Briga entre marido e mulher não é algo peculiar à vida conjugal Marido e mulher não são instrumentos um do outro



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Briga entre marido e mulher não é algo peculiar à vida conjugal

Marido e mulher não são instrumentos um do outro.

Muitos casais não conseguem viver em harmonia porque a esposa considera o marido como um “instrumento” útil que traz dinheiro para sustentar a família, e o marido trata a esposa como se ela fosse uma empregada que trabalha de graça e além disso lhe satisfaz a necessidade sexual, ou seja, considera-a como um “instrumento” barato e prático. Eles dizem que se amam, mas isso é apenas fachada; no fundo, um considera o outro como um “instrumento” a se aproveitado. Por isso, quando não conseguem tirar proveito, se irritam. Assim, ocorrem constantes brigas conjugais. Os cônjuges precisam compreender que nenhum deles é um “instrumento” a ser usado e conscientizar-se de que ambos são filhos de Deus, merecedores de respeito e reverência. A partir dessa conscientização, inicia-se uma vida conjugal realmente correta e digna



Briga entre marido e mulher não é algo peculiar à vida conjugal

No livro Fufudõ, do prof. Masao Takahashi, consta o seguinte:

“Parece que as brigas entre marido e mulher são tão comuns que, quando se fala em casal, logo se pensa em brigas conjugais. Ao conversar com homens casados, noto que a maioria deles se queixa da esposa; e ao conversar com mulheres casadas, percebo que a maioria delas reclama do marido. Isso me leva a pensar como é complicado o relacionamento conjugal.”

Eu considero a questão sob outro prisma: se um casal briga com freqüência, a causa fundamental está no fato de os cônjuges (ou um deles) trazerem no seu subconsciente a ideia preconcebida e errônea de que “brigas são invitáveis na vida conjugal”. Quando existe uma ideia arraigada na mente ocorrem fatos condizentes com essa ideia. Por isso, é preciso eliminar as ideias errôneas arraigadas na mente.

A ideia de que “brigas são inevitáveis na vida conjugal” funciona de maneira semelhante à ideia de que “a sogra maltrata a nora”. Quando a recém-casada possui a ideia preconcebida de que “toda a sogra maltrata a nora”, começam a suceder fatos condizentes com essa ideia. Isso porque a ideia tem força ativa e determina o rumo dos acontecimentos. Essa ideia preconcebida é a causa do desentendimento entre sogra e nora.

De modo análogo, o marido passa a manifestar aspecto condizente com a ideia preconcebida da esposa, e vice-versa. Se os cônjuges estiverem descontentes um com o outro, emitirão mutuamente vibração mental de descontentamento. Então cada qual apresentará o aspecto concebido pelo outro, manifestando-se como “marido cheio de falhas” e “esposa cheia de falhas”, assim como a tela de TV mostra imagens de acordo com o programa da emissora. Freqüentemente ouço relatos de experiência, segundo os quais verificou-se uma transformação surpreendente no marido quando a esposa passou a mentalizar todos os dias, o seguinte: “Meu marido é filho de Deus; portanto é o melhor marido do mundo, e tenho certeza de que o empreendimento dele vai prosperar. Obrigada Deus, por esta benção”.



A briga conjugal é gerada no mundo mental.

Como o caso verídico que citarei a seguir já foi narrado por mim em diversos seminários e reuniões, pode parecer que estou “batendo na mesma tecla”. Mas acho que convém citá-lo de novo, pois comprova a Verdade de que tudo se manifesta em conformidade com o que se pensa e servirá como valiosa referência para as pessoas que conheceram a Seicho-No-Ie recentemente.

O fato ocorreu há bastante tempo. Por ocasião de um seminário realizado em Kobe, certa senhora que aqui tratarei pelo inicial M, relatou o seguinte: ela era casada e vivia feliz, em perfeita harmonia com o marido, até completar três anos de casamento. Então, certo dia recebeu a visita de um adivinho, seu conhecido de longa data, o qual se dispôs a ler a sorte dela e apresentou a seguinte conclusão: “A senhora possui a natureza de água, e o seu marido a natureza de fogo. Quando o fogo quer arder, a água o arrefece; e quando a água quer congelar, o fogo derrete o gelo. Assim como a água e o fogo, a senhora e o seu marido são de naturezas opostas. Por isso, a senhora precisa esforçar-se bastante em manter a harmonia conjugal”. Assim aconselhou o adivinho, parecendo atencioso. Nos três anos de casamento, a sra. M nunca havia brigado com o marido. Mas depois que o adivinho afirmou que ela e o marido eram incompatíveis por natureza, tornaram-se freqüentes as brigas conjugais. Isso aconteceu porque, pelo poder da palavra do adivinho, a ideia de incompatibilidade ficou gravada na mente da sra. M, e assim foi “plantada” na mente dela a “semente de brigas conjugais”, que logo germinou no mundo concreto.

A compatibilidade e a incompatibilidade dos cônjuges estão na mente deles

A seicho-No-Ie que “o corpo é sombra da mente”, ou seja, o estado físico é reflexo do estado mental. Aconteceu com a sra. M um fato que comprova isso. Ao se deixar levar pela ideia de incompatibilidade do casal, que não era verdade, a sua mente passou a ver de maneira distorcida a Imagem Verdadeira do casal, originariamente harmoniosa. Como reflexo dessa “visão mental distorcida”, a sra. M tornou-se estrábica.

Decorrido algum tempo, ela teve a oportunidade de se encontrar com um conhecido que era preletor regional da Seicho-No-Ie e se queixou: “Meu marido e eu somos incompatíveis, porque ele é da natureza de fogo e eu soi da natureza de água. Por causa disso sempre temos ideias contrárias, e as brigas são constantes” Então, o preletor da Seicho-No-Ie explicou:

“Na verdade, nada combina melhor que a natureza de fogo e a natureza de água. Um exemplo disso é a temperatura do corpo. O corpo mantém a temperatura normal de mais ou menos 36,8 graus porque existe equilíbrio entre a ação do calor e ação resfriadora da água do organismo. Se houvesse somente a ação do calor, a temperatura do corpo subiria de maneira descontrolada e a pessoa morreria ardendo em febre; e se houvesse somente a ação resfriadora da água, a pessoa não conseguiria manter o calor co corpo e morreria de hipotermia. A saúde física é mantida graças ao equilíbrio entre a ação do calor e a cão resfriadora da água que se processam no organismo. O bom funcionamento do lar também depende do equilíbrio entre o gogo e a água. Podemos cozinhar o arroz e preparar uma refeição deliciosa graças a ação conjunta da água e do fogo. Colocamos água no arroz e levamos ao fogo para cozinhar. Se tentarmos cozinhar o arroz sem lhe acrescentar água, só teremos arroz torrado, totalmente enegrecido. Somente com a ação conjunta da água e do fogo podemos preparar um arroz delicioso. Também na vida conjugal, é bom que um tenha a natureza do fogo e o outro a natureza de água, e haja equilíbrio entre os dois.”

Ouvindo a explicação do preletor da Seicho-No-Ie, a sra. M pensou: “Ele tem razão. O nosso lar só pode ser harmonioso, pois meu marido possui a natureza de fogo e eu a natureza de água, o que cria o equilíbrio”.

A partir de então, o casal deixou de brigar.

(...)Harmonia ou desarmonia conjugal não são algo determinado pela diferença de temperamento dos cônjuges, e sim conseqüências da atitude mental de ambos ou de um deles, como podemos constatar no caso da sra. M, em cujo lar passaram a ocorrer freqüentes brigas conjugais quando ela acreditou no parecer do adivinho, segundo o qual ela e o marido eram incompatíveis por natureza, e a harmonia foi estabelecida quando ela ouviu a explicação de um preletor da Seicho-No-Ie e compreendeu que, na verdade, o fogo e a água combinam muito bem. Quando mantemos na mente a convicção de que tanto a opinião do marido como a da mulher devem ser respeitadas e aceitas, e que essa é a base do lar dos filhos de Deus que somos, isso se concretiza naturalmente.

Conforme relatei antes, quando a sra. M acreditou nas palavras do adivinho e passou a ter constantes brigas com o marido, manifestou-se nela o estrabismo, como reflexo da distorção mental; mas, quando ela foi orientada por um preletor da Seicho-No-Ie e , compreendendo que nada combina melhor que o fogo e a água, deixou de brigar com o marido, ocorreu a cura do estrabismo, como conseqüência de ter sido corrigida a distorção mental.


Caro(a) leitor(a),


Dica do Departamento de Casais: Procure abraçar seu marido (ou esposa) todos os dias! Abrace, envolvendo-o (a) totalmente e de forma a sentir a pulsação do seu coração. Curta o momento e não tenha pressa para soltar (pode até combinar com o cônjuge antes). Isso aproxima o casal e aumenta sensação de unidade. É maravilhoso!

Dica aos coordenadores: Insira em umas de suas reuniões, a prática da purificação da mente. Tal prática deverá ser totalmente direcionada para a vida conjugal, de forma que os casais possam purificar todos os pensamentos errôneos acerca da vida conjugal e relacionados ao marido (ou esposa), sogro, sogra, etc.
Dicas aos orientadores: Ao realizar a prática da purificação da mente numa reunião para casais, o foco da explicação, bem como do preenchimento dos papéis deve ser o casamento. O estado do casamento nada mais é que reflexo da mente dos cônjuges. Assim, o orientador deve levar os casais a purificar todos os pensamentos equivocados relacionado ao casamento (por exemplo, "todo casal briga"; "mágoas, ressentimentos", etc.), ao cônjuge ("nenhum homem presta", "ela só pega no meu pé e gasta meu dinheiro", "ele (a) me traiu", etc.) ou a qualquer aspecto pertinente a vida a dois que possa prejudicar a relação ("minha sogra interfere na nossa vida", "meus pais brigaram a vida inteira", "a gente só briga", etc.). Após a prática, ressaltar que tudo já foi purificado e extinto e que o casal está pronto para dar início a uma nova vida.


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