deveriam fazer.

— Arrume suas roupas, Josephine — disse, de repente. — Vamos sair.

Josephine abriu os olhos.

— Sair?


— Para ver Luke, que está de volta a Londres.

CAPÍTULO DEZOITO

O carro deslizava entre as ruas lotadas de Londres, e Josephine tentou clarear as idéias. Luke estava de volta. Em Londres!

— Há quanto tempo está aqui?

— Umas duas semanas. Imagino que tenha pensado que poderia se esconder, e não seria descoberto, mas eu soube logo que colocou os pés na Inglaterra.

— Mas não me avisou?

— Você não parecia muito interessada — disse, olhando-a.

E não estava mesmo. Isso era verdade. Seu coração, cor­po e mente estavam devotados ao homem que tinha ao seu lado.

— Além disso — continuou, com um sorriso no rosto —, parecia estar desabrochando, longe dele. Você se trans­formou em uma mulher de muito valor, Josephine.

Fora provavelmente o elogio mais bonito que já rece­bera.

— Obrigada... — respondeu, meio sem graça.

A porta do apartamento de Luke se abriu e Josephine ficou chocada com a aparência de seu marido desaparecido, que vestia apenas um par de calças.

Ganhara peso e seu rosto estava queimado e mais gor­do, com uma camada de suor, seus olhos mais escuros. Na mão, tinha uma garrafa de uísque, e franziu a testa ao ver Josephine.

— Bem, bem, bem — disse. — Então o meu primo todo-poderoso finalmente conseguiu o que queria, certo? Espero que ela seja mais efusiva na sua cama do que era na minha.

Resistindo à vontade de dar-lhe um soco, Blake olhou para Josephine. Que pensava: será que era a isso que se referia quando lhe agradeceu, após ter um orgasmo?

— Não temos reclamações nesse sentido, certo, meu amor? — perguntou Blake a Josephine.

— O que você quer? — perguntou Luke.

— Podemos entrar? — disse Blake, com voz calma.

— Se quiserem — respondeu, imediatamente. Dentro do apartamento, a primeira coisa que Josephine viu foi um par de sapatos femininos e calcinhas pelo chão. Blake ficou olhando sua expressão gelada, depois virou-se para Luke.

— Ainda está com Sadie, então?

— Não, por Deus! Troquei Sadie por uma nova modelo, na verdade — disse Luke, sarcástico. — Mas o que posso fazer por você, Josephine?

— Eu... eu quero o divórcio, Luke... o mais rápido possível.

Um olhar calculista invadiu o rosto de Luke.

— Para quê? Para que possa se juntar com o senhor Cheio da Grana? — disse, olhando para o terno caro de Blake. — Ele nunca vai se casar com você. E você sabe disso, Josephine... não importa o quanto se esforce para se transformar em outra mulher, com essas roupas, e os óculos!

— Ao contrário — disse Blake. — Eu amo Josephine, seja qual for a sua roupa... ou mesmo sem roupa... e quero me casar com ela o mais rápido possível... se ela quiser. Ah, e mais uma coisinha, Luke...

Luke ficou paralisado, como se o tom de voz de Blake demonstrasse mais que uma ameaça.

— O quê?


— Imagino que mesmo os seus hábitos desregrados não tenham sido capazes de fazer desaparecer com todo o di­nheiro que roubou de Josephine...

— Na pobreza ou na riqueza... — murmurou Luke. — É assim que se diz nos casamentos...

— Cale a boca — gritou Blake. — Estou dizendo que, se o que sobrou do dinheiro não aparecer na conta dela até o final da semana, você ficará cara a cara com a lei. E quero tudo o que gastou de volta. Cada centavo. Entendeu?

Luke parecia hipnotizado, mas no final ficou com os olhos no chão, e disse:

— Certo.

O coração de Josephine batia tão rápido que ela mal po­dia respirar, e pegou na mão de Blake.

— Vamos... vamos sair daqui — pediu.

Voltaram ao carro e ela se sentou, com lágrimas nos olhos.

— Por que está chorando, meu amor? — perguntou, gentilmente. — Não gostou de ver Luke assim tão mal?

Ela fez que não com a cabeça.

— Por que você disse tudo aquilo?

— O quê?


— Foi por amor. Para conseguir o divórcio? Salvar o que resta do meu orgulho...

— Nada disso. Falei porque é a verdade. Sempre foi ver­dade... mas eu estava cego e não admitia para mim mesmo.

Você é a metade que eu estava procurando... a chama que buscava. Você me faz sentir vivo, meu amor... mais vivo do que jamais imaginei ser possível.

Josephine ficou olhando para ele, no fundo sabia que não diria tudo aquilo se não fosse verdade.

— Então... você se casaria comigo? — ele murmurou. Houve uma longa pausa, antes que ela pudesse respon­der, com os olhos verdes, fixos nele:

— Não, Blake — murmurou. — Não posso.



CAPÍTULO DEZENOVE

Blake franziu a testa, incrédulo.

— Diga isso outra vez...

— Não posso me casar com você. Um momento de silêncio.

— Poderia me dizer por quê? Você me ama, eu sei. Era uma declaração arrogante, mas honesta.

— Está mesmo tão certo de que te amo? — perguntou Josephine, mantendo a calma.

Blake ficou imaginando todas as vezes em que a pegara olhando para ele, quando pensava que ele não a via.

— Você me ama, certo? Para que negar?

— Sim, muito.

— Então, por que não se casaria comigo? Josephine ficou olhando ao longe, por um bom tempo.

— Por que seria muito fácil.

— O casamento deve ser fácil — ele disse, gentilmente. — Não complicado.

— Sim, mas você não entende, Blake... eu já me ca­sei uma vez. Não quero sair correndo para outro casamento... como uma mulher desesperada, que vai de um encontro emocional a outro. Foi como subir numa montanha russa...

— O quê?


— O final do meu relacionamento com Luke. O alívio. A reaproximação com você... mas será que tudo não passou de uma ilusão? E se em seis meses tudo se acaba?

— Não vai acabar — disse, balançando a cabeça.

— Como você pode saber disso? — ela perguntou, com voz cada vez mais alta, sentindo muita dor por não ser ca­paz de aceitar o que queria há tanto tempo. — Você ima­ginou que queria se casar com Kim... estiveram juntos por anos, e o final não deu certo.

— Mas sinto algo diferente por você — disse, simples­mente. — Com Kim eu sentia que estava fazendo apenas um papel... um papel que me interessava, é verdade. Mas não era real, como é com você. Você é tudo o que imaginei que nunca ia querer... Tenho vontade de fazer amor com você nos lugares mais estranhos.

Ela corou, lembrando-se da noite anterior, e do prazer que sentiu enquanto viajavam de elevador.

— Você me deixa louco — ele continuou, apaixonada­mente. — E não digo apenas sexualmente, mas também emocionalmente. Me leva a níveis que não conhecia. Que­bro todas as minhas regras ao seu lado. Será que você não entende que fomos feitos para estar juntos... de forma que eu e Kim não fomos?

— Oh, querido — ela murmurou.

— Fico chateado por não ter admitido isso antes. Arris­quei perder você... e realmente perdi! Tenho que agradecer a Deus que o seu casamento não tenha dado certo, pois as­sim tive outra chance.

Josephine sentiu vontade de correr ao telefone e exigir o desquite imediato a Luke. Resistir a Blake era difícil. Ela queria o divórcio mais rápido de todos os tempos e casar-se imediatamente com Blake.

Mas deveria pisar no freio por alguns instantes, seria im­portante para os dois.

Pegou a mão de Blake e beijou cada um de seus dedos, depois pôde ler um certo ar de vitória naqueles olhos azuis, cor de gelo. Mas as palavras de Blake voltaram a lhe sur­preender.

— Você não vai deixar isso escapar, certo, querida?

— Como sabe?

— Eu sei. — Ele parecia capaz de ler grande parte de seus pensamentos, e o volume das coisas que sabia crescia a cada dia. — Certo, eu espero. Mas não demore muito, Josephine.



