B1 Os Gregos no sec. V a. C. Gregos Helenos => Habitantes da Hélade



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História 7º ano

B1

  • Os Gregos no sec. V a.C.

Gregos - Helenos => Habitantes da Hélade

O


Território autónomo, onde os Helenos se organizavam politica e economicamente de forma a manterem a sua independência.
s Helenos eram um povo distribuído por vários estados, a pólis.

P
Unidade territorial (com espaços rurais e espaços urbanos)

Unidade populacional (com cidadãos e não cidadãos)

Unidade política (com instituições próprias)

Unidade económica (com moeda, medidas e sistema fiscal próprios)

Unidade cultural (cada polis tinha um Deus protetor e um dialeto próprio))
ólis
=>

P
(cada pólis podia abranger mais do que uma cidade. Ex: Atenas)



Acrópole (parte mais alta, residência dos Deuses)

Ágora (parte média, bairros residenciais, vida política e económica)

Necrópole (parte baixa, cemitério)
ólis = Cidade Estado

Recursos económicos de Atenas

Atenienses -> agricultura, comércio e, artesanato.

A pólis ateniense tinha de recorrer à importação de produtos que pagava com a exportação.

O aumento deste tipo de trocas levou à introdução da moeda.



Abertura Marítima de Atenas

A Liga de Delos- união de vários estados gregos para enfrentar o poderio persa e controlar o Mar Egeu. Todos os estados tinham de contribuir ou com dinheiro, ou com navios.

Atenas

Maior intervenção na vida dos outros estados

Domínio sobre os aliados

Feitorias nas terras dos outros estados

Império marítimo

A sociedade ateniense

Cidadãos- participavam no governo da pólis. (filhos de pais livres atenienses e do sexo masculino).

Metecos- estrangeiros

Escravos- pessoas sem liberdade, eram mesmo considerados objetos sem sentimentos, prontos a serem vendidos e comprados. (nascimento, a guerra e a condenação pelos tribunais).

O Regime Democrático

Clístenes e Péricles foram os principais responsáveis pela criação da democracia (demos= povo; kratos= poder), sendo o governo da pólis exercido por todos os cidadãos.



Eclésia (assembleia de todos os cidadãos)

Bulé (500 membros tirados à sorte anualmente)

  1. Preparam o trabalho da Eclésia

Helieia ( tribunal popular)

Magistrados (funções judiciais, religiosas, militares)

Aerópago (assembleia consultiva)

Limitações da democracia

  1. Apenas os homens livres, filhos de atenienses podiam votar

  2. A escravidão continuava a existir

  3. A situação economica ateniense devia-se à Liga de Delos e aos pagamentos efetuados pelos aliados.

A formação dos Atenienses

Cultura física e intelectual = menta sã em corpo são.

Os jovens rapazes iam à escola, aprendiam a tocar instrumentos musicais, a ler, a escrever, praticavam exercício físico, etc.

As raparigas ficavam em casa, a aprender a ser uma futura boa mulher e mãe até ao dia do seu casamento.

Os Deuses

Os Helenos eram politeístas.

Os Deuses gregos distinguiam-se por serem imortais e por terem poderes mas, mantinham a aparência, as qualidades e os defeitos humanos.

O culto

As obrigações religiosas eram um dever cívico de todos.



O culto público era constituído por procissões, banquetes, etc. (ex: Oráculo de Delfos)

O culto privado era constituído por rituais semelhantes aos rituais públicos mas era praticado particularmente.

O teatro

  • Tragédia-> sofrimento do homem, Ésquilo.

  • Comédia-> absurdo comportamento humano, Aristófanes

O pensamento

Filosofos- homens que, mantendo uma atitude curiosa perante a vida pretendiam encontrar uma explicação lógica para o mundo, para a vida. Os filósofos defendiam que o ser humano era o único capaz de raciocinar. Ex: Socrates, Platão.



A arte

Arte Clássica


Templos

T

Templosplanta retangular, em cima da qual se distribuía um conjunto de colunas.



  1. Colunas dóricas- não têm base e o capitel não tem ornamentos

  2. Colunas jónicas- têm base, o capitel tem forma de volutas.

A arquitetura grega →equilíbrio, perfeição, beleza, harmonia, à medida do ser humano.

Escultura

A escultura clássica é a representação do ideal humano, do perfeito.

Caracteristicas:



  1. Naturalismo (realidade tal como se apresenta aos nossos olhos)

  2. Idealismo (ideal de beleza)

Pintura e artes decorativas

Cenas mitológicas, cenas da vida quotidiana, treinos de atletas.



B2

  • O mundo romano no apogeu do império

Os Romanos pretendiam controlar o comércio no Mediterrâneo.

Após controlarem quase todos os territórios à sua volta, o Mediterrâneo transformou-se num lago romano (Mare Nostrum).



Roma

Exército bem treinado, disciplinado e armado

Capital mais vasta da Antiguidade

Pax romana (armada) para evitar revolta

Integração dos povos dominados

  1. O exército

  2. O direito Romano – todos os povos se submetiam às mesmas leis.

  3. A extensa rede de estradas – ligava Roma ao resto do império.

  4. Os costumes romanos – eram divulgados pelo exército e outros romanos.

  5. Direito de cidadania – que possibilitava os não romanos a tornarem-se romanos.

Economia romana

Urbana – fundação e desenvolvimento das cidades.

Comercial – abastecimento de todas as regiões do império.

Monetária – a imensa atividade comercial exigia uma grande circulação da moeda.



A sociedade romana


Cidadãos




Não cidadãos




A vida quotidiana em Roma

Fórum – Praça comercial.



Grandes senhores:

A plebe:


  • Grandes casas

  • Atividades culturais requintadas

  • Refeições variadas e caras



  • Casas humildes

  • Atividades culturais baratas.

  • Refeições simples e baratas.



A República

Magistrados – poder executivo

Senado – pareceres políticos

Assembleia/comícios – assembleias do povo.



O primeiro Triunvirato – Existiam muitos conflitos sangrentos pelo poder e então, Pompeu, Júlio Cezar e Crasso decidiram partilhar o governo, destruindo a República. Júlio Cezar eliminou os rivais e tornou-se ditador.

Novo Triunvirato – Quando Júlio Cezar morreu, foi substituído pelo seu filho adotivo (Júlio Cezar Octaviano).

Júlio Cezar Octaviano, após eliminar os seus rivais devolveu os poderes à República e o senado atribui-lhe o título de Augusto, entre outras honras.

Augusto construiu assim um governo forte e centralizado.



O Direito – conjunto de leis vigentes num país.

Direito privado- conjunto de leis que regulava as relações entre os cidadãos. Ex: contratos, casamentos.

Direito público- conjunto de leis que regulava o funcionamento de estado e as relações entre o estado e os cidadãos.

O Urbanismo

Roma era a cidade exemplo do Império e todas as outras deveriam seguir o seu modelo político, administrativo.



Os Deuses

Os Romanos eram politeístas e promoviam culto público (para o bem da comunidade) e o culto privado (para resolver problemas pessoais) dos Deuses.



A Arquitetura

  1. Arcos de volta perfeita

  2. Abóbadas de berço

  3. Cúpulas

  4. Arcos triunfais

  5. Colunas comemorativas

Construções romanas:

Utilidade pública -> aquedutos, termas

Caráter religioso -> templos

Construções para espetáculos coletivos -> teatros, anfiteatros



Escultura

Realismo


Expressividade

Romanização – influencia exercida pelos romanos nos costumes dos povos dominados, é “tornar romano”.

B3

  • Origem e difusão do Cristianismo

Religião hebraica/judia- monoteísta

Jesus Cristo definiu os princípios básicos do Cristianismo:

  1. Amar Deus e o próximo como a nós próprios

  2. Todos os homens são iguais e filhos de Deus.

Jesus Cristo defendia simplicidade, amor e fraternidade e dirigia-se a todos os seres humanos.

Os profetas israelitas acreditavam que Jesus era o Messias enviado à Terra que salvaria toda a humanidade.

Os chefes religiosos judeus, com medo de perder influência condenaram-no à morte, e Cristo foi crucificado. No entanto, a sua doutrina manteve-se e os seus seguidores uniram-se em comunidades cristãs.

A difusão do Cristianismo

Acontecimentos da vida de Cristo e a sua doutrina (novo testamento) + livros sagrados do Judaísmo (velho testamento) = Bíblia

O cristianismo espalhou-se devido à:


  1. Dispersão dos Judeus pelo Oriente.

  2. Boa rede de estradas existente.

  3. Utilização de duas línguas entendidas por quase todo o império (grego e latim).

Afirmação da nova religião

No início, o cristianismo tinha mais adesão nas classes pobres, mas depois penetrou nas camadas superiores da sociedade. Mas, por recusarem o culto do imperador e defenderem a igualdade social, milhares de cristãos foram mortos. Só em 313, com o Édito de Milão, os Cristãos obtiveram liberdade religiosa e, em 380, o Cristianismo tornou-se a religião oficial do império.



História 8º ano

E1

  • O expansionismo europeu



  1. Os portugueses na África Negra

Os portugueses não colonizaram a África Negra - a sul do Saara – (estabelecendo feitorias nas zonas costeiras).

Portugal aproveitava o ouro, os escravos e o marfim proveniente de África.

O tráfico de escravos marcou negativamente esta época.


  1. Os portugueses no mundo asiático

A chegada de Vasco da Gama à Índia foi algo de preocupante para os indianos e muçulmanos - tinham medo de perder o monopólio do comércio.

Por isso o Rei D. Manuel impôs o seu domínio, utilizando a força. Esse objetivo cumpriu-se graças a D. Francisco de Almeida e D. Afonso de Albuquerque.



Francisco de Almeida (1505-1509) -> vice rei da Índia, colocou uma poderosa armada nos mares (protegendo os territórios por mar).

Afonso de Albuquerque (1509-1515) -> continuou o controlo do Oceano Índico e conquistou várias cidades (protegendo os territórios por terra).

Estenderam o Império Português do Oriente desde o mar Vermelho até aos mares da China e do Japão.

Portugal possuía assim o monopólio do comércio oriental.



A casa da Índia - coordenava as viagens e os negócios e cobrava impostos sobre produtos de outros continentes.

  1. A difícil penetração cultural

As culturas orientais eram muito antigas e organizadas e complexas. Por isso houve uma maior resistência à cultura portuguesa.

Por isso os vice-reis tentaram:



  1. Políticas de miscigenação -> Promover casamentos entre portugueses e orientais.

  2. Missionação -> evangelização por missionários cristãos.

No entanto, nenhuma destas tentativas de aculturação resultou.

Mesmo com poucos convertidos à religião cristã, Portugal marcou a cultura oriental mas não tanto a cultura oriental marcou a portuguesa.



  1. Os portugueses na América

1500- Pedro Alvares Cabral chega ao Brasil.

Nessa altura a coroa não deu muita importância à descoberta do Brasil, focando-se no comércio na Índia.



  1. As capitanias

Em 1534, D. João III dividiu o território em capitanias com o intuito de intensificar a colonização e exploração económica da Terra.

  1. O governo geral

As capitanias não produziram os efeitos esperados porque os capitães não dispunham dos meios para isso. Por isso, em 1549, D. João III instituiu o Governo Geral.

Então, a colonização intensificou-se, a economia prosperou.

As plantações e os engenhos de açúcar deram azo a um maior tráfico de escravos africanos uma vez que os indígenas eram fracos.


  1. O império espanhol

1492- Colombo chega à América.

Quando lá chegaram, depararam-se com povos ameríndios, bastante avançados: os Maias, os Incas, os Astecas.



  1. A conquista

Hernán Cortez – Astecas

Francisco Pizarro – Incas



A acultura espanhola foi imposta nas culturas ameríndias em todos os aspetos: na língua, nos costumes, nas técnicas…

  1. A exploração económica

Com a conquista da América, a Espanha construía finalmente o seu império e encontrava o ouro e a prata que tanto desejava. Criou-se então a Casa da Contratação e seguidamente o Conselho das Índias (primeiro órgão governativo especializado em questões coloniais).

Em 1519 Fernão de Magalhães, a serviço de Espanha, dá a volta ao Mundo, conquistando o acesso às especiarias do Oriente.



E1

  • O Renascimento

Renascimento – Movimento cultural e artístico, em Itália, no sec. XV inspirado na Antiguidade Greco-Romana. Caracterizou-se pelo

  1. desenvolvimento da literatura e da arte

  2. antropocentrismo (o homem está em primeiro lugar em todo o mundo)

  3. recurso à observação e à experiência para conhecer a natureza.

A Itália é o centro do renascimento porque:

  • Foi o centro do império romano e a última pátria da cultura greco-romana, logo os vestígios continuavam presentes.

  • Muitos sábios bizantinos foram para Itália após a queda do Império Romano do Oriente levando com eles saberes e obras antigos que se tinham conservado em Constantinopla.

  • A riqueza dos italianos gerou um interesse pelo embelezamento humano (construção de palácios, igrejas, praças).

  • Famílias muito ricas e até os papas (mecenas) contratavam artistas para abrilhantar as cortes.

Mecenato – Proteção das artes que as pessoas ricas dão às artes, às letras e aos artistas.

A partir da Itália o Renascimento espalhou-se para outras zonas da Europa, contando com a imprensa como instrumento de difusão.

O Renascimento introduziu o espírito crítico -> reflexão sobre os fundamentos e o valor de qualquer aspeto.


  1. O Humanismo

Movimento cultural dentro do Renascimento que:

- se concentrou nos textos da Antiguidade Clássica, rejeitando a subserviência à igreja durante a idade média, recorrendo à critica da sociedade e de instituições com vista à transformação.

- se baseava no antropocentrismo, tentado conhecer o Homem.

- lutou pela afirmação do Homem como capaz de pensar, de decidir e de agir, livremente.

Os humanistas aplicavam o espírito crítico a tudo (artes, literatura,


  1. Aumento do conhecimento da natureza.

1- As viagens marítimas (revelaram novos continentes, culturas, plantas, animais), 2- Nicolau Copérnico (rejeitou a teoria geocêntrica - a Terra está no centro do Universo) e criou 2- a teoria heliocêntrica (o Sol, em torno do qual giram todos os planetas, está no centro do Universo) 3- André Vesálio fez a medicina evoluir.

  1. A arte renascentista

A arte renascentista -> arte classicista (greco-romana)

A Arquitetura => harmonia, colunas, arcos de volta perfeita, balaustradas e decoração com elementos naturalistas.

Escultura => harmonia, realismo, rigor anatómico, nu, precisão geométrica com o bronze ou o mármore.

Pintura => pintura a óleo, perspetiva, temas religiosos, naturalismo (representação da natureza como ela é observada).



  1. Portugal

Estilo manuelino – raiz gótica, símbolos nacionais (esfera armilar, escudos reais) elementos naturalistas e náuticos (cordas, conchas) e religiosos (cruzes de Cristo).

  • A reforma protestante



  1. A igreja católica em crise



  1. O papa comportava-se como um membro da Nobreza (vivia com muitos luxos e prazeres, preocupava-se mais com as questões políticas e militares do que com os seus deveres religiosos).

  2. Muitos bispos comportavam-se de igual forma – compravam os cargos, envolviam-se em mentiras.

  3. Muitos elementos do baixo clero tinham uma fraca preparação intelectual e religiosa, vivendo uma vida imoral e depravada exibindo falta de coerência nos atos e nas palavras.

  1. A rutura

Martinho Lutero, monge agostinho alemão, ficou indignado com a venda de indulgencias do Papa (para pagar as obras na basílica de S. Pedro) e escreveu uma vasta lista de argumentos contra as indulgencias e afixou-a na catedral de Wittenberg a 1 de outubro de 1517, As 95 teses contra as indulgencias criando posteriormente a Reforma Protestante.

  1. A expansão das ideias reformistas


Igrejas

Características

Luterana

Calvinista

Anglicana

Fontes de fé

BÍblia (qualquer crente a pode interpretar)

Bíblia

Bíblia

Como se alcança a salvação

Pela fé

Pela fé, só os predestinados

Pela fé

Sacramentos

Batismo e eucaristia

Batismo e eucaristia

Batismo e eucaristia

Chefe máximo da igreja

Recusa da autoridade do Papa e da hierarquia eclesiástica

Recusa da autoridade do Papa e da hierarquia eclesiástica

Recusa da autoridade do Papa; o Rei é a autoridade máxima da igreja;

Hierarquia eclesiástica






  1. A Reforma Católica

A Igreja Católica reagiu ao avanço protestante melhorando alguns aspetos (reforma católica) e combatendo os protestantes (contrarreforma).

A companhia de Jesus – 1534; o padre espanhol fundou-a para difundir a fé católica. Era formada por padres bem preparados que desenvolveram a missionação e o ensino na Europa.

O Concílio de Trento – 1545; o Papa Paulo III abriu-o para dar início a um debate sobre a sua doutrina e organização da igreja. Na doutrina, o concílio não fez cedências aos protestantes e na organização procurou preparar melhor o clero.

A Inquisição – tribunal eclesiástico que defendia a fé e punia desvios.



o Index – catálogo de obras proibidas pela igreja por conterem ideias ofensivas, desviantes.


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