Barbárie, terrorismo e psicanálise ney Marinho (2005)



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BARBÁRIE, TERRORISMO E PSICANÁLISE

Ney Marinho (2005)

“Temos que ter coragem de ouvir o que tem a nos dizer a loucura e a morte” (Kierkegaard)

“Quem tem algo a dizer que dê um passo adiante e permaneça em silêncio.” (Karl Kraus)

A vantagem de uma apresentação necessariamente breve, além de permitir uma maior discussão, é também poupar o leitor de receber uma vasta gama de pensamentos, afirmações, questionamentos contraditórios e até disparatados dada à complexidade do tema e sua urgência, frutos da inevitável perplexidade que a questão proposta desperta. Pois, entendemos que os organizadores deste Congresso nos propõem expor o que pensamos que a psicanálise tem a dizer sobre as relações barbárie e terrorismo, evidentemente, nos dias de hoje, em que tais temas fazem parte de nosso cotidiano. Por outro lado, as desvantagens da brevidade da apresentação residem, sobretudo, na possível proliferação de mal-entendidos que afirmações concisas podem gerar. Uma saída para este impasse seria seguir a sugestão de Karl Kraus, da segunda epígrafe, aceitando o honroso convite e mantermo-nos em silêncio durante os vinte minutos que nos concederam. Optamos, contudo, por uma outra posição: fazer uma breve e não-fundamentada afirmação e levantar uma pequena série de questões. Pensamos, ou temos a ilusão, de assim atender à gentileza dos anfitriões e corresponder aos nossos interlocutores, citados nas epígrafes.
1 – A QUESTÃO – Julgamos que não podemos fugir da indagação que nos fazem, não só os colegas organizadores deste encontro, como leigos que esperam de nós psicanalistas algo mais do que uma evasiva, sobre qual seria a contribuição específica da psicanálise acerca da ameaça de barbárie que atos terroristas nos trazem ? Aceitamos a pergunta e consideramos que os que a fazem têm todo o direito a uma resposta, por mais insatisfatória que seja, uma vez que o tema é próprio à psicanálise. Afinal, nasceu a psicanálise da tentativa de dar uma racionalidade aquilo que era considerado, prima facie, incompreensível, portanto, irracional: a histeria ou qualquer outro nome que se dê à milenar loucura. Nossa resposta, e esta é a afirmação a que nos referimos acima, é que a barbárie, sob a forma de terrorismo (seja lá o que o termo abarque) ou qualquer outra, é coetânea à civilização e devemos escolher a civilização como forma de vida1. Este, a nosso ver, é um ponto de vista estritamente psicanalítico e é a partir dele que desenvolveremos nossas reflexões. Estamos cientes da responsabilidade de tal afirmação e, por isto mesmo, pretendemos mantê-la, não ignorando as inúmeras questões que levanta.

As freqüentes discussões sobre o terrorismo e temas afins esbarram sempre com a questão da irracionalidade. Atualmente, nenhum pensador se arvora o direito de falar em nome da humanidade ou qualquer coletivo aparentado, procurando em geral dar uma contextualidade às suas opiniões. Isto é compreensível, pois, o terrorista de hoje pode ser o herói de amanhã, dependendo do êxito ou fracasso da causa que defenda; assim a história nos tem ensinado. Ao mesmo tempo, ações terroristas de estado, como o são as guerras em geral, podem ser classificadas como “santas”, “preventivas”, ou mesmo, “econômicas” (no sentido de economisar vítimas futuras, como por exemplo: os bombardeios atômicos a Hiroxima e Nagasaki que teriam poupado a vida de milhares de soldados, ao custo de matarem mais de 40.000 crianças em férias!). A irracionalidade, termo que pode ser utilizado como um eufemismo para a velha designação de “loucura”, é uma constante nesta discussão que não consegue ser reduzida por qualquer teoria econômica, política ou histórica de nossos cotidianos conflitos. No momento mesmo em que estamos escrevendo estes comentários, lemos nos jornais que a tragédia que assola o Mississipi não está podendo ser atendida a contento porque boa parte da Guarda Nacional dos EUA está no Iraque – semeando terror, mortes e ódios – e, ironicamente, é composta em sua maioria por americanos provenientes da região assolada. Em suma: a capacidade de destruir é muito mais implementada do que a de socorrer, mesmo aos membros de uma mesma comunidade! Seria ocioso e, a nosso ver, um exercício perverso ficar enumerando episódios recentes ou pretéritos de crueldade e genocídios mais ou menos reconhecidos, sendo que certamente estaremos defasados até a publicação deste texto. O ponto que nos interessa assinalar é a dimensão irracional presente em todos esses episódios que, malgrado as válidas explicações de ordem econômica, histórica, religiosa ou outras, não afastam esta dimensão que consiste precisamente no ponto em que podemos dar nossa específica contribuição ao debate. É bom lembrar que pensadores, das mais variadas correntes filosóficas, já pediram nossa opinião. A título de exemplo, citamos Jacques Derrida que nos convoca a elaborar “Novas Reflexões em Tempos de Guerra e Morte”. Portanto, a questão é válida e uma resposta, que não a mate, é inevitável. A única forma que vemos de evitar uma resposta homicida seria aquela que levantasse novas questões. Esta será, portanto, nossa linha de pensamento.