CAPÍTULO VINTE

— Então, que tal ser milionária, querida? — perguntou Blake.

Josephine sorriu.

— Você é quem tem que dizer... deveria saber!

Ele sorriu. A grama revolucionária de Giuseppi atraves­sara o mundo e suas ações subiram em todas as bolsas na semana anterior, oferecendo a Blake o maior sucesso de sua empresa.

Mas não exatamente o maior sucesso pessoal.

— Você sabe, o êxito é todo seu, querida. Todo seu — disse, abaixando-se para beijá-la. — Se não fosse por sua determinação e coragem... não teria voltado a tra­balhar com ele. Deveria ter escutado suas dicas desde o início.

— E por que não escutou? Você era o especialista...

— Supostamente — disse, seco.

— Eu era apenas uma fonte de instintos, e algo me dizia que isso tinha futuro.

E atingiram juntos o sucesso. Um sucesso enorme. Blake, certa vez, disse que Giuseppi estava morto e enterrado...

— E você se recusou a seguir seus instintos quanto a se casar comigo — ele disse. — Eu sabia que você queria. Continuamos brincando um com o outro, certo, Josie?

— Talvez seja apenas uma maneira de trazer à tona o melhor de cada um de nós — ela respondeu, séria. — Ex­plorando lados que nunca antes tínhamos visto.

Ele sorriu.

— Está feliz?

— Em êxtase, seria a palavra correta.

— Isso é um sim? — insistiu ele.

Estavam sentados no jardim do terraço de Blake, sob um glorioso sol de verão, pensando se comeriam em casa ou sairiam para jantar.

E pensando em outras coisas, claro.

O divórcio de Josephine chegara, e Luke tinha devolvi­do todo o dinheiro. Financeiramente, era muito respeitada na empresa... e o mais importante: respeitava a si mesma. O conselho tinha decidido promovê-la, e estava vivendo ao lado do amor de sua vida.

— Faz um ano que vim para a sua casa — disse, com uma nota de surpresa na voz. — Difícil de acreditar, não?

De certa forma, sim... mas por outro lado, não. É compli­cado medir o tempo quando se é feliz, pensou Blake, mais feliz do que imaginava possível.

Beijou-a outra vez.

— Sabe... talvez você tenha razão, querida, talvez a gen­te não precise de um casamento para nos comprometermos um com o outro.

Josephine franziu a testa.

— Não me lembro de ter dito isso.

— Não com essas palavras, talvez. Mas casar-se com Luke a deixou assustada, e sei que a última coisa que pre­tende é render-se a uma instituição que a deixa pouco à vontade. Não vou embora, meu amor... e não precisamos de um contrato para provar isso.

Ela franziu ainda mais a testa.

— Você está dizendo que já não quer se casar comigo? Com grande dificuldade, ele abriu um sorriso.

— Não é exatamente isso o que estou dizendo. Digo apenas que estou perfeitamente feliz com o que temos ago­ra. E você?

De uma hora para outra, ela não estava contente com a situação.

— Eu quero me casar, na verdade — disse, sem pestanejar, mas arrancando um sorriso de Blake. — Estava espe­rando que me pedisse outra vez.

— Ah, não... seguindo o espírito de seu relacionamento igualitário, chegou a hora de você me pedir em casamento, Josephine.

— Não vou me ajoelhar, se é o que está pensando.

— Por que não se senta no meu joelho, por exemplo? — ele sugeriu.

Ela fez isso, sentou-se sobre uma coxa musculosa, mas­culina, erótica, e olhou fundo em seus olhos.

— Aceita se casar comigo, Blake?

— Tenho que pensar...

— Quanto tempo? — perguntou, tentando manter o ar de calma em sua voz.

Ele se divertia.

— Ah... por, vamos dizer... cinco segundos. Claro que me caso com você, Josephine... imaginei que nunca pediria!

Beijou-a longamente, e enquanto isso ela pensava que ninguém seria capaz de prendê-la como aquele homem.



Em todos os sentidos.

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