Cairbar Schutel Vida e Atos dos Apóstolos 1933 Eugène Bodin Um rio perto d'Abbeville



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MATEUS

Mateus foi um dos doze Apóstolo e um dos quatro evangelistas. Nasceu na Galiléia. Chamava-se Levi e era publicano (coletor dos dinheiros públicos, entre os antigos romanos).

“Um dia estava ele no exercício de suas funções, na coletoria, quando Jesus ao passar com uma grande multidão, viu-o sentado na recebedoria, e disse-lhe: segue-me.

“E ele, deixando tudo, levantou-se e O seguiu. Logo após, Levi ofereceu a Jesus um grande banquete em sua casa”.

Os sacerdotes não viram com bons olhos a conversão daquele homem que representava um cargo oficial. E sabendo que no banquete havia muitos publicanos e ainda outras pessoas, enviaram escribas e fariseus, que inquiriam do Mestre: “Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?”

Jesus respondeu-lhes: “Não precisam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores ao arrependimento”.

Os publicanos, conquanto gente de representação oficial, eram mal vistos pelo povo, pois julgavam que extorquiam dinheiro dos, contribuintes. Por isso se enriqueciam.

Daí vem a resposta de João Batista aos publicanos que foram a ele para receberem o batismo do arrependimento. Perguntando eles a João o que precisavam fazer para aparelharem o caminho do Senhor e darem frutos de arrependimento, a “Voz do Deserto” lhes respondeu: Não cobreis mais do que aquilo que vos está prescrito.

É para lembrar também o caso de Zaqueu, o publicano. Era ele chefe dos publicanos e rico. Vindo Jesus com a multidão, ele procurava ver quem era Jesus, mas como era de baixa estatura subiu a um sicômoro. Ao chegar Jesus àquele lugar, olhou para cima e disse: Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que hoje eu fique na tua casa. Ele desceu a toda pressa e recebeu a Jesus com alegria. Os que estavam ali, escribas e fariseus, murmuravam logo: como vai esse homem se hospedar na casa de um pecador. Mas Zaqueu volta-se para Jesus e diz: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres, e se em alguma coisa defraudei a alguém, lho restituirei quadruplicado.

Jesus disse a todos que ali se achavam: Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto este também é filho de Abraão; pois, o Filho do homem veio buscar e achar o que se havia perdido.

Parecia ser muito fácil para Jesus a conversão dos publicanos e dos pecadores. O que parecia ser impossível para Jesus era a conversão dos doutores da lei, dos rabinos, dos sacerdotes, escribas e fariseus, a quem o Mestre nunca deixou de apostrofar. Certa vez Ele disse aos representantes dessas classes magnas da sociedade: “Em verdade vos digo que os publicanos, os pecadores e as meretrizes, vos precederão no Reino dos Céus”.

Mateus era publicano e se tornou um dos doze Apóstolos, mas se conservou na obscuridade enquanto o Cristo estava na Terra. Só depois da ascensão e descida do Espírito no Cenáculo, ele entrou em ação: pregava na Judéia e nos países vizinhos, até a dispersão dos Apóstolos, aproveitando os momentos de folga para escrever o seu Evangelho. Depois, dizem haver partido para o Oriente, pregando a nova Doutrina na Pérsia e na Etiópia.



ANDRÉ E BARTOLOMEU

André foi um dos doze Apóstolos; era irmão de Pedro. A sua atitude, durante toda a vida de Jesus, foi de ouvir o Mestre, observar seus atos, estudar os seus preceitos, seguindo-O sempre por toda a parte.

A não ser certa vez que saiu com mais outro companheiro a pregar a Boa Nova ao mundo, segundo ordem que o Mestre deu aos doze, nenhuma outra ação aparece de André, enquanto Jesus se achava na Terra. E com certeza dessa vez fez algo de verdade pela difusão do Cristianismo nascente, pois o Senhor, segundo diz Lucas, havendo reunido os doze mandou-os, dois a dois, por todas as cidades, dando-lhes as seguintes instruções e poderes: “Tendes autoridade sobre os demônios (Espíritos maus) e para curar as doenças; pregai o Reino de Deus e fazei curas; nada leveis convosco, nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro, nem deveis possuir duas túnicas. Em qualquer casa em que entrardes nela ficai e dali partireis. Em qualquer cidade em que vos não receberem, saindo dela, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles. Tendo eles partido, percorreram as aldeias, anunciando as boas novas e fazendo curas em toda a parte”. (Lucas, Cap. IX, v. v. 1-6).

Há uma tradição que André, após a difusão do Espírito, pregou em Patras, cidade da Grécia, e em Achaia.

De Bartolomeu, a seu turno, a notícia biográfica é resumida.

Dizem ter ele nascido em Caná, na Galiléia, e haver depois pregado o Evangelho na Arábia, na Pérsia, na Etiópias e depois na Índia, donde regressou para a Liacônia passando depois a outros países.

Seja como for, é interessante saber que estes, como os demais Apóstolos, limitavam a sua missão a pregar o Evangelho e às curas e recepção de instruções espirituais para o bom andamento da sua tarefa. Nem cultos, nem ritos, nem exterioridades eram adotados pelo Cristianismo nascente.


FILIPE E TOMÉ

Filipe nasceu em Betsaida, na Galiléia, era pescador, e depois da conversão de Pedro e André, entrou também para o número dos que haviam de compor o Apostolado da primeira hora, Dai em diante sempre acompanhou a Jesus.

Depois do desencarne do Mestre ficou em Jerusalém até a dispersão dos Apóstolos, indo, segundo a tradição, pregar o Evangelho na Frígia, recanto da Ásia Menor ao sul da Bitinia.

Foi Felipe que apresentou Jesus a Natanael, um homem ilustre e de caráter lapidado que residia na Galiléia.

O encontro de Natanael com Jesus, por intermédio de Felipe, e muito interessante.

“Estando Filipe com Natanael (João Cap. I, v. v. 45- 51) disse-lhe: Temos achado aquele, de quem escreveu Moisés na Lei, e de quem falaram os Profetas, Jesus de Nazaré, filho de José, Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair coisa que seja boa? Respondeu Filipe: Vem e vê. Jesus, vendo aproximar-se Natanael, disse: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo! Natanael disse-lhe: Donde me conheces? Respondeu Jesus: Antes de Filipe chamar-te, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira, Replicou-lhe Natanael: Mestre, Tu és o Filho de

Deus, Tu és o Rei de Israel. Disse-lhe Jesus: Por eu te dizer que te vi debaixo da figueira, crês? maiores coisas do que estas verás, E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem”.

Natanael, após esse encontro com o Mestre, O seguia, tornando-se um dos seus discípulos.

Filipe morreu já muito velho, dizem que em Hierápolis.

Teodureto, na sua História Eclesiástica faz referência a uma visão que Teodósio, o Grande, teve de Filipe. Diz Teodureto que: “na batalha de Teodósio contra Eugênio apareceram àquele dois homens vestidos de branco e exortaram-no a ter ânimo, acrescentando que eram enviados em seu auxílio; um deles era João Evangelista, outro era Filipe; avisaram-no que ele teria vitória sobre o inimigo; e com efeito, essa vitória se realizou no dia seguinte. Um soldado do exército de Teodósio tivera a mesma visão.

Tomé, ou Dídimo (9) foi um dos doze Apóstolos; nasceu na Galiléia de uma família de pescadores. Acompanhou a Jesus durante os três anos de sua prédica, mostrando-se-lhe muito afeiçoado.

Quando Jesus, no segundo dia da ressurreição, apareceu de súbito aos seus discípulos e os saudou, como de costume: “A paz seja convosco”, Tomé estava ausente. Quando Tomé chegou os discípulos contaram-lhe que o Senhor havia aparecido, mas ele recusou-se a dar-lhes crédito.

Oito dias depois, Jesus apareceu novamente aos discípulos, e dirigindo-se a Tomé, o convenceu da sua sobrevivência, mostrando-lhe as cicatrizes dos pés e das mãos, e a chaga do lado.

Julga-se que Tomé foi pregar, após a dispersão, o Evangelho aos persas, hindus e árabes, ignorando-se as particularidades que salientariam o ministério desse Apóstolo.



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