CapacitaçÃo para ministro de esportes



Baixar 247.09 Kb.
Página1/2
Encontro01.08.2016
Tamanho247.09 Kb.
  1   2

CAPACITAÇÃO PARA MINISTRO DE ESPORTES


Samuel da Silva Jardim

APOSTILA DE APOIO

Proibida a reprodução

ÍNDICE
01 - História do Esporte ................................................................ 3
02 - História de Ministérios Esportivo .......................................... 6
03 - Ministérios Esportivos e a igreja ........................................... 7
04 - Modelos de Ministérios Esportivos ...................................... 12
05 - Manual da Proclamação
06 - Proclamação 1 ..................................................................... 15

Como Prepara e Comunicar seu Testemunho Pessoal (Apostila separada)


07 - Proclamação 2 ..................................................................... 18
08 - Formação do Atleta Modelo ................................................ 22
09 - Parcerias (Apostila separada)
10 - Elaboração de Projetos Esportivos (Apostila separada)
11 - IE - Igreja e Esporte (Apostila separada)

Ministérios Esportivos
1- História do Esporte
Dos campos de batalha aos estádios, 5 mil anos de história
Por Marlucio Luna (Projeto Século XXI)
Inicialmente, a prática esportiva está ligada aos exércitos e às guerras. Aprimorar e desenvolver a força física do soldado, além de significar mais chances de vitória nas batalhas, serve para demonstrar a superioridade de um povo. Em 2700 a.C. os egípcios praticam, com fins militares, a luta corpo-a-corpo e com espadas. Na China, treina-se kung-fu há cerca de 5 mil anos. Arqueólogos encontraram monumentos de babilônios, assírios e hebreus com representações de jogos com bola, natação, acrobacia e danças.

Mas é na Grécia Antiga que o esporte passa a ocupar um lugar de destaque na sociedade. A Educação Física deixa o campo militar e se torna motivo de distinção social. A prática esportiva é a única atividade que, mesmo gerando suor, causa orgulho nos cidadãos. O trabalho, por exemplo, cabe ao escravo e não confere prestígio aos homens livres. O filósofo Sócrates registra a importância do esporte para a sociedade da época: "Nenhum cidadão tem o direito de ser um amador na matéria de adestramento físico, sendo parte de seu ofício, como cidadão, manter-se em boas condições, pronto para servir ao Estado sempre que preciso. Além disso, que desgraça é para o homem envelhecer sem nunca ter visto a beleza e sem ter conhecido a força de que seu corpo é capaz de produzir".

O esporte na Grécia Antiga também apresenta características que mesclam guerra e religião. O maior exemplo é a Olimpíada, competição esportiva criada por volta de 2.500 a.C (776 a.C) e promovida para louvar Zeus, a maior divindade da mitologia grega. Os jogos Pan-Helênicos, denominação de quatro grandes competições – Jogos Olímpicos, Píticos, Ístmicos e Nemeus – eram realizados para celebrar homenagens a deuses como Zeus, em Olímpia, Jogos Olímpicos; Apolo, em Delfos, com nome de Jogos Píticos; em Corinto, festejavam-se os Jogos Ístmicos a Poseidon; em Nêmea os Jogos Nemeus, dedicados a Héracles; os Jogos Heranos, dedicados à deusa Hera, esposa de Zeus, com a participação exclusiva de mulheres; e os jogos Fúnebres, considerados os mais antigos e talvez precursores dos Jogos Olímpicos, eram dedicados aos mortos, como descreve Homero, na Ilíada sobre a homenagem a Pátroclo; as Panatéias, evento realizado em honra a Athena, tendo sido construído especialmente para esse evento, em 380 a.C. por Licurgo, o estádio Panatenaico, em Atenas, e reconstruído e ampliado por Herodes Ático no século II, para abrigar 50 mil espectadores.

A realização das provas e jogos tinha o poder de paralisar guerras. Os jogos olímpicos reúnem a elite da sociedade - cidadãos que não tenham cometido assassinato ou outros crimes graves. Mulheres só competem na corrida de cavalos, mesmo assim se forem proprietárias dos animais. Com exceção das sacerdotisas de Dêmetra, apenas homens podem assistir aos jogos. Nessa época surge o lema olímpico: "Citius, altius, fortius", cuja tradução - "o mais rápido, o mais alto, o mais forte" - representa a projeção de um ideal de corpo humano.

Com a conquista da Grécia antiga pelos romanos em 456 a.C., os JO entram em declínio. A proposta de integrar os cidadãos em competições marcadas pela cordialidade cede espaço às disputas cada vez mais violentas. Os últimos JO da era antiga acontecem em 393 d.C., quando o imperador romano Teodósio I proíbe a realização de festas para a adoração de deuses. A partir do século IV, passando por toda a Idade Média, o esporte vive um período de estagnação, sobretudo no Ocidente. O Cristianismo prega a purificação da alma; o corpo, colocado em segundo plano, serve mais à penitências do que ao desenvolvimento de aptidões esportivas.

A Educação Física, pelo menos na perspectiva adotada na Grécia antiga, desaparece ou é praticada de forma isolada por pequenos grupos. A retomada do esporte se dá lentamente. O Humanismo, nos séculos XVI e XVII, redescobre a importância a atividade física. As bases dos conceitos modernos de esporte surgem na Europa do século XVIII, quando a Educação Física volta a ser sistematizada. No século seguinte, em Oxford (Inglaterra), se dá a reforma