Breve Histórico da Atividade Bancária no Brasil



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Breve Histórico da Atividade Bancária no Brasil




  • 1808: Criação do Banco do Brasil

Obs: exerceu também o papel de Banco Central até 1964, com a criação do BACEN, houve a descentralização das operações.

  • 1945: criação da SUMOC – Superintendência de Moeda e Crédito, a base para o BACEN.

Redução do número de bancos, de 508 para 336, em 1964.

  • 1964: Lei nº 4.595 – Lei da Reforma Bancária. Principais mudanças:

. O fim do limite de 12% a.a para as taxas de juros

. Criação do SFH – Sistema Financeiro de Habitação

. Incentivos para a fusão entre os Bancos

. Criação de outros tipos de instituições financeiras:

bancos comerciais, de investimentos, corretoras, etc

. Criação do CMN – Conselho Monetário Nacional

. Criação do Banco Central do Brasil

  • 1970 a 1988: maior período inflacionário no País, os bancos passaram a ter receita de floating, ou seja, receita obtida pela captação sem correção monetária e da aplicação dos recursos em trânsito em operações com correção monetária.

Obs: o ganho estava na velocidade de captar recursos e aplicá-los  desenvolve-se a tecnologia bancária.

  • 1989: Resolução nº 1524 do BACEN: criação dos bancos múltiplos, permitindo que instituições financeiras menores, como corretoras tornassem-se também bancos.

Obs: período de controle inflacionário, e conseqüentemente a redução da receita de floating, os bancos, de modo geral, passam a buscar outras alternativas de receitas, principalmente a de fornecimento de créditos (PF e PJ)  continua a necessidade de automação.

  • 1994: Plano Real  Plano de Estabilização da Economia, os bancos passam a cobrar tarifas e maior concessão de crédito e também de inadimplência.

  • 1995: Após o Plano Real, devido às perdas causadas pela inadimplência, alguns bancos não suportaram os prejuízos, entre eles: Nacional, Econômico e Bamerindus.

  • 1998: o BACEN criou a Central de Risco  um mecanismo auxiliar de controle de risco de crédito que expõe a situação de cada tomador no Sistema, ou seja, um cliente com operações em vários bancos, passou a ser visto de forma consolidada na Central, possibilitando ao fornecedor de crédito um controle sobre a vida financeira deste cliente.

  • 1998: Comitê de Supervisão Bancária de Basiléia, introduziu o Acordo de Capital Mundial, ou o Acordo de Basiléia - I® visando a internacionalização da atividade bancária.

· 2001: O mesmo Comitê divulgou o Acordo de Basiléia - II® objetivo dar maior solidez ao sistema financeiro no mundo.

Principais mudanças:

. Fim da padronização generalizada por um enfoque mais flexível

. Gerenciamento de riscos dos bancos

. Supervisão das autoridades bancárias

. Fortalecimento da disciplina de mercado




CONTABILIDADE BANCÁRIA


COSIF – Codificação do Sistema Financeiro

O Plano Contábil das Instituições Financeiras (COSIF) apresenta os critérios e procedimentos contábeis a serem observados pelas instituições financeiras no Brasil, bem como a estrutura de contas e modelos de documentos previstos no mesmo.

O COSIF foi criado com a edição da Circular BACEN nº 1.273, em 29 de dezembro de 1987, com o objetivo de unificar os diversos planos contábeis existentes à época COBAN -Codificação dos Bancos; COFIN - Codificação das Financeiras; CODIS - Codificação das Distribuidoras de Valores; e uniformizar os procedimentos de registro e elaboração de demonstrações financeiras, o que veio a facilitar o acompanhamento, análise, avaliação do desempenho e controle das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

O COSIF está dividido em quatro capítulos:

  • No capítulo 1. Normas Básicas, estão consolidados os princípios, critérios e procedimentos contábeis que devem ser utilizados por todas as instituições integrantes do sistema financeiro.

  • No capítulo 2. Elenco de Contas, são apresentadas as contas integrantes do plano contábil e respectivas funções.

  • No capítulo 3. Documentos, são apresentados os modelos de documentos de natureza contábil que devem ser elaborados por todas as instituições integrantes do sistema financeiro.

  • No capítulo 4. Anexos, são apresentadas as normas editadas por outros organismos CPC – Comitê de pronunciamentos Contábeis, IBRACON – Instituto Brasileiro de Contadores, CFC – Conselho Federal de Contabilidade, etc. que foram recepcionadas para aplicação às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar por este Banco Central do Brasil.




MN I – MANUAL DE NORMAS E INSTRUÇÕES

No Manual de Normas e Instruções editado pelo Banco Central do Brasil estão consolidadas as normas e instruções em vigor, subdividido em tópicos:



  • Organização das Instituições Financeiras e Assemelhadas

  • Normas Operacionais de Instituições Financeiras e Assemelhadas

  • Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)

  • Investidores Institucionais

  • Ação Fiscalizadora

  • Regulamentos e Disposições Especiais

  • Instrução de Processos

É necessário salientar que existem outros manuais como:

  • CADOC – Catálogo de Documentos

  • MCR – Manual de Crédito Rural

  • MCA – Manual de Crédito Agroindustrial

  • RMCCI – Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais

  • Manual de Supervisão (Fiscalização)

  • Roteiro para Constituição de Entidades do SFN – Sistema Financeiro Nacional

Fonte: www.bcb.gov.br



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