Bases teóricas e metodológicas do cuidar II professora: Cyntia Barros Turma: 4º Semestre princípios e cuidados de enfermagem na realizaçÃo de curativos



Baixar 23.85 Kb.
Encontro05.08.2016
Tamanho23.85 Kb.
Bases teóricas e metodológicas do cuidar II

Professora: Cyntia Barros

Turma: 4º Semestre

PRINCÍPIOS E CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS



  • PRINCÍPIOS IMPORTANTES PARA A REALIZAÇÃO DE CURATIVOS

    • Normalmente a pele e as mucosas são portadoras de m.o.

    • Os m.o. estão presentes em partículas dispersas no ar.

    • A umidade de exsudato em excesso facilita o crescimento e movimentação dos m.o.

    • Os líquidos fluem para baixo em conseqüência da ação da gravidade.

    • O trato respiratório alberga m.o. que podem disseminar-se para as feridas.

    • O sangue transporta substâncias que nutrem e reparam os tecidos




  • CUIDADOS ESSENCIAIS PARA A REALIZAÇÃO DE CURATIVOS

    • Lavar as mãos antes e depois de atender cada paciente.

    • Orientar o paciente sobre os cuidados que se deve ter com a ferida e com relação ao procedimento que será realizado.

    • Preparar o ambiente e posicionar o paciente de forma confortável, evitando correntes de ar.

    • Não expor por tempo prolongado a ferida e os materiais estéreis.

    • Usar máscara, avental protetor, luvas estéreis e, para curativo de feridas exsudativa, acrescentar óculos de proteção.

    • Utilizar princípios de assepsia durante o desenvolvimento da técnica.

    • Quando vários curativos forem trocados no mesmo paciente, devem ser iniciados por incisões limpas e fechadas, passando a seguir para os de feridas abertas e não infectadas, depois os de feridas infectadas e, por último, as colostomias e fistulas em geral.

    • As feridas que drenam excessivamente necessitam de um número maior de trocas diárias do curativo.

    • Não passar gazes, algodão, drenos contaminados sobre as áreas estéreis.

    • Fazer expressão da ferida somente sob observação e com técnica asséptica.

    • Sempre que possível, trocar o curativo após a higiene corporal.

    • Desprezar sempre a 1º porção da solução antes de usá-la 1º vez.

    • Considerar contaminado qualquer instrumento que toque em local não estéril.

    • Não usar o mesmo lado da gaze duas vezes ou mais.

    • Após a limpeza do ferimento, limpar em torno do mesmo até uma distancia de 5cm.

    • Manter as extremidades da pinça mais baixa que a mão se não estiver usando luvas estéreis.

    • Restringir o uso de almotolias. Dê preferências a frascos de soro fisiológicos, desprezando o restante no final do procedimento. Caso seja necessário o uso de almotolias, mantê-las tampadas e proceder as trocas diárias ou pelo menos duas vezes por semana.

    • Quando for necessário o uso de pomadas, dispensá-las em gaze estéril.

    • Usar técnica de tampão rotativo no curativo, evitando movimentos de vaivém.

    • Limpar a ferida a partir da área menos contaminada para a mais contaminada. Lembrando que, nas feridas infectadas a área mais contaminada, é a do interior da lesão, e na ferida limpa, a pele ao redor da incisão é mais contaminada.

    • O curativo deve ser colocado direto no local, e não deslizado sobre a pele, de forma a não transferir os m.o. desta para o centro da lesão.

    • O curativo externo deve estender-se pelo menos 3cm além das bordas da ferida.

    • Não aplicar enfaixamentos excessivamente apertado de forma a permitir o fluxo sanguíneo, exceto nos curativos compressivos.

    • Nunca despreze os despojos do curativo anterior diretamente no lixo da enfermaria, utilize pequenos sacos plásticos, que deverão ser amarrados antes de serem desprezados.

    • Colocar pinças usadas em recipientes adequados e encaminhá-las à sala de expurgo conforme rotina de reprocessamento de rotina de materiais.


TÉCNICAS DE CURATIVO
Materiais:

  • Impermeável

  • Bandeja contendo:

    • Pacote de curativo (pinça de dissecção com dente, pinça de dissecção sem dente, 1 pinça articulada, gazes e espátula)

    • Esparadrapo, micropore ou fita adesiva

    • Pacotes de gazes e/ou compressas estéreis

    • Saco plástico

    • Cuba rim forrada

    • Ataduras

    • Soro fisiológico a 0,9%

    • Almotolias com as soluções a serem usadas (éter ou benzina e tintura de benjoim)

    • Luvas (de procedimento e estéreis)

    • Máscara


Procedimento:

(fenda cirúrgica suturada ou inserção dos pinos de fixadores externos)

  • Preparar o ambiente.

  • Avisar o paciente o que vai ser feito, posicioná-lo e solicitar colaboração.

  • Trazer o material e colocá-lo sobre a mesinha de cabeceira.

  • Forrar cama com impermeável e descobrir a área a ser tratada.

  • Colocar cuba forrada e o saco plástico próximos ao local do curativo.

