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AMARAL, L. Carnaval da alma: comunidade, essência e sincretismo na Nova Era. Petrópolis: Vozes, 2000.

APEL, K. O. A ética do discurso em face do desafio da filosofia da libertação latino-americana. In: SIDEKUM, A. (Org.). Ética do discurso e filosofia da libertação: modelos complementares. São Leopoldo: Unisinos, 1994. p. 19-39.

BENTO XVI, Papa. Discurso de abertura da V Conferência geral do episcopado latino-americano e do Caribe. Aparecida, 15 de maio de 2007. Disponível em: . Acesso em: 13 maio 2007.

BIOGRAFIAS y vidas: Rigoberta Menchú. Disponível em: . Acesso em: 12 maio 2007.

BOFF, C. Teologia e prática: teologia do político e suas mediações. Petrópolis: Vozes, 1978.

BOFF, L. Jesus Cristo libertador: ensaio de cristologia crítica para nosso tempo. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

BRIGHENTI, A. A Igreja perplexa: a novas perguntas, novas respostas. São Paulo: Paulinas, 2004.

CASALI, A. Para ler Enrique Dussel. In: LAMPE, A. (Org.). História e libertação: homenagem aos 60 anos de Enrique Dussel. Edição bilíngüe. São Paulo: Cehila; Petrópolis: Vozes, 1996. p. 229-261.

CODINA, V. De la modernidad a la solidaridad: seguir a Jesús hoy. Lima: Alfa, 1984.

CONCILIO DO VATICANO: 2., 1962-1965. Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965). 2. ed. São Paulo: Paulus, 1997.

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FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA. Guia para pesquisa e redação. Belo Horizonte: FAJE, 2007. Apostila. Disponível em: . Acesso em: 27 maio 2007.

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______. Olhando para o futuro. São Paulo: Loyola, 2003.

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______. Teologia moral a partir dos pobres: a moral na reflexão teológica da América Latina. Aparecida: Santuário, 1987.

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1 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

2 Deste período: DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana. São Paulo: Loyola, 1982. v. I: Acesso ao ponto de partida da ética; v. II: Eticidade e moralidade; v. III: Erótica e pedagógica; v. IV: Política; e v. V: Uma filosofia da religião antifetichista. Considerar-se-á a produção do autor sobretudo a partir desta obra.

3 Para maiores informações acerca de dados de Enrique Dussel, consultar: LAMPE, A. (Org.). História e libertação: homenagem aos 60 anos de Enrique Dussel. Edição bilíngüe. São Paulo: Cehila; Petrópolis: Vozes, 1996.

4 LAMPE, A. (Org.). História e libertação: homenagem aos 60 anos de Enrique Dussel, p. 13.

5 LAMPE, A. (Org.). História e libertação: homenagem aos 60 anos de Enrique Dussel, p. 59.

6 LAMPE, A. (Org.). História e libertação: homenagem aos 60 anos de Enrique Dussel, p. 41.

7 DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana. São Paulo: Paulinas, 1985. v. I: Interpretação histórico-teológica; v. II: História, colonialismo e libertação; v. III: Interpretação ético-teológica; e v. IV: Reflexões para uma teologia da libertação.

8 Cf. DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão. São Paulo: Paulus, 1995. p. 17-27.

9 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 76-77. Grifos autor.

10 DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. IV, p. 179. Em virtude de sua formação e articulação interdisciplinar, Alípio Casali questiona: “‘Afinal, Dussel é um historiador, filósofo ou teólogo?’, perguntam-me com freqüência meus alunos, deformados pelo viés moderno e positivista, da obsessão das fronteiras. ‘Trata-se de compreender a realidade humana em sua totalidade e em sua exterioridade’, responder-lhes-ia Dussel”. CASALI, A. Para ler Enrique Dussel. In: LAMPE, A. (Org.). História e libertação: homenagem aos 60 anos de Enrique Dussel. Edição bilíngüe. São Paulo: Cehila; Petrópolis: Vozes, 1996. p. 231.

11 A título de exemplo: DUSSEL, E. El encubrimiento del otro: hacia el origen del mito de la modernidad. 3. ed. Quito: Abya-Yala, 1994.

12 Cf. DUSSEL, E. Filosofía de la liberacíon latinoamericana. Bogotá: Editorial Nueva Americá, 1979. p. 23. A obra foi publicada em quatro volumes a partir de 1972. DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, 1985. v. I: Interpretação histórico-teológica; v. II: História, colonialismo e libertação; v. III: Interpretação ético-teológica; e v. IV: Reflexões para uma teologia da libertação.

13 Obra composta de cinco volumes. DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. I: Acesso ao ponto de partida da ética; v. II: Eticidade e moralidade; v. III: Erótica e pedagógica; v. IV: Política; e v. V: Uma filosofia da religião antifetichista.

14 DUSSEL, E. El encubrimiento del otro: hacia el origen del mito de la modernidad, 1994.

15 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, 2002.

16 Cf. REJÓN, F. M. Salvar la vida de los pobres: aportes a la teología moral. Lima: Paulinas, 1986. p. 61. Apresentar-se-ão todas as citações em espanhol no corpo do texto, como traduções livres do autor desta pesquisa para a língua portuguesa.

17 REJÓN, F. M. Desafios à teologia moral na América Latina. São Paulo: Paulinas, 1990. p. 18.

18 REJÓN, F. M. Desafios à teologia moral na América Latina, p. 19.

19 Dussel considera a dominação erótica a exercida pelo homem sobre a mulher, considerando-a objeto, buscando nela apenas o prazer, “explorando” sua força de trabalho. Tal dominação se expressa nos baixos salários pagos às mulheres, no valor da mulher limitado à procriação, etc. Ver DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, 1982. v. III.

20 DUSSEL, E. Teologia da libertação: um panorama de seu desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 110. Nessa obra, Dussel busca refletir sobre o que a realidade lhe oferece e seu discurso, também teológico, se situa vinculado à realidade do México, da América Central e do Caribe. Cf. DUSSEL, E. Ética comunitária. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1987. p. 13. Também cf. REJÓN, F. M. Salvar la vida de los pobres: aportes a la teología moral, p. 74: “La praxis se constituye, pues, en el punto de partida imprescindible de toda teología y, en consecuencia, también de la ética”.

21 DUSSEL, E. Filosofía de la liberacíon latinoamericana, p. 107.

22 ZIMMERMAN, R. América Latina, o não-ser: uma abordagem filosófica a partir de Enrique Dussel (1962-1976). Petrópolis: Vozes, 1987. p. 15-35.

23 NOCETI, E. R. Fundamentos y líneas principales de la ética de la liberacíon de Enrique Dussel. Roma: Universidad Pontifícia Salesiana, 1986. p. 08-10.

24 Dussel parte do já dado, questiona sua veracidade, detalha cada ponto, contrapõe sua opinião, sempre numa perspectiva de destruir velhos conceitos arraigados, refutando-os e apontando novo caminho.

25 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 18.

26 LÉVINAS, E. Totalidade e infinito. Lisboa: Edições 70, 2000.

27 DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão, p. 21-24.

28 DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão, p. 18. Em Caminhos de libertação latino-americana, v. IV, p. 212, Dussel afirma que a categoria Autrui, no francês, indica o outro da totalidade e não possui correspondente em castelhano para designar o outro como pessoa.

29 Obra de destaque: DUSSEL, E. La producción teórica de Marx: una introducción a los Grundrisse. 2. ed. México: Século XXI, 1991. Também DUSSEL, E. 1492 - o encobrimento do outro: a origem do mito da modernidade. Petrópolis: Vozes, 1993.

30 DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão, p. 25-26.

31 Propomos a quarta etapa a partir das reflexões do II Encontro Regional de Estudos sobre a Filosofia da Libertação de Enrique Dussel. São Paulo: Universidade Católica de São Paulo, 21 nov. 2005.

32 Explicando o que denomina material, Dussel distingue, na língua alemã, material com “a”- Inhalt, como conteúdo; e material com “e”- materiell, como matéria física, oposto por exemplo a espiritual. Para afirmar a vida da pessoa humana, opta por material como conteúdo, por apresentar caráter de integralidade. Cf. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 635-636.

33 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 133.

34 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 283.

35 Ulpiano Vásquez Moro, ao apresentar o que seria uma apropriação do pensamento de Lévinas, feita pela Filosofia e pela Teologia da Libertação cita Comblin: “[...] si hubiera que citar um filósofo cuyo pensamiento actuó de modo determinante em la teologia de la liberacíon, sería E. Levinas”. Cf. MORO, U. V. El discurso sobre Dios en la obra de E. Lévinas. Madrid: Publicaciones de la Universidad Pontificia Comillas Madrid, 1982. p. 50.

36 MORO, U. V. El discurso sobre Dios en la obra de E. Lévinas, p. 51. Nota-se, porém, que na análise de Ulpiano Vasquez Moro privilegia-se a reflexão de Scanonne como o elemento que introduz a influência de Lévinas na Teologia da Libertação. Ele menciona poucas fontes de Dussel.

37 Por ocasião do aniversário dos 60 anos de E. Dussel, a CEHILA e a Editora Vozes lançaram uma publicação em sua homenagem: LAMPE, A. (Org.). História e libertação: homenagem aos 60 anos de Enrique Dussel. Edição bilíngüe. São Paulo: Cehila; Petrópolis: Vozes, 1996. Nessa obra consta um rol completo das publicações de Dussel até 1995. Conforme pesquisa realizada, a obra que melhor apresentaria a influência e relevância de Lévinas em Dussel seria DUSSEL, E.; GUILLOT, E. Liberación latinoamericana y Emmanuel Lévinas. Buenos Aires: Bonum, 1975. O pesquisador, no entanto, não conseguiu acesso a tal obra.

38 Cf. SCANONNE, C. Teologia de la liberacíon y praxis popular: aportes criticos para una teologia de la liberacíon. Salamanca, 1976. p. 130.

39 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. I, p. 103.

40 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 261.

41 DUSSEL, E. Filosofía de la liberación latinoamericana. Bogotá: Editorial Nueva Americá, 1979. p. 201-202.

42 Cf. LÉVINAS, E. Totalidade e infinito, p. 229.

43 Cf. DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 261.

44 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 412.

45 Tal intuição levinasiana foi bem captada por Nilo J. Ribeiro, evidenciada já no título da sua tese doutoral: Sabedoria de amar: a ética no itinerário de Emmanuel Lévinas. Cf. RIBEIRO JUNIOR, N. Sabedoria de amar: a ética no itinerário de Emmanuel Lévinas. São Paulo: Loyola, 2005. t. I.

46 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 201.

47 REJÓN, F. M. Salvar la vida de los pobres: aportes a la teología moral, p. 157. Grifos do autor. Em nota de rodapé Dussel afirma: “A teologia é essencial, primeira e indivisivelmente ética e especialmente ‘ética política”’ (DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. IV, p. 26). A teologia latino-americana reflete sobre a práxis de libertação de cristãos oprimidos politicamente. Teologia ética pensada a partir da periferia.

48 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. I, p. 09. Grifo nosso.

49 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 115.

50 Cf. DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. I, p. 155 e v. III, p. 22. Também em DUSSEL, E. History and the theology of liberation: a Latin American perspective. New York: Orbis Books, 1976. p. 152: “The fundamental categories are ‘totality’ and ‘the Other’.

51 Cf. Ex 3,11-12. A BÍBLIA de Jerusalém. 9. ed. São Paulo: Paulus, 1995. Tal tradução será utilizada ao longo de todo trabalho.

52 DUSSEL, E. Filosofia da libertação na América Latina. São Paulo: Loyola; Piracicaba: Unimep, 1977. p. 54. Ao falar de exterioridade alternativa Dussel apresenta o outro ainda exterior e não como próximo (não se efetivou a relação concreta, o aproximar-se da exterioridade). Entretanto o outro já se situa como uma exterioridade dotada da pulsão de alteridade, desejo de encontro, abertura.

53 DUSSEL, E. Filosofía de la liberación latinoamericana, p. 98.

54 Gn 2,18. Dussel reconhece nessa passagem bíblica clara vocação para o encontro, pulsão de alteridade presente no gênero humano.

55 DUSSEL, E. Filosofia da libertação na América Latina, p. 47. Grifo do autor.

56 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 217. Grifos do autor.

57 DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão, p. 27.

58 Cf. Ct 1,2.

59 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 20.

60 DUSSEL, E. Filosofia da libertação na América Latina, p. 46.

61 Lc 10, 29.

62 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 128.

63 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 29.

64 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 42.

65 Ao problematizar a totalidade, Dussel coloca em rota de colisão todas as categorias aristotélicas. A categoria de substância mostra-se absolutamente insuficiente para o fenômeno humano. No âmbito da alteridade, o essencial não é a substância, mas a relação. A pessoa na Trindade, como disse São Tomás, é “relação subsistente”. Ver DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. III, p. 175.

66 Cf. DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 09-11.

67 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 45.

68 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 633. O autor adverte para o fato de que também usará ético no sentido vulgar equivalente a prático.

69 GOIZUETA, S. R. Metodologia para refletir a partir do povo: E. Dussel e o discurso teológico norte-americano. São Paulo: Paulinas, 1993. p. 5. Estas são palavras do próprio Dussel ao apresentar o estudo de sua obra realizado por R. S. Goizueta.

70 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. I, p. 08.

71 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 120. Grifos do autor. Por não se tratar do objeto da presente pesquisa, não será abordada a crítica à dialética feita por Dussel aos autores supramencionados.

72 DUSSEL, E. Método para uma filosofia da libertação: superação analética da dialética hegeliana. São Paulo: Loyola, 1986. p. 196-197. Grifos do autor.

73 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 202. As reflexões de Dussel acerca da alteridade e da analética originaram o livro “Filosofia de la liberacíon”, na tradução brasileira: DUSSEL, E. Filosofia da libertação. São Paulo: Loyola, 1980. No Brasil, tal obra tornou-se referência para cristãos militantes do Partido dos Trabalhadores. Cf. PINHEIRO, J. Teologia e política: Paull Tillich, Enrique Dussel e a experiência brasileira. São Paulo: Fonte Editorial, 2006. p. 115.

74 Cf. PINHEIRO, J. Teologia e política: Paull Tillich, Enrique Dussel e a experiência brasileira, p. 110.

75 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. v, p. 121.

76 DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. III, p. 176.

77 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 176-178.

78 “Estar-na-riqueza” representa o ideal de conquista do homem burguês que não podia ser nobre nem pertencia ao clero. Não se encontrava na honra, tampouco na santidade. Por isso buscou estar-na-riqueza como projeto existencial último que se difunde até hoje. Cf. DUSSEL, E. Fé cristã e transformação social na América Latina. Encontro de el escorial. Petrópolis: Vozes, 1977. p. 62-91.

79 As categorias bíblicas de pobre, órfão, viúva e estrangeiro apontam para a realidade dos menos favorecidos ou mesmo despossuídos.

80 DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. III, p. 177.

81 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. III, p. 178.

82 DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão, p. 45

83 DUSSEL, E. Tema abordado ao longo de sua “Ética comunitária”. Atualizando esta frase, o enfoque é dado à vítima.

84 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 302.

85 Cf. APEL, K. O. A ética do discurso em face do desafio da filosofia da libertação latino-americana. In: SIDEKUM, A. (Org.). Ética do discurso e filosofia da libertação: modelos complementares. São Leopoldo: Unisinos, 1994, p. 19-39.

86 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 258. Grifos do autor. Dussel utiliza o termo desenvolvimentismo, num sentido negativo e pejorativo, para indicar a presença de um caráter ideológico e falso contido na doutrina do desenvolvimento. Em nome dos ditos bens do desenvolvimento muitos países se endividaram. A partir deste conceito surge a teoria da dependência. Para Rejón: “Toma-se consciência de que o estado de postergação não deve ser entendido como subdesenvolvimento, mas como dependência”. Ver: REJÓN, F. M. Desafios à teologia moral na América Latina, p. 19.

87 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 259.

88 REJÓN, F. M. Teologia moral a partir dos pobres: a moral na reflexão teológica da América Latina. Aparecida: Santuário, 1987. p. 120-121. Grifos do autor.

89 Cf. DUSSEL, E. Ética da Libertação: hipóteses fundamentais. Concilium, v. II, p. 254-268, 1984. Ver também: REJÓN, F. M. Desafios à teologia moral na América Latina, p. 27: “Procura-se uma ética para libertar, na qual o outro e o reino sejam os pólos de referência”.

90 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. I, p. 52.

91 DUSSEL, E. Ética da Libertação: hipóteses fundamentais. Concilium, 1984. O deserto é o lugar de onde se pode ouvir a voz do outro. Grifos do autor.

92 Cf. DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. III, p. 81-83.

93 Cf. DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 70.

94 DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. III, p. 83. Grifos do autor.

95 FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 43. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006. Para Paulo Freire, por vezes citado por Dussel, o movimento de libertação deve surgir dos próprios oprimidos. A pedagogia de libertação deve ser forjada com ele e não para ele. Não basta ao oprimido ter consciência crítica da opressão. Necessita dispor a transformar essa realidade (conscientização e politização). Dussel reconhece em Paulo Freire um dos pensadores do terceiro mundo que mais avançou ao tratar a questão da consciência das vítimas. Cf. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 427.

96 Cf. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 13-15.

97 Dussel inspira-se, sobretudo na leitura de Franz Hinkelammert. Dentre as obras que cita: HINKELAMMERT, F. Sacrificios humanos y sociedad occidental. San José: DEI, 1991.

98 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 373.

99 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 341.

100 Em Lv 19, 33-34: “Se um estrangeiro habita convosco na vossa terra, não o molestareis. O estrangeiro que habita convosco será para vós como um compatriota, e tu o amarás como a ti mesmo, pois foste estrangeiro na terra do Egito”. Para Dt 15,11: “Nunca deixará de haver pobres na terra; é por isso que te ordeno: abre a mão em favor do teu irmão, do teu humilde e do pobre em tua terra”. No referente a tais categorias bíblicas, Dussel escreve: “O ‘outro’ (‘a viúva, o órfão, o estrangeiro’ dos profetas: sob o nome universal de ‘o pobre’) ante o sistema é a realidade metafísica além do ser ontológico do sistema. Por isso é ‘exterioridade’, o mais alheio ao sistema totalizado. [...] No sistema, o único lugar possível para a epifania de Deus são aqueles que não são sistema: o diferente do sistema, o pobre” (DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 261. Grifos do autor).

101 DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. IV, p. 7. Grifos do autor. Cf. também Caminhos de libertação latino-americana, v. III, p. 67. Aqui Dussel considera o outro em concreto como o pobre, por estar mais além de todo sistema de exploração possível, sendo o mais explorado.

102 DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. IV, p. 117.

103 Lc 6,20 e Mt 26,11, respectivamente.

104 Cf. DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. IV, p. 18-19.

105 DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. IV, p. 188.

106 DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 201.

107 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 327.

108 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 149-150.

109 Em suas palavras: “[...] extração de riqueza (economicamente ‘lucro’, teologicamente ‘vida’ e ‘sangue’ dos povos e trabalhadores da periferia” (DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 258).

110 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 17. Assim como Lévinas, W. Benjamin era judeu, o que demonstra a força do pensamento de raízes judaicas em Dussel. Embora a categoria de vítima não seja utilizada por Dussel em sentido teológico, é possível se remeter à sua dimensão sacrificial.

111 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 303.

112 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 17. Grifos do autor.

113 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 75.

114 Cf. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 636.

115 VIDAL, M. Nova moral fundamental: o lar teológico da ética. Aparecida: Santuário; São Paulo: Paulinas, 2003. p. 465.

116 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 250. Grifos do autor.

117 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 11-12 .

118 Para Dussel a práxis é o modo atual de estar a partir de nosso mundo frente ao outro. É a presença real de uma pessoa ante a outra. Cf. DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 18. Também afirma: “Na comunidade todos são pessoas para pessoas; as relações são práticas e a práxis é de amor de caridade [...]. A comunidade é o sujeito real e motor da história, nela estamos ‘em casa’, em segurança, em comum” (DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 21. Grifo do autor).

119 DUSSEL, E. Teologia da libertação: um panorama de seu desenvolvimento, p. 15.

120 Cf. DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 98-99. Tais comunidades estabelecem relações comunitárias na medida em que duas ou mais pessoas se relacionam na justiça, sem dominação. Dussel denomina práxis comunitária utópica, as ações da comunidade que situam fora do sistema. Pauta-se não na moral vigente, mas na ética libertadora do evangelho que possui forte caráter crítico-desideologizante.

121 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 102. Grifos do autor. Para Libanio as CEBs ao articularem fé e vida, Palavra de Deus e luta, celebração litúrgica e da vida diária, possibilitaram o crescimento da consciência de luta e reivindicação. Emerge a consciência de base na luta da libertação, realçado como aspecto eclesial mediante a escuta da Palavra e os atos de religiosidade popular. “Nas CEBs, vive-se intensamente a pastoral da libertação” (LIBANIO, J. B. Teologia da libertação: roteiro didático para um estudo. São Paulo: Loyola, 1987. p. 77).

122 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 251.

123 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 251.

124 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 101.

125 Vale ressaltar que Dussel valoriza a criatividade, luta e resistência do povo latino-americano. Para ele a arte e a religiosidade latino-americana estão imbuídas da busca pela libertação. Um exemplo é a expressão de dor trazida nas imagens de Cristo. “Esses Cristos dolorosos e feios são a expressão genial e autêntica de povo oprimido, que se identifica com o Cristo crucificado e ainda não ressuscitado, vencido pelo poder do mundo [...] à espera da libertação” (DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. IV, p. 167).

126 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 261. Grifos do autor.

127 GUTIERREZ, G. Teología de la liberación: perspectivas. Lima: Editorial Universitaria S.A, 1971. p. 362.

128 GS, n. 1. In: CONCILIO DO VATICANO: 2., 1962-1965. Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965). 2. ed. São Paulo: Paulus, 1997. p. 539. O documento inicia: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e angústias dos discípulos de Cristo [...]”. Grifo nosso.

129 DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. 290-291.

130 Em Hb 11, 1-2: “A fé é uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se vêem. Foi por ela que os antigos deram o seu testemunho”.

131 Clodovis Boff atenta para o fato de que o teólogo é sujeito engajado, a teologia não. A categoria de engajamento “[...] é o tipo mesmo de categoria da prática, não da análise. Ele chama para a ação não para a análise. Ele apela para agir, não para compreender” (BOFF, C. Teologia e prática: teologia do político e suas mediações. Petrópolis: Vozes, 1978. p. 285).

132 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 260.

133 CODINA, V. De la modernidad a la solidaridad: seguir a Jesús hoy. Lima: Alfa, 1984. p. 29-30.

134 Cf. Jo, 12,31. Dussel esclarece: “Chamamos fetichização ao processo pelo qual uma totalidade se absolutiza, se fecha, se diviniza” (DUSSEL, E. Filosofia da libertação na América Latina, p. 102).

135 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 249-250. Grifos do autor.

136 Cf. DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 240.

137 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 17. Grifo do autor. Em 1Cor 13,12: “Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face-a-face”. Também em 2Cor 3,18 é dito que no céu se vê a Deus de face descoberta.

138 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 244. Grifos do autor. Também afirma: “A teoria ou teologia é ato segundo que emerge da práxis, a partir do ‘compromisso’ e da militância, a orgânica articulação aos oprimidos, como pessoa, sexo, raça, etnia, classe, nação” (DUSSEL, E. Teologias da “periferia” e do “centro”: encontro ou confronto? Concilium, n. 191, p. 141-154, 1984. p. 129. Para o autor a teologia da periferia não nega a teologia do centro, mas sim, posiciona-se a partir de uma devida distância. A teologia latino-americana será muito mais crítica não por maior inteligência, nem por possuir outro instrumental teológico. Simplesmente porque se suporta o sistema e se situa fora dele como Outro. Sua contribuição é oferecer pontos de apoio crítico não apenas para a América Latina, mas para todas as realidades que apresentam a dialética dependência x dominação.

139 Cf. FORNET-BETANCOURT, R. Problemas atuais da filosofia na hispano-américa. São Leopoldo: Unisinos, 1993. p. 161-162.

140 Cf. FORNET-BETANCOURT, R. Problemas atuais da filosofia na hispano-américa, p. 161.

141 GUTIERREZ, G. Teología de la liberación: perspectivas, p. 354.

142 LIBANIO, J. B. Olhando para o futuro. São Paulo: Loyola, 2003. p. 148. Na seqüência, Libanio também afirma que os textos lidos na liturgia natalina traduzem o desenvolvimento dessa mentalidade no sentido oposto, os povos que convergem para Jerusalém. Não Jerusalém que se impõe verticalmente, mas os povos convergem para ela.

143 At 1,8: “[...] sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e a Samaria, e até os confins da terra”. Também a missão do servo sofredor de Isaías não é somente a de libertar Israel, mas levar a salvação a todos os afastados até os confins da terra. Cf. DUSSEL, E. Caminhos de libertação latino-americana, v. IV, p. 68.

144 DUSSEL, E. Historia de la Iglesia en América Latina coloniaje y liberación: 1492/1983. 5. ed. Madrid: Mundo Negro, 1983. p. 27. Ver também: DUSSEL, E. Filosofía de la liberación latinoamericana, p. 114. Centro e periferia são conceitos utilizados por Dussel, equivalentes à totalidade (centro) e à alteridade (periferia). A periferia é vítima dos impactos do colonizador do centro. Na obra “Ética da libertação na idade da globalização e exclusão”, Dussel privilegiará a categoria de mundialidade por abranger a realidade de produção das vítimas da globalização atual.

145 Cf. DUSSEL, E. Historia de la Iglesia en América Latina coloniaje y liberación: 1492/1983, p. 52. - Dussel diz que a Europa está demasiadamente cheia de si e não quer ouvir a voz do outro, dos “bárbaros”, do “não-ser”. Para a Europa, o ser é “ela mesma”, o seu próprio pensar.

146 Cf. SANTOS, M. O país distorcido: o Brasil, a globalização e a cidadania. São Paulo: PubliFolha, 2002. p. 79. Ver também SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 11. ed. Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 23.

147 FRANCO, F. Globalización y marginación: nuestra respuesta apostólica global. Informe de la task force sobre globalización y marginacíon. Roma, 2006. p. 09.

148 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 15.

149 Não se pretende considerar a globalização como única causa da exclusão e único mal. “La globalización no es la única causa de la marginación, ni el mal omnipresente detrás de la situación de los marginados. Debemos evitar la falacia de la atribución” (FRANCO, F. Globalización y marginación: nuestra respuesta apostólica global, p. 18). Seria uma abordagem simplista da realidade, em face da existência de inúmeros outros fatores. O enfoque dado à globalização advém do fato da Ética da Libertação propor a promoção da vida das vítimas do sistema que se globaliza. A globalização e a exclusão constituem uma chave de leitura da realidade das vítimas. Ver também SANTOS, M. Da totalidade ao lugar. São Paulo: Edusp, 2005. p. 145: “[...] a globalização constitui um paradigma para a compreensão dos diferentes aspectos da realidade contemporânea”.

150 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 327. Em palestra proferida no Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora por ocasião da Semana de Geografia (11/11/2004), a professora Maria Adélia A. de Souza (colaboradora que Milton Santos cita em seus escritos), apresentou a noção de combatente em oposição à noção de vítima. Combatente expressaria melhor, segundo Maria Adélia, a condição dos que, apesar de se encontrarem marginalizados, são capazes de se recriarem, reinventarem e garantirem a manutenção da vida, mesmo que com escassa dignidade. Dussel enfatiza a categoria vítima por poder ser utilizada nas mais diversas situações e lugares. A vítima é a pessoa que, de um modo ou de outro, se encontra excluída do sistema-mundo. Evoca a idéia de uma vida que se sacrifica em função de um ideal que não lhe pertence, o “estar-na-riqueza” da totalidade. O movimento de resistência e de busca de saída da situação de opressão não a exclui da posição de vítima, antes, revela seu protagonismo.

151 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 24.

152 LIBANIO, J. B. Olhando para o futuro, p. 148. Grifos do autor.

153 Cf. LIBANIO, J. B. Olhando para o futuro, p. 148. Libanio distingue entre globalização instrumental e globalização teleológica e axiológica. A primeira faz circular informações pelo uso da tecnologia retratada de modo especial na Internet. A última ultrapassa o caráter instrumental trazendo à baila a questão dos valores e objetivos da tecnologia.

154 Cf. HOUTART, F.; POLET, F. (Coords.). O outro Davos: mundialização de resistências e de lutas. São Paulo: Cortez, 2002.

155 Para Dussel, a carne é valiosa: mumifica-se, perfuma-se, ressuscita para toda a eternidade. Cf. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 27. O autor ressalta a amplitude do termo hebraico basar, que indica a totalidade do sujeito ético e não somente como corpo (soma em grego). A concepção de basar compreende as necessidades materiais ético-críticas propostas pela Ética da Libertação. Cf. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 45.

156 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 328-329. Na apresentação da obra, Dussel afirma que, a partir da queda do muro de Berlim, se chegou a um momento crucial para a ética da libertação. É hora de retomar antigos debates. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 13.

157 ELLACURÍA, I.; SCANNONE, J. C. Para uma filosofia desde América Latina. Bogotá: Pontifícia Universidad Javeriana, 1992. p. 108.

158 “Este mito se encuentra ya en Adam Smith, expresado en la figura de la ‘mano invisible’, es decir, la creencia de que la competencia, a través dei libre juego de la oferta y la demanda, movido por la búsqueda dei interés particular y egoísta de cada individuo produciría el mejor orden social posible: una sociedad harmónica de libre mercado” (RODRÍGUEZ, M. R. Efectos de la globalización sobre la ética y la religión. In: RAMIREZ, B.; WEBER, H. (Orgs.). La globalización: desafío para el siglo XXI. Colombia: Ediciones Antropos, 2000. p. 110).

159 COMBLIN, J. O neoliberalismo: ideologia dominante na virada do século. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2001. p. 41.

160 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 40.

161 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 314.

162 Cf. IANNI, O. Teorias da globalização. 13. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006. p. 119-141.

163 SIDEKUM, A. Ética e alteridade: a subjetividade ferida. São Leopoldo: Unisinos, 2002. p. 190.

164 HOUTART, F.; POLET, F. (Coords.). O outro Davas: mundialização de resistências e de lutas, p. 49. Como componentes deste arquipélago são citadas: Nova Iorque, Los Angeles, Chicago, Paris, Milão, Barcelona, Estocolmo, Tóquio, São Paulo, entre outras que totalizam 30 cidades.

165 SANTOS, M. Da totalidade ao lugar, 122.

166 AGOSTINI, F. N. Teologia moral: o que você precisa viver e saber. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1998. p. 33.

167 Baseia-se no fato de considerar como pensamento único o ideal de expansão dos países dominantes, justificando a globalização como capaz de promover o bem-estar social. Uma das fábulas que regem o pensamento único é a infalibilidade da ciência. Cf. SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 53.

168 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 65.

169 SIDEKUM, A. Ética e alteridade: a subjetividade ferida, p. 191.

170 ARANTES, A. (Org.). O espaço da diferença. São Paulo: Papirus, 2000. p. 178. Cf. também IANNI, O. A era do globalismo. 7. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 127.

171 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 127.

172 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 41.

173 IANNI, O. A era do globalismo, p. 132.

174 IANNI, O. A era do globalismo, p. 13.

175 DUSSEL, E. El encubrimiento del otro: hacia el origen del mito de la modernidad, p. 75-76. Para Dussel os europeus descobriram terras já habitadas. O dito descobrimento foi uma conquista seguida de etnocídio culposo. A colonização é irracionalidade da razão moderna nascente.

176 FREIRE, P. Pedagogia do oprimido, p. 33.

177 SIDEKUM, A. Ética e alteridade: a subjetividade ferida, p. 190.

178 COMBLIN, J. O neoliberalismo: ideologia dominante na virada do século, p. 118.

179 IANNI, O. A era do globalismo, p. 140.

180 IANNI, O. A era do globalismo, p. 68.

181 IANNI, O. A era do globalismo, p. 68-69.

182 AGOSTINI, F. N. Teologia moral: o que você precisa viver e saber, p. 96.

183 IANNI, O. A era do globalismo, p. 115.

184 IANNI, O. Teorias da globalização, p. 112.

185 IANNI, O. A era do globalismo, p. 168.

186 IANNI, O. A era do globalismo, p. 140.

187 IANNI, O. A era do globalismo, p. 25.

188 Cf. DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 28.

189 Cf. DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 23.

190 IANNI, O. A era do globalismo, p. 11.

191 Cf. IANNI, O. A era do globalismo, p. 184.

192 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 52-53.

193 IANNI, O. A era do globalismo, p. 187.

194 Cf. DUSEL, E. Ética comunitária, p. 143. Ver também RODRÍGUEZ, M. R. Efectos de la globalización sobre la ética y la religión. In: RAMIREZ, B.; WEBER, H. (Orgs.). La globalización: desafío para el siglo XXI, p. 112. “La nueva idolatría es la celebración dei sistema como única sociedad global, que logra grandes índices de crecimiento dei capital acumulado con el inmenso costo de la homogeneización, muchas veces forzada y violenta, de la anterior diversidad cultural y religiosa presente en la humanidad, sumada esta hecatombe de las culturas a la creación de dos mundos interrelacionados pero opuestos, uno en el Norte y otro en el Sur, y al crecimiento de la miseria al interior de los mismos países ricos”.

195 DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão, p. 69. Grifos do autor.

196 DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 155. Grifo do autor. Na mesma obra, p. 157: “Teologicamente, a ‘dependência’ é o nome do pecado internacional pelo qual se sacrificam os povos periféricos, não apenas a classe operária ou camponesa, mas também as etnias, tribos, marginais, etc., e cuja vida é imolada no altar do fetiche, que agora tem feições mundiais”.

197 DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão, p. 60. Grifos do autor.

198 Cf. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 93. Conteúdo enquanto dever de conservação da vida humana. A vida humana é o modo da realidade do ser ético.

199 Há muito Dusse1 já insiste na ética como afirmação da vida, compreendida a carnalidade do sujeito: “O ‘rosto’ indica o que aparece do outro, de sua corporalidade, de sua realidade ‘carnal’. A ‘carne’ na Bíblia (basar) significa todo o homem (sem distinção de corpo ou alma), o que nasce, o que tem fome, o que morre, o que ressuscita” (DUSSEL, E. Ética comunitária, p. 19. Grifo do autor). O passo dado pelo autor consiste em melhor elaborar tal concepção, consolidando suas bases. “Parte-se de um ‘fato empírico’ de ‘conteúdo’, material, da corporalidade, da negatividade no nível da produção e reprodução da vida do sujeito humano, como dimensão de uma ética material” (DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 314).

200 Cf. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 157.

201 DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão, p. 68.

202 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 367. Grifo do autor.

203 IANNI, O. A era do globalismo, p. 68.

204 IANNI, O. A era do globalismo, p. 179.

205 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 17. Grifos do autor.

206 DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão, p. 69.

207 SELLA, A. Globalização neoliberal e exclusão social: alternativas...? São possíveis! São Paulo: Paulus, 2002. p. 62.

208 SELLA, A. Globalização neoliberal e exclusão social: alternativas...? São possíveis!, p. 59. Grifo nosso.

209 HOUTART, F.; POLET, F. (Coords.). O outro Davos: mundialização de resistências e de lutas, p. 51.

210 Cf. IANNI, O. A sociedade global. 10. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 75.

211 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 94.

212 LIBANIO, J. B. Globalização na perspectiva da fé. Perspectiva Teológica, Belo Horizonte, n. 95, p. 95-103, jan./abr. 2003. p. 101.

213 LIBANIO, J. B. Olhando para o futuro, p. 149. Grifos do autor.

214 Cf. SANTOS, M. Da totalidade ao lugar, p. 121.

215 LIBANIO, J. B. Globalização na perspectiva da fé. Perspectiva Teológica, p. 99.

216 Cf. LIBANIO, J. B. Globalização na perspectiva da fé. Perspectiva Teológica, p. 98.

217 RODRÍGUEZ, M. R. Efectos de la globalización sobre la ética y la religión. In: RAMIREZ, B.; WEBER, H. (Orgs.). La globalización: desafío para el siglo XXI, p. 114.

218 RODRÍGUEZ, M. R. Efectos de la globalización sobre la ética y la religión. In: RAMIREZ, B.; WEBER, H. (Orgs.). La globalización: desafío para el siglo XXI, p. 113.

219 BRIGHENTI, A. A Igreja perplexa: a novas perguntas, novas respostas. São Paulo: Paulinas, 2004. p. 77.

220 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 41. Grifo nosso. O período atual considerado como de crise parte da constatação de que dentro do sistema persistem características de crise duradouras. Historicamente os períodos eram sucedidos por crises. O momento presente é exceção, sendo ele próprio uma crise, tensão constante entre fenômenos globais e manifestações particulares. Cf. SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 34-35.

221 BRIGHENTI, A. A Igreja perplexa: a novas perguntas, novas respostas, p. 74.

222 LIBANIO, J. B. Olhando para o futuro, p. 150. Grifos do autor. Também propicia migração constante de uma religião para outra e “[...] provoca fortemente o fenômeno do sincretismo, do relativismo, do nivelamento religioso com sérias conseqüências teológicas” (LIBANIO, J. B. Globalização na perspectiva da fé. Perspectiva Teológica, p. 97). Ver também RODRÍGUEZ, M. R. Efectos de la globalización sobre la ética y la religión. In: RAMIREZ, B.; WEBER, H. (Orgs.). La globalización: desafío para el siglo XXI, p. 113: “Ao perderem legitimidade as tradições religiosas e ante a constituição do indivíduo como critério último, encontramos uma privatização da religião, considerada agora bem mais como um assunto de ‘opinião’ pessoal”.

223 MIRANDA, M. F. A Igreja numa sociedade fragmentada: escritos eclesiológicos. São Paulo: Loyola, 2006. p. 88-89.

224 DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão, p. 119. Grifo do autor.

225 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 425.

226 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 119.

227 JOÃO PAULO II, Papa. Carta Apostólica Salvifici doloris: o sentido cristão do sofrimento humano. São Paulo: Paulinas, 1988. p. 60.

228 SIDEKUM, A. Ética e alteridade: a subjetividade ferida, p. 193.

229 COMBLIN, J. O neoliberalismo: ideologia dominante na virada do século, p. 78.

230 FRANCO, F. Globalización y marginación: nuestra respuesta apostólica global, p. 22.

231 FRANCO, F. Globalización y marginación: nuestra respuesta apostólica global, p. 35. Também na p. 31: “Fortalecer uma perspectiva global em indivíduos y grupos que este arraigada em nuestros compromisos locales”.

232 Cf. MIRANDA, M. F. A Igreja numa sociedade fragmentada: escritos eclesiológicos, p. 89.

233 SANTOS, M. O país distorcido: o Brasil, a globalização e a cidadania, p. 85.

234 Milton Santos admite e anuncia a possibilidade de outra realidade, “[...] ainda que para os céticos nosso vaticínio atual apareça risonho” (SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 13). Para Ianni, as utopias emergem, defrontam-se e confrontam-se com diversas mentalidades: “Em todo o mundo, ainda que em diferentes gradações, multiplicam-se as interrogações e as convicções nas quais ressoam utopias, nostalgias e escatologias sobre o destino de indivíduos e coletividades” (IANNI, O. Capitalismo, violência e terrorismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. p. 303). A atitude de busca marca o período atual.

235 Dussel esclarece o que entende por sobrevivência humana, ou seja, “o critério material universal da ética por excelência: a vida humana concreta de cada ser humano” (DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 636).

236 Manfredo enfatiza a resistência da vítima: “No fundo, as vítimas do sistema lutam por vida, por participação em todos os níveis da vida, por uma convivência humana justa e igualitária no respeito pela diferenciação de cada pessoa humana e dos grupos humanos. Lutam por um mundo verdadeiramente universal, onde as culturas não sejam barreiras entre os homens, mas antes oportunidades de comunhão e enriquecimento” (OLIVEIRA, M. A. Desafios éticos da globalização. São Paulo: Paulinas, 2001. p. 76).

237 Cf. SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 140-141.

238 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 566. Grifo do autor.

239 OLIVEIRA, M. A. Desafios éticos da globalização, p. 73.

240 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 147.

241 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 21.

242 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 114.

243 DUSSEL, E. Beyond eurocentrism: the world-system and the limts of modernity. In: JAMESON, F.; MIYOSHI, M. The cultures of globalization. London: [s.n.], 1998. p. 3-31. p. 20. Grifo nosso.

244 DUSSEL, E. Beyond eurocentrism: the world-system and the limts of modernity. In: JAMESON, F.; MIYOSHI, M. The cultures of globalization, p. 20. A esse respeito Dussel esclarece: “Num primeiro nível [...] 1) produz-se a negação originária (alienação em sentido forte) real empírica das vítimas (a escravidão do escravo, a subsunção efetiva do trabalho assalariado do operário [...]. A crítica ética propriamente dita, como exercício da razão ético-crítica, inicia dialeticamente seu movimento a partir 2) da afirmação ética radical da vida negada nas vítimas (materialmente), expressa pelo desejo e pela luta por viver e a partir do re-conhecimento da dignidade da vítima como o Outro que o sistema que a nega, de onde 3) se descobre com consciência ético-crítica, a partir da dor da corporalidade imolada, a negação da vida e sua simultânea posição assimétrica ou excludente na não-participação discursiva” (DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 306). Somente a partir daí se estabelece o juízo ético-crítico negativo em relação ao sistema perverso e injusto.

245 A vítima protagoniza a negação da negação que o sistema lhe atribui. Em outras palavras: negação da negação constitui afirmação ética por excelência.

246 Cf. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 467.

247 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 121.

248 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 173.

249 IANNI, O. A sociedade global, p. 23. Tal dado revela o caráter extremamente excludente da globalização atual, como se tem insistido ao longo da presente pesquisa.

250 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 143. Em outro lugar afirma: “A busca de remédios eficazes não parece possível sem que o modelo global imposto a cada país seja revisto. Assim, mais cedo ou mais tarde, todos os países submetidos ao jugo da globalização perversa serão forçados a rever os termos atuais de sua dependência. [...] E a partir dessa evolução histórica podemos acreditar na inversão gradativa do processo atual, mediante a construção de uma globalização de baixo para cima, uma globalização verdadeiramente humana” (SANTOS, M. O país distorcido: o Brasil, a globalização e a cidadania, p. 116).

251 SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, p. 144.

252 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 501.

253 Cf. IANNI, O. A era do globalismo, p. 115.

254 Cf. IANNI, O. A era do globalismo, p. 65.

255 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 338.

256 Cf. DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 322.

257 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 311. Dussel menciona: “Esta consciência ético-crítica é um processo no tempo, tempo da consciência ética monológica e intersubjetiva, e é o que Paulo Freire denomina conscientização”.

258 Dussel relata: “A Ética da Libertação vem há muitos anos insistindo na ‘interpelação’ do outro perante um ouvido que saiba ouvir (que denominamos ‘consciência ética’ no sistema), como origem do processo de libertação” (DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 425). Para atestar o empenho do autor, já de longa data, menciona-se: “A ‘consciência ética’ é um encontro coimplicante, uma analética unidade de dois momentos: a voz-do-Outro e o ouvido aberto da Totalidade. A abertura do ouvido que nos permite ouvir o Outro é possibilitada pelo sim-ao-Outro ou amor-de-justiça que irrompe no Outro como outro benevolente”. DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, v. II, p. 68.

259 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 425. Grifos do autor.

260 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 437. Grifos do autor. Paulo Freire no tocante à pedagogia do oprimido, destaca a existência de dois momentos não excludentes: “A pedagogia do oprimido, como pedagogia humanista e libertadora, terá dois momentos distintos. O primeiro, em que os oprimidos vão desvelando o mundo da opressão e vão comprometendo-se, na práxis, com a sua transformação; o segundo, em que, transformada a realidade opressora, esta pedagogia deixa de ser do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação” (FREIRE, P. Pedagogia do oprimido, p. 46).

261 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 633.

262 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 323. Grifos do autor.

263 DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão, p. 315-316.

264 Rigoberta Menchú é ativista indígena guatemalteca. Teve a infância e a juventude marcadas pela pobreza e pela discriminação racial. Prêmio Nobel da paz em 1992. (BIOGRAFIAS y vidas: Rigoberta Menchú. Disponível em:
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