Benefícios alcançados pelos Cidadãos Santafenses com a Inclusão Digital



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Especialização em Gestão Pública

Programa Nacional de Formação em Administração Pública

VERA LÚCIA DOS REIS


Benefícios alcançados pelos Cidadãos Santafenses com a Inclusão Digital.


MARINGÁ


2011

V


ERA LÚCIA DOS REIS


Benefícios alcançados pelos Cidadãos Santafenses com a Inclusão Digital.




Trabalho de Conclusão de Curso do Programa Nacional de Formação em Administração Pública, apresentado como requisito parcial para obtenção do título de especialista em Gestão Pública, do Departamento de Administração da Universidade Estadual de Maringá.
Orientadora:

Profª.drª. Maria Madalena Dias



MARINGÁ


2011

VERA LÚCIA DOS REIS



Benefícios alcançados pelos Cidadãos Santafenses com a Inclusão Digital.


Trabalho de Conclusão de Curso do Programa Nacional de Formação em Administração Pública, apresentado como requisito parcial para obtenção do título de especialista em Gestão Pública, do Departamento de Administração da Universidade Estadual de Maringá, sob apreciação da seguinte banca examinadora:




Aprovado em ___/___/2011



Professora, Drª. Maria Madalena Dias.

Assinatura

Professor Dr. Alvaro José Periotto

Assinatura

Professora Dra. Tânia Fátima Calvi Tait

Assinatura


MARINGÁ


2011

B

enefícios alcançados pelos Cidadãos Santafenses com a Inclusão Digital.

VERA LÚCIA DOS REIS

Bacharel em Administração



RESUMO

O trabalho buscou mostrar a área da inclusão digital, com enfoque especial nos benefícios alcançados com cursos de Informática profissionalizante on - line, que é um projeto da Prefeitura Municipal de cidade de Santa Fé - PR em parceria com o Governo do Estado do Paraná, como sendo uma oportunidade para praticar sua responsabilidade social e obter muitos benefícios. Inicialmente foi desenvolvida uma pesquisa quantitativa descritiva e bibliográfica, em artigos e sites eletrônicos e realizado um levantamento de informações sobre a Escola e os cursos ofertados. Além disso, um questionário foi aplicado a alguns alunos escolhidos aleatoriamente entre as turmas, sendo os dados tabulados e analisados, para descobrir os resultados positivos e posteriormente, sugerir melhorias para os pontos negativos. Conclui-se que a Administração Pública por meio de seus gestores públicos em geral, está começando a perceber e identificar meios de usufruir dessa oportunidade, agindo de forma a buscar melhorias para a comunidade e sociedade em geral, dando retorno a seus munícipes. Esses projetos sociais devem pautar-se na proposta de diminuir as diferenças sociais, assim o município passa a ter um novo perfil administrativo, voltado mais para as necessidades sociais e profissionais do cidadão municipal, com isso estão ajudando a população a se qualificar profissionalmente e, em contra partida conquista o respeito e a credibilidade de seus munícipes.



Palavras – chaves: Responsabilidade social, inclusão digital, qualificação profissional.

S

UMÁRIO



1 INTRODUÇÃO 05

2 DIVIDA E PROBLEMA SOCIAL....................................................................05

2.1 Governo, Mercado e Sociedade 07

2.2 EXEMPLOS DE TÉCNOLOGIAS QUE DERAM CERTO E QUE A PREFEITURA DE SANTA FÉ PODE UTILIZAR EM PROJETOS FUTUROS 09

2.2.1 Comitê para Democratização da Informática (CDI) 09

2.2.2 Embratel fornece acesso a Internet 09

3 PESQUISA REALIZADA 10

3.1 Def. da Pop. Alvo do Est, Col e Análise dos DADOS...................10

3.2 DIAGNÓSTICO DA INSTITUIÇÃO 10

3.3 DISCRIÇÃO DOS RESULTADOS 13



4 CONCLUSÃO 18

5 REFERÊNCIAS 20


1- INTRODUÇÃO

A instituição pública com comportamento ético contribui para o desenvolvimento econômico, promovendo a qualidade de vida dos cidadãos, colaboradores, fornecedores, enfim da sociedade como um todo, só tem a ganhar, pois estas ações afetam o seu conceito diante dos colaboradores, munícipes, fornecedores, governo e a sociedade em geral, principalmente em tempos de globalização. Percebe-se uma tendência que começa a ser concretizada em fatos que enchem de esperança e otimismo a população em geral. Surge uma nova consciência ética e a responsabilidade de nossos governantes políticos em todas as esferas públicas, certamente há muito ainda o que investir no desenvolvimento desses valores nas instituições públicas, falta reflexão, elaboração de um código de ética, implantação voluntária do balanço social com resultado de ações solidárias, implantação da gestão participativa etc.

Assumindo o seu papel social a instituição está restituindo uma dívida com a sociedade porque é justo, certo e necessário assim proceder, sendo este um compromisso do Governo Municipal com a sociedade. Em razão da apropriação de recursos pertencentes à humanidade e por obtê-los, é dever do município restituí-los, não apenas sob a forma de serviços, mas principalmente por meio de ações sociais, voltadas para a solução de problemas sociais que afligem a sociedade, mesmo porque possui compromisso social com grau muito mais elevado, por estar diretamente ligado com todos os cidadãos da comunidade em que esta inserida.

O presente artigo tem como objetivo, servir de guia no desenvolvimento de um projeto social, com enfoque especial nos benefícios alcançados com cursos on line, por meio da inclusão digital proporcionada por uma Escola profissionalizante de Informática, que é um projeto da Prefeitura Municipal de cidade de Santa Fé em parceria com o Governo do Estado do Paraná e com a Dr. Micro.



2 Dívida e problema Social

Responsabilidade social é aquilo que a empresa desenvolve hoje socialmente ou ambientalmente com ética social e sustentabilidade para a comunidade, sem cobrar nada por isso. Ainda não existe uma definição unanimemente aceita para o termo responsabilidade social, a expressão refere-se às decisões de negócios tomadas com base em valores éticos que incorporam as dimensões legais, o respeito pelas pessoas, comunidades e meio ambiente. Embora essa definição de empresa socialmente responsável possa parecer intuitivamente simples, atingir ou exceder expectativas da sociedade existe uma grande complexidade em torno do termo, por isso Carroll em 1979 propôs a subdivisão da responsabilidade social nas dimensões econômica, legal e ética (MACHADO FILHO, 2006, p. 52).

Entretanto, à medida que aumentam os efeitos sociais perversos (desemprego, exclusão social, fome, pobreza, criminalidade, etc.) provocados pela racionalidade econômica dominante, os ajustes na racionalidade social adotada pelas empresas tornam-se mais necessárias. (MELO NETO, FROES, 2002, p. 9)
Há um consenso da sociedade quanto ao maior desafio do nosso país: conquistar a igualdade na distribuição de renda e no acesso, com qualidade, aos serviços públicos essenciais. Atualmente, a desigualdade reinante impede que grande parte da nossa população de usufruir os possíveis benefícios do progresso tecnológico e econômico. Assim o desafio maior de nossa sociedade é a integração social desses excluídos. O Estado, apesar de ter a obrigação social de garantir ao cidadão o atendimento aos seus direitos constitucionais, não vem apresentando condições organizacionais, econômicas e políticas para resolver sozinho o problema. Por outro lado, as empresas devem ter um papel relevante nesta questão, adotando um modo de produção e consumo que inclua o desempenho ambiental e social como elementos a ser objeto de consideração na racionalidade das estratégias empresariais. (ASHLEY, 2005, p. 18).

Nesse contexto, é importante conceituar dívida social, que de acordo com Melo Neto e Froes (2002, p. 28), é o nome dado ao resultado da falência do Estado, são milhões de pessoas dependentes de políticas sociais que ficaram sem assistência social, e dependente do terceiro setor, para definir dívida social, basta considerar-se um somatório de sofrimentos, humilhações e carências de toda ordem que aflige 20 a 25% da população ou cerca de 36 milhões de pessoas que constituem o que denominamos de “legião dos excluídos” que sobrevivem em condições de marginalidade social. Alguns são mais excluídos do que os outros, esta imensa dívida social requer urgência de soluções e a necessidade de um decidido acordar por parte do governo, parlamentares, empresários e sociedade civil com o objetivo de acelerar as mudanças sociais.

A divida social acarreta um grande problema social, que é gerado quando o governo não cumpre direito o seu papel de agente político criador de medidas sociais em prol dos menos favorecidos como deveria cumprir, é um desvio entre o que existe e o que deveria existir ou ainda a diferença entre o que deveria ser alcançado e o que foi alcançado. Abrange então o que “é” e o que “deveria ser”, como problema social, para tanto é necessário redesenhar as relações entre comunidade, governo e setor privado, que se baseia em modelo de parcerias (MELO NETO; FROES, 2002, p. 32).

O crescimento dos problemas sociais que gerou o paradigma da exclusão social de hoje no Brasil, vem exigindo de todos os atores políticos e sociais uma nova atitude. Uma atitude de mudança, inovadora em sua natureza e essência, voltada para o desenvolvimento sustentável das comunidades de baixa renda. As empresas investem cada vez mais no social. E contribuem para a solução de problemas sociais emergentes. É o que vem ocorrendo com os projetos sociais patrocinados por empresas em cooperação com governos locais, ONGs e entidades filantrópicas. (MELO NETO: FROES 2002, p. 32).

2.1 GOVERNO, Mercado e Sociedade.

O Crescimento do Terceiro setor leva à busca por alianças intersetoriais e uma atuação mais abrangente. Desenvolvimento e profissionalização já fazem parte do dia-a-dia das organizações do Terceiro Setor e, em consequência disso, a tentativa de realizar ações que tragam resultados mais eficientes das atividades desenvolvidas é crescente, a resposta encontrada por muitos são as conhecidas alianças intersetoriais, que consistem basicamente em unir esforços dos três setores da sociedade em prol do mesmo objetivo, antes de tudo, é importante esclarecer quais são esses três setores e suas responsabilidades.

O Primeiro setor é o governo, ente com personalidade jurídica de direito público encarregado de funções essenciais, tais como legislar, fiscalizar, aplicar justiça, promover a segurança geral, entre outras.

O Segundo Setor é o mercado, composto por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, encarregadas de produzir e comercializar bens e serviços. Seu objetivo é o lucro e o enriquecimento.

O Terceiro Setor são as organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, congregando aqueles que prestam serviços de interesse coletivo, Legalmente constituídas, são associações ou fundações, outro benefício alcançado com a integração entre os setores é o intercâmbio. “É uma forma de trocar conhecimentos, recursos e dar escala para a multiplicação de projetos sociais” (FARIA E SAUERBRONN, 2008, p.48).

Existem três maneiras de formalizar uma parceria entre o poder público e organizações do Terceiro Setor (SEBRAE, 2011).



  • Convênio: utilizado para execução descentralizada de qualquer programa de trabalho, projeto ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação. No plano normativo há praticamente um único dispositivo legal que o regulamenta: o artigo 116 da lei nº. 8666/93.

  • Termo de Parceria: é voltado para o fomento e execução das atividades definidas como de interesse público pelo artigo 3 da lei nº. 9790/99 e disciplinado pelo decreto 3100/99. Apenas as organizações que cumprirem os requisitos legais e for qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) pelo Ministério da Justiça estão aptas a celebrar a parceria com o governo público.

  • Contrato de gestão: tem como objetivo formar parcerias para o fomento de organizações que prestam pesquisa cientifica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde. È regulado pela lei n. 9637/98. Para firmar um contrato de gestão, a organização deve ter sido previamente qualificada como Organização Social (OS) pelo ministério correspondente.

A definição de tecnologia social vem sendo construída desde a década de 1970, quando o termo utilizado era “tecnologia apropriada”. Segundo Rodrigo Rodrigues da Fonseca, sociólogo e analista da Financiadora de Estudos e Projetos, do Ministério da Ciência e Tecnologia (FINEP/MCT) “o conceito foi desenvolvido por instituições e indivíduos que adicionaram ao termo ‘tecnologia apropriada’ novas idéias vindas da prática e das teorias que surgiam. Grupos de pesquisa nas universidades, organizações sociais e órgãos do governo já vinham trabalhando com ele a algum tempo, buscando maneiras de usar o conhecimento como instrumento social”, assim sendo, é possível disseminar iniciativas criativas, de baixo custo, que viabilizem soluções concretas para comunidades distintas. O processo de criação de uma tecnologia social é de extrema importância para quem irá usufruir a mesma, e são nesse momento que se marcam as relações sociais e as condições de produção, surge então, a percepção de que tecnologia social pode ser adaptada, recriada ou reinventada com objetivos que vão além do simples resultado econômico – as referências locais de cada comunidade geram resultados mais eficazes e duradouros, primeiramente, o importante é utilizar as capacidades de cada região da melhor forma possível, e adaptar às tecnologias ‘a realidade local, isso porque a tecnologia convencional não produz inclusão social, mas o contrário, em um país com tantas desigualdades como o Brasil, então, a tecnologia adequada a uma comunidade específica promove o desenvolvimento local. (FONSECA, 2009).


2.2 exemplos de Tecnologias que deram Certo que a prefeitura de santa fé, pode utilizar em projetos futuros.


2.2.1 Comitê para Democratização da Informática (CDI)
Existente desde 1995, o CDI tem como missão promover a inclusão digital para públicos de baixa renda, este comitê utiliza a tecnologia como meio para apoiar o desenvolvimento de indivíduos e de comunidades, estimulando-os a descobrir e exercer suas capacidades”, explica Rodrigo Baggio, fundador e diretor executivo do CDI, para que isso se tornasse uma tecnologia social, foi desenvolvido um trabalho pedagógico de educação popular em comunidades menos favorecidas, aplicando-se em sua metodologia conceitos e valores fundamentados na pedagogia de Paulo Freire de educação para transformação social.

De acordo com SOUSA 2008, estatísticas mostram que o acesso a essas tecnologias é traduzido em exercício de cidadania, além de possibilitar e facilitar sobremaneira e circulação do conhecimento humano. A inclusão digital permite que pessoas com diferentes realidades sociais estejam em contato com o objetivo precípuo de promoção da participação dessas comunidades na busca de solução para os problemas sociais locais, o acesso à internet representa, sem divida, o exercício da democracia e da cidadania, que se torna impossível sem o acesso à informação.

A inclusão digital é uma das ações governamentais mais importantes e visa não só propiciar o acesso às informações disponíveis na internet, que é um dos pré-requisitos da cidadania moderna, como também permitir que camadas menos favorecidas da população se familiarizassem com hardwares e softwares e tenham mais facilidade de colocação no mercado de trabalho. (SOUSA, 2008, p. 38).

2.2.2 Embratel Fornece Acesso à Internet
Com transmissão via satélite, a Embratel vai fornecer acesso á internet banda larga sem fio a 12 mil pontos em 4.214 municípios de todo país, o consorcio liderado pela empresa que venceu a licitação do programa de inclusão digital do governo federal, contempla prioritariamente comunidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), entre os locais beneficiados estão aldeias indígenas de Roraima, Acre e Amazonas e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Dos 12 mil pontos, aproximadamente dois terços são escolas da rede pública e, um terço, tele centros. (SOUSA, 2008).

3. PESQUISA REALIZADA
3.1 Definição da Populacão-Alvo do Estudo, Coleta e Análise dos Dados.
O método utilizado neste trabalho foi pesquisa quantitativa descritiva que, segundo Cervo e Bervian (1996, p.48) têm caráter de observar, registrar, analisar e relacionar os fatos ou fenômenos sem os manipular, por possuir intenção de saber, e por descrever os fatos por métodos estatísticos. Também foi realizado um levantamento de informações sobre os cursos on - line ofertados pela Escola Profissionalizante que proporcionou um embasamento teórico para a pesquisa de campo. Foram realizadas visitas periódicas com o intuito de coletar dados nos arquivos da instituição.

Logo após o levantamento de dados documentais, as visitas passaram a ter o objetivo de colher informações por meio de entrevistas com a Direção, a fim de ter noção sobre o funcionamento da instituição e aplicação dos cursos, e por fim a aplicação de questionário a 40 alunos selecionados aleatoriamente entre todas as turmas, que correspondem aproximadamente a 36% dos 111 que freqüentam a instituição. O objetivo do questionário era saber opiniões a respeito dos cursos ofertados pela Escola Profissionalizante de Informática.

Os dados obtidos com a realização da pesquisa foram tabulados utilizando planilha do Excel e expressos na forma de percentuais, com a utilização de gráficos de pizza, que permite uma melhor visualização. Posteriormente os foram estudados para identificar os métodos utilizados no processo de aprendizagem dos alunos através do projeto desenvolvido pela instituição.

3.2 DIAGNóSTICO DA INSTITUIÇÃO

A comunidade de Santa Fé é composta por 10.432 habitantes aproximadamente, vivendo em um cenário sócio-cultural que afeta e modifica hábitos, modo de trabalhar e de aprender, além de introduzir novas necessidades e desafios relacionados à utilização das tecnologias de informação e comunicação. Computadores começam a estar presentes em todos os lugares e junto às novas possibilidades de comunicação, interação e informação advindas com a internet, como cursos profissionalizantes on-line, que provocam transformações cada vez mais visíveis em suas vidas. A informática, no contexto em que a população vive é utilizada como instrumento indispensável para o trabalho das organizações em geral, assim como para o dia a dia de toda a população. Comunicar-se através do computador via internet é tão fundamental na sociedade da informação que se transforma em direito do cidadão. Desta forma torna-se necessária a oferta de cursos on - line, à população que se encontra em situação de vulnerabilidade social, incluindo crianças, adolescentes, adultos e idosos (CRAS – CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, setembro/2011).

O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) é um ambiente público, responsável pela oferta de serviços às famílias, grupos e indivíduos, atuando em territórios, onde há presença de vulnerabilidades e risco social, enfocando a família e os vínculos comunitários na perspectiva de prevenção de situações de riscos pessoais, familiares e comunitários. A Secretaria de Assistência Social por meio do CRAS prioriza desenvolver programas e projetos no intuito de convertê-los em espaços públicos de vocalização, participação e interlocução política dos cidadãos que os frequentam, tornando-os assim, espaço de expressão e troca de saberes.

Dentre os Projetos desenvolvidos pelo CRAS encontra-se a Escola de Informática Professor Osvaldo Lólis, que visa inclusão digital, potenciando toda a população que se encontra em situação de vulnerabilidade social frente aos desafios da globalização e as mudanças significativas que ocorrem a todo instante em nossas vidas. Desta forma, este Projeto busca contribuir na potencialização da comunidade na busca de sua autonomia neste novo cenário sócio-cultural em que estamos vivendo. (CRAS – CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, setembro/2011).

Em setembro de 1998 o governador Jaime Lerner, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Fani Lerner Diretor Presidente do Instituto de Ação Social do Paraná, Aloísio Pacheco e Prefeito Municipal Anésio Pavan inauguram a “Escola de Informática Professor Osvaldo Lólis” no Município de Santa Fé (CRAS – CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, setembro/2011).

O Governo Federal Lançou no ano de 2007, através do Ministério das Comunicações (MC), o Programa Inclusão Digital, sendo cadastradas as Prefeituras de todos os municípios que tinham interesse em adquirir o Tele centro, no qual Santa Fé se beneficiou. Foi cedido o espaço físico da Escola de Informática Professor Osvaldo Lólis que anteriormente era um projeto do Governo Estadual em parceria com o Município desde 1998, para instalação dos novos equipamentos, pois os seus já se encontravam obsoletos, sendo esta escola beneficiada com redução de custos, pois a manutenção dos tele centro é realizado por técnicos do sistema positivo que são pagos pelo Governo Federal. Posteriormente o projeto foi incluso à Secretaria de Assistência Social que é o órgão municipal responsável pelas Ações, Serviços Comunitários e Bem Estar Social dos Munícipes, esta realiza o trabalho através de seu Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), o qual gerencia, fiscaliza e realiza matrículas, além de selecionar os beneficiados com o Projeto, contrata os Profissionais como, instrutora de informática, Assistente Social e a Psicóloga. A Escola oferta mais de 100hs/aulas com encontros presenciais de 2 horas, duas vezes na semana, com atividades de aprendizagem envolvendo conceitos, procedimentos, reflexões e práticas, o Projeto é ofertado a crianças e adolescentes em período de contra-turno escolar, além de jovens, adultos e terceira idade (CRAS – CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, setembro/2011).

Atualmente a Escola de Informática Professor Osvaldo Lólis está ofertando cursos on- line em parceria com o Dr. Micro que é uma empresa fundada em 2005, e sediada, no Parque Tecnológico da Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAPA em São José dos Campos - SP, e surgiu devido às diversas necessidades eminentes no mercado de ensino profissionalizantes, que traz o desafio de atender a um país com grandes dimensões geográficas e diversidade, atuando fortemente no âmbito social junto ao terceiro setor, especificamente na capacitação e profissionalização de pessoas de todo país, contando com o apoio de seus principais parceiros que são ATN, Insigne Linux, Techsoup Brasil, e Fundação Orsa, que participam de projetos de inclusão sócios digital, como o Programa Rede Mineral, e o Projeto Capaz, este de iniciativa da ATN e apoio da Microsoft que tem como meta levar alfabetização digital com educação ambiental com o Programa Selo Verde e assim atender mais de 100 mil alunos até o final de 2011. Desta forma a Dr. Micro tenta garantir atualização permanente, flexibilidade para concorrer neste mercado e criatividade para garantir resultados a baixo custo e com eficiência comprovada, já se encontra em mais da metade dos estados brasileiros, e o número de alunos cresceu de forma surpreendente, já são mais de 500 mil certificados em diversas regiões do país, e mais de 2000 instituições de ensino utilizaram ou utilizam osxserviços.

Além disso, a Dr. Micro junto com seus, parceiros oferece cursos gratuitos direcionados aos telecentros de todo Brasil, são mais de 112 mil cursos que são entregues nos projetos Rede Mineral e Projeto Capaz Verde que capacita Jovens e Adultos para o Mercado dexTrabalho”xdexiniciativaxdaxAssociaçãoxTelecentrosxdexInformaçãoxexNegócios,,xemxparceriaxcomxaxMicrosoftxdoxBrasil,xatravésxdoxProgramaxSeloxVerde.x(http://www.drmicro.com.br/institucional.htm).

3.3 Descrição dos Resultados


De acordo com levantamento realizado por meio de questionário aplicado a alunos da instituição, os resultados apresentados na Figura 1 revelam que 58% dos alunos estão com menos de 15 anos de idade, 10 % deles possuem entre 16 a 25 anos, enquanto 17% possuem de 26 a 40 anos e 15% estão na faixa etária acima de 41 anos, o que revela que a maioria são estudantes em idade não produtiva segundo a legislação brasileira do trabalho, podendo implicar em um baixo aproveitamento dos cursos on-line, pois a área da tecnologia está em constante inovação, tornando obsoleto em pouco tempo o conhecimento adquirido.

Gráfico 1 - Idade dos Alunos



Figura 1 – Idade (anos) dos alunos

Fonte: O Autor

Quanto ao grau de escolaridade, conforme mostra a Figura 2, 76% dos alunos cursando é 1º grau incompleto, os que possuem 1º grau completo, 2º grau incompleto estão empatados sendo 3% cada um, enquanto que os que possuem 2º grau completo são 18%, o que confirma o fato da maioria dos alunos dos cursos on line estarem em idade não produtiva.



Gráfico 2 - Grau de Escolaridade dos Alunos



Figura 2 – Grau de Escolaridade dos alunos

Fonte: O Autor

Ao tratar-se da renda familiar, verificou-se que a maioria dos alunos pertence a famílias com baixa renda, pois, 42% possuem renda de até 01 salário mínimo, os que possuem até 02 salários mínimos são 49%, enquanto apenas 9% deles têm uma renda familiar superior a 02 salários mínimos, isso por que a maioria dos alunos da instituição geralmente vem de famílias onde os pais possuem baixo grau de escolaridade, por isso trabalham em ramos de atividades de baixa remuneração, conforme consta na Figura 3 abaixo.



Gráfico 3 - Renda Familiar dos Alunos

Figura 3 – Renda Familiar dos alunos

Fonte: O Autor

Quanto ao tipo de moradia, conforme apresentado na Figura 4, as respostas do questionário mostram que 58% dos alunos possuem casa própria, 36% residem em casas onde precisam pagar aluguel, e 6% moram de outra forma, como temporariamente na casa da avó, por exemplo, ainda faltam projetos de moradia no município que beneficiem essas famílias.



Gráfico 4 - Tipo de Moradia dos Alunos



Figura 4 - Tipo de Moradia

Fonte: O Autor

A localidade das residências da maioria dos alunos (85%) é na Zona Urbana, enquanto que os restantes (15%) estão situados na Zona Rural, isso se deve ao grande êxodo rural que ocorreu no passado em toda região onde o município encontra-se situado, por falta de incentivos fiscais e trabalho na zona rural, a Figura 5 mostra esses dados.

Gráfico 05 - Localização da Residência dos Alunos



Figura 5 - Localização das Residências

Fonte: O Autor

O Motivo pelo quais os alunos fazem aula de informática, de acordo com as respostas do questionário aplicado na instituição, é profissional para 64% deles, enquanto que para 36% deles é para expansão de conhecimentos, conforme mostra a Figura 6. Mesmo sendo a maioria de menor, os alunos pretendem utilizar o que estão aprendendo em sua carreira profissional no futuro.

Gráfico 6 - Por qual Motivo os Alunos fazem os cursos on line

Figura 6 – Motivo para fazer cursos on line

Fonte: O Autor


Quanto à importância do curso, o resultado do questionário foi unânime, como mostrado na Figura 7, todos o consideram muito importante, e ai encontra-se uma ótima oportunidade para a administração aproveitar e dar maiores incentivos, e investir mais na instituição, pois os alunos têm consciência do quanto o curso pode contribuir para sua vida em todos os sentidos.
Gráfico 07 - Importância dos Cursos para os Alunos

Figura 7 – Importância dos Cursos

Fonte: O Autor

Conforme o gráfico da Figura 8 demonstra, 49% dos alunos pretendem procurar um emprego, 21% irão aprimorar-se mais, e 30% deles encontram-se indecisos, ao que fazer ao terminarem o curso, segundo revelou o questionário aplicado, isso prova a maioria procura o curso por motivo profissional mesmo com uma porcentagem tão alta de indecisos, a instituição poderia estar implantando projetos que os ajudassem a se decidir, a continuar estudando para conseguir um bom emprego no futuro.

Gráfico 08 - O que os Alunos pretendem fazer ao término dos Cursos



4 CONCLUSÃO
O presente Artigo mostrou que a Escola de Informática Professor Osvaldo Lólis, da Cidade de Santa Fé - PR encontra-se muito bem principalmente no diz respeito à opinião dos beneficiados com o projeto, que interagem da melhor forma possível com os envolvidos no projeto, o sistema educacional é eficiente em relação aos equipamentos do tele centro que são ótimos, e o sistema de aplicação dos cursos on-line também, pois procura instruir os alunos da forma mais atualizada e atraente possível, porque os profissionais envolvidos no projeto estão preparados e comprometidos, essa eficiência contribui para o interesse do aluno e posteriormente o aumento do número de pessoas interessadas a fazerem parte do projeto.

Os cursos on-line também são uma forma inteligente que a prefeitura encontrou de beneficiar e capacitar os munícipes, pois investir em projetos nessa área compensa as deficiências da formação inicial das pessoas é uma forma de atualizá-las profissionalmente, devendo atingir não somente os alunos, mas também todas as pessoas envolvidas no projeto.

Desenvolvendo projetos na área da inclusão digital que é um problema social complexo, a prefeitura estará contribuindo para diminuir muitos outros problemas sociais, como: desemprego, marginalidade, etc., uma vez que um cidadão instruído é a base para a solução da maioria deles, ou seja, uma pessoa instruída é menos propensa a ser marginalizada, além de ter melhores oportunidades de trabalho e crescimento na vida.

Pode-se observar que apesar da grande demanda que possuem os cursos on-line, faltam recursos financeiros e humanos que possibilitem a escola cumprir a sua função social, por ser um dos projetos sociais que mais proporciona resultados positivos visíveis para o município, este merecia mais atenção e um espaço físico maior, com maior número de computadores, além disso, a existência de somente uma instrutora dificulta o aumento de vagas, é impossível assumir mais turmas, pois já existem 02 dias na semana que esta trabalha em 03 turnos seguidos. Se por eventual motivo esta tiver que se ausentar os alunos ficarão sem aula, pois não existe nenhuma pessoa para substituí-la, nem há possibilidade de repor esta aula devido ao grande número de turmas existentes no momento, ela também não pode realizar cursos de capacitação por não ter tempo disponível e nem quem a substitua, prejudicando assim os alunos.

O maior problema está no período noturno, pois os alunos trabalham o dia todo e vão cansados para a escola, não tendo condições de talvez aproveitar os cursos como deveriam, apesar de serem instruídos da mesma forma que os demais alunos dos outros turnos, pois possui muitas faltas, o que faz com que algum deles desista dos cursos, sendo que não existe nenhum projeto que incentive os alunos a permanecerem na escola e concluírem os cursos, e nem que incentive a comunidade escolar a participar da escola.

Diante do resultado deste trabalho, sugere-se que as empresas instaladas no município, dêem oportunidades de emprego para essas pessoas que estão especializando-se, por meio da Escola de Informática Professor Osvaldo Lólis, e que trabalhem com projetos que viabilize a instrução dos alunos de acordo com suas necessidades produtivas, em razão da qualidade dos produtos que procura oferecer aos seus clientes, dando suporte, fornecendo o material necessário para a realização dos cursos, incentivos para a permanência dos mesmos, visto que esta é uma estratégia de transformação social.




  1. REFERÊNCIAS


ASHLEY, Patrícia Almeida. Ética e responsabilidade Social nos Negócios, 2 ed., São Paulo: Saraiva, 2005

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica. 4. ed. São Paulo: Makron Books, 1996.

CRAS – Centro de Referência da Assistência Social, setembro/2011).

Dr. Micro. Sistema de ensino Profissionalizante, Disponível em www.drmicro.com.br/institucional.htm >.Acesso em 08 de agosto de 2011.

FARIA, Alexandre; Sauerbronn, Fernanda Filgueiras. Governo, Mercado e Sociedade. REVISTA FILANTROPIA & Responsabilidade social, Brasil - Edição 37, ano VII – 2008.

FONSECA, Rodrigo Rodrigues, Responsabilidade Social: uma contribuição à gestão transformadora das organizações, Petrópolis, RJ: vozes, 1998.

MACHADO FILHO, C. P. Responsabilidade social e governança: o debate e as implicações: responsabilidade social, instituições, governança e reputação. São Paulo: Thomson, 2006.

MELO NETO, F. P.; FROES, C. Empreendedorismo social: a transição para a sociedade sustentável. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.

SANTA FE. Prefeitura Municipal, Decreto nº. 072/98, PR, 1998.

SANTA FE. Prefeitura Municipal, Lei nº. 1016/98, PR, 1998.

SANTA FÉ. Prefeitura Municipal, Regimento Interno do Conselho Municipal do Bem-Estar Social, PR, 30 de março de 1995.).

SEBRAE.XLeixdasxOSCIP/99.xDisponivelxem<http://www.sebraemg.com.br/culturadacooperacao/oscip/17.htm>. Acesso em 28 de maio de 2011.

SOUSA, Carolina Cardoso. REVISTA FILANTROPIA & GESTÃO SOCIAL, Brasil - Edição 38, Jan/Fev. - 2008.







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