  • Lavar as mãos antes e após cada curativo.

  • Abrir o pacote de curativo utilizando técnicas assépticas.

  • Dispor as pinças voltadas para a borda proximal do campo.

  • Montar a gaze na pinça articulada com o auxílio da pinça anatômica na parte interna do campo.

  • Umedecer a gaze com éter para remover os adesivos.

  • Segurar o penso com a pinça de dissecção com dente e retirá-lo com auxílio da pinça articulada montada com gaze umedecida.

  • Remover o curativo e colocá-lo no saco plástico.

  • Após a retirada, desprezar a pinça de dissecção com dente na cuba rim ( caso precise usá-la para retirar outro curativo, separá-la lateralmente no campo sobre uma gaze ).

  • Montar a gaze com as duas pinças restantes, na parte interna do campo.

  • Promover a limpeza do local somente com soro fisiológico a 0,9%.

  • Proceder a remoção dos resíduos de adesivos.

  • Colocar a proteção da ferida, fixando-a com esparadrapo ou atadura.

  • Deixar o paciente confortável.

  • Deixar o ambiente em ordem.

  • Encaminhar o material para a sala de serviço e dispensar cuidados necessários

  • Lavar as mãos.

  • Anotar no prontuário data, hora, aspectos da lesão e condições da pele ao redor da ferida, características e quantidade da secreção, intercorrências e queixas do paciente.


Procedimentos:

(áreas cruentas)

  • Verificar a prescrição médica, administrando o analgésico antes de iniciar o curativo, lembrando quer essas lesões provocam muita dor.

  • Limpar a ferida com jato de soro fisiológico a 0,9%, utilizando-se do recurso que possibilite jato sobre a ferida (seringa e agulha de grosso calibre (40x12) ou cortes/furos no frasco de soro).

  • Utilizar bandeja ou bacias estéreis para viabilizar esse procedimento.

  • Evitar a limpeza mecânica com gazes sobre a área cruenta.

  • A limpeza realizada em área de difícil acesso, como por exemplo ulceras de pressão em região sacral, deve ser cuidadosa, pra não prejudicar a formação dos tecidos cicatriciais.

  • Após a limpeza da área cruenta, utilizar produto e tipo de cobertura adequada para o estágio de cicatrização da ferida.

  • Fixar proteção da ferida, dando preferência a enfaixamento com atadura de crepe, evitando-se adesivos.


Procedimentos:

(drenagem aberta – dreno de Penrose)

  • O curativo do dreno deve ser realizado separado e após o curativo da incisão cirúrgica.

  • A limpeza deve ser realizada, após a mobilização do dreno, primeiro na pele em volta da incisão, na incisão e por último deve-se proceder a limpeza do dreno. Caso necessário volte a limpar a pele circundante.

  • Dispor as gases de forma que o dreno não fique em contato com a pele, o que poderia causar macerações.

  • O curativo do dreno deve ser mantido limpo e seco. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com o volume de drenagem.

  • Alfinetes não são indicados como o meio de evitar mobilização pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local.


Procedimentos:

(estoma)

  • A higiene da pele e do estoma deve ser feita cuidadosamente com água e sabão, podendo ser realizada com gazes ou sob o chuveiro.

  • Remover os resíduos de fezes e sabonete tanto da pele quanto da borda do estoma, sem esfregar, enxaguando-os, abundantemente, para evitar a ocorrência de dermatite química.

  • Secar cuidadosamente a pele para uma aderência adequada de sistema coletor.

  • Observar e anotar cor, forma, protusão, umidade e integridade da mucosa estomal e da pele peri-estomal.

  • Trocar o dispositivo coletor sempre que o conteúdo atingir um terço ou no máximo, a metade de sua capacidade.

  • A remoção do sistema coletor deve ser realizada com movimentos delicados, iniciando pelo deslocamento do adesivo pela lateral. É conveniente segurar a pele do abdome com a outra mão, enquanto se desloca o adesivo da pele.

  • NÃO utilizar produtos químicos como álcool, éter ou benzina para remover os resíduos do dispositivo e/ou limpar a pele.


REMOÇÃO DE SUTURAS
A retirada de pontos está intimamente ligada à localização da ferida e à força tensil da mesma.

Como regra geral, a retirada de pontos na face é feita em torno de 1 a 3 dias; no pescoço, de 2 a 4 dias, no couro cabeludo após 7 dias; no tronco de 6 a 10 dias; na extremidade de 6 a 10 dias e nas articulações de 8 a 12 dias. Depois da retirada dos pontos, uma proteção adicional é importante nas áreas submetidas à tensão.


TÉCNICA REMOÇÃO DE SUTURA
Materiais:

  • Bandeja contendo

    • Caixa de retirada de pontos (pinça de dissecção com dente e uma tesoura)

    • Pacote de gaze

    • Cuba rim forrada


Procedimento:

  • Com a pinça hemostática levante o ponto afastando-a da pele

  • Deslize as lâminas da tesoura sob o ponto

  • Corte próximo à pele sob o nó.

  • Usando a pinça hemostática, puxe o fio libertado para cima e retire-o.








©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal