Bluetooth Aluno



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2.2 Redes Bluetooth




2.2.1 O que são redes Bluetooth



Bluetooth é o nome dado a novo padrão de tecnologia que substitui os cabos e utiliza a comunicação via radio para conectar dispositivos eletrônicos portáteis e não portáteis. Este padrão define uma estrutura uniforme para que uma grande variedade de dispositivos comunique-se com esforço mínimo do usuário. As principais características deste padrão são robustez, baixa complexidade, baixa potência(consumo) e baixo custo. Esta tecnologia também oferece acesso sem cabo para LANs, PSTN, redes de telefone móvel e internets para aplicações domésticas e interfaces de palms portáteis(fig 2).
Este padrão pretende alcançar uma aceitação global de forma que qualquer dispositivo que faça uso desta tecnologia, e que em qualquer lugar no mundo, possa conectar-se a outros dispositivos que estejam próximos, indiferentemente da marca do fabricante. Dispositivos Bluetooth são capazes de se comunicar sem fio em curtas distâncias, são redes ad hoc chamadas piconet. Cada unidade pode se comunicar simultaneamente com mais de 7 unidades por piconet. Cada unidade pode pertencer simultaneamente a varias piconets. Estas piconets são estabelecidas dinamicamente e automaticamente à medida que dispositivos Bluetooth entram e saem das proximidades do alcance do piconet.

Figura 2

2.2.2 Motivação para Bleutooth

A motivação para Bluetooth vem do crescimento da tecnologias e do interesse do mercado.

A habilidade de empacotar muitos transistores em uma pequena área de silício tem feito pequenos sistemas embarcados serem capazes de executar protocolos complexos. Controladores embarcados em dispositivos, agora são capazes de ser programados, controlados e usados em muitas aplicações interessantes. Portanto, dispositivos inteligentes podem ser embarcados no trabalho e na casa dos usuários. Muitas técnicas são capazes de conectar estes dispositivos em rede, então essas podem ser chamadas como “redes embarcadas”. Um progresso significante tem ocorrido no desenvolvimento de sensores pequenos e baratos, os quais podem captar sinais do ambiente do usuário, sem a interação do usuário ou um comando explícito. Novos tipos e marcas de eletrônicos como JINI e Piano (as quais podem ser construídas sobre uma plataforma Bluetooth, e especificam quais informações eles trocam e como se comunicam) possibilitam a interação entre uma variedade de dispositivos. Esta tecnologia tem explorado a possibilidade de criar um ambiente “"ubiquitous computing"”. Neste ambiente, os dispositivos são controlados e ativados por uma combinação de sistemas inteligentes, bem como por sensores, estrategicamente localizados, que funcionam sem suporte do usuário. A facilidade para a automatização, depende fortemente da habilidade dos dispositivos para se comunicar(sem fio) entre si, com servidores centrais mais inteligentes, repositórios de informações, sensores e atuadores. O Bluetooth oferece soluções para estas necessidades.


2.2.3 história do Bletooth

Bluetooth foi inventado em 1994 por L. M. Ericsson of Sweden. O padrão foi nomeado em homenagem a Harald Blaatand "Bluetooth" II, rei da Dinamarca 940-981A.D. Uma pedra runica foi erguida em sua cidade natal Jelling(Jutland) e a escrita dizia:



    1. Harald converteu Danes o cristianismo.

    2. Harald controlou a Dinamarca e a Noruega.

    3. Harald pensa que notebooks e telefones celulares devem se comunicar.

O Grupo Especial de Interesse (GEI) foi fundado pela Ericsson, IBM, Intel, Nokia e Toshiba em fevereiro de 1998 para desenvolver uma especificação aberta para conexões sem fio de curta distância. O GEI agora é composto, também, pela 3COM, Microsoft, Lucent e Motorola. Mais que 1900 empreses se uniram a GEI nos últimos anos.

2.2.4 Desafios do Sistema

Originalmente criado para possibilitar o projeto da comunicação universal sem fio para computadores portáteis, computadores pessoais e telefones celulares, rapidamente tornou-se claroque existem muitas outras aplicações para o padrão Bluetooth. Portanto, o padrão Bluetooth não só tentou superar as limitações das redes com fio, mas também procurar oferecer uma variedade de outros serviços, e criar oportunidades para novos modelos de uso.


2.2.5 Requisitos do Sistema

O sistema Bluetooth é agora reconhecido não só por ter substituído a tecnologia de cabos. Várias inovações estão sendo exploradas, principalmente em áreas onde o Bluetooth pode ser usado. Isto impõe alguns requisitos ao sistema. Alguns desses requisitos serão comentados abaixo:

O requisito mais importante para comunicação sem fio é que deve haver um framework universal que ofereça recursos para acessar informações através de diversos conjuntos de dispositivos (por exemplo, PDA’s, laptop’s, PC’s, telefones móveis, aplicações domésticas etc) desconectados fisicamente, amigabilidade para os usuários e que tenha um gerenciamento eficiente.

Em um cenário prático não se espera que todos os dispositivos sejam capazes de executar todas as suas funcionalidades. O usuário deve esperar que seus dispositivos executem (pelo menos) suas funções básicas em condições normais. Portanto, Bluetooth deve oferecer facilidades na interação entre dois dispositivos, quando próximos um do outro, onde todos os dispositivos estão munidos desta tecnologia.

O padrão deverá possibilitar os dispositivos a estabelecer conexões ad hoc. É, também, introduzido o paradigma da conectividade inconsciente, onde os dispositivos podem se conectar (quando próximos um dos outros) sem um comando ou interação explícita do usuário. Isto deveria permitir a utilização de vários recursos de informação para benefício do usuário.

É esperado que esta tecnologia suporte transmissão de dados e voz , pois esses são os dois tipos de informação mais transmitidos pelas redes atualmente. (As requisições para vídeo e multimídia também estão sendo impostas para as futuras versões do Bluetooth).

O padrão deve ser capaz de incorporar novas maneiras de uso sem a necessidade de registros (autorização) dos novos serviços.

A comunicação deve oferecer uma segurança similar a comunicação com cabos. Não deve haver nenhum problema de segurança ao mudar para uma plataforma sem fio.

As implementações do padrão devem ser simples, pequenas, potentes e eficientes para facilitar o uso móvel.

É necessário para o rápido desenvolvimento de sistemas, para benefício do Bluetooth e para conseguir alcançar o maior número de usuários, que o maior número de dispositivos adotem o padrão Bluetooth. Por estas e outras razões, o padrão Bluetooth tem sido desenvolvido sem regalias e sua aceitação mundial deve ser facilitada.


2.2.6 Desafios Técnicos

As requisições acima citadas envolvem técnicas complexas, não só em termos de funcionalidades para ser providas, mas também em termos de requisitos de capacidade e tamanho. A tecnologia projetada para encontrar os requisitos acima deve mostrar os seguintes desafios técnicos:

O sistema tem que usar uma banda não licenciada para haja uso e aceitação universal. Portanto, a banda Industrial, Científica e Médica (ICM) foi selecionada pelo Bluetooth. O desafio aqui é fazer um sistema robusto devido a interferências de outras bandas desta origem, nas quais incluem não só as bandas ISM de comunicação, mas também fornos microondas. Preferivelmente, cada transmissor deve utilizar o mínimo de potência necessária para não elevar os ruído para os outros usuários.

Os transceivers devem ser capazes de se adaptar rapidamente as mudanças no ambiente, pois os dispositivos serão móveis. Problemas já conhecidos em sistemas sem fio como o multipath fiding devem ser manipulados. O estabelecimento da conexão e os protocolos de rotina têm que operar em um ambiente onde o número, a localização e a variedade de dispositivos (Bluetooth) mudarão dinamicamente e rapidamente.

O tamanho das implementações deve ser pequeno para que a integração a dispositivos como palms e dispositivos móveis seja fácil.

O poder de consumo não deve ser maior que uma pequena fração do host, no qual a tecnologia do Bluetooth deve introduzida.

A tecnologia deve ser adaptável para dispositivos que tenham diferentes poderes computacionais e recursos de memória.

Deve haver o estabelecimento de conexão automático e inconsciente. O número e a identificação dos dispositivos próximos mudarão freqüentemente e estabelecer a conexão manualmente será inconveniente. O número de dispositivos será muito grande para que os usuários lembrem ou procurem o endereço de cada dispositivo que eles queiram (ou precisem) se conectar.

A sincronização dos clocks entre unidades de comunicação,é um requisito que tem que ser alcançado. Cada dispositivo terá seu próprio clock com o seu próprio pulso e sua própria confirmação de estabelecimento de conexão, especialmente CDMA.

Considerações sobre segurança devem ser satisfeitas. Dispositivos Bluetooth farão parte do uso pessoal das pessoas e irão conter e comunicar suas informações pessoais, informações de negócios ou outros dados importantes que devem ser protegidos. A criptografia deve facilitar, mas este é apenas um dos requisitos necessários dentre outro, para que haja segurança.

Existem algumas aplicações sem fio em redes do escritório e pessoal, a qual provê de muitos serviços parecidos aos providos pelo Bluetooth como: IrDA, OBEX e HomeRF. Todos estes serviços têm uma certa similaridade, mas tem também diferentes características que os fazem mais apropriados para determinadas aplicações. Portanto, para alcançar uma completa integração, Bluetooth tem que estar apto a operar com as outras tecnologias (pelo menos nos serviços em que a tecnologia Bluetooth é a mais apropriada). Isto será vantajoso para o padrão, pois torna possível a aceleração do desenvolvimento de protocolos de camadas mais elevadas como TCP/IP e WAP.

Bluetooth é uma tecnologia que pretende satisfazer a demanda acima.


2.2.7 Conectividade Ad hoc

A maioria dos sistemas de conexão sem fio como redes públicas de telefones celular (GSM, DAMPS, IS-95) ou outras redes privadas (Hiperlan,-II, DECT ou Personal Handyphony system) usam uma arquitetura de rede na qual suas unidades de rádio (estações de base e terminais móveis) são estritamente diferentes. Isto é vantajoso em projetos como canal de acesso, canal de alocação, controle de tráfico, minimização de interferências etc. Podendo assim ser cuidado por estações base, e fazendo mais simples o projeto de terminais móveis. Nas redes ad hoc, não há diferenças entre duas unidades de rádio. A comunicação é feita par a par e com controle descentralizado. Convencionalmente, nas redes ad hoc sem fio, todos os dispositivos dividem um espaço em comum, dividem o mesmo canal e são mutuamente coordenados nesta divisão. No modelo de uso do Bluetooth, no entanto, isto não é suficiente quando o número de dispositivos Bluetooth em uma região for muito grande e somente poucos deles necessitam se comunicar de forma que coordenação mútua entre eles muito difícil e improvável. Isto leva ao conceito de scatternets (redes espalhadas) um grupo de redes em um mesmo espaço, mas se comunicando por canais distintos, com alguns dispositivos sobrepostos. Ver fig.3



Figura 3

Portanto está claro que os sistemas Bluetooth, devido à natureza de suas aplicações, terão que usar redes do tipo scatternet (rede espalhada) de conectividade ad hoc.

2.2.8 Arquitetura

A arquitetura do sistema para Bluetooth será devidamente descrita aqui. O sistema foi sido segmentado em várias camadas quase independentes, para facilitar a descrição conceitual. Estas camadas são descritas em detalhes nas especificações do Bluetooth. As especificações do projeto também descrevem certas propriedades para certas classes comuns de aplicações. Aplicações que podem ser implementadas sobre sistemas Bluetooth e podem alcançar uma uniformidade através de diversos fabricantes.


2.2.8.1 Pilha de Protocolo


A pilha de protocolo é mostrada na Fig.4.

Figura 5


A figura mostra que o protocolo consiste de uma camada de rádio na parte mais baixa, a qual forma a interface física de conexão. A banda básica e o Protocolo de Gerenciamento de Ligação (Link Manager Protocol-LMP) são destinados a estabelecer e controlar a ligação entre dois dispositivos Bluetooth. Estas três camadas mais baixas são tipicamente implementadas em hardware/firmware. O host controler é requisitado para fazer a interface com os protocolos mais do nível mais elevado L2CAP(Logical Link Control and Adaptation Protocol). O host controler é requisitado somente quando o L2CPA reside em software no host. Se o L2CPA também é um módulo Bluetooth, esta camada não deve ser requisitada, então L2CPA pode se comunicar diretamente com LMP e a banda básica. Aplicações residem acima da L2CAP. As subseções seguintes darão uma descrição de cada camada.

