Banco de Imagens da ulbra-torres: imagem e memória do Litoral Norte Gaúcho



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Banco de Imagens da ULBRA-Torres: imagem e memória do Litoral Norte Gaúcho.
Camila Eberhardt1, Cristiano Hanamm2, Prof. Dr. Everton Gonçalves de Ávila3, Prof. Carlos Augusto Falcão Filho4, Prof. Me. Miguel Augusto Pinto Soares5.
Faculdade de História, ULBRA Torres-RS.


Resumo


O arquivo Banco de Imagens da ULBRA-Torres tem como objetivo fundamental levantar, classificar e digitalizar fotos, mapas, artigos de jornais, entrevistas e toda espécie de documentos históricos sobre o Litoral Norte. Recentemente, depois da organização de mais de três mil fotografias – todas disponíveis ao público em geral e para alunos, professores e pesquisadores no endereço eletrônico http://www.ulbra.br/torres/ - iniciou-se a analise e a interpretação do grande volume de imagens, através dos acadêmicos e professores da Universidade Luterana do Brasil. Até o momento, o Banco de Imagens conta com aproximadamente 600 fotografias de família, 300 de gênero, e mais 18 galerias de fotos envolvendo cidade, folclore, etnias, política, religião, rural, festas, entre outras. Estando sempre presentes, em quase todas as imagens, os indivíduos e as famílias da região. Essas imagens, produzidas a partir das demandas e das necessidades dos sujeitos fixados no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, possuem uma função social e memorial, que nasce no momento em que cada novo olhar repousa sobre elas.


Introdução

O Banco de Imagens da ULBRA-Torres foi criado no ano de 2006, com o objetivo de levantar, classificar e digitalizar fotos, mapas, artigos de jornais, entrevistas e toda espécie de documentos históricos sobre o Litoral Norte Gaúcho. A maior parte do material coletado é constituída por fotografias digitalizadas a partir de álbuns fotográficos, onde as famílias da região aparecem predominantemente - em relação às representações de cidades, paisagens, festas, entre outras -, o Banco de Imagens da ULBRA-Torres tem propiciado, nesse sentido, identificar as representações sociais por meio do estudo das fotografias. Algumas questões são norteadoras deste trabalho, a fim de dar sustentação teórica à pesquisa das fotografias relacionadas ao Banco de Imagens. O conceito de representação é buscado na proposição de Roger Chartier (Chartier, 2001), que trabalha com a noção poder da imagem, proposta por Louis Marin. Com relação à memória coletiva, as pesquisas de Maurice Halbwachs (Halbwachs, 2004) são pensadas a partir da investigação dos diferentes pontos de referência que compõem nossa memória, e que a incluem na memória da coletividade da qual fazemos parte. A memória também é trabalhada a partir dos estudos de Fernando Catroga (Catroga, 2001), para quem a memorização é um processo de interiorização, a origem de filiações e de identidades. Nas questões relativas à fotografia são trabalhados autores como Philippe Dupois (Dupois, 19993) que aborda o percurso histórico das diversas posições defendidas pelos teóricos da fotografia quanto ao princípio de realidade, próprio da relação da imagem fotoquímica com o seu referente. Também Roland Barthes (Barthes, 1984), com suas reflexões a respeito da imagem fotográfica, é abordado ao longo desse capítulo. Fazem parte deste debate teórico trabalhos como o de Annateresa Fabris (Fabris, 2004), que investiga o paradigma indiciário, de Maria Eliza Borges (Borges, 2003), que relaciona a história com a fotografia, de Miriam Moreira Leite (Leite, 1993), que sugere metodologias para o estudo com as imagens fotográficas, e de Boris Kossoy (Kossoy, 1993), que discute inúmeras questões relacionadas às abordagens teórico-metodológicas referentes à fotografia.



Metodologia

Desde o ano de 2006, vem sendo feita a coleta de fotografias, mapas, artigos de jornais, entrevistas e toda espécie de documentos históricos sobre o Litoral Norte gaúcho. Esse material é digitalizado e dividido em galerias (cortes temáticos): cidade, folclore, etnias, política, religião, rural, festas, entre outras. Num segundo momento, é realizada a analise das imagens, gerando assim, estudos, apresentações, exposições e artigos.



Resultados

O Banco de Imagens da ULBRA-Torres vem possibilitando a produção de artigos relacionados à fotografia, à família, à cidade de Torres, entre outros. Também foi responsável pela exposição Fotos da Cidade: cotidiano, memória, e representações sociais da cidade de Torres pelo estudo da fotografia.



Conclusão

Atualmente, a região do Litoral Norte Gaúcho pode contar com um expressivo arquivo de imagens. Estudantes, professores, pesquisadores e a população em geral, tem se valido do imenso acervo de fotografias e documentos do Banco de Imagens da ULBRA-Torres. Conclui-se, nesse sentido, a enorme importância desse projeto relacionado à memória da comunidade litorânea do Estado do Rio Grande do Sul.



Referências

BARTHES, Roland. A câmara clara. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.


CATROGA, Fernando. Memória, história e historiografia. Coimbra: Quarteto, 2001.
CHARTIER, Roger. Poderes e limites da representação. Marin, o discurso e a imagem. In: À beira da falésia: a história entre certezas e inquietude. Porto Alegre: Editora da Universidade, 2002.
DUBOIS, Phillippe. Da verossimilhança ao índice; pequena retrospectiva histórica sobre a questão do realismo na fotografia. In: O ato fotográfico e outros ensaios. São Paulo: Papirus, 1993.



11 Acadêmica do Curso de História da ULBRA-Torres e pesquisadora bolsista da linha de pesquisa Imagem, História e Cultura.

2 Acadêmico do Curso de História da ULBRA-Torres e pesquisador bolsista da linha de pesquisa Imagem, História e Cultura.

3 Coordenador de Pesquisa e Pós-Graduação, professor do Curso de História e Pedagogia da Universidade Luterana do Brasil - ULBRA–Torres.

4 Professor da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA Torres e Pesquisador da linha de pesquisa Imagem, História e Cultura.

5 Professor da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA Torres e Pesquisador da linha de pesquisa Imagem, História e Cultura.


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