Campus pato branco



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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

CAMPUS PATO BRANCO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E ENGENHARIA

CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA


mulheres na história da matemática

CRISTIANE MARX

PATO BRANCO

2007

Embora sendo pouco comum encontrarmos nomes femininos da história da matemática veremos neste trabalho que as contribuições deixadas por elas são muitas e de grande importância para a matemática.


HIPATIA DE ALEXANDRIA

Hipatia foi a primeira mulher a deixar seu nome registrado na história da matemática. Nascida em Alexandria por volta do ano 370. Foi educada por seu pai, Teon que era professor de matemática, ajudando-o em seus trabalhos matemáticos. Ela estudou filósofos como Platão e Aristóteles, tornando-se uma mulher ativa, crítica que debatia e defendia suas idéias, sendo que, essa sua personalidade rendeu-lhe, anos após, a acusação de bruxaria. Fundou sua própria escola de matemática onde foi professora e diretora. Ela era uma matemática fascinada pela matemática e pela demonstração lógica. Hipatia foi morta em 415 por motivos políticos e religiosos.


RAINHA SOFIA

Incentivou Leibniz na produção de sua obra Teodicéia, a qual lhe concedeu fama por muito tempo.

Promoveu a criação da Academia de Ciências de Berlim (capital da Prússia, que era o norte da Alemanha e parte do norte da Polônia), em 1700. Acusada de infidelidade ficou pressa num castelo até sua morte aos 32 anos.

CATARINA DE PARTHEANAY

Do século V ao século XVIII, o preconceito contra a mulher continua atuando, porém as mulheres cada vez mais, mesmo que escondidas, continuavam a buscar conhecimentos nas mais diversas áreas das ciências. É nesse período que encontramos Catarina de Partheanay. Ensinada por Viète tinha a fama de ser uma ótima aluna de matemática.
GABRIELLE – ÉMILE LE TANNELIER DE BRETEUIL

Também conhecida como Marquesa de Châtelet, Garielle nasceu em 17 de dezembro de 1706. Uma das poucas mulheres da época que pode contar com o apoio do pai durante seus estudos de matemática. Trabalhou no desenvolvimento do calculo newtoniano. Ela teve vários amantes ligados às ciências e a filosofia, entre eles citamos Maupertius e Voltaire.

Autora de inúmeros artigos científicos participa, juntamente com Voltaire, da obra “Elementos da Física Newtoniana”. Em 1740 escreve o seu livro intitulado “As instituições da Física”, este livro foi dedicado à educação de seu filho.

Em 1745, convencida por Voltaire, começa a traduzir do Latim para o Francês a obra “Principia Mathematica de Newton” trabalhando até sua morte em 1749 aos 42 anos.

Apesar de não possuir nenhuma obra original, suas contribuições a Física e a Matemática foram muito significativas.
MARIA GAETANA AGNESI

Foi a primeira mulher a ter reconhecimento de seus trabalhos para o desenvolvimento da Matemática.

Nascida em Milão no ano de 1718, Agnesi foi incentivada por seu pai que era professor de matemática. Ela ostentava uma reputação de mulher debatedora. Tornando-se a primeira mulher a ser professora em Universidades. Acompanhada por seu pai ela freqüentava e participava de reuniões onde cientistas trocavam idéias.

Agnesi dedicou-se a estudar trabalhos de Newton, Leibniz, Euler entre outros destaques da matemática. Quanto às publicações podemos citar: “Propositiones Philosophi-cae” a qual defende a educação superior para as milheres; e “Instituziani Analitiche ad udo della Gioventú” a qual é considerada sua principal obra, sendo esta, abrange o cálculo, a álgebra, a geometria analítica e equações diferenciais. Este foi o último livro escrito por ela antes de entrar para a vida religiosa. Tão significativa foi esta obra para a matemática da época que alcançou o reconhecimento da Academia de Ciências Francesa e a escolha de Agnesi como membro da Academia Bolonhesa de Ciências, sendo merecedora até de homenagem do Papa Benedito XIV.

Abandonando as ciências em 1752 para dedicar-se a vida religiosa dedicou-se a caridade até sua morte em 1799 aos 81 anos.

Atualmente, apesar de toda contribuição deixada, ela é lembrada pela curva de terceiro grau que leva seu nome, “Curva de Agnesi”.


SOPHIE GERMAIN

Nascida em Paris em abril de 1776, veio de uma família abastada tendo recebido boa educação e apesar da posição contraria da família, Sophie optou por dedicar-se à matemática.

Estudando livros de Newton e Euler sofreu com o preconceito ainda existente contra a mulher. Devido a esse preconceito, ela foi impedida de freqüentar a Universidade e isso a levou a adotar um pseudônimo masculino enviando manuscritos sobre análise a Lagrange professor de Universidade naquela época. Tanto era a qualidade dos escritos que Lagrange decide incorporá-los a seu livro “Essai sur lê Theórie des Nombres”.

A partir de 1804 ela passa a corresponder-se com Gauss, ainda usando seu pseudônimo, somente revelando-se tempo depois.

Quanto a suas contribuições, podemos citar alguns casos particulares do “Último Teorema de Fermat”, dando origem aos “Números primos de Sophie Germain”, além de trabalhos na área de Geometria Diferencial.

Sophie morreu em 1831 com o reconhecimento de vários matemáticos como sendo a primeira mulher a realizar tão importante trabalho para a Matemática.


MARY FAIRFAX GREIG SOMERVILLE

Nascida na Escócia em 1780 foi uma mulher que mesmo tento recebido pouca ou quase nenhuma atenção da família quanto a sua educação, ela com sua determinação e vontade de aprender contou com a ajuda do irmão que conseguiu alguns exemplares de livros matemáticos, estudando-os.

Casando-se aos 24 e novamente aos 32 anos, Mary encontrou no segundo marido o apoio que precisava em sues estudos, aproximando-se de grandes matemáticos os quais auxiliaram muito na sua formação.

Somerville dedicou-se aos estudos de Física e Matemática, traduzindo e comentando alguns textos para o inglês. O reconhecimento do seu trabalho valeu-lhe a admissão para a Sociedade Real Inglesa de Astronomia.

Dentre suas várias produções destaco o tratado “As conecções com as ciências físicas”, publicado em 1834. Aos 89 anos ela publica “Ciência Molecular e Microscópio”

Antes de sua morte, em 1872 aos 92 anos, ela escreve suas memórias.


AMALIE EMMY NOETHER OU EMMY NOETHER

Nascida em Erlangen, na Baviera, Alemanha a 23 de março de 1882, filha de um professor de matemática, Max Noether.

Inicialmente dedicou-se ao estudo de linguagem (Francês e Inglês) vindo a lecioná-las em escolas para mulheres.

Aos 18 anos decide estudar matemática, porém é recusada pela Universidade de Erlangen devido ao preconceito existente contra a mulher. Com o auxilio de seu pai e de seu irmão, estudante na Universidade, conseguiu assistir aulas durante dois anos destacando-se e pouco tempo depois, em 1907, já doutora conseguiu posição de destaque na Universidade a qual não a aceitou como professora. Assim, Emmy decidiu ajudar seu pai no Instituto de Matemática em Erlangen, trabalhando juntos por 10 anos, publicando alguns artigos sobre o trabalho desenvolvido.

Emmy viveu no período da Primeira Guerra Mundial onde as mulheres não recebiam remuneração pelo seu trabalho.

Foi convidada por Felix Klein e David Hilbert para colaborar com os estudos da teoria geral da relatividade provando dois teoremas. Em 1903, com o apoio de Hilbert e Einstein, empregou-se como conferencista, mesmo sem remuneração, na Universidade de Gottingen, onde reuniu um pequeno grupo de estudantes fazendo uso de uma metodologia que levou-os a tornarem-se grandes matemáticos.

Em 1933, com Hitler no poder, Emmy e sua família Mudaram-se para a Sibéria, posteriormente transferindo-se para os Estados unidos atendendo ao convite de Bryn Mawr College onde permaneceu até sua morte em 1935.

As contribuições de Emmy Noether para a matemática abrangem campos como a álgebra abstrata, especialmente anéis, grupos e domínios, geometria, topologia e lógica. Teve 40 trabalhos publicados ainda em vida, sendo caracterizada como uma professora inspiradora para seus alunos.


SOFIA KOVALEVSKAYA

Sofia nasceu em 1850, filha da nobreza russa, dedicou-se a matemática e a luta em favor do direito a educação para as mulheres.

Começou seus estudos em matemática desde muito cedo incentivado pelo ti, Peter, o qual discutia abstrações e conceitos matemáticos com Sofia.

Aos 14 anos estudou trigonometria, sendo levada por Tyrtov, professor da escola de São Petersburgo, a aperfeiçoar seus estudos.

Para poder cursar a faculdade Sofia casa-se em 1868 em seguida viajou para Heidelberg onde adquiriu reputação de boa acadêmica.

Em 1870, decidiu perseguir seus estudos na Universidade de Berlim. Lá após quatro anos ela havia produzido três artigos, um deles sobre teoria das equações diferenciais parciais.

Em 1874, Sofia recebe o título de Phd pela Universidade de Gottingen. Mesmo com todo seu conhecimento e títulos, Sofia não consegue emprego voltando ao convívio de sua família em Palobino, onde deixou de lado a matemática dedicando-se a habilidades literárias.

Em 1880, de volta a matemática, Sofia desenvolve estudos sobre integrais. Já viúva, volta a Berlim, em 1883, onde recebeu convite para palestrar na Universidade de Estocolmo. Após cinco anos, é nomeada editora de um jornal de matemática divulgando seu primeiro artigo sobre cristais.

Em 1888, conquistou um concurso pela academia Francesa de Ciências com seu trabalho sobre “A rotação de um corpo sólido em torno de um ponto fixo”.

Volta para Estocolmo onde falece em 1891.

Durante sua vida publicou 10 trabalhos na área de física e matemática, além de muitas obras literárias, sendo, sua maior contribuição na matemática, os estudos sobre derivadas parciais e funções Abelianas.

REFERÊNCIAS



http://64.233.179.104/translate_c?hl=pt-br&sl=em&u=http://www.agnesscott.edu/Lriddle/Womem/kova.htm&prev=/search%3Fq%3Dsofia%2Bkovalevsky%26hl%3Dpt-BR%26sa%30X acesso em 06/11/2006
http://64.233.179.104/translate_c?hl=pt-BR&sl=em&u-=http://www.agnesscott.eu/lriddle/Women/noether.htm&prev=/search%3Fq%3DEMMY%2BNOETHER%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DC acesso em 06/11/2006
http://virtualpsy.locaweb.com,br/index.php?sec=40&art=98 acesso em 06/11/2006
http://www.cobra.papes.nom.br/lmp-leibni.html acesso em 06/11/2006

http://www.dme.ufcq.edu.br/sitespessoais/professores/Daniel/asmulheresnamatematica1.pdf acesso em 26/10/2007


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