Bibliotecária – Centro Universitário Adventista de São Paulo/ campus 2



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Processamento Técnico: uma perspectiva histórica
Kátia Corina Vieira

Bibliotecária – Centro Universitário Adventista de São Paulo/ campus 2


Rodovia SP 332 Km 160 – Engenheiro Coelho/SP

Katia@iaec2.br
Resumo: Focalizando o processamento técnico no contexto histórico e atual, analisam-se as práticas e o desenvolvimento desse setor, tendo como base os discursos realizados por estudiosos e a prática discursiva de profissionais atuantes na área em foco. Um estudo de prisma histórico que permite uma reflexão por parte dos especialistas das práticas hoje adotadas, no que concerne às praticadas antigamente. Mostra também que a preocupação em organizar o conhecimento não vem dos dias atuais, a História se encarrega de revelar essa preocupação impressa nos primeiros momentos históricos das civilizações. Aborda, também, os aspectos relevantes que compõem o processamento técnico, bem como as contribuições deixadas por estudiosos.
Abstract : Focusing on the technical process in the present historical context, analysing the practices and development of this area having as the basis the speeches expressed by scholars and the discursive practices of specialists acting in the highlighted area. A study from the historical focus that allows a reflexion by specialists of the practices adopted today comparing to those performed long time ago. It indicates also that the concern to organize the knowledge is not new, the History itself takes charge to reveal this concern printed in the first historical moments of the civilization. It approaches the relevant this concern printed in the first historical moments of the civilization. It approaches the relevant aspects that compose the technical process, as well as the contributions left by scholars.
Palavras-chave: Processamento Técnico - história; Bibliotecas – processamento técnico; Bibliotecas – história.


Introdução


O processamento técnico no seu contexto histórico e atual é analisado neste artigo. Levando em conta as práticas discursivas de profissionais atuantes nesta área e o discurso realizado por estudiosos. A organização do conhecimento é mostrada como uma necessidade e para tal mostra-se a evolução desta sistematização desde a Antigüidade até aos nossos dias.

Há quem diga que a Biblioteconomia não é uma ciência e nem uma tecnologia. Ela é uma arte de organizar bibliotecas (Souza, 1997, p. 49).

Pode-se dizer também que a Biblioteconomia (de Biblion = livro ou informação + Théke = acervo ou coleção + nomos = norma ou regulamento) é o conhecimento sobre os procedimentos e critérios necessários para organizar o acervo de livros contendo informações de natureza diversa. A organização da informação pode acontecer independente do suporte em que esta se encontrar, não sendo necessariamente em livro. Em se tratando de organização, as bibliotecas ou centros de documentação passaram por fases e modificações. Critérios e procedimentos foram sendo incorporados ao sistema de bibliotecas e fazendo com que os profissionais atuantes acompanhassem essas mudanças. Como eram as bibliotecas, então, organizadas no passado?

Os diferentes períodos da História trouxeram acontecimentos que marcaram e refletiram-se em épocas vindouras. A História da Biblioteconomia revela por aspectos relevantes que hoje comentados ou discutidos fazem-nos refletir melhor o porquê de determinadas práticas cotidianas.

Assim, neste século XX, as Bibliotecas ou Unidades de Informação discutem as formas de cooperação bibliográfica, mecanismos de busca, a Internet e a disponibilização dos acervos automatizados. Formatos Bibliográficos para poder concretizar a cooperação e intercâmbios mundiais, enfim, são estes os aspectos relevantes que demonstram a validade de analisar-se a História do Processamento Técnico para podermos compreender o presente atual.

Visto que a aspecto agora discutido é o processamento técnico das bibliotecas, o objeto de estudo deste artigo. Para tanto, o objetivo geral é analisar, do ponto de vista histórico o desenvolvimento do processamento técnico, tanto com relação aos discursos impressos publicados por estudiosos com relação à prática discursiva de profissionais especialistas atuantes na área em foco.

Pode-se então perguntar: mas em meio a toda esta tecnologia, há ainda que se falar em processamento técnico? Bem, talvez houvesse algumas formas de responder a esta questão, e provavelmente uma delas seria a de que o material bibliográfico necessita ser preparado, disseminado e disponibilizado ao usuário. Portanto, ainda que os tempos mudem, os processos técnicos provavelmente sempre existirão, acompanhando, é claro, as mudanças tecnológicas e a atualizações que se fizerem necessárias.

Mas o que são processos técnicos? Segundo Silva & Araújo (1995, p. 51), “ são considerados processos técnicos todos os procedimentos biblioteconômicos: a catalogação, a classificação, a alfabetação, a ordenação dos livros nas estantes e o preparo técnico o mecânico do livro”. Osório & Alfano colocam que “para que a biblioteca possa alcançar seus objetivos, é imprescindível a organização de seu acervo, ou seja, é necessário que cada livro passe por uma série de processos técnicos que permitam sua recuperação em meio aos demais” (1994, p. 25).

Depois neste mesmo trabalho, eles descrevem cada item detalhadamente, ou seja, o tombamento, carimbagem, número de chamada (classificação e notação de autor), catalogação, preparo físico (p.25-45).

A História da Biblioteconomia mostra quais problemas envolveram o processamento técnico de bibliotecas e parece oportuno discuti-los a partir de uma revisão de prisma histórico.

Para tanto, objetivou-se analisar, entre outros aspectos, o posicionamento de autores quanto ao processamento técnico; detectando as tendências vigentes e influências vivenciadas pelos autores. Um outro objetivo foi levantar e analisar a opinião de especialistas quanto ao processamento técnico e como eles vêem a evolução deste aspecto nas bibliotecas nacionais, já automatizadas.

Assim, tendo como foco os objetivos aqui propostos, é possível prosseguir dizendo que, como prática da ciência tradicional, um trabalho científico requer um relato das partes lógicas da pesquisa e dentre elas está o método empregado. Ao anunciar o que vai ser tratado no trabalho, procuramos esclarecer também como foi tratado, quais os caminhos percorridos para se chegar aos objetivos propostos, qual o plano adotado para o desenvolvimento.

O plano metodológico adotado para o desenvolvimento do estudo dividiu-se em duas etapas. Em um primeiro momento, optou-se pela análise do discurso dos textos sobre o processamento técnico, definindo-se, assim, um ponto de vista histórico.

Em uma segunda etapa, foi prevista a realização de entrevistas a especialistas, como continuidade ao conhecimento contemporâneo da história do processamento técnico.

Com relação ao instrumento de coleta de dados, com a intenção de conhecer o modo como vem acontecendo o processamento técnico de Bibliotecas Universitárias atualmente, optou-se pela entrevista estruturada, aplicada aos diretores de quatro sistemas de bibliotecas automatizadas, pertencentes às Instituições de Ensino Superior.

Para a entrevista, proposta para o segundo momento do estudo, foi utilizado um gravador, papel e caneta.

Foram entrevistados, em um total de quatro sujeitos, diretores de sistemas de informação que atuam como profissionais na gerência de bibliotecas e centros de informação, em universidades. O roteiro de entrevista consta de seis questões abertas, distribuídas de acordo com as questões do tema proposto, conforme anexo 1.

O critério utilizado para a escolha dos sujeitos foi que estes teriam que ser diretores de sistemas de informação de universidades paulistas.

Da análise dos discursos da bibliografia referenciada abaixo, elegeram-se como categorias as temáticas do processamento técnico, em sua evolução histórica, ou seja: a catalogação, a classificação, a indexação.

Esta análise teve como foco do discurso textual o histórico do processamento técnico das bibliotecas.

Na década de 60, selecionamos para análise os seguintes autores: Lasso de La Veja, 1961 – La biblioteca central universitaria y las de faculdades; Centralization and Descentralization in Academic Libraries: symposium, 1961.; Tauber, 1961 – Centralization and descentralization in academic libaries.

Para a década de 70, foram escolhidos os textos: Ferreira,1979 – Redes nacionais de informação, catalogação na fontes e outras experiências; Ferreira, 1976 – Centralização e descentralização das bibliotecas universitárias brasileiras; Greene, 1975 – Lends: na approach to the centralization/descentralization; Spiller, 1975 - Comentários sobre as bibliotecas de universidades brasileiras; Torres, 1977 – Um sistema de duplicação de catalogação da biblioteca pública municipal de Santo André.

Na década de 80 os textos foram: Brunetti, 1983 – Proposta de uma metodologia para integrar os programas de educação de usuários aos objetivos educacionais da universidade; Campos & Bezerra, 1989 – Biblioteca escolar: estrutura e funcionamento; Carvalho, 1981 - Relatório do seminário sobre biblioteca central x bibliotecas setoriais; Ferreira, 1980 – Bibliotecas universitárias brasileiras: análise de estruturas centralizadas e descentralizadas; Rodrigues & Mata, 1987 – A aquisição e o processamento técnico centralizados da biblioteca universitária, Watts, 1983 – a brief for centralized library collections; Woodsworth, 1987 – Descentralization is the best principle of organization design where it fits.

Finalmente para a década de 90 temos: Akabassi (1992) - Avaliação do programa de educação de usuários na universidade federal do Espírito Santo; Amaral, 1995 - Serviços bibliotecários e desenvolvimento social; Champy & Nohria, 1997 – Avanço Rápido; Cunha & Robredo, 1993 - Necessidade de integração das políticas de informação no Mercosul; Pregnolatto, 1994 – Um estudante universitário – um programa de usuários – um usuário de biblioteca?

Quanto às entrevistas, foram analisadas no discurso dos entrevistados, a experiência que cada um dos profissionais obteve no decorrer de sua atuação nas unidades de informação, ou seja: como estava estruturada a organização; como se dava o tratamento técnico do acervo; como acontecia o gerenciamento nestas unidades de informação e como este acontece nos dias atuais. Igualmente foram questionadas: quais a limitações e até mesmo as vantagens e desvantagens nesta forma de processamento técnico. Em meio a toda esta tecnologia que avança a cada dia, questionou-se, por último, como fica o processamento técnico das unidades de informação. Organização das Bibliotecas: da Antigüidade Clássica ao Século XX

Na Antigüidade Clássica, eram as pessoas consideradas “sábias” as responsáveis pela biblioteca. Na Idade Média só os religiosos tinham livre acesso às bibliotecas, portanto a organização das mesmas ficava ao encargo dos monges copistas e padres responsáveis pelo bom andamento dos serviços bibliotecários. Confirmando a esta afirmação Martins (1996, p. 71), conta que : “ Até a Renascença, as bibliotecas não estão à disposição dos profanos: são organismos mais ou menos sagrados, ou, pelo menos, religiosos, a que têm acesso apenas os que fazem parte de uma certa ‘ordem’, de um ‘corpo’ igualmente religiosos”.

Segundo Martins, a Idade Média conheceu três espécies diferentes de bibliotecas: as bibliotecas monacais (e entre elas incluiremos, não só por afinidade como por suas origens históricas, a da Vaticana), as bibliotecas das universidades e as bibliotecas particulares (mesmo as que eram constituídas pelos reis e grandes senhores pertenciam-lhes a título por assim dizer privado ou pessoal); apenas mais tarde, por força de uma evolução natural, é que elas se transformaram em bibliotecas “oficiais” e públicas (Martins, 1996, p. 82).

Os mosteiros e conventos foram definidos, no período medieval, como bibliotecas: mesmo arquitetonicamente pode-se ver a veracidade, pois em muitos deles os armários eram embutidos nas enormes paredes.

.Um provérbio então corrente afirmava que “mosteiro sem livros, praça de guerra sem armas”: Claustrum sine armario, quasi castrum sine armamentario (Martins, 1996, p. 83). Então são as bibliotecas monásticas as fontes da ciência e da fé cristã? E que tipo de organização recebiam? Como eram armazenadas as informações pertinentes à época? Para quem eram? Quem as tratava?

Com o propósito de responder a estas questões Martins cita Charles Saraman que esclarece:

Coleções essencialmente particulares, mas que desempenhavam por força das coisas, o mesmo papel que tinham representado e que representarão de novo, a partir da Renascença, certas bibliotecas, isto é, o de instituições públicas. Tanto quanto podemos saber, elas eram ao mesmo tempo centros de confecção de livros e depósitos de obras antigas e modernas, e, ainda, postos de venda, de trocas e de empréstimo. Mas, estavam reservadas quase unicamente às necessidades do culto e `a curiosidade dos clérigos letrados. O aspecto novo do livro (codex e não mais volumen) obrigava `a adoção de móveis adaptados às novas circunstâncias: armários e estantes, nos quais os livros deitados, às vezes acorrentados, eram confiados a um especialista, conservador da livraria e, simultaneamente, chefe do scriptorium. Desses livros confeccionados ali mesmo, adquiridos, doados, legados ou trocados, classificados, existem catálogos, e atém algumas vezes, catálogos coletivos (Martins, 1996, p. 84)
A figura do bibliotecário neste período da História não é mencionada, mas é já nos albores da Renascença que a biblioteca começa a adquirir o seu sentido moderno, a sua verdadeira natureza, como também nessa época surge junto ao livro a figura do bibliotecário.

É neste momento da História que o livro aparece pela primeira vez no sentido mais estrito, não o livro escrito por um escritor, é o momento em que o livro é sentido socialmente como necessidade. Pela narração de Martins (1996) e analisando o que a História registra, a biblioteca não disponibilizava seu acervo, seus serviços a todo e qualquer usuário que dela necessitasse. É bem verdade que havia os iletrados e estes não tinham vez. Percebe-se que havia um cuidado todo especial com o acervo. O monopólio dos sacerdotes ( os letrados) é que fazia, portanto, que o acesso ficasse restrito.

A informação não era acessível a todos, era propriedade dos dominantes da época. Porém, era organizada ou pelo menos havia tentativas de organização, o que mostra que independente da época a sistematização da informação nos mais variados suportes mostra-se necessária.
Catalogação Bibliográfica: visão histórica

Perfazendo a história da catalogação bibliográfica vê-se que , no decorrer dos séculos e dos relatos impressos, o catálogo tem suas raízes na Antigüidade. Hoje existe o questionamento sobre a utilidade ou não do catálogo nas bibliotecas, visto que com a chegada da automação e da Internet esta ferramenta de recuperação da informação, na visão de alguns, tornou-se obsoleta. Mas não é intenção deste estudo defender a utilidade ou não do catálogo, embora muitas vezes este detalhe possa estar implícito nestas páginas. Para tanto, serão focalizados os aspectos históricos do assunto. Para Dias (1967, p. 1):

... existem catálogos desde que existiram as primeiras bibliotecas. Até meados do século passado não eram propriamente catálogos, no sentido especializado da palavra, mas apenas ‘listas’ ou ‘inventários’, ou ainda simples ‘relações’ das obras existentes nas bibliotecas. Não havia ainda a preocupação nem a necessidade de racionalizar ou sistematizar a elaboração dos catálogos tais como hoje existem, com características uniformes e compatíveis com o rápido progresso da ciência biblioteconômica.

Fiuza esclarece que: “no século XIII, a atividade catalográfica desenvolveu-se nos mosteiros ingleses, com a tentativa de fazer-se um catálogo de seus acervos; no século XIV, apareceu a idéia de símbolos de localização mais completa de edições e a preocupação de se identificarem as obras publicadas ou encadernadas junto” (1987, p. 44).



O final do século XV e o século XVI, segundo ainda Fiuza, representaram um grande desenvolvimento nas atividades acadêmicas, intelectuais e científicas. Com a invenção da imprensa, por Gutenberg, os acervos de bibliotecas e das livrarias precisavam ter uma organização mais cuidadosa. Konrad Gesner, bibliógrafo suíço publicou, em 1545, uma bibliografia arranjada alfabeticamente por autor, à qual foi acrescentada em 1548 um índice de assunto. Esta bibliografia pretendia ser universal e citar todas as obras impressas publicadas no mundo. Mais tarde, Andrew Maunsell(1695), livreiro inglês, determinou os elementos básicos para a descrição bibliográfica. A primeira tentativa de um código nacional e a de catalogação em ficha aconteceu em 1791, quando o governo francês publicou instruções para organização das bibliotecas estabelecidas depois da Revolução, onde se incluía um código de catalogação (Fiuza, 1987, p. 45). Mas o próximo catálogo de Oxford, publicado em 1620, representava um catálogo organizado de localização, consistindo de uma listagem alfabética de todos os livros da biblioteca sem levar em conta seu arranjo nas prateleiras. A partir daí, a função inventário não mais deveria ser uma parte das funções do catálogo da biblioteca (Norris, D.M. apud Lubetzky, 1979, p.6). Em 1840 o bibliotecário Anthony Panizzi, juntamente com seus colaboradores da Biblioteca do Museu Britânico de Londres, elaborou as primeiras noventa e uma regras de catalogação, considerado o primeiro dos modernos códigos. Em 1868 Cutter inicia suas Regras Para Um Catálogo Dicionário Impresso (o título foi mudado em edições posteriores para Regras Para Um Catálogo Dicionário). Em 1889 chegam as Instruções Prussianas, elaboradas por homens de formação científica e filosófica, foram adotadas não só na Alemanha, mas também na Áustria, Hungria, Suécia, Suíça, Dinamarca, Holanda e Noruega. Em 1967, foram substituídas pela RAK (Regeln fur die alphabetishe Kataloisierung), cujas regras são regidas por princípios modernos, adaptadas ao uso do computador e a acordos internacionais. O código Anglo-Americano de 1908 foi o primeiro produto bem sucedido da cooperação Britânica e Americana. Entretanto, até 1967, quando da publicação da edição preliminar da Regras de Catalogação Anglo-Americanas, o código Anglo-Americano de 1908 foi, junto com as Regras de Cutter, o código oficial para a maioria das bibliotecas públicas britânicas. Em 1920, surgiu o Código da Biblioteca da Vaticana, idealizado por um grupo de bibliotecários americanos. Baseado na A. A. Rules (1908), foi redigido especialmente para atender a reorganização da Biblioteca Apostólica da Vaticana. Em 1944, A L A Rules, foi elaborada pela American Library Association. Em 1953, veio a público o Cataloguing Rules and Principles, por Seymour Lubetzky. Em 1961, surgem os Princípios de Paris, foram adotados na Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação. Em 1968, o AACR1 – Anglo American Cataloging Rules, fundamentado no código de Lubetzki e nos Princípios de Paris, representa o compromisso entre as novas idéias de catalogação e o que foi constatado como problemas reais em grandes bibliotecas que dispunham de catálogos extensos. Em 1978, surge o AACR2 – Anglo American Cataloguing Rules, 2ª ed.. A catalogação como representação descritiva do documento sugere muito mais do que simples listas inventariais ou qualquer outro produto do gênero. O ato de catalogar, alguns chamariam ‘processo’, ‘técnica’, ‘arte’ (Mey, 1987, p. 4) implica em técnicas para a descrição do conteúdo, o registro bibliográfico fiel, que somadas ao conhecimento e domínio do catalogador tornam esta prática essencial nas bibliotecas e nos centros de informação. Segundo Taylor (1989), catalogação “ é a operação que consiste em colocar a coleção de livros e outros materiais que fazem parte do acervo de uma biblioteca em ordem e fazer um catálogo que servirá de índice indicativo de seus componentes individuais.
Classificação Bibliográfica: ponto de vista

Desde a mais remota Antigüidade, para Fonseca, os autores de sistemas de classificação bibliográfica têm procurado inspiração e modelo nas classificações filosóficas. Nos séculos VI ao I A C. pensadores chineses elaboraram sistemas filosóficos a partir de classificações de textos. O mesmo autor fala de um bibliotecário da biblioteca imperial da China que, já num dos primeiros séculos depois de Cristo, estabeleceu uma classificação bibliográfica coincidente, do ponto de vista fundamental, com a que foi proposta, vários séculos depois, por Francis Bacon História, Filosofia e Poesia. Ao contrário dos chineses, os gregos foram mais realistas do que nominalistas, porque acreditavam que as idéias existem efetivamente e a coisas derivam delas por meio de participação – universalia ante rem – elaboraram classificações puramente especulativas. O autor ainda comenta que “classificar as ciências é um trabalho tão difícil quanto complicadas são as relações entre elas. Mas no caso de livros a complicação é exageradamente maior, porque o mesmo livro pode tratar de diferentes ciências, ou pode discutir um problema que envolva muitos campos do conhecimento” (1988, p.295).



Na tentativa de atender aos objetivos deste estudo, essa seção aborda as classificações bibliográficas citando Fonseca que, além das Classificações Bibliográficas, abordou também o aspecto filosófico. A seguir dando um panorama histórico e geral cita-se Piedade (1983) que comenta acerca da primeiras classificações e seus momentos.

As primeiras notícias que temos a respeito das classificações de bibliotecas datam de antes da era cristã. Segundo Piedade (1983, p. 69), consta que os tabletes de argila (os livros da época da Biblioteca de Assurbanípal, rei da Assíria entre 669 e 626 A C., estavam divididos em dois grandes grupos: Ciências da Terra e Ciências do Céu. Entre os anos de 260 e 240 A C., o chefe da Biblioteca de Alexandria, Calímaco, publicou um catálogo, o pinakes, no qual os livros aparecem divididos segundo o tipo de escritores em: poetas: épicos, cômicos, trágicos, ditirambos; Legisladores; Filósofos: geométricos, matemáticos; Historiadores; Oradores; Escritores de tópicos diversos. As bibliotecas medievais mantinham os livros ordenados por tamanho, ou em ordem alfabética pelos nome dos autores ou, ainda, em ordem cronológica. Em 1545-48, Konrad Von Gesner, sábio e naturalista suíço, publicou a célebre Bibliotheca Universalis, mostrava como ordenar os livros segundo uma classificação considerada por Edward Edwards como a primeira classificação bibliográfica (Piedade, 1983, p. 70). Na mesma época, surgiu na França o chamado Sistema Francês ou Sistema dos livreiros de Paris, cuja autoria é atribuída ao jesuíta Jean Garnier e ao livreiro Gabriel Martin. A Alemanha foi fértil em sistemas de classificação, os quais, entretanto, não transpuseram suas fronteiras. Na Itália, destacaram-se os sistemas de Natale Battezzati (Nuova Sistema di Catálogo Bibliographico, Milão, 1971) e G. Bonazzik, que combinou os sistemas de Hartwig e Dewey, em seu Schema di Catalogo Sistematico per le Biblioteche ( Parma, 1890). É nos Estados Unidos que surge a primeira classificação de grande importância universal, a Decimal Classification de Melvil Dewey, publicada ela primeira vez anonimamente, sob o título: A Classification and Subject Index for Cataloguing and Arranging of Books and Pamphets of a Library. Em seguida vem a Expansive Classification (Boston, 1891-93). Em 1899 o sistema da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos foi desenvolvido para ser utilizado por essa entidade. O segundo sistema de classificação bibliográfica em sua importância universal é a Classificação Decimal Universal, devida a Paul Otlet e Henri de La Fontaine, publicada em 1905 pelo Instituto Internacional de Bibliografia, hoje Federação Internacional de Documentação. James Duff Brown (1816-1914), com a primeira experiência feita na Clerkenwell Public Library, é o autor do único sistema de classificação geral importante da Inglaterra. Henry Bliss (1870-1955), bibliotecário do College of the City of New York, elaborou um sistema de classificação que intitulou Bibliographic Classification, publicado pela primeira vez no Libary Journal, em 1912, e em última edição (terceira) em 1940-53. O último grande sistema de classificação bibliográfica geral a surgir foi a Classificação de Dois Pontos de Shiyali Ramamrita Ranganathan (1892-1972). A literatura mostra que na tentativa de organizar o conhecimento oriundo das ciências, sistemas de classificações foram sendo criados, estes vieram das próprias ciências que a cada nova descoberta descortinavam-se em forma de conhecimento. Contudo, no decorrer desta viagem histórica, percebe-se a necessidade de organização deste conhecimento. As classificações surgem e fazem parte desta organização, desde antes da era cristã, como conta Piedade (1983), até os dias atuais com toda a tecnologia disponível. Há de se pensar que para cada época, as técnicas, bem como as ferramentas necessárias sejam utilizadas para que este conhecimento não se perca, mas torne-se disponível a quem dele precisar.
Dewey e a prática bibliotecária. A Biblioteconomia moderna é uma criação americana, como afirmam Miksa (1986) e Souza (1997, p. 53). Melvil Dewey é, sem dúvida, o maior responsável pelo estabelecimento da educação formal para a Biblioteconomia nos Estados Unidos. É impossível falar em Biblioteconomia sem falar de Dewey. Como teórico ou técnico é de fundamental relevância. A Biblioteconomia tem até os dias atuais resquícios da participação e atuação de Melvil Dewey em sua História. Uma das críticas feitas a Dewey surgiu depois do início da escola de Biblioteconomia na Universidade de Chicago e especialmente depois do estabelecimento em 1951 dos padrões da ALA, foi que os programas educacionais não foram orientados à pesquisa ( Miksa, 1986, p.360). Este é um ponto de discussão desde a difusão da pesquisa e seu desenvolvimento recente em quase todas as áreas profissionais de serviço. A crítica anterior não tem se restringido à educação bibliotecária. As mesmas investigações têm tentado mostrar que a culpa do desenvolvimento da educação bibliotecária é da profissão, a Biblioteconomia. Talvez isto se explique devido ao tecnicismo que durante muito tempo norteou os profissionais. A Biblioteconomia era sinônimo de técnicas que tinham um papel relevante no ensino e na prática bibliotecária. E até hoje para muitos leigos no assunto, quando se fala em Biblioteconomia as pessoas só associam à catalogação, classificação e outros serviços técnicos. O bibliotecário na sua busca incessante pela perfeição, organizava bibliotecas com o intuito de servir e utilizar as técnicas aprendidas na Escola de Biblioteconomia. Então, era preciso conhecer as regras de catalogação, de classificação e indexação e este saber deveria ser mostrado na prática cotidiana. Com o passar dos anos, a profissão tomou um outro rumo. Tornou-se competitiva. O mercado hoje pede bibliotecários não só técnicos, mas também aptos a tratarem e disseminarem a informação na linguagem, na forma e no momento em que o usuário solicitar. A propósito, este profissional deve ter uma cultura que lhe permita entender e saber como e o que informar ao usuário. Quando falamos em cultura, lembramo-nos da formação européia em que os profissionais mais do que tecnicistas eram eruditos. O aspecto social da biblioteca, ora esquecido pelos defensores do tecnicismo, necessita de uma maior reflexão por parte dos profissionais. Então podemos ver que estas questões que ora refletem-se nos anos vividos por Dewey já eram colocadas para análise e reflexão e, mesmo passados tantos anos, o problema perdura até os nosso dias. Entendemos, portanto, da visão de Dewey que o bibliotecário deveria trazer, em sua bagagem educacional, um conhecimento prévio que somado ao conhecimento adquirido, o tornariam um profissional em condições de exercer a profissão, pois deste modo poderia ser competente para administrar uma biblioteca, exercendo assim suas funções. Logicamente tudo isto somado às técnicas tão relevantes para a época. Acreditamos que a preocupação de Dewey estava em formar profissionais com habilidades para o trabalho bibliotecário. Não importava o mais alto grau de instrução, mas se ele iria desempenhar seu papel como bibliotecário. Até porque a Biblioteconomia nos Estados Unidos não acontece como graduação, mas como pós-graduação. No tempo de Dewey não era dado o valor para a educação universitária o que contesta Tarapanof quando coloca que “o profissional da informação deve ter desempenho superior e depende de um aprendizado superior. O aprendizado além de formal (Bacharelado, Mestrado e Doutorado) foge da esfera restrita das escolas para ser desenvolvido e praticado nas organizações sociais em geral.”, e ela afirma ainda que o treinamento em serviço e a educação continuada, a serem buscadas pelo próprio indivíduo devem basear-se na observação e necessidades do dia-a-dia e estarem norteadas para a qualidade e o conhecimento (1997, p. 23). Este conhecimento quando aplicado ao processamento técnico da biblioteca torna o trabalho menos moroso e mais aprazível. Por isso, hoje, torna-se estranho olhar para trás e ver o tecnicismo dos bibliotecários que resumiam a Biblioteconomia em apenas no processamento técnico dos livros. O bibliotecário era meramente um técnico. Contudo, mesmo nos dias atuais se faz necessário ressaltar que a organização envolve o processamento técnico. O classificar, o catalogar, o indexar são ferramentas utilizadas para o organização desta informação. E cabe ao profissional bibliotecário a organização informacional. A visão do bibliotecário com o passar dos tempos tornou-se mais ampla. Ele precisa estar sempre se reciclando para estar sempre pronto e apto a atender. Este aprendizado, segundo Tarapanof, “exige a integração do indivíduo no seu próprio trabalho, visando os objetivos organizacionais e buscando na educação formal e informal a sua atualização e reciclagem”(idem). O processamento técnico do século passado não é mais o mesmo, devido a evolução da tecnologia e dos mecanismos disponíveis. É inadmissível que as práticas sejam as mesmas hoje. E por isso este histórico, para que cheguemos aos dias atuais e reflitamos em como era feito, como era processado o material, para que detectemos o avanço ou não deste processo tão antigo na história. Até porque muito embora autores tenham mostrado que o profissional bibliotecário não só faz o processamento técnico e que a Biblioteconomia não é sinônimo de “processamento técnico’, esta ferramenta faz parte de seu trabalho, de sua formação e, a propósito, ele precisa também saber para ensinar e/ou informar. Contudo, a Biblioteconomia não se resume apenas nisso, embora não se discuta sua relevância.
Processamento técnico: a atualidade

Após este relato de informações e os depoimentos das quatro IES1, analisadas a realidade de cada uma delas conclui-se que: a) ainda hoje no Brasil as bibliotecas estão passando por processos de mudanças que os países desenvolvidos chamariam de primários. A automação ainda não é uma realidade em todas as IES, pelo menos na sua totalidade. Métodos, estruturas e procedimentos precisam ser repassados e adaptados à realidade informacional da época em que vivemos. B) As décadas de 60 e 70 marcaram praticamente o auge da discussão sobre centralização e descentralização de estruturas organizacionais; contudo, esta reflexão permeia as bibliotecas hoje ainda quando se analisam os serviços e procedimentos disponibilizados. C) o processamento técnico centralizado em alguns casos é a solução mais eficaz e eficiente encontrada por IES. Porém, a descentralização, por outro lado, encontra seu lugar de destaque em outras IES. Portanto, não há espaço hoje para confrontação das duas estruturas. Cabe aos profissionais identificarem a melhor opção levando em conta os objetivos da IES em que atuam. A organização do conhecimento está em processo de tramitação. O conhecimento está ao alcance daqueles que estão aptos a alcançá-lo e a organização deste também. Mas, para alcançá-lo as pessoas necessitam de informações e estas precisam ser tratadas e processadas. O processamento técnico das bibliotecas tem aqui uma relevância significante pois é o setor da biblioteca que normalmente não aparece, porém, é o responsável pelo tratamento e processamento desta informação. Os componentes do P.T.: a classificação, a catalogação, a indexação, foram os fatores considerados neste estudo. Verifica-se, portanto, que estes requisitos passaram por modificações, implementações de estudiosos que na busca de atender a necessidade do mercado desenvolveram idéias que ora facilitavam o trabalho dos bibliotecários, ora traziam dificuldades. Mas o fato é que as teorias com suportes automatizados hoje existem e cabe ao profissional escolher o que melhor se adapte à sua realidade e necessidade.

O processo manual, que para muitos tornou-se obsoleto, é real em unidades de informação. Mas considera-se ainda que pior do que o manual é a automação sem o devido planejamento. A estrutura consistente de um processo manual permite uma automação segura que muitas vezes é ameaçada pela pressa, insensatez de alguns profissionais. E esta é a relação existente entre o processo manual e o automatizado.

As IES estadual(1) e a particular passaram por esta transição, mas não enfrentaram nenhum problema, justamente porque havia uma estrutura anterior que permitiu que os dados fossem somente transferidos, não havendo necessidade de se começar do zero. Contudo, existem instituições que possuem uma estrutura, em se tratando de pessoal, permitindo assim que a automação aconteça sem maiores problemas, como é o caso da IES federal. Trabalhando com o programa Microisis e dispondo de uma equipe de profissionais que se dividem em dois campi, ainda assim a disseminação da informação é alcançada. Esta instituição abandonou o processo manual completamente. O processo é automatizado, não dispondo de nenhum arquivo de catálogo manual. O que já não acontece com os dois primeiros casos que embora tenham optado pela automação, ainda conservam seu processo manual, para qualquer eventualidade. Esta é outra opção que deve ser cuidadosamente planejada pois envolve tempo, dinheiro, disposição das pessoas participantes. No geral as quatro IES têm um estrutura que permite a organização e o tratamento do P.T., sendo centralizado ou descentralizado. Com profissionais competentes na chefia e na parte técnica, é determinado assim o desenvolvimento das atividades. Percebe-se a preocupação com o compartilhamento de informações, a troca de informações entre as IES. A cooperação é realidade nas IES com exceção da IES federal. E a preocupação de cooperação não se restringe apenas a programas nacionais, mas se estende a redes internacionais como é o caso da IES estadual (2) que compartilha dados de uma rede internacional, a OCLC –Online Computer Library Center, o maior consórcio de bibliotecas do mundo. O acesso é on-line, contribuindo com informações para o banco de dados bibliográficos mais adiantado do mundo, dando o suporte para facilitar o compartilhamento de pesquisa global; além de compartilhar recursos com outras bibliotecas. É a rede que está na liderança do serviço de biblioteca e da tecnologia da informação. É um avanço tecnológico e informacional relevante na História das bibliotecas e unidades de informação. Considerando que o bibliotecário competente é aquele que ao assumir novas tarefas acompanha a evolução e garantirá o seu espaço como agente da informação, é impossível nos dias atuais manter-se longe desta tecnologia que tanto atrai os usuários dos serviços de informação. Afinal o alvo a ser atingido é o usuário que precisa sair satisfeito com os serviços disponibilizados pela biblioteca. É neste momento que se faz oportuno citar Krzyzanowski (1996, p. 5): “ no entanto, na atual conjuntura de grandes transformações onde a informação é poder e se apresenta sob diferentes e variadas formas, não basta ter o espaço, é preciso acrescentar a capacidade de ´encarar o cliente´, através de serviços bibliotecários com valores agregados, modernos, dinâmicos, de alta qualidade e adequados às expectativas individuais do pesquisador (cliente)”.

Desde a Antigüidade até os nossos dias, a informação passou por vários suportes. Houve sempre a preocupação com a sistematização para que o usuário pudesse ter acesso e fazer uso independente da finalidade. Visto ser o usuário (cliente) o foco dos serviços oferecidos por um sistema de informação, reflexões sempre precisam ser feitas. E este breve relato histórico é um convite a uma reflexão sobre a organização da informação desde a Antigüidade até os nossos dias com vistas a uma viagem no tempo, mas também a uma proposta reflexão de valores profissionais e, quem sabe, a uma mudança de hábitos tão necessária em determinadas IES.

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Anexo 1
Roteiro de entrevista:


1 –Quantas unidades de informação existem e onde é feito o processamento técnico do acervo?

2 – Processamento técnico manual ou automatizado?

3 – Qual a relação entre eles?

4 – Como estão estruturados a organização e o tratamento do processamento técnico?

5 – Como acontece o gerenciamento?

6 – Quais as vantagens e limitações que vê nesta forma de processamento técnico?







1 Os discursos orais dos profissionais foram conseguidos através de um roteiro de entrevista (anexo 1), aplicado pessoalmente a cada um dos diretores de bibliotecas. Foram entrevistados IES estadual (1), IES particular, IES federal e IES estadual (2).



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