2.2.8.2 Camada de Rádio


O link opera em uma banda não licenciada ISM de cerca de 2.4GHz e usa um espectro de comunicação por difusão. A banda extendida de 2400 a 2483.5 MHz é utilizada na maioria nos países. No entanto, em países em que a banda ISM é menor, uma escala em versão menor é provida. Para espectros de difusão, a técnica de hopping Freqüência(HF) é utilizada. Como redes múltiplas não coordenadas podem existir nesta banda e causar interferências, uma rápida HF e pacotes pequenos de dados são usados,embora a taxa de erro ser alta, especialmente devido as fortes interferências de fornos de microondas (os quais operam nesta freqüência). A codificação CVSD foi adotada para voz. Os pacotes de cabeçalhos são protegidos por um redundante esquema de correção de erro para fazer os cabeçalhos robustos (quanto a erros).

A frequência de saltos são fixados em 2402+k MHz, onde k = 0,1...78. A taxa de pulos(saltos) nominais é de 1600 pulos por segundo. Isto dá um pulo a cada 625 microsegundos. A modulação usada é a Gaussiana pré-filtrada FSK Binária. O filtro Gaussiano tem BT = 0.5. A capacidade do transmissor é fixada em 0dBm para 10 metros de distância, mas isto pode ser elevado para 20dBm para 100m de distância. Muitas restrições são feitas para especificações de exatidão do clock, e tolerância quanto à freqüência de rádio.

Clock: Toda unidade Bluetooth tem um sistema interno de clock que determina a temporização e o hopping do transceiver. O clock do Bluetooth é derivado de um clock nativo, o qual nunca é ajustado e desligado. Para sincronização com as outras partes, apenas os offsets são usados, adicionados ao clock nativo e provendo clock temporário, os quais são mutuamente sincronizados. O clock do Bluetooth não tem relação com as horas do dia.

A temporização e a hopping freqüência do canal do piconet é determinado pelo clock do mestre. Quando o piconet é estabelecido, o clock do mestre é comunicado aos escravos. Os escravos armazenam o offset para ser usado enquanto comunica com um mestre em particular e usa isto para sincronizar o canal. Como o clock local não é modificado, diferentes offsets podem ser usados para participar de várias piconets.


2.2.8.3 Banda Básica


A banda básica é a camada que controla o rádio. Os saltos de freqüência são providos nesta camada. A banda básica também cuida do nível mais baixo de criptografia, para segurança das ligações. Os pacotes que viajam através de ligações sem fio são da responsabilidade da banda básica. Dois tipos de ligações podem ser estabelecidos:
SCO: Conexão Síncrona Orientada. Estas ligações são destinadas para o sincronismo de dados-tipicamente de vozes.

ACL: Assincronismo Sem Conexão. Essas ligações devem ser usadas para aplicações de transferência de dados (na qual não seja necessária uma ligação com sincronismo).


A banda básica tem funcionalidades que são requeridas pelos dispositivos para sincronizar seus clocks e estabilizar conexões. Procedimento inquiry para descobrir os endereços dos dispositivos próximos, também é uma funcionalidade realizada. Correção de Erros é uma funcionalidade presente para alguns tipos de pacotes. Muitos tipos de pacotes são especificados para algumas aplicações comuns, diferindo em suas capacidades de dados e correção de erros. As funções necessárias para gerar chaves de criptografia e chaves de ligações são definidas.

Controlador de estados

O controlador do Bluetooth opera principalmente em dois estados: Standby e Conexão. Existem sete subestados, os quais são usados para adicionar escravos e fazer conexões na piconet. Estes são: page, page scan, inquiry, inquiry scan, master response, slave response and inquiry response.

O estado Standby é o estado default de baixa potência. Apenas o clock nativo é executado, não há interação com nenhum dispositivo. No estado Conexão, o mestre e o escravo podem trocar pacotes usando o código de acesso do canal (mestre) e o clock do mestre. O esquema hopping utilizado é o canal do esquema hopping.

Estabelecimento de conexão

Normalmente, uma conexão entre dois dispositivos ocorre da seguinte forma: se nada é conhecido do dispositivo remoto, os procedimentos inquiry(1) e page(2) devem ser seguidos. Se alguns detalhes são conhecidos do dispositivo remoto, apenas o procedimento page(2) é necessário.

Primeiro Passo:

O procedimento inquiry possibilita um dispositivo descobrir os dispositivos estão no seu alcance, e determinar o endereço e o clock dos dispositivos.


O procedimento inquiry envolve uma unidade (fonte) que envia pacotes inquiry (estado inquiry) e recebe uma resposta.
A unidade que recebe os pacotes inquiry (o destino), estará no estado inquiry scan para poder receber o pacote inquiry.
O destino entrará no estado inquiry response e enviará uma resposta (do tipo)inquiry para o fonte.
Após o procedimento inquiry ser completado, a conexão pode ser estabelacida usando o procedimento paging.

 

Segundo Passo:


Com o procedimento paging uma conexão pode ser estabelecida. Tipicamente, o procedimento paging é seguido pelo procedimento inquiry. Apenas os endereços dos dispositivos Bluetooth são requeridos para que uma conexão seja setada. Conhecimentos do clock irão acelerar a configuração do método. A unidade que estabelece a conexão, automaticamente será o mestre da conexão. Os métodos ocorrem da seguinte forma:


O dispositivo (fonte) pagia outros dispositivos(o distino)

Estado Page

O destino recebe um pacote page

Estado Page Scan

O destino envia uma resposta para a origem

Estado Slave Response

A origem envia um pacote FHS para o destino

Estado Master Response

O destino envia uma segunda resposta para a origem.

Estado Slave Response

O destino&fonte escolhem o parâmetro do canal de origem.

Estado Master response & Estado Slave Response

 O estado de Conexão inicia com um pacote POLL enviado pelo mestre para verificar se escravo mudou para a temporização e canal de hopping freqüência esperada do mestre. O escravo pode responder com qualquer tipo de pacote.

 Modos de Conexão

Um dispositvo Bluetooth no estado Conexão podem estar em algum destes 4 modos: Activo, Hold, Sniff e Park.

Modo Active: no modo Active, a unidade Bluetooth participa ativamente no canal. O mestre agenda suas transmissões (para diferentes escravos) baseados na demanda do tráfego para diferentes escravos. Além do mais, suporta transmissões regulares para manter os escravos sintonizados com o canal. O escravo ativo escuta slots por pacotes vindo do mestre. Se o escravo ativo não for endereçado, este pode dormir até uma nova transmissão do mestre.

Modo Sniff: Dispositivos sincronizados a um piconet podem entrar no modo de salvar potência. No modo Sniff, o dispositivo escravo ouve o piconet em uma taxa reduzida, reduzindo assim o ciclo obrigatório. O intervalo Sniff é programável dependendo da aplicação. Este tem o mais elevado ciclo obrigatório dentre os outros 3 modos de salvar potencia (sniff, hold, park).

Modo Hold: Dispositivos sincronizados a um piconet podem entrar modo de salvar potência. A unidade mestre pode colocar a unidade escrava no modo Hold, onde apenas um contador interno está sendo executado. Unidades escravo podem pedir para entrar no modo Hold. A transferência de dados reinicia instantaneamente quando transações estão fora do modo Hold. Este tem um ciclo obrigatório intermediário (meia potência) dentre os outros 3 modos(sniff, hold, park).

Modo Park: no modo park, o dispositivo ainda está sincronizado com o piconet, mas não está partcipando do trafego. Dispositivos estacionados(parked) desistem de seu endereço MAC(AM_ADDR) e ocasionalmente ouvem o tráfego do mestre para sincronizar. Este modo tem o menor ciclo obrigatório dentre os 3 modos.

2.2.8.4 Protocolo Gerente de Ligações

As funções básicas do LMP podem ser classificadas como:



  1. Gerenciamento de Piconet

  2. Configuração das ligações

  3. Funções de segurança

Piconet é um grupo de dispositivos conectados por um canal comum, o qual é identificado pela sua única seqüência de saltos. Um dos dispositivos, geralmente o que iniciou a conexão é o mestre. Mais de 7 dispositivos podem ser conectados ao mestre e muitos outros podem estar conectados em baixa potência, no estado Park. Os dispositivos em uma piconet podem comunicar-se com outros através de ligações SCO e ACL. O canal compartilhado é gerenciado pelo mestre, com a ajuda de gerentes de Link em cada dispositivo. Ou seja, Dois ou mais dispositivos que precisam se comunicar, devem apenas estabelecer um piconet entre eles. Dispositivos podem fazer partes de mais de uma piconet ao mesmo tempo (fig 3).
 
O LMP provê de funcionalidades como: atachar/desatachar escravos, fazer a troca de regras entre mestre e escravo e estabilizar ligações do tipo ACL/SCO. LMP também manipula o modo de baixa potência hold, sniff e park.

A atividade de configuração da ligação inclue a configuração dos parâmetros, a qualidade de serviço e o poder de controle (se o dispositivo suporta isto). A autenticação de dispositivos para serem ligados e gerenciados, também é funcionalidades do LMP.


2.2.8.5 Controle de Ligação Lógica e Protocolo de Apatação(L2CAP)

É neste protocolo que a maioria dos aplicativos interagiriam, a menos que um host controlador seja usado. As funções básicas do L2CAP são:


Multiplexação: O protocolo deve permitir múltiplas aplicações entre dois dispositivos, simultaneamente.
Segmentação e Re-União:O protocolo deve reduzir o tamanho dos pacotes, para que estes pacotes sejam aceitos pela banda básica. L2CAP aceita pacotes a partir 64kb, mas os pacotes da banda básicos podem aceitar uma carga de 2745 bits. O procedimento reverso, que deve unir ordenadamente os segmentos do pacote, tem que está apto a receber pacotes.
Qualidade de Serviço: L2CAP permite aplicações demandar QoS com certos parâmentros que são: bandwith, latency(latencia) e variação de delay(atraso). L2CAP checa se a ligação prove disto, caso positivo L2CAP ainda checa se é possível.
Basicamente, L2CAP provê a camada de rede para aplicações e dos protocolos mais elevados.

2.2.8.6 Host Controlador de Interface


A estrutura básica que mostra como o host controlador de camadas está na pilha de protocolo. É mostrado na figura abaixo.

Figura 6


Para muitos dispositivos, o módulo bluetooth pode ser adicionado como um hardware separado, por exemplo, um hardware PCI no PC ou adaptadores USB no laptop. O módulo de hardware geralmente implementa as camadas mais baixas: rádio, banda básica e LMP. Então os dados para serem enviados para LMP e banda básica devem viajar por um barramento físico como USB. Um necessário um driver para este barramento no host (PC), e um host controlador de interface é necessário no módulo bluetooth para receber dado do barramento físico. Portanto se as camadas mais elevadas do Bluetooth (da L2CAP para cima) estão em software e as camadas mais baixas estão em hardware, algumas camadas extras são necessárias, são elas:
Driver HCI: Este é o driver para o host controlador de interface. Este reside no host, acima do barramento físico, e formata os dados para serem aceitos pelo host controlador (no hardware Bluetooth).
Host Controlador de Interface: Este reside no hardware Bluetooth e aceita comunicação através do barramento físico.

2.2.8.7 Camada de Aplicação


O L2CAP deve ser acessado diretamente por aplicações ou então através de protocolos como RFCOMM, TCS e SDP. As aplicações devem usar outros protocolos como TCP-IP ou WAP, o Bluetooth permite que eles operem entre si. As aplicações podem rodar PPP(Protocolo Ponto a Ponto), FTP ou outros protocolos específicos que sejam requeridos pelas aplicações. Uma aplicação pode usar o SDP para descobrir se o serviço que ele está querendo está disponível no outro dispositivo remoto. Muitas maneiras de uso foram propostas pelas indústrias, algumas das propostas são:

Três fones em um: Um celular pode trabalhar como: um ramal no escritório, um telefone do tipo PSTN se for disponibilizado um ponto de acesso para PSTN e como telefone móvel.

O troque da maleta: O aparelho móvel poderia se conectar a um laptop mesmo quando este está dentro da maleta disponibilizando facilidades como e-mail.

O sincronizador automático: Conectividade (sem ligação física) entre dois PDA’s ou laptops permitirão aplicações que automaticamente atualizar e sincronizar agendas e outros dados, quando alguma modificação for feita em um dos dispositivos.

Aparelho de mão sem fio: Este irá permitir o acesso para os aparelhos móveis dos usuários e serviços de áudio para dispositivos que estejam no bolso do usuário. Portanto, como as mãos livres, outras atividades serão possíveis.

Car kits: Dispositivo que permitirá o usuário utilizar o telefone no carro, sem ter que tirar as mãos do volante.

Além dos citados acima, existe uma grande variedade de outras aplicações para automatização em casa, compartilhamento de dados, durante encontros sem necessidade de um equipamento extra, sistemas de segurança, alarmes, acesso a redes em lugares públicos e o computador escondido foram sugerido. Alguns destes exemplos foram demonstrados com sucesso.[2][3][8][9][10]






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