Avassaladora Vingança (Cordero's Forced Bride) Kate Walker



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CAPÍTULO OITO

Os finais de semana seriam os piores momentos, pensou Blake. Pelo menos durante a semana os dias eram preen­chidos com trabalho, e as noites com as várias outras coisas que tinha de fazer. No primeiro sábado com Josephine em seu apartamento, ele se sentia como um tigre enjaulado, sem saber para onde ir.

Quase trombou com ela na saída do banheiro, e sua pres­são sangüínea foi às alturas. Não usava óculos nem saias apertadas naquele momento, pensou, furioso. Apenas umas pernas longas e pálidas, ainda brilhantes, recém-saídas do chuveiro, e seu cabelo caindo sobre os ombros, chegando, de forma muito sensual, aos seus seios.

— Você poderia vestir algo? — pediu ele.

— Estava exatamente indo fazer isso... — ela respondeu, mas suas bochechas queimavam. Tinha percebido o fogo nos seus olhos, e a expressão de fome em seu rosto. — Se você não... não se importa em me deixar passar, claro.

— Com prazer — disse, sarcástico. Mas mesmo pres­sionando seu corpo contra a parede ele pôde sentir o calor que emanava de um corpo feminino enrolado em nada mais que uma toalha.

— Obrigada — disse ela, sentindo a masculinidade de Blake tão próxima, as feições duras, os músculos de suas coxas, que se revelavam na calça jeans.

Ela fechou a porta do banheiro com mãos trêmulas, sen­tindo o sangue jorrar na direção de seus seios, e percebendo que ele tampouco estava imune a ela. Mas no fundo sabia que Blake deveria odiar o fato de sentir atração por uma mulher que repudiava.

Estava tomando café na sala de estar quando ela ter­minou de se vestir. Olhou quando Josephine apareceu, imaginando como conseguia fazer com que ele sempre tivesse vontade de agarrá-la e levá-la para a cama mais próxima. Buscou algo convencional a dizer, e deu um sorriso frouxo.

— Então, como foi sua primeira semana no trabalho? Ela fez uma cara de estranheza. Será que uma crítica es­tava a caminho?

— Gostei muito.

— Nada a ver com a carreira de modelo, certo?

— Não. Mas é bom saber que te julgam pelo que faz, não pela aparência.

Ele franziu a testa. Nunca pensara naqueles termos.

— Mas o salário não é tão bom.

— Dinheiro não é tudo — ela respondeu, com um pou­co de orgulho. E mostraria a ele o quão duro estava traba­lhando. — Ah, Blake?

— Sim?

Ela rezava por não ter de ouvir mais uma vez aquele som sardônico.



— Eu... hã... — gaguejou, ao encontrar aquele olhar frio. — Tenho uma proposta a fazer. É sobre...

Na mente de Blake, surgiu uma espécie de fantasia se­xual. Era capaz de pensar em mil propostas que não se im­portaria em realizar.

— Uma proposta?

— De trabalho, na verdade. Ele a olhou, fingindo interesse.

— Sou todo ouvidos — murmurou.

— Você se lembra de Giuseppi Rossi? — perguntou, vendo aquele sorriso detestável no rosto de Blake.

Ele franziu a testa, enquanto parecia buscar a informa­ção em sua memória.

— O jovem italiano, aquele que trabalha com plantas medicinais?

— Certo. Ele ligou para o escritório algumas vezes esta semana.

— E vocês conversaram, certo? — disse, torcendo a boca. Já podia imaginar... aquele italiano deveria estar tra­balhando como ator, e não em uma sala de experimentos, com tubos de ensaios...

— Conversamos — respondeu, respirando fundo. — Blake, ele diz que você não o procura...

— Por que deveria procurar? — respondeu, impaciente, imaginando onde chegaria aquela conversa. — Não tenho intenção de apoiar sua empresa financeiramente, Josephi­ne... se é isso o que você está querendo me perguntar, me­lhor não gastar sua lábia.

— Mas ele é brilhante! — argumentou, ignorando o fogo nos olhos de Blake. — Essa história de seu trabalho com grama orgânica parece absolutamente revolucionária!

— Uma semana no trabalho e você já sabe tudo!

— Não me faça sermão, Blake, por favor!

— Estou tentando dizer a você, Josephine... que não é o tipo de coisa com a qual me envolvo.

— Então minha opinião não conta?

— Por que deveria contar? — perguntou, arrogante.

— E se digo que tive a melhor nota na escola de negó­cios?

Ele ficou impressionado, mas não deixou transparecer.

— Isso é teoria, não prática!

— Eles nos dizem que algumas vezes... apenas algumas vezes... devemos seguir nossos instintos, e meu instinto me diz que se trata de uma ótima idéia.

— Eu digo não, Josephine. Minha experiência não dá vez ao instinto. Acredite em mim, eu tenho razão.

Aquilo era como levar um soco na boca. Sua idéia fora descartada, e nem mesmo parecia digna de avaliação.

— Então vou ter quer provar que você está errado, Blake! — disse, nervosa.

CAPÍTULO NOVE

— Você vai continuar tentando subir na empresa, cer­to? — murmurou Blake, apoiando-se na mesa da recepção, para ser punido com a visão de seus seios maravilhosos perfeitamente desenhados naquela camisa de puro linho.

Josephine franziu a testa, querendo não sentir aquela maravilhosa loção após-barba que ele usava, ou desejando que se afastasse. Ou o que fosse.

— Não estou tentando subir na empresa.

— Não minta. Você está distante desde a história de Giuseppi. — Na verdade, mostrava-se fria sempre que Blake falava com ela, e isso fazia com que ele sentisse ainda mais vontade de falasse algo. Não estava acostumado a receber uma resposta tão fria das mulheres, que normalmente co­miam em suas mãos. — Ainda está chateada com isso?

Ela deu um olhar gelado. Claro que estava!

— Não fiquei chateada por não querer nem mesmo dar uma olhada na proposta, mas sim por não ter dado qualquer crédito a minha inteligência ou imaginação...

A parte que falava sobre inteligência estava comple­tamente fora de questão... uma mulher inteligente não se casaria com alguém como Luke, certo? Mas quanto à ima­ginação, ele não tinha dúvida. Devia ser a mulher mais ima­ginativa possível que já encontrou em uma cama.

— Digamos que eu resolva escutar...

Ela deveria cair imediatamente de joelhos e agradecer, certo? Mas, ao contrário, não afastou seu olhar gélido. Jo­sephine estava trabalhando sem parar na Devlin Associates — e ainda que ele não tivesse notado, as outras pessoas certamente notavam. Porque, naquela mesma manhã, o se­gundo homem na hierarquia de empresa dissera que, se as suas habilidades estivessem disponíveis no mercado, todos os demais perderiam o trabalho.

— Eu deveria me mostrar agradecida por isso, Blake?

— Poderia tentar — respondeu, tocando uma brilhante pétala de flor do arranjo que estava sob a mesa. Nunca re­parara naquelas flores. — Você colocou isso aqui? — per­guntou, suspeitando que sim.

Ela confirmou. Tinha trocado a planta anterior, velha e cheia de pó.

— Imaginei que traria uma nova atmosfera à sala. Al­gum problema?

Ele fez que não com a cabeça.

— Só estou querendo saber se usa bem os nossos recur­sos, nada mais.

— Fique tranqüilo — disse sorrindo, tentando não ser seduzida pela voracidade sensual daquele homem. — Algo mais em que possa ajudar, Blake?

— Você já almoçou?

— Não — respondeu, sem mais detalhes.

— Não quer vir comer um sanduíche comigo?

Não era o convite mais charmoso que recebera em sua vida, mas parecia interessante. Nunca a convidara para al­moçar antes...

— Por que não? — respondeu.

Sua irritação frente à resposta de Josephine crescia quan­do o proprietário da lanchonete italiana sugeriu um sandu­íche de carne para ela. Estaria flertando com ele? Queria imaginar que não. Talvez fosse sempre assim, todos os ho­mens de sangue vermelho caíam de amores por ela.

Eles se sentaram.

— Muito gentil de sua parte, Blake — murmurou.

— Que nada. Tenho notícias para você, e achei melhor conversar fora do escritório.

Havia algo estranho em suas palavras, e Josephine levou uma das mãos à boca.

— Que notícias? — murmurou.

— Consegui encontrar o seu marido — disse. — Encon­trei Luke.

CAPÍTULO DEZ

A mão de Josephine tremia, descontrolada.

— Você encontrou Luke? — murmurou. — Onde? Blake olhava para ela, calmo.

— Seu marido está em uma praia de Bali — disse. — Acho que realmente resolveu partir em grande estilo.

Usando o seu dinheiro. O ego de Josephine, que, após um tratamento de choque, crescera bastante na última se­mana, naquele momento se colapsou, derreteu. Deixou seu olhar pousado no sanduíche pela metade, sem vontade de voltar a encarar Blake, não querendo ver sua cara, ou o seu triunfo. Não queria demonstrar que estava de volta ao papel de vítima.

— Posso trazê-lo de volta à Inglaterra, sabe? Josephine olhou para ele, que parecia muito seguro do que estava dizendo, confidente, forte.

— Como?

— Com a ajuda da polícia...



— Mas isso o faria ficar por lá, não?

— Não se eu disser que você ainda não fez nenhuma de­núncia... mas que está pronta a fazer caso não apareça por aqui, e devolva tudo o que ainda não tenha gastado.

Josephine balançou a cabeça, parecia cansada. Teria Blake buscado seu ex-marido para jogar na sua cara? Para colocá-la frente a frente com a polícia, como imaginava que deveria fazer?

Tudo estava indo bem para ela até aquela última bomba, em parte porque Luke saíra por um momento de sua cabe­ça. Por um tempo se esquecera daquela relação problemáti­ca, um casamento em agonia.

— Você quer ter ele de volta?

— Não, claro que não.

— Não digo de volta para você, Josephine — disse, num tom de voz que, para os seus padrões, poderia ser conside­rado gentil. — Pergunto se quer tê-lo de volta para resolver algumas questões, chegar a uma conclusão satisfatória do caso.

Ela tentou imaginar como isso poderia acontecer. Luke de volta à Inglaterra. Vendo que ela vivia com Blake.

— Não — respondeu. — Ainda não.

Ele tomou um gole de café, ganhando tempo para per­guntar algo que rondava sua cabeça há tempos.

— Por que se casou com ele? — perguntou, calmamente.

— Pela mesma razão que se casam todas as pessoas. Imaginei estar apaixonada por ele!

Blake ficou pensando na palavra "imaginei", usada por ela.

— Mas não estava?

— Como poderia estar apaixonada? Eu mal o conhecia... tudo aconteceu tão rápido.

Naquela época, ela estava doída e vulnerável, sua noi­te com Blake fora determinante para arrasar sua autoestima. As pessoas imaginam que modelos têm à sua dis­posição tudo o que as mulheres normais querem, mas o que ninguém parece perceber é que a beleza muitas vezes é perversa.

— Ele se apressou — disse Blake, calmo. Josephine fez que não com a cabeça, de forma violenta, e vários fios de seus cabelos vermelhos pousaram em seu rosto.

— Eu tinha pressa — respondeu, cuidadosamente. — Ele se divertia. Tudo era diversão com Luke. Ele me fazia rir — num momento em que sorrisos eram coisa rara em sua vida.

— Você se casou com ele para se esquecer de mim? — perguntou, mantendo o tom calmo.

CAPÍTULO ONZE

Josephine quase nunca sentia a raiva que estava sentindo ao olhar para Blake, do outro lado da mesa na lanchonete.

— De todas as coisas arrogantes que ouvi na minha vida, isso merece o primeiro lugar, Blake! O seu ego é tão inflado que você é capaz de imaginar que, passando uma noite ao seu lado, uma noite! — repetiu, enfatizando —, eu corre­ria para me casar com o primeiro que aparecesse na minha frente.

— Então o fato de Luke ser meu primo não tinha nada a ver com isso?

Ela abriu a boca para dizer algo mais sobre o seu ego, mas fechou-a. Não haveria um fundo de verdade no que ele dissera? Claro que sentiu atração por Luke, um lindo ator que poderia ganhar um Oscar por seu charme manipulador. Mas será que o fato de ser primo de um homem que passara toda a sua juventude buscando não seria um prê­mio de consolação? Uma espécie de vitória, de demonstra­ção de poder?

Especialmente quando Blake foi até o seu apartamento, pedindo que adiasse o casamento. Estava decidida a se­guir seu instinto, não aceitaria conselhos. Ele não a amava — o que tinha deixado bem claro — mas não queria ver ninguém ao seu lado. Será que a indignação de Josephine frente a essa atitude não levou a que aumentasse sua deter­minação em casar-se com Luke?

— Um pouco, talvez — ela admitiu.

Blake deu um longo suspiro, percebendo que casos de uma noite apenas não são tão simples quanto parecem. E ficou imaginando por que fora o único em sua vida? A pes­soa se sente bem por um momento, depois vem um certo vazio. Machucara Josephine fazendo tudo aquilo. Era ca­paz de reconhecer.

Sorriu, tentando colocar um sorriso no rosto dela.

— Escute, Josie... vamos esquecer Luke por um momen­to. E se eu disser que dei uma olhada na proposta de Giuseppi Rossi? E disser que você tem razão... ele tem potencial... Talvez seja o momento de novas aventuras — disse, com os olhos brilhando. — Vou entrar em contato com ele.

Josephine ficou olhando para Blake. Não gostaria que àquilo ficasse apenas nas mãos dele, não poderia aceitar que isso acontecesse.

Apoiou-se na mesa, aproximando-se.

— Eu também quero estar nisso. Quero colocar dinheiro no projeto!

— Não precisa — disse, franzindo a testa.

— Mas eu quero! — disse, agitada. Afinal, fora sua idéia, não de Blake.

— Por quê?

— Porque se no final for um sucesso, o que acho que será, quero minha parte. A idéia foi minha, Blake, não sua.

Um sorriso se abriu no canto da boca de Blake.

— Quanto em dinheiro?

— O suficiente.

— Quanto? — A resposta de Josephine fez com que ele levantasse as sobrancelhas. — Mas você não tem esse di­nheiro, Josephine. A menos que esteja planejando vender sua casa.

— Não, não estou, mas posso conseguir o dinheiro.

— Como?


— Tenho um colar que posso vender. — Um colar que ganhara de Luke nas primeiras semanas de seu relaciona­mento. Uma peça feia, que funcionou mais como símbolo do quanto se demonstrava disposto a gastar com ela. Jamais gostou daquele colar.

— Está pensando em gastar tudo isso baseada em quê?

— Eu já disse... no meu instinto — respondeu, calma­mente, olhando-o com curiosidade. — Você nunca confia nos seus instintos, Blake?

— Normalmente não.

Algo parecia não dito, algo tinha ficado no ar.

— Nunca? — ela insistiu.

E após uma pausa, Blake respondeu:

— Apenas uma vez.

— Quando? — perguntou, já sabendo qual seria a res­posta.

— Na noite que passei ao seu lado.



CAPÍTULO DOZE

Josephine teve de fazer um esforço para manter-se im­passível.

— Pensei que tivesse se esquecido completamente da­quela noite — disse, baixinho.

— Esquecer tudo aquilo? — disse Blake, parecendo não acreditar no que ouvia, pois se lembrava daquele momento todos os minutos, desde que ela voltara à sua casa. — Como poderia esquecer?

— Você nunca disse nada...

— Você também não... — acusou, docemente. Ela não afastou o olhar.

— É verdade.

— Mas a verdade é que não se trata de um assunto fácil, certo? — disse, com um tom de voz ainda mais baixo. — Josephine, você se lembra da noite em que nos entregamos sem vergonha um ao outro?

Ela passou um pedaço de pão pelo prato.

— Foi exatamente o que aconteceu.

— E você se arrepende amargamente, certo? Ela olhou para Blake.

— Não tanto quanto você...

— O quê? — perguntou, franzindo a testa.

— Você não via a hora de chegar a manhã seguinte... Como não ser honesto. Era verdade, pensou ele. Deveria assumir isso, mesmo que fosse algo duro de ser dito. Jose­phine já tinha tido o suficiente com Luke.

— Imaginei que ambos sabíamos qual era o caso... — disse, em voz baixa.

— Como? — perguntou Josephine, piscando os olhos. —Achei que nós dois sabíamos que esse tipo de coisa às vezes acontece... que um homem e uma mulher se encon­tram, numa casa, mesmo sem ter planejado nada antes.

— E que isso não significa nada... é o que você está ten­tando dizer, certo?

Isso provava que ele se antecipara, e a confusão estam­pada em seus olhos só aumentava esta sensação. Se tives­sem acontecido outras noites como aquela na vida de Jo­sephine, ela teria se calado e não responderia com aquela expressão no rosto.

— Estou dizendo que foi ótimo, naquele momento — disse, sentindo o pulsar de seus batimentos cardíacos ao lembrar-se de quão prazeroso fora tudo aquilo. — Mas algumas vezes não passa disso...

Josephine engoliu em seco.

— E você voltou ao seu relacionamento com Kim, certo? Ele fez que não com a cabeça.

— Não fui direto para a cama de Kim, se é o que está pensando. Não estava com ela naquele momento...

— E devo ficar agradecida por isso?

— Mas claro... — disse, olhando para o rosto raivoso de Josephine. — Depois realmente voltei para ela. Estivemos juntos por muito tempo, e imaginei que merecíamos uma segunda chance. Não era a nossa primeira separação. Nossa relação era assim, naquela época.

E segue sendo assim, pensou Josephine, mas o seu or­gulho não o deixou que falasse isso a ele. Não é porque as meninas do trabalho ficavam imaginando que não ti­nha deixado Kim que isso deveria ser visto como verdade, certo? Não percebera nenhum sinal dela desde que che­gara ali, e o próprio Blake tinha dito que já não estavam juntos.

Quando se levantaram, ela se deu conta que a conversa tinha sido difícil, dolorosa, mas capaz de resolver alguns problemas entre eles.

E aquela noite de sexo poderia ser considerada história.

CAPÍTULO TREZE

Blake fechou a porta do apartamento já passando das oito, com expressão dura, e encontrou Josephine grelhan­do um peito de frango, com sua saia leve marcando com­pletamente suas nádegas quando se abaixou para pegar os pratos.

— Tudo bem? — ela perguntou.

Blake fez uma cara de frustração. Não era a primeira vez que ela cozinhava, nem a primeira vez que era torturado com a sua presença na cozinha. Uma tortura deliciosa, pen­sou, enquanto ela passava a mão sob o estômago, sem um grama de gordura.

Ele jogou a pasta numa das cadeiras e arregalou os olhos.

— Tudo bem, sim. Perfeito! Falei com seu amigo Giuseppi esta tarde. Está mais feliz que pinto no lixo!

— Você contou as novidades? Que vai voltar a trabalhar para ele?

Blake ficou imaginando se ela não teria esperanças com aquele sexy jovem italiano.

— Sim, contei.

Pelo seu tom de voz, Blake parecia esconder algo.

— Você não parece muito contente com isso — ela disse.

Ele fervia por dentro.

— O que você espera, Josephine? Vou dizer uma coisa: abri mão de tudo o que tinha dito antes voltando a trabalhar com ele. O que você acha que isso diz sobre a minha repu­tação profissional? E sobre a pessoal?

— Seu orgulho? — ela perguntou.

Orgulho? Talvez ela tivesse razão. E talvez a falta de orgulho tenha permitido a ele perguntar tudo o que que­ria.

— Aceita um drinque? — perguntou ele.

Algo no olhar de Blake fazia o coração de Josephine ba­ter mais rápido. Ela desligou o fogo com mãos trêmulas.

— Sim, claro.

Ele ofereceu uma taça de vinho e ficou observando en­quanto ela tomava um gole.

— Você nunca respondeu minha pergunta — disse Blake, com voz suave.

Pelo tom de sua voz, ela percebeu que não tinha nada a ver com trabalho.

— Que pergunta?

— Se está arrependida sobre aquela noite?

— Não respondi?

— Você sabe que não.

— Na verdade, não, não estou arrependida. Só não gos­tei da maneira como tudo terminou, acho.

— Mas se recuperou bem rápido... rápido o suficiente para se casar com Luke três meses depois de conhecê-lo.

— E você voltou para Kim. Você sim, se recuperou bem rápido.

Ele concordou.

— Mas tudo está diferente agora, não? — perguntou, deixando sua taça na mesa.

Ela viu a forma como os olhos de Blake ficaram mais escuros, misteriosos, e algo dentro de seu corpo parecia derreter.

— O quê? — perguntou, com voz trêmula, enquanto ele dava à volta na cozinha, aproximando-se dela.

— Você já não está com Luke — disse, encarando-a. — E...

— E...? — perguntou, com voz trêmula, enquanto ele traçava o contorno de seus lábios com os dedos.

— Eu não estou com Kim. Isso nos deixa livres, certo?

Ele passou os dedos sobre o queixo de Josephine, e de­pois no seu pescoço, descendo até o peito. Mesmo tremen­do muito, ela não se afastou.

— E pessoas livres podem fazer o que quiserem, con­corda?

— Blake — disse, engolindo em seco.

— E nós dois vamos nos divertir muito, querida — mur­murou, com os dedos abrindo os botões de sua blusa.

CAPÍTULO QUATORZE

— Blake! — disse, quando ele finalmente abriu o últi­mo botão e o ar invadiu os seus seios.

Ele parecia estar esperando aquele momento toda a vida.

— O quê? — perguntou, enquanto mergulhava sua cabe­ça, sugando o mamilo por cima do sutiã. Josephine inclinou a cabeça para trás, fechando os olhos, sentindo muito pra­zer, enquanto ele pressionava sua coxa musculosa contra a dela, suave.

Ela se agarrou nos ombros de Blake, enquanto o seu Corpo recebia mensagens sensuais que corriam em seu sangue.

— Não gosta do que estou fazendo? — ele murmurou, ao mesmo tempo em que abria o zíper da saia de Josephine. — Não?

Como essa pergunta foi acompanhada de um movimento de dedos sobre a sua coxa, ela não pôde fazer nada mais que dar um gemido lento no exato momento em que ele encontrou o que estava buscando.

Blake sentiu o sopro de desejo no corpo de Josephine, um sopro doce, instantâneo, poderoso, no exato momento em que alcançou sua calcinha e notou o quão úmida estava entre as pernas. Era assim que se lembrava dela, aberta a tudo o que ele fazia.

— Sabe o que quero fazer com você? — murmurou. Ela fez que não com a cabeça, e pediu que falasse ao seu ouvido.

— Tudo — murmurou. — Quero fazer tudo com você, Josephine, e talvez um pouco mais.

Antes que colocasse as mãos na sua calcinha, ela já sabia que Blake não planejava levá-la ao quarto. Olhando para o volume em suas calças, ela imaginou que, excitado daquela maneira, não seria capaz de levá-la para longe dali.

Ela abriu o cinto e o zíper da calça de Blake, e pôde ouvir um gemido de prazer quando seu membro ereto des­lizou em direção à palma de sua mão.

— Meu amor — ele murmurou, ao olhar diretamente para os seus olhos. — Querida.

A boca de Blake encontrou a de Josephine, explorou-a, beijando-a até que uma espécie de fogo se acendesse. E quando ele afastou os pratos da mesa e deitou-a, ela sentiu uma enorme onda de prazer.

Ela o deixava louco! Blake tirou as calças e olhou para Josephine. Seus cabelos revoltos, selvagens, caíam sobre o fino tecido do sutiã, suas bochechas estavam ardentes e seus olhos verdes brilhavam.

Sentiu toda a sua umidade quando se aproximou dela, e depois penetrou-a, soltando um gemido exultante.

Josephine não estava preparada para aquela sensação, mas se os seus pensamentos pareciam não fazer sentido, a verdade é que seu corpo também estava enlouquecido, pois quase imediatamente sentiu o mais selvagem orgasmo de sua vida.

A primeira noite não tinha sido uma exceção. Seria sem­pre assim como aquele homem. Ela aproximou a boca de seu ouvido e murmurou:

— Obrigada.

Ele estava a ponto de perguntar o que estava agrade­cendo quando o telefone começou a tocar e, mesmo deso­rientada, Josephine automaticamente se aproximou para atender.

Blake gemeu.

— Você deveria ter ignorado o telefone — murmurou, sorrindo.

— Alô — disse e ficou gélida quando a voz do outro lado da linha, uma voz fria, pediu para falar com Blake. — É para você. É Kim — disse, com um fiapo de voz.

CAPÍTULO QUINZE

Blake pegou o telefone e tentou dar um beijo nos lábios de Josephine antes de falar, mas ela estava ocupada tentando sair de debaixo dele. Seu rosto parecia queimar de raiva e os seios roçavam, tentadoramente, contra o peito de Blake.

— Kim? Oi — disse, depois ficou ouvindo por um mo­mento. — Na verdade não é o melhor momento... — Kim falava rápido, e Blake observava Josephine, que cruzava a cozinha, nua. Ouviu enquanto ela abria a porta do banheiro e a fechava com força.

Ele ouvia o que Kim estava dizendo.

— Claro, nos vemos. Mas vai ter que ser rápido. Desligou o telefone, vestiu a calça e bateu na porta do banheiro.

— Josephine!

— Não chateie! — ela gritou.

— Preciso conversar com você!

— Por que não conversa com Kim?

E ligou o chuveiro, completamente, para abafar a voz de Blake e o som de suas lágrimas.

Ficou um bom tempo sob os jatos de água quente, sua pele ficou vermelha e enrugada e depois, parada no meio do banheiro, não era capaz de ouvir qualquer som no resto do apartamento.

Ele tinha saído.

Saído? Para onde? Com Kim?

Como um robô, ela vestiu sua calça jeans e seu suéter, mas não secou o cabelo, não se importava com sua aparência, e suas mãos tremiam demais para usar o se­cador.

Doera. Doera muito saber que Blake ainda estava li­gado a Kim, tão próximo que correria para o seu lado à primeira chamada, especialmente num momento como aquele.

E pensou em outras coisas, também.

Pensou que, de uma maneira ou outra, estava apai­xonada por seu chefe. Aonde isso a levaria? Ela parecia vulnerável, e tudo o que ele queria era uma parceira de cama.

Tentando amenizar um pouco a sua dor, ela terminou de beber o vinho e não ouviu o barulho na porta da frente, até o momento em que Blake apareceu na cozinha. Seu rosto não parecia o de uma pessoa culpada, mas sim com raiva.

— Fico surpreso que ainda esteja por aqui — disse. Ela levantou a cabeça, com olhos desafiantes.

— Não tenho escolha, certo? Para onde iria uma hora dessas?

Ele deu um pequeno sorriso e serviu um pouco de vinho a si mesmo, para depois bebê-lo e encarar Josephine.

— Foi só por isso que você ficou, certo? Deve ser uma espécie de prisioneira emocional.

— Prisioneira física — ela corrigiu, gélida. — Houve muito pouco de emoção no que acabamos de fazer.

— Então a história se repete. Havia pouca emoção na primeira vez, se a minha memória não falha.

Ela olhou para outro lado, com medo de cair aos prantos. Não houve emoção? Talvez não para ele, mas para ela fora desconcertante. A estúpida e indiscriminada emoção que faz com que uma mulher se apaixone por um homem que nunca a amará tanto.

— E Kim? — perguntou. — Perdoou sua nova infidelidade? Ou já está cansada de sua libido descontrolada?

Blake encarou Josephine, respirando fundo, e disse:

— Ela me ligou para dizer que está grávida!


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