Blocos de Estudo 4° Ano Bloco 1: Data



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Blocos de Estudo - 4° Ano

Bloco 1:

Data:__/__/__

Observação: O texto a seguir deve ser recortado e colado no caderno.


De trote em trote, agarrei o velhote
Serafina era uma velhinha bem diferente das velhinhas que a gente conhece. É mais diferente ainda das velhinhas que moram sozinhas. Nem um bichano, de verdade ou de pano. Nem um canarinho, de gaiola ou de ninho. Nem um pequinês, azul, amarelo ou xadrez.

Mas não era por isso que Serafina era diferente. Não era porque ela tinha cabelos brancos e andava pela casa

o dia inteiro de tamancos.

Ainda não era porque ela fazia tricô e crochê e bolos e biscoitos e bombons e doces em calda. Nada

disso. Nessas coisas, até que Serafina era bem parecida com as velhinhas que a gente costuma ver por aí. A

diferença de Serafina era bem outra: passar trote pelo telefone. Ela escolhia um número qualquer da lista,

discava e ficava inventando coisas, dizendo mentirinhas. Era uma lengalenga que não tinha mais fim.

E ela dizia coisas mais ou menos assim:

- Alô, aqui é a Serafina. Eu sou loura, alta e tenho 22 anos...

Então, um dia, ela escolheu um número qualquer da lista. Era o número do telefone de um velhinho,

o Serafim. E para azar de Serafina, o velhinho tinha sido seu namorado há muitos anos, nos tempos de

colégio. Mas Serafina nem se lembrava mais disso. Aconteceu que Serafim foi logo reconhecendo a voz

dela(...). Ele era um velhinho fantástico. Bastava escutar a voz de alguém, uma vez só, em qualquer lugar do

mundo, que ele nunca mais se esquecia dela.

E acabaram marcando um encontro de mentirinha, na casa de Serafina, para o dia seguinte.

Serafina achava que era impossível o velhinho aparecer por lá. Afinal, ela não disse onde morava

nem nada. Depois, ela achava que não tinha cabimento uma velhinha namorar de verdade. Aquilo era uma

brincadeirinha de nada. Namorico de telefone. (...)

No outro dia o velhinho apareceu na hora marcada. Apareceu e foi entrando pelo portão, como

acontece com quem já conhece a casa. Tocou a campainha.(...)

Serafina olhou pelo olho mágico. Pra falar a verdade, ela não queria abrir a porta, não. Mas também

seria uma maldade deixar o velhinho lá fora. Vai ver que alguém confundiu a casa e bateu em porta errada-

pensou Serafina.

Nem tinha acabado de abrir a porta, o velhinho foi entregando um botão de rosa a ela. Serafina ficou

branca de susto.(...) Ela não teve dúvidas. Aquele velhinho de terno de linho branco que estava ali na sua

frente, era o mesmo rapaz de 25 anos, com quem ela havia falado ontem pelo telefone.

Mas que depressa, Serafina tentou explicar ao velhinho todo aquele mal-entendido. Que aquilo tinha

sido um trote, uma brincadeirinha que todo mundo faz pelo telefone. E, além do mais, ela não tinha idade

para namorar.

Mas Serafim não queria saber de nada. Nem dos quês nem dos além do mais de Serafina. Disse que

não queria perder mais tempo com explicações, porque ele também já tinha perdido muito tempo na vida. E disse mais. Disse que, se estava ali, era para namorar. Pelo menos foi o que combinaram por telefone.

Conversa vai, conversa vem, não foi que aquele namorico de telefone foi dar um namorão?!

Serafim até já fala em casamento. Mas Serafina acha que ainda é muito cedo, e que eles devem

namorar um pouco mais para se conhecerem melhor. E depois, assim como está, está bem bom!



Mauro Martins

Coleção Girassol/ Editora Moderna

Questão 1:

Leia as informações retiradas do texto.



Nem um bichano, de verdade ou de pano. Nem um canarinho, de gaiola ou de ninho. Nem um pequinês,

azul, amarelo ou xadrez.
Analisando as frases anteriores dentro do contexto, podemos dizer que a velhinha da história:

a) não gostava de ter animal de estimação, pois eles sujavam a sua casa.

b) preferia ter um namorado por companhia que um animal de estimação.

c) gostava de ser diferente, por isso não tinha nenhum animal por companhia.

d) tinha outra distração, por isso não precisava dos animais de estimação.
Questão 2:

A velhinha da história era diferente porque:


a) andava o dia todo de tamancos.

b) sabia fazer bolos e doces muito melhor que as outras.

c) gostava de passar trotes para se distrair.

d) fazia crochê muito melhor que as outras velhinhas.


Questão 3:

O que a velhinha queria ao ligar para Serafim?



Questão 4:

Era uma lengalenga que não tinha mais fim.
A palavra “lengalenga”, de acordo com o contexto, quer dizer que:
a) a velhinha falava muito devagar.

b) a conversa telefônica era comprida.

c) o trote era desagradável para quem o recebia.

d) a conversa era muito cansativa.



Questão 5:

Explique, com suas palavras, por que o velhinho ficou interessado na Serafina.


Questão 6:

Qual a explicação que Serafina deu ao velhinho para não querer casar?


Questão 7:

Serafina era uma velhinha bem diferente das velhinhas que a gente conhece.

Nem tinha acabado de abrir a porta, o velhinho foi entregando um botão de rosa a ela.
As palavras “velhinho” e “velhinha” estão no diminutivo, porque:
a) Serafim e Serafina eram muito baixinhos.

b) eles não eram pessoas importantes.

c) é uma maneira carinhosa de se referir aos idosos.

d) nenhuma das alternativas anteriores.





Bloco 2:

Data: __/__/__

Observação: A poesia a seguir deve ser copiada no caderno.


De mão em mão
Nas suas mãos eu entrego

Todas as mãos que aqui estão

Vamos ficar de mãos dadas

Disso eu não posso abrir mão.


Tem gente que é mão-aberta

Tem gente que é mão-de-vaca

Tem gente que é mão-de-ferro

Tem gente que tem mãos de fada.


Tem gente com as mãos leves, bondosas

Tem gente que maltrata com as mãos

Tem gente com mãos carinhosas

Que agradam, afagam e consolam.
Parte de um poema retirado do livro Histórias para Ouvir e Cantar – Ed. Globo, 1993.

Questão 1:


Reescreva a última estrofe, passando-a para o singular.

Questão 2:


Observe um dos versos do poema.
Tem gente que tem mãos de fada.”
Passe as frases para o plural, com base no que você observou no verso anterior.
a) Tem gente que tem mão de pintor.

b) Tem gente que tem mão de artista.

c) Tem gente que tem mão de cozinheira.

d) Tem gente que tem mão de cabeleireiro.





Bloco 3:

Data: __/__/__

Observação: Os textos 1 e 2 devem ser copiados no caderno.



TEXTO 1:


O texto a seguir foi escrito por um aluno da 3ª série que se chama Rogério. Ele precisava pesquisar sobre “baratas”. Isso mesmo! Baratas.

O garoto baseou-se em fatos que leu em uma enciclopédia e escreveu o texto que você vai ler agora.

A BARATA
A barata é um animal nocivo porque causa muitos prejuízos. Ela rói roupas, papéis, tapetes e tudo o que pode. Existem no mundo inteiro e só no Brasil há mais de mil espécies.

As baratas são de cor castanha ou quase negra e têm o corpo achatado e escorregadio. Dentro da boca existem 4 a 6 dentes, que servem para triturar os alimentos. Possuem asas desenvolvidas, mas voam pouco. No entanto são boas corredoras. Elas também têm duas longas antenas.

As baratas são muito sujas e transportam no seu corpo muitos germes, que contaminam tudo o que tocam. Elas comem lixo e se escondem em buracos e frestas. À noite, saem de suas tocas à procura do que comer.

Texto baseado nas informações da Enciclopédia Delta Universal.
Questão 1:

a) Onde Rogério poderia publicar esse texto? Por quê?


b) Retire do texto:

- Duas informações novas para você.

- Duas informações conhecidas para você.
Questão 2:

a) Qual é a sua reação ao se encontrar com uma barata? Por quê?




TEXTO 2:


Leia agora outro texto, também sobre baratas.


HISTÓRIA DE BARATA
Sou uma barata. É isso mesmo que vocês escutaram. Uma ba-ra-ta! Pobre de mim! Escura, cascuda,

duas antenas que mais parecem chifres, sou mesmo horrorosa. O bicho mais detestado do mundo. Vão me

vendo e botando o pé. Querendo matar, esfacelar.

- Oh! Uma barata! Mata, mata essa nojenta!

A nojenta, é claro, sou eu. A rejeitada. Sem nunca ter feito mal a ninguém. Só porque nasci feia e sem

graça nenhuma. Não é à toa que vivo pelos cantos, no escuro da noite, sempre correndo. Morrendo de medo

daquele homem que vai meter o pé ou daquela mulher que vai me dar uma vassourada. Isso quando ela não

desmaia antes, de HORROR!


Maria do Carmo Brandão. Barata tonta

Belo Horizonte, Editora RHJ, 1987

Questão 3:

Complete o quadro, buscando nos dois textos, as informações semelhantes.(O quadro deve ser recortado

e depois de respondido, colado no caderno.)


As baratas são de cor castanha, quase negras.







As baratas têm duas antenas que parecem chifres.







À noite, elas saem de suas tocas em busca do que comer.









Questão 4:

a) Qual foi o objetivo do autor no primeiro texto?


b) E no segundo texto?

Questão 5:
A nojenta, é claro, sou eu. A rejeitada. Sem nunca ter feito mal a ninguém. Só porque nasci feia e sem graça nenhuma.”
Localize e copie, do texto escrito pelo Rogério, a informação que diz o contrário da informação acima.


Bloco 4:

Data:__/__/__
Produção de texto
Você vai criar um texto. Escolha um animal e pesquise sobre ele em alguma enciclopédia ou em sites da

internet. Escreva um texto científico sobre ele, não se esquecendo de que não é para copiar, mas para



colocar informações que são importantes e de forma clara.

Bloco 5:

Data:__/__/__
Produção de texto
Baseando-se nas informações que você buscou no texto que você produziu (bloco 4), escreva uma história sobre o seu animal, como se ele estivesse falando. Baseie-se no texto escrito por Maria do Carmo Brandão (bloco 3).


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