Cantiga de tropeiro



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Encontro29.07.2016
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Cantiga de tropeiro

Eu sou um bom vaqueiro que dorme o dia inteiro pra poder laçar carneiro no céu, lá eu tenho um mensageiro que faz da luz de um candeeiro a chama de um luar dentro de mim, juro eu sou assim tropeiro de cantiga que mudou de vida pra ser cantador, passarim sem asa eu sou tudo e nada sou um sonhador, juro eu sou assim tropeiro de cantiga que mudou de vida pra ser cantador, passarim sem asa eu sou tudo e nada sou um sonhador.



Matança
Uai bichinho
Quando cheguei nessa terra com uma na frente e a outra atrás.

O corpo comprava briga a alma tramava paz.

Meu companheiro de pensão vivia falando rochente bichinho cabra da peste e eu retrucava uai, uai, um chamava pela mãe, o outro gritava pai, uai bichinho cabra da peste uai , uai, uai, uai.

De manhã corria cada um pro canto procurando uma colocação, um comprava um diário popular o outro lia o estadão, a noite noticias de casa, novidades saudades e beijos a carta dele cheirava jabá e a minha cheirava queijo uai bichinho cabra da peste uai , uai, uai, uai. Domingo de manha o sol bem quente a gente ia tirar fotografia lá no Ibirapuera sabe como é eu de camisa bordada no bolso, sapato sem meia bem playboi, meu parceiro de roupa de brim, precata no pé, quando dava 3 horas o tempo virava pintava um bitelo de um frio, a gente tremia que nem vara de marmelo e o pessoal dava risada de nóis uai bichinho cabra da peste uai , uai, uai, uai.

Uma temporada meu parceiro foi passear na terra dele voltou aperreado que os meninos de lá tavam falando de gíria de Copacabana eu disse pra eles fiquem frio parceiro não se aveche não isso ai é reflexo da televisão em rede uai, afinal de contas pra que curtir o nosso sotaque, o nosso folclore se logo logo a gente vai ter uma linguagem só , padronizada é um tal de rochente my love pra my friend é muito iu pro meu uai sô , já faz muito tempo que eu tô nessa terra , muita coisa já ficou pra trás, meu corpo cansado já não compra briga mas a alma ainda pede paz, meu companheiro de pensão até hoje fala rochente bichinho cabra da peste e eu continuo falando uai uai com as cacetadas desses anos todos eu fiquei mais velho que meu velho pai, uai bichinho cabra da peste uai , uai, uai, uai , bichinho cabra da peste uai uai uai...

Hino de Divisópolis
Da nascente que brota lá na serra, mata a sede e molha a nossa terra, e faz crescer esse galho, que eu espero colher frutos, e nesta sombra que eu venero ver o horizonte lindo a brilhar.

O rugido que ouço lá no campo, tem tremor e faz de mim sair, um ser de ferro com coração de massa...pois eu sou do mundo, sou do corpo eu sou de raça, e aqui estou pra te representar!!


Levante agora esta bandeira...branca, vermelha, verde, amarelo, azul-anil! Somos Divisópolis na luta de Minas Gerais um grão para o Brasil !
Se sou preto, branco ou sarará. A minha cor é um símbolo de herança, pois sou filho e trago essa esperança, de te reconhecer no vale à desbravar..

Um dia Sossiveno na memória para descobrir o que diz a nossa história e entender que fé, trabalho e liberdade, é desse povo a sua identidade...



Caminhando e cantando
Caminhando e cantando e seguindo a canção ,

Somos todos iguais braços dados ou não.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções,

Caminhando e cantando e seguindo a canção..


Vem vamos embora! Que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Pelos campos há fome, em grande plantações

Pelas ruas marchando, indecisos cordões,

Ainda fazem da flor o seu mais forte refrão,

E acreditam nas flores, vencendo o canhão.


soldados armados amados, ou não

Quase todos perdidos de arma na mão.

Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição...

De morrer pela pátria e viver sem razão.


Nas escolas, nas ruas, campos, construções,

Somos todos soldados armados, ou não.

Caminhando e cantando e seguindo a canção ,

Somos todos iguais braços dados ou não.

Os amores na mente e as flores no chão,

A certeza na frente e a história na mão.



Caminhando e cantando e seguindo a canção,

Aprendendo e ensinando, uma nova lição.


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