Camila Caramês Schirmer, Marco Antônio Zanetti Filho eritroblastose fetal



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Camila Caramês Schirmer , Marco Antônio Zanetti Filho



ERITROBLASTOSE FETAL



Profª Enfª Letícia Martins Machado

Turma: 28/2011



INTRODUÇÃO

Trata-se de uma doença caracterizada pela incompatibilidade sanguínea entre mãe e feto. Ocorre quando a mãe produz anticorpos contra o Rh do feto, durante a segunda gestação, os anticorpos podem transfundir-se através da placenta e provoca a destruição dos glóbulos vermelhos, provocando anemia profunda ou anemia falciforme (é determinada por uma quantidade elevada de hemácias imaturas ou deformadas ) e icterícia (coloração amarelada da pele devido ao excesso de bilirrubina no organismo).



DESENVOLVIMENTO


Eritroblastose Fetal consiste na incompatibilidade sanguínea entre mãe e feto, ou seja, mãe Rh- e feto Rh+. Apesar da circulação materna e fetal serem diferentes e separados, muitas vezes há o contato entre esses tipos sanguíneos, via placenta. Por isso, o organismo da gestante reage contra o Rh do feto, produzindo anticorpos anti-Rh, ou isoimunização. Geralmente isso irá acontecer a partir da segunda gestação.

Essa isoimunização não causa efeito no concepto durante a primeira gestação, pois a sensibilização ocorre durante o trabalho de parto e parto. Conforme a sensibilização materna vai aumentando, mais o organismo de defesa da mãe é estimulado a produzir anticorpos anti-Rh. (WHALEY; WONG, 1989)

Durante uma segunda gestação essa isoimunização entra em contato com a circulação fetal, onde irão acometer e destruir os eritrócitos do feto. Essa destruição irá acarretar algumas complicações como, anemia, hiperbilirrubinemia (excesso de bilirrubina) e icterícia. Daí o feto tenta através da hemólise, acelerar a produção de glóbulos vermelhos imaturos (eritroblastos), por isso é determinado o nome da doença Eritroblastose Fetal.

A doença (eritroblastose fetal) pode levar a morte da gestante ou do feto, como também pode deixar sequelas graves no concepto com lesões cerebrais, surdez e deficiência mental.

A Eritroblastose Fetal pode ocorrer também se a mãe já tenha recebido alguma transfusão de sangue Rh+, inadequadamente, podendo desenvolver a doença na primeira gestação.

DIAGNÓSTICO

A confirmação do diagnóstico da Eritroblastose fetal pode ser realizado através de amniocentese (através de uma punção se faz a aspiração de uma pequena quantidade de liquido amniótico, que banha o concepto) e análise de bilirrubina no liquido amniótico. Níveis alterados de bilirrubina indicam hemólise fetal e pode haver a necessidade de transfusão intra-uterina e ou a interrupção imediata da gestação. (WHALEY, 1989).

Também pode ser diagnosticada através do Teste de Coombs Indireto, aumento de anticorpos anti-Rh na circulação materna e o Teste de Coombs Direto, após o nascimento, pela detecção de anticorpos ligados a eritrócitos na circulação fetal, a partir do cordão umbilical.

Exames à serem realizados pelo Recém-Nascido:



  • Grupo Sanguíneo e Fator Rh;

  • Bilirrubina total e frações;

  • Entre outros.

Exames à serem realizados pela Mãe :

  • Grupo Sanguíneo e Fator Rh;

  • Pesquisa de anticorpos;

  • Entre outros.

PREVENÇÃO

Como prevenção existe a gamaglobulina Rh (Rho-GAM), administrado a todas as mães Rh- não sensibilizadas logo após o primeiro parto de um concepto Rh+ ou abortamento, isso ira fazer com que seja evitado a sensibilização materna ao fator Rh.

Deverá ser administrada essa gamaglobulina até 48 horas após o parto ou aborto e repetida após partos seguintes. Essa isoimunização impede a produção de anticorpos anti-Rh+ originados do concepto.

COMPLICAÇÕES NO RN


  • ICTERÍCIA: a icterícia instala-se precocemente, nas primeiras horas de vida. Coloração amarelada da pele devido ao excesso de bilirrubina no organismo.



  • HIPERBILIRRUBINEMIA: é bastante comum no período neonatal, devido a destruição de células vermelhas (eritrócitos). Excesso de bilirrubina. Tem como característica a icterícia.



  • ANEMIA: é determinada por uma quantidade elevada de hemácias imaturas ou deformadas lançados no sangue chamadas de eritroblastos.

TRATAMENTO DO RECÉM- NASCIDO

É realizado conforme o grau de acometimento do RN.



  • Acompanhamento clínico



  • Transfusão de hemácias



  • Fototerapia: utilizado no tratamento da icterícia neonatal, permite que as moléculas de bilirrubina sejam eliminadas pelos rins e fígado, através da luz que irá penetrar na epiderme e tecido subcutâneo, está, será direcionada para o tronco do recém-nascido (CARVALHO, 2001).

CUIDADOS NA APLICAÇÃO DE FOTOTERAPIA:

  • Distancia entre a luminosidade e o RN;



  • O RN deverá estar fazendo uso de fraldas e óculos;



  • Energia que será liberada, conforme prescrição médica;



  • Verificar se o equipamento esta em boas condições de uso, como a lâmpada que deve ser fluorescente branca ou lâmpadas de quartzo halogênicas com filamento de tungstênio.




  • Fenobarbital: tem sido usado em gestantes e recém-nascidos com a finalidade de prevenir ou minimizar a hiperbilirrubinemia neonatal. O uso em gestantes reduz consideravelmente os níveis bilirrubina e o grau de icterícia no recém-nascido.

O fenobarbital administrado em recém-nascidos logo após o nascimento ou quando a icterícia é diagnosticada, não é eficaz em reduzir o nível de hiperbilirrubina (CARVALHO, 2001).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. CARVALHO, Manuel De. Tratamento da icterícia neonatal. Jornal de pediatria, Vol. 77, Supl.1, 2001



  1. WHALEY, Lucille F.; WONG, Donna L. Enfermagem pediátrica: elementos essenciais à intervenção efetiva. 2. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c1989. 910 p.



  1. http://www.hemoped.com/arquivo/DHRN.pdf



  1. http://www.infoescola.com/doencas/doenca-hemolitica-do-recem-nascido/


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