Biografia de Martin Heidegger



Baixar 96.57 Kb.
Página1/4
Encontro29.07.2016
Tamanho96.57 Kb.
  1   2   3   4





Biografia de Martin Heidegger

Martin Heidegger nasceu a 26 de setembro de 1889 em Messkirch (Grão-ducado de Baden), Alemanha, onde sua família já estava radicada há vários séculos, e faleceu em 26 de maio de 1976, em Freiburg-im-Breisgau, parte da Alemanha Ocidental, cidade totalmente católica.

Seu pai, Friedrich Heidegger (1851-1924), era fazedor de barris e um sacristão católico, incumbido das vestes e dos objetos sagrados, de tocar os sinos e também de cavar as sepulturas no interior do templo. Sua mãe Johanna Kempf Heidegger (1858-1927) era decorada da igreja de São Martinho e tinha uma amiga que era mãe de um jovem que teria uma promissora carreira eclesiástica chamado Conrad Grober(1872-1948), amigo de Heidegger. Heidegger era o filho mais velho de três: Mariele e Fritz.

Heidegger mostrou uma preocupação religiosa precoce e teve seu interesse despertado para a filosofia ainda ao tempo de seus estudos básicos, através da leitura do filósofo católico do final do século XIX Franz Brentano. Do cedo início de estudos a conseqüência foi que Heidegger rapidamente passou para os estudos secundários, pouco comum naquela época aos jovens da zona rural. Impressionou-o a psicologia “descritiva”, como é apresentada no Von der mannigfachen Bedeutung des Seienden nach Aristoteles ("Dos vários significados do Ser de acordo com Aristóteles" - 1862) de Brentano. De seu estudo inicial de Brentano procede também seu entusiasmo pelos gregos, especialmente os pré-socráticos. Após terminar os estudos básicos, Heidegger entrou para a ordem dos Jesuítas. Como noviço, estudou a Escolástica (filosofia cristã medieval) e a teologia tomista, na universidade de Freiburg. No que diz respeito a sua formação Universitária, Heidegger a concluiu na própria terra natal. Foi através de Conrad Grober, futuro arcebispo de Freiburg, que Heidegger teve a oportunidade de fazer os estudos secundários em Constança de 1903 a 1906 e em seguida estudou em Freiburg de Bresgau de 1906-1909, onde se tornou excelente aluno de grego, latim e francês.

Por toda sua vida madura Heidegger esteve obcecado pela possibilidade que há um sentido básico do verbo "ser" que jaz atrás de sua variedade de usos. Suas concepções quanto ao que existe, é uma Ontologia (o estudo do que é, do que existe: a questão do Ser) dependente dos filósofos antes de Sócrates, da filosofia de Platão e de Aristóteles, e dos Gnósticos. Foi influenciado ainda por diversos filósofos do século 19 e do início do século 20, principalmente pelo pensador católico dinamarquês Kierkegaard e pelos filósofos alemães Friedrich Nietzsche (1844-1900) e Wilhelm Dilthey (1833-1911), e pelo seu mestre e criador do método fenomenológico, Edmond Husserl (1859-1938).

Quando ainda em seus 20 anos, Heidegger estudou em Freiburg com o filósofo Heinrich Rickert (1863-1936), culturalista neokantiano que se preocupava com a fundamentação metodológica da história, e com Husserl, que era então já famoso. A fenomenologia de Husserl, e especialmente sua luta contra a inclusão da psicologia nos estudos essenciais do homem -- que ele sentiu que devia, em vez, ser conduzido no nível filosófico -- determinou o substrato da dissertação doutoral do jovem Heidegger (1914). Em 1914, alista-se, mas é dispensado por razões de saúde, após dois meses de vida militar.

Como Heidegger aprendeu com Husserl, é o método phenomenological e não o método científico que revela os modos de ser do homem. Assim, ao seguir este método, Heidegger cai em conflito com a dicotomia da relação sujeito-objeto, que implicou tradicionalmente que homem, como cognoscente, é algo dentro de um ambiente que ele confronta. Esta relação, entretanto, deve ser transposta. O saber mais profundo, ao contrário, é matéria do phainesthai (grego: "mostrar-se" ou "estar na luz"), a palavra da qual phenomenologia, como um método, é derivada. Algo está exatamente "lá" na luz. Assim, a distinção entre o sujeito e o objeto não é imediato, mas vem somente mais tarde com a conceitualização, como nas ciências.

Em 1916 habilitou-se para o magistério com um estudo filosófico franciscano do escocês falecido na Alemanha, John Duns Scotus (1266-1308). na Universidade de Freiburg, com uma aula sobre o Conceito de tempo nas Ciências Históricas. Em todos esses trabalhos, transparece a influência da fenomenologia de Husserl. O que mais tarde Heidegger disse e escreveu sobre a ansiedade, pensamento, perdão, curiosidade, angústia, cuidado, ou medo com certeza não se referia à psicologia; e o que ele disse sobre o homem, não pretendeu que fosse sociologia, antropologia, ou ciência política. Suas proposições objetivavam descobrir maneiras de ser.

Após a conclusão do curso universitário, um dos grandes acontecimentos na vida de Heidegger foi seu casamento, estava noivo desde 1915, com uma de suas alunas, Elfriede Petri, casando-se em 1917, ela era filha de um oficial do exército e sempre foi voltada ao estudo, dedicava-se a leitura de Goethe e conhecia perfeitamente o francês. Quando ficaram noivos, ela se empenha com todo finco pelo trabalho de Heidegger, por volta de 1920, ela já percebe que seu marido é o mais novo gênio filósofo do século e lhe dá as melhores condições de trabalho, é assim que Heidegger escreveu obras filosóficas tão profundas, pois sua esposa sempre esteve a seu lado, sabia em que momentos ele mais precisava dela. Heidegger dedicou a Elfriede grande parte de suas obras com o subscrito: “Sua constante assistência ao longo de todo meu caminho tem sido o apoio de que eu não poderia dispensar”. É também nesta mesma época que Heidegger se envolve com outra de suas alunas, desta vez foi Hannah Arendt (1906-1975) que se transformou em uma das mais famosas filósofas políticas, por quem criou um amor muito grande que perdurou toda a vida dos dois, Elfriede já não cuidava tanto de Heidegger e deixava muitas de suas obras ficarem quase perdidas, isto se não fosse seu irmão Fritz Heidegger. Heidegger e Hannah estiveram juntos por muito tempo, depois se separaram, mais nenhum dos dois conseguiu esquecer um do outro, mantiveram uma longuíssima correspondência por anos, na qual Hannah relembra “Quando estavam juntos, fazendo uma caminhada, ou sentados no banco de jardim , Heidegger falava e ela ouvia. Como sugere a correspondência, os monólogos de Heidegger eram sobre o seu pensamento filosófico, filosofia antiga e moderna, literatura, poesia, música e natureza, assuntos pelos quais Hannah se interessava desde o início da adolescência. Seus colóquios eram acerca de Sócrates, Platão e Heráclito permaneceram na memória de Hannah como preciosos tesouros, segundo ela: “Ninguém sabe dar uma aula como você dá, e ninguém deu uma igual antes de você, sendo um excelente professor que dominava a filosofia como se tivesse doado totalmente a ela e como se ela fizesse parte do seu eu”.

Heidegger e Elfriede tiveram dois filhos e seu casamento se tornou um escândalo, pois Elfriede era luterana de batismo e a cidade de Freiburg, onde moravam, muito católica. Esta cidade tinha muito cuidado com Heidegger e sua obra, pois sempre lembravam-se do berço católico em que fora criado, e esse casamento representava uma traição ao catolicismo e a cidade. De qualquer forma, foi em 1920 que Heidegger rompeu definitivamente com o catolicismo, surgindo assim a idéia de ateísmo que por muito tempo o acompanhou. Se Heidegger tivesse casado-se com Hannah Arendt, não seria diferente pois ela tinha ascendência judia.

Neste mesmo período, uma das atividades que trouxe mais prestígio a Heidegger foi uma série de cursos sobre a filosofia do ser em Parmênides. Durante estes cursos, Heidegger foi professor de Hannah que afirmou : “Distinguiu com Heidegger entre um objeto de erudição e uma coisa pensada, verificando que a relação dos filósofos com a política, desde Platão, é uma relação dilemática, e a tentação de servir à tirania, para impor uma verdade, é grande”. As obras mais importantes de Hannah Arendt foram : “Entre o Passado e o Futuro”, “A Condição Humana” e “As Origens do Totalitarismo”.

Em 1923, Heidegger assumiu uma das cátedras de filosofia da Universidade de Marburg e começou a projetar-se entre os especialistas, através de interpretações muito pessoais dos pensadores pré-socráticos, como Heráclito de Éfeso (séc. VI a.C.) e Parmênides de Eléia (séc. VI a.C.). Moço ainda e agora um colega de Husserl, era de esperar que Heidegger levasse o movimento fenomenológico mais longe dentro do espírito de seu antigo mestre. Entretanto, de grande vocação religiosa, ele preferiu seu próprio caminho, e em 1927 surpreendeu o mundo filosófico alemão com Sein und Zeit ("O ser e o tempo"). Essa obra projetou-o de imediato como o mais famoso representante da filosofia existencialista, qualificação que ele mais tarde repudiou, um trabalho que, embora quase impossível de se ler, foi imediatamente considerado da maior importância. O livro foi aclamado como um trabalho profundo e importante não somente em países de língua germânica, mas também nos países latinos, onde a fenomenologia era já bem conhecida, mas a língua alemã nem tanto. A dedicatória de Ser e Tempo foi : “A Edmund Husserl em testemunho de veneração e amizade” o livro foi redigido em Todtnauberg (que encontra-se também na dedicatória) a casa de campo de Heidegger, mais tomou forma com sua estadia em Marburgo e surgiu, como foi dito pela imprensa anos mais tarde, do nada. É também em Marburgo que faz amizade com Rudolf Bultmann, que o leva a conhecer o ser dentro da teologia protestante, mantendo também amizades com Max Scheler e Karl Jaspers, um de seus melhores amigos como Hannah ( Jaspers também foi professor de Hannah Arendt). Um dos problemas que Heidegger teve foi de onde ele nunca esperaria, com seu mestre Husserl, que se decepciona com Ser e Tempo, se entristecendo com seu melhor aluno.

Ele influenciou fortemente Jean-Paul Sartre, na França e outros existencialistas, e, apesar dos protestos de fé do próprio Heidegger, ele foi considerado, por força do livro Ser e Tempo, como um líder do existencialismo ateu. Entretanto, entre os intelectuais ingleses, mais avessos aos modismos, sua recepção foi um tanto fria, e sua influência foi insignificante por várias décadas.

Na ocasião da publicação de "O ser e o tempo", Heidegger era professor "ordinarius" em Marburg onde lecionou por diversos anos (desde 1923). Renunciou esse lugar e, em 1928, retornou a Freiburg, desta vez como o sucessor da cátedra de Husserl. Seu discurso de posse na cátedra foi Was ist Metaphysik? ("Que é Metafísica?" - 1929) no qual elabora um de seus temas favoritos, das Nichts; isto é, o nada.

O esforço filosófico de Heidegger procura investigar originariamente a questão fundamental da metafísica. Superar a metafísica para ele não é aniquilar o pensamento da tradição. É recuperar o sentido esquecido do ser. O maior legado do pensamento metafísico não reside no que ele pensa e reflete. Está no que não pensa nem reflete, mas sugere pensar e refletir em tudo que pensa e reflete.

Contudo, maiores esclarecimentos sobre: metafísica, fenomenologia, ontologia, enfim como é e quais as temáticas abordadas pela filosofia heideggeriana, serão feitos na seqüência deste trabalho.




Contexto Histórico

Existe algo na história de Heidegger que deixou espaço para questionamentos tais como: Foi Heidegger nazista? Qual a relação entre a filosofia heideggeriana e a ideologia nazista?

Embora a filosofia de Heidegger não fosse o nazismo, há ligações visíveis entre esta filosofia e o movimento geral das idéias e dos acontecimentos que geraram o nazismo. Pois, é essa adesão do filósofo ao nazismo que serviu de pano de fundo o para o desenvolvimento do pensamento heideggeriano.

No início dos anos 30 ocorreu uma reviravolta no pensamento de Heidegger, afastando-o do problema do ser e do tempo. Isto foi negado por Heidegger, ele mesmo, que insistiu desde sua juventude naquela mesma pergunta fundamental, mas em seus últimos anos tornou-se claramente mais relutante em voltar ao assunto e oferecer qualquer resposta ao problema básico do ser e do tempo. Em 1933 acontecimentos políticos levaram-no a aderir ao nazismo, por pouco tempo devido certamente apenas ao desenlace desfavorável da guerra, mas nem por isso uma participação foi menos eloqüente. O jornal Der Lemnche, na sua edição do dia 03 de maio de 1933, prova a adesão de Heidegger ao partido nazista. Outros textos, como o serviço do trabalho (20/06/1933), o apelo em favor de Hitler de 12/11/1933, não deixam margens para qualquer dúvida acerca da sua adesão, que não foi mera a concessão aos poderosos do momento.

Em várias de suas obras aparecem claramente expressões do espírito nacionalista, manifestadas, justamente, desde 1933, época de ascensão do nazismo ao poder. Na Introdução à Metafísica (1953), por exemplo, Heidegger convoca o povo alemão, que ele acredita estar esmagado entre duas gigantescas sociedades de massa – União Soviética e Estados Unidos -, a recriar o grande “começo” do pensamento ocidental. Em outros textos, Heidegger afirma que filosofar só é possível em grego e alemão.

Sua participação na política cultural do terceiro reich teve início mesmo antes que Adolf Hitler assumisse o poder. Com o crescimento do partido e sua penetração nos meios intelectuais, as universidades alemãs foram expostas a pesadas pressões. Esperava-se que apoiassem a "revolução nacional" e eliminassem os intelectuais judeus e suas doutrinas (tais como a da relatividade). O reitor em Freiburg, um cientista anti-nazista, renunciou como protesto, e a equipe de professores elegeu por unanimidade o engajado Heidegger como seu sucessor.

O discurso de posse de Heidegger na reitoria ("A auto-afirmação da universidade alemã") foi uma ampla afirmação de Nazismo. Para garantir, ele dividiu as tarefas dos estudantes em serviço do trabalho, serviço militar, e serviço científico. Porém, para seus admiradores, ansiosos por livra-lo tanto quanto possível de compromissos com a ideologia nazista, Heidegger estava apenas copiando a política educacional autoritária de Platão, e afinal, alegam, o discurso sequer terminou com um "Heil, Hitler!", mas com uma citação da república de Platão: "todas as grandes coisas se expõem ao perigo".

No entanto, em seu discurso Heidegger não mostra adesão última à filosofia nazista. No texto ele incita à pergunta "o que é ser?", coloca sua advertência contra perder-se alguém em "coisas" que o alienam do ser autêntico (Seiendes), e opõe-se à especialização científica. Porém, entrou para o partido nazista e apesar de renunciar à reitoria em 1934, em várias ocasiões pronunciou sólidos discursos pró-Hitler. "o Führer”, ele mesmo disse, "é a realidade alemã, presente e futura, e sua lei". Não é de se esperar que o defensor da autenticidade não fosse ele mesmo autêntico, inclusive enquanto nazista.

A história do Nacional Socialismo depois de 1934, e até o fim da II Guerra Mundial, pode ser dividida em duas partes com aproximadamente igual duração de seis anos. É importante, para compreender a adesão de muitas pessoas inteligentes e sensatas ao nazismo, reconhecer que o primeiro período foi de promessas que pareciam de realização justa e eminente, e, aparentemente, apenas o segundo foi marcado por inquestionáveis crimes cometidos pelo partido até a desilusão e a derrota final. Os anos entre 1934 e 1939, foram gastos pelo Partido em estabelecer o inteiro controle em todos os níveis da vida na Alemanha. Durante aqueles anos Hitler e seu movimento ganharam o apoio e mesmo o entusiasmo da maioria da população alemã. Muitos alemães haviam crescido conscientes dos conflitos políticos, da instabilidade econômica e política, e da desordem geral que caracterizou os últimos anos da República de Weimar. Eles saudaram com crescente esperança o forte, decisivo, e aparentemente competente governo implantado pelos nazistas. Após 1934 a interminável orda de ociosos na Alemanha rapidamente diminui na medida que os desempregados eram colocados a trabalhar em projetos de obras públicas e nas fábricas de armamento que se multiplicavam rapidamente. Os alemães foram arrastados para esse movimento de massas, ordeiro, poderosamente objetivo, destinado a restaurar a dignidade, o orgulho e a grandeza do seu país, e devolver-lhe o primeiro lugar no palco europeu. A recuperação econômica dos efeitos da Grande Depressão e o forte nacionalismo alemão era, assim, os fatores-chave no apelo do Nacional Socialismo para a população alemã. Finalmente, os êxitos constantes de Hitler no campo diplomático e suas conquistas externas a partir de 1934 até os primeiros anos da II Guerra garantiram o apoio incondicional da maioria dos alemães, inclusive muitos que haviam inicialmente se oposto a ele.

Porém, após a destruição do Estado Hitleriano, o pensamento de Heidegger conheceu um sucesso prodigioso, mesmo em países que poderíamos considerar pouco inclinados a acolhe-lo em virtude das suas origens. Tal fato nos leva a refletir. O pensamento de Heidegger deve satisfazer certas necessidades ideológicas da Europa Contemporânea, corresponder certas tendências e fascinações, das quais foi expressão convulsiva e exaltada à crise fascista dos anos trinta.

Com a ascensão nazista de Hitler, Heidegger e Husserl ficaram em campos diferentes, pois Husserl tem ascendência judia. Neste período Hannah Arendt está em Viena, lá chega a seu conhecimento que Heidegger tinha se tornado um nazista, imediatamente ela o escreve pedindo satisfações, este responde com uma interrogação, afirmando que, se fosse verdadeiramente um nazista teria tido um caso amoroso com uma judia feito ela ?

Em novembro 1944 Heidegger parou de lecionar. A invasão da Alemanha derrotada pelas potências aliadas tornou difícil a situação dos nazistas mais destacados. Em 1945 ele foi proibido de lecionar oficialmente e suas atividades nazistas foram investigadas. Não foi incriminado em nenhum dos crimes praticados pelos partidários de Hitler e por isso não perdeu seus direitos a uma aposentadoria. Deu regularmente influentes conferências nos anos 1951-58, e continuou um intelectual importante dentro do movimento fenomenológico internacional até seu falecimento em 1976. Depois de aposentado como professor emérito da Universidade de Freiburg em 1952, comunicava-se apenas com um restrito círculo de amigos e discípulos.




Cronologia

1889 – Martin Heidegger nasce em Messkirch, a 26 de setembro.

1910 – Heidegger escreveu Abraão de Santa Clara.

1912 – Publica O Problema da Realidade na Filosofia Moderna

1914 – Início da Primeira Guerra Mundial. Heidegger publica um pequeno trabalho intitulado A Teoria do Juízo no Psicologismo – Contribuição Crítico-Positiva à Lógica.

1915 – Heidegger torna-se livre-docente na Universidade de Freiburg.

1916 – Com a aula sobre o O Conceito de Tempo nas ciências históricas habilitou-se para o magistério na Universidade de Freiburg, e publicou A Doutrina das Categorias e da Significação de Duns Escoto.

1918 – Término da Primeira Guerra Mundial.

1923 – Heidegger torna-se professor em Marburg.

1927 – Publica a primeira parte de Ser e Tempo.

1928 – Torna-se professor na Universidade de Freiburg. Trotsky é deportado para a Sibéria.

1929 – Heidegger publica Kant e o Problema da Metafísica e O que é a Metafísica? (lição inaugural na cátedra de Freiburg).

1933 – Heidegger torna-se o primeiro reitor nacional-socialista da Universidade de Freiburg e no momento da posse discursou sobre A Auto-Afirmação da Universidade Alemã; dando boas-vindas ao advento do nazismo, expressando suas esperanças numa “completa revolução da existência germânica”. Adolf Hitler é eleito chanceler da Alemanha.

1934 – Após dez meses de reitoria, demite-se por discordância com o regime. Sua passagem na reitoria foi rápida, mas durante esse período – diz Alasdair Maclntyre, um de seus intérpretes – não só aplaudiu, como participou da destruição da liberdade acadêmica e afastou-se de seu antigo mestre Husserl, que era judeu.

1936 – Publicou Hölderlin e a Essência da Poesia.

1939 – Inicia-se a Segunda Guerra Mundial.

1942 – Publica A Doutrina de Platão da Verdade.

1943 – Publica Da Essencialização da Verdade.

1945 – Fim da Segunda Guerra Mundial.

1949 – É editado Sobre o Humanismo.

1950 – Publica Caminhos Silvestres.

1951 – Publica Dilucidações à poesia de Hoelderlin.

1953 – Heidegger publica a Introdução à Metafísica e Caminho do Campo.

1954 – Publica O que provoca pensar? e Conferências e Artigos.

1956 – É editado Que é Isto – A Filosofia? de Heidegger e Sobre a questão do Ser.

1957 – Publica O Princípio do Fundamento e Identidade e Diferença.

1959 – Publica Caminho da Linguagem.

1961 – É editado Nietzsche.

1962 – Publica a Questão da Coisa e A Tese de Kant sobre o Ser.

1967 – Publica A arte e o espaço.

1968 – Publica A Physis em Aristóteles.

1969 – É editado A Questão do Pensar.

1970 – Heidegger junto com Eugen Fink publicam Heráclito.

1972 – Publica A Razão da Identidade.

1974 – É editado A Concepção Onto-teo-lógica da Metafísica.

1976 – Dia 26 de maio morre, em Freiburg.


As obras de Heidegger ainda estão sendo editadas - há vários textos inéditos – e devem perfazer 100 volumes no projeto da editora Klostermann, de Frankfurt. Seu filho Hermann Heidegger coordena e supervisiona a edição dessas obras.


  1   2   3   4


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal