Cairbar Schutel Vida e Atos dos Apóstolos 1933 Eugène Bodin Um rio perto d'Abbeville



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DISSENÇÕES PARTIDÁRIAS – A PALAVRA DE PEDRA


Os Apóstolos e os irmãos que estavam na Judéia souberam que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus. E quando Pedro subiu a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão, dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos e comeste com eles. Mas, Pedro, começando a falar-lhes fez uma exposição por ordem, dizendo: Eu estava na cidade de Joppe, orando e em êxtase tive uma visão em que via descer um objeto como se fora uma grande toalha que era baixada do céu pelas quatro pontas, e chegar até perto de mim; e olhando-a atentamente, eu notava, e vi quadrúpedes da terra, feras, répteis e aves do céu. Ouvi também uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro; mata e come. Mas eu respondi: De nenhum modo, Senhor, porque nunca entrou na minha boca, coisa impura ou imunda. Segunda vez falou a voz do Céu: Ao que Deus purificou, não faças tu impuro. Isto sucedeu por três vezes. E tudo tornou a recolher-se ao Céu. Logo três homens enviados a mim de Cesárea, pararam em frente a casa onde estávamos. E o Espírito disse-me que eu fosse sem escrúpulo com eles. Foram comigo também estes seis irmãos, entramos na casa daquele homem. E ele nos referiu como vira o anjo em pé, em sua casa e que lhe dissera: Envia a Joppe e chama a Simão, que tem por sobrenome Pedro, o qual te anunciará as coisas pelas quais serás salvo, tu e toda a tua casa. Começando eu a falar, desceu o Espírito Santo sobre eles, como no princípio descera também sobre nós. E lembrei-me da palavra do Senhor, corno disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizado com o Espírito Santo. Pois, se Deus lhes deu o mesmo dom que dera também a nós, quando cremos no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para que pudesse resistir a Deus? Eles, depois de ouvir estas palavras, se apaziguaram, e glorificaram a Deus dizendo: Assim, pois, Deus também aos gentios deu o arrependimento para a vida. – Cap. XI, 1–18.

Este capítulo é a reprodução do anterior com a sua explicação, dada já por nós em páginas anteriores.

É muito interessante a confirmação de Pedro sobre a recepção do Espírito Santo.

Os sacerdotes não rezam pela cartilha de Pedro, embora se digam representantes dos Apóstolos.

Na igreja romana, por exemplo, só os romanos são dignos das graças de Deus.

Na igreja protestante é a mesma teoria.

Esses sacerdotes estão sempre prontos a resistir a Deus. Eles não podem compreender, até agora, o significado da visão de Pedro.

Antigamente só os circuncidados se julgavam merecedores e dignos da graça celeste, embora a circuncisão fosse um estigma exterior feito na carne.

O Apóstolo Paulo doutrinava muito bem, que nem a circuncisão, nem a incircuncisão valem coisa alguma, mas sim a Fé que obra por Caridade.

Finalmente, a doutrina de Pedro merece a atenção dos estudantes dos Evangelhos, para melhor compreenderem o Caminho, a Verdade e a Vida, exemplificados por nosso Senhor Jesus Cristo para a nossa redenção.

A PROPAGANDA NA DISPERSÃO – PAULO NA ANTIOQUIA

Aqueles, pois, que foram dispersos pela tribulação que houve por causa de Estêvão, passaram até Fenicia, Chypre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Mas alguns deles que eram de Chypre e de Cyrene, quando foram a Antioquia, falavam também aos gregos, pregando-lhes o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles, e um grande número dos que creram converteu-se ao Senhor. A Igreja em Jerusalém, tendo notícia disto, enviou Barnabé à Antioquia; o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortava a todos a perseverar no Senhor com firmeza de coração; porque era homem bom e cheio do Espírito Santo e de Fé. E muita gente uniu-se ao Senhor. Barnabé partiu para Tarso, em busca de Saulo e, tendo-o achado, levou-o a Antioquia. E durante um ano inteiro reuniram-se com a igreja e instruíram muita gente; e em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos. – Cap. VI, v. v. 19–26.


Dissolvida a Comuna, os cristãos dispersaram-se, passando por diversas localidades, Fenícia, Chypre e Cyrene, até chegaram à Antioquia.

Eles não quiseram falar a respeito de Jesus e sua doutrina, devido ao medo de que se achavam possuídos, do atentado de que fora vítima Estêvão. Mas na Antioquia, lugar onde havia mais garantia, pois, também já havia passado algum tempo, eles começaram a pregar o Evangelho.

A congregação de Jerusalém, que era a mais forte, tendo ouvido isso, tendo tido notícia, enviaram a Antioquia, Barnabé, grande médium, com ótima assistência espiritual (cheio do Espírito Santo). Era um homem muito digno, estimado e de autoridade.

Chegando a Antioquia, conhecendo a situação em que se achava o Cristianismo nessa cidade, partiu para Tarso em busca de Paulo, o grande Apóstolo, que pelo espaço de tempo de um ano, fez preleções aos neófitos. Instruindo muita gente, a ponto de os discípulos que ali se reuniam, receberem, pela primeira vez, o nome de cristãos.

A não ser novas conversões e aumento do proselitismo, nenhum outro fato se nota neste capítulo, digno de comentário.

FALA AGABO PROFETIZANDO UMA FOME

Agabo, que se achava em Jerusalém, era um dos luminares do Cristianismo.

Por ocasião em que Paulo se achava na Antioquia, alguns profetas de Jerusalém deliberaram ir à Antioquia. Um deles, Agabo, erguendo-se, tomado pelo Espírito, profetizou que haveria uma fome por toda a parte. E esta, de fato, verificou-se, como diz o capítulo XI, vv. 27 a 30, dos Atos, cuja leitura recomendamos aos leitores.

Os fenômenos de previsão do futuro se salientam, como se vê, no Novo Testamento.

Antigamente, como hoje, existiam homens, assistidos pelos Espíritos que davam avisos sobre os acontecimentos futuros.

São fatos de contribuição para a demonstração da existência da alma e continuidade da vida, sem dependência do corpo carnal.

Tendo que se retirar Paulo e Barnabé, para a Judéia, os discípulos de Antioquia se cotizaram e enviaram, pelos dois, auxílio pecuniário para os que se achavam na Judéia, a fim de ser acelerada a obra de propaganda.

Infelizmente, a propaganda não dispensa auxílio monetário, e os antigos cristãos bem compreendiam essa necessidade.

A fraternidade no Cristianismo era tudo. Foi devido a ela que o Cristianismo, com o auxílio dos Espíritos, lançou raízes e se estendeu em pouco tempo por toda a parte.

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