2 – PROGRESSO E RACIONALIDADE – Uma pesada herança que recebemos do século XX foi o desencanto e o questionamento da idéia de um progresso acumulativo, libertador, prenhe de esperanças de uma vida melhor num presente sempre próximo. Da variada e rica literatura a respeito, destacamos o livro de Larry Laudan – Progress and its Problems – pelo fato do autor ter tido a felicidade de articular as noções de progresso e racionalidade, subordinando a última à primeira, sem cair num mero relativismo. Para este filósofo da ciência, norte-americano, a inversão da tradicional dependência - racionalidade→progresso para progresso→racionalidade – mostrou-se muito útil para a explicação de certos paradoxos na história da ciência. Para isto necessitou reformular a noção de progresso, atribuindo-lhe uma posição mais humilde porém mais condizente com o que nos ensina a história, como sendo a possibilidade de uma maior resolução de problemas empíricos e conceituais que uma determinada época formula. Sua proposta, extremamente sagaz para os impasses relativistas quanto à compreensão do desenvolvimento das ciências naturais, infelizmente, não se estendeu às ciências humanas, nosso tema. A menção a este autor visa somente frisar a importância de subordinarmos a noção de racionalidade a de progresso (no sentido acima mencionado), evitando as intermináveis discussões sobre o que seria racional ou não. Fica o registro. Mas, é outro pensador que nos será mais útil na presente exposição. Referimo-nos ao conhecido psicanalista Hans Thorner. Em uma de suas inúmeras vindas ao Brasil, Thorner apresentou um texto, infelizmente ainda inédito, sobre a noção de progresso em psicanálise. De forma simples e ao mesmo tempo profunda, nos diz que todo progresso implica numa perda, perda da posição anterior, residindo aí as maiores resistências ao desenvolvimento, sendo o trabalho de luto inevitável. Uma afirmação desta natureza, por ser tão óbvia, pode passar despercebida. Contudo, se remontarmos à história da psicanálise, observamos que os textos mais importantes de Freud relativos ao luto, à morte, à transitoriedade são contemporâneos à Primeira Grande Guerra, coveira de uma época de esplendor e infundadas esperanças num progresso sem limites e crítica. Lançam as bases para a futura teoria de relações de objeto e poderíamos aproximá-los a uma de suas decisivas obras: Além do Princípio do Prazer. Em suma: um progresso que de fato atenda às nossas atuais necessidades, propiciando uma racionalidade sadia (feliz expressão do filósofo norte-americano Hilary Putnam) deverá nesta perspectiva exigir de nós abdicarmos de velhas posições, preconceitos, abrindo espaço para o novo, o estrangeiro, “o bárbaro”. Teremos capacidade para enfrentar tal desafio ? Haveria outra alternativa ? O desfecho do atual impasse nas relações interpessoais estaria sujeito às nossas opções, ou, seríamos meros joguetes de leis econômicas ou históricas que fogem à nossa compreensão e determinação ?

3 – A CLÍNICA - “Tive dois sonhos. No primeiro: vinha sozinho para casa numa estrada asfaltada. De repente, acaba o asfalto e me vejo numa encruzilhada, numa estrada de terra, esburacada. Estou numa favela, cercado por traficantes armados, com fuzis, encapuçados, etc ... Começo a dar marcha a ré, apavorado. É muito angustiante. Aí o sonho termina. No segundo: é bom que eu diga que tenho uma cadela e um rato, um hamster, lá em casa. Pois bem, no sonho entra na minha casa um predador, um guaximim, e eu via restos de animais, mas não seriam os meus. Uma perna, talvez de cachorro, um mancha de sangue e pelos, talvez de um hamster. Um vizinho que vai me visitar, com sua mulher e um hamster na coleira, me ajuda a bater no tapete onde o guaximim se escondeu debaixo, num buraco. Por mais que batamos, o guaximim não morre fica lá embaixo. Neste sonho não senti tanta angústia, apenas a impotência e o cansaço de bater e o guaximim continuar debaixo do tapete.”

O paciente, na véspera, havia ouvido um forte tiroteio vindo de um morro, próximo de sua casa em bairro de classe média, entre policiais e traficantes. Uma rica gama de associações fez com que percorrêssemos lutos antigos, traumáticos, ameaças de perdas futuras significativas e, finalmente, o grande temor de falarmos sobre “absurdos”, eufemismo para a coloquial loucura. Não pretendemos descrever o desenvolvimento da sessão, mas apenas registrar alguns termos chaves, uma espécie de “key words” como atualmente se usa nas publicações tidas como científicas.

O ponto que desejamos assinalar é que o tema do terror não é estranho à nossa atividade diária como psicanalistas2, segundo alguns (como é o caso de Bion), estaria sempre presente, dadas as características de nosso trabalho com o desconhecido. Contudo, isso não nos faz competentes para vôos mais longos como é o caso da proposta de pensar a barbárie e o terrorismo, em âmbito social. Só metaforicamente falamos da “guerra de um homem só”. Deste modo, consideramos que tais temas pedem um tratamento a partir da compreensão da psicologia grupal. Entretanto, não ignoramos que a mesma precede a individual e que, a rigor, estamos sempre lidando com um grupo: partes, personagens, imagos, objetos internos, seja o nome que dermos aos componentes da arquitetura que se constrói, destrói e reconstrói durante uma sessão de análise ou os anos que possa tal experiência durar. Lembremo-nos do sub-título de Atenção e Interpretação: Uma aproximação científica à compreensão interna na psicanálise e nos grupos. Por motivos a nosso ver obscuros a psicanálise se afastou do estudo dos grupos humanos num estranho insulamento na psicologia individual, talvez, alimentando a ilusão de um desenvolvimento livre das vicissitudes de seu tempo e de seu meio. Isto não impediu que fosse gravemente ferida por algumas das balas perdidas da crise civilizatória que vivemos.



4 – O LUTO - A competente filósofa italiana Giovanna Borradori teve a feliz idéia de ouvir dois dos mais influentes pensadores de nossos tempos – Habermas e Derrida – sobre os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, logo após os mesmos3. Seus inteligentes comentários a partir das falas que estão impregnadas de pensamento psicanalítico reforçam nossa suspeita de que estamos vivendo um doloroso trabalho de luto. Por caminhos diversos, com marcadas diferenças4, concordam os entrevistados num crucial ponto: a retomada da promessa do iluminismo. Acrescentaríamos – aí vemos uma contribuição que só a psicanálise poderia oferecer – a imprescindível elaboração do luto da razão iluminista5. Se ela exerceu um indispensável papel como instrumento de crítica de uma realidade que se mostrava caduca e persistia em sobreviver, fracassou na elaboração de uma nova ordem que garantisse suas promessas de igualdade, liberdade e fraternidade. Se a Primeira Guerra Mundial já teria sido suficiente, para muitos como Karl Kraus ou o próprio Freud, para desmascarar sua fragilidade, a Segunda teria sido o tiro de misericórdia em qualquer ilusão quanto ao triunfo de uma razão secular, “positiva e científica”, emancipadora. Derrotados em nossa proposta iluminista, não podemos jogar fora a criança e a água suja. Afastar a psicanálise deste amplo debate seria defender um ingênuo isolamento. Utilizá-la para manter “o guaximim debaixo do tapete”, em concordância com o establishment, uma tarefa tanto ridícula quanto insana. Dialogar com os “absurdos” de nossos tempos, parece-nos uma atitude mais humilde e coerente com nossa legítima tradição que se pretende universalista e libertária. Temos um poderoso, ainda que tosco, instrumento de análise e crítica da cultura em nossas mãos. Uma verdadeira autocrítica – para usar um bom método que por ser bom foi facilmente pervertido – pensamos que passaria pelo exame de nossa arrogância em satisfazer-nos com medíocres êxitos, esquecendo nossos retumbantes fracassos (como é o caso da compreensão das psicoses ou de outras formas de irracionalidade), nossa estupidez em menosprezar as solicitações grupais de uma compreensão psicanalítica para seus conflitos e nossa perversa curiosidade em aguardar, como se estivéssemos imunes, qual será o próximo passo da barbárie: terrorismo nuclear ou virtual ? Por outro lado, iludir-nos de que “a perna despedaçada” ou “os pelos ensangüentados” não nos dizem respeito, é ignorar que nos empobrecemos com a maciça exclusão que assistimos. É negar o que o poeta já nos ensinou, que os sinos, tambores ou gritos em línguas bárbaras, em Ruanda, Israel ou Palestina, dobram por nós. É a recusa em aprender com a experiência6. Se levarmos ao pé-da-letra o que acabou de ser dito, poderíamos chegar à conclusão que os psicanalistas seriam os maiores adversários da psicanálise ou que esta seria seu maior problema. Não excluímos ambas as possibilidades – como Bion nos lembra em Atenção e Interpretação - embora não seja nosso desejo fazer o exercício de auto-flagelações estéreis, mas apenas compartilhar com os colegas a perplexidade que sentimos ante uma responsabilidade que nos parece inevitável, lado a lado, com a impotência que nos acompanha perante desafios tão avassaladores. Neste tipo de discussão surge sempre o questionamento se não se trata de uma perda de tempo, uma vez que deveremos submeter-nos a leis históricas (agora com sofisticados enunciados econômicos), ao que não sabemos responder; exceto que esta reflexão é a nossa maneira de gastar o pouco tempo que nos cabe na transitoriedade de uma vida. E, mais uma vez Freud:

“Na realidade, nossos concidadãos não decaíram tanto quanto temíamos porque nunca subiram tanto quanto acreditávamos”7.


RESUMO

O autor parte da suposição que a proposta dos organizadores do Congresso é válida, ou seja: a psicanálise tem algo a dizer acerca de barbárie e terrorismo. Considera que qualquer que seja a conceituação de terrorismo, sempre implica num componente irracional, específico objeto de estudo da psicanálise. Passa a discutir a relação progresso e racionalidade, a partir da contemporânea filosofia da ciência (Larry Laudan) e da psicanálise (Hans Thorner). Frisa o aspecto de perda e o conseqüente trabalho de luto que acompanha a noção de progresso. Utiliza um material clínico como pano de fundo da discussão das diversas situações de terror, nos tempos atuais. Menciona o debate, entre Habermas e Derrida, sobre o acontecimento de 11/9/2001. Assinala as divergências e a concordância: luto pela razão iluminista e o resgate de suas promessas. Finaliza articulando a “crise da psicanálise” com o fracasso da razão iluminista. Acompanha o texto referências cronológicas à reação de Freud ao desencanto com a Primeira Grande Guerra.


Unitermos: barbárie, terrorismo, psicanálise, progresso, racionalidade, luto.
ABSTRACT
The author starts from the assumption that the Congress’ proposal is sensible, namely: psychoanalysis has something to say about terrorism and barbarianism. He thinks that whatever conceptualization of terrorism is meant, it always contains an irrational dimension, which is a specific object of psychoanalysis. He discusses the relationship between progress and rationality from the point of view of contemporary philosophy of science (Larry Laudan) and psychoanalysis (Hans Thorner). The aspect of loss is underlined and consequently the mourning which goes side by side the notion of progress. Background clinical material is used in its discussion of many terror situations in our times. The debate between Habermas and Derrida about the event 09/11/01 is mentioned. The author calls our attention to their divergences and the convergence: mourning for the reason of enlightenment and the rescue of its promises. At the end he articulates “the crisis of psychoanalysis” and the failure of the enlightenment reason. The text contains chronological references to Freud’s reaction to the disillusionment of the First World War
Uniterms: barbarianism, terrorism, psychoanalysis, progress, rationality, mourning.

RESUMEN


El autor parte del supuesto de que la propuesta de los organizadores del Congreso es válida, o sea: el psicoanálisis tiene algo que decir acerca de barbarie y terrorismo. Considera que cualquiera que sea la conceptuación de terrorismo, siempre implica un componente irracional, específico objeto de estudio del psicoanálisis. Pasa a discutir la relación progreso y racionalidad, a partir de la contemporánea filosofía de la ciencia (Larry Laudan) y del psicoanálisis (Hans Thorner). Frisa el aspecto de pérdida y el consecuente trabajo de luto que acompaña a la noción de progreso. Utiliza material clínico como telón de fondo de la discusión de las diversas situaciones de terror, en los tiempos actuales. Menciona el debate, entre Habermas y Derrida, sobre el acontecimiento del 11/9/2001. Señala las divergencias y la concordancia: luto por la razón iluminista y el rescate de sus promesas. Finaliza articulando la “crisis del psicoanálisis” con el fracaso de la razón iluminista. Asimismo se mencionan en el texto referencias cronológicas a la reacción de Freud al desencanto con la Primera Gran Guerra.
Términos: barbarie, terrorismo, psicoanálisis, progreso, racionalidad, luto.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Biebel, D. (2005). ? Puede Mejorar el Hombre ?. Trabalho apresentado no 44º. Congresso da IPA. Mimeo. Biblioteca da SBPRJ.

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Borradori, G. (2003). Filosofia em Tempo de Terror. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

Cavell, M. The Psychoanalytic Mind, from Freud to Philosophy. Cambridge: Harvard University Press, 1996.

Freud, S. (1915) Thoughts for the Times on War and Death. Standard Edition vol. XIV. Londres: Hogarth Press, 1974.

Kierkegaard, S. Tratado do Desespero. Brasília: Coordenada Editora.

Kraus, K.[(1926)1914-1918]. Os Últimos dias da Humanidade. Lisboa: Antígona, 2003.

Laudan, L. Progress and its Problems: Towards a Theory of Scientific Growth. London: Routledge & Kegan Paul, 1977.

Marinho, N. “O Amor como Vínculo – Reflexões sobre os Vínculos L (Amor) e –L (-Amor)”, in Rev. Bras. Psicanálise, vol. XXXI, no. 4, 1997.

____ “Psicanálise entre o Passado e o Futuro. Notas sobre o ‘pensar’ em Hannah Arendt e W. R. Bion”, in Rev. Bras. Psicanálise, vol. 34 (3), 2000.

____ “Sobre a Guerra e a Paz. A aporia freudiana”, in Trieb, vol. II, no. 2. setembro, 2003.

Mello Franco Filho, O. Afinal, o que é Experiência Emocional?. Trabalho apresentado no Encontro Bion 2004, São Paulo. Mimeo. Biblioteca da SBPRJ.

Nosek, L. “O Terror na Vida Cotidiana. Re-visitando Mr. Kurtz”, in Ide, no. 35, p. 4-12, 2002.

Steuerman, E. Os Limites da Razão. Habermas, Lyotard, Melanie Klein e a Racionalidade. Rio de Janeiro: Imago, 2003.



Thorner, H. (1973) Progress in Analysis (Sketch). Mimeo. Biblioteca da SBPRJ.


1 Uma exposição mais detalhada deste tema está em trabalho que publicamos na Revista Trieb, vol. II, n0. 2, setembro, 2003: Sobre a Guerra e a Paz. A Aporia Freudiana.

2 Ver: Nozeck,L. O Terror na Vida Cotidiana, Re-visitando Mr. Kurtz.

3 Filosofia em Tempo de Terror – Diálogos com Habermas e Derrida. Borradori, G. Jorge Zahar Editor, Rio, 2004.

4 Habermas defende um princípio de tolerância como ordenador de um novo direito internacional, enquanto Derrida o rejeita, propondo uma radical hospitalidade.

5 Ver: Steuerman, E. (Os Limites da Razão – Habermas, Lyotard, Melanie Klein e a Racionalidade. Rio, Imago, 2003) e Cavell, M. (The Psychoanalytic Mind – from Freud to Philosophy. Cambridge, Harvard University Press, 1996). Ambas as autoras enfatizam o aspecto ético na compreensão da genealogia do self. No mesmo sentido é o recente trabalho de Daniel Biebel, apresentado no último Congresso da IPA, ? Puede Mejorar el Hombre ?. Sobre o tema temos trabalhado através da investigação dos vínculos negativos, em particular, -L (-Amor) e –H (-Ódio): RBP, vol. XXXI, no. 4, 1997 e RBP, vol.34, no.3, 2000.

6 Gostaríamos de lembrar a epígrafe de Aldous Huxley: “Experiência não é o que aconteceu com você. É o que você fez com o que aconteceu”, que extraímos do instigante trabalho de Odilon de Mello Franco Filho – Afinal, O que é uma Experiência Emocional ? – apresentado no Encontro Bion 2004 São Paulo.

7 Freud, S. (1915) Thoughts for the Times on War and Death. Standard Edition vo. XIV. Londres. Hogarth Press. 1974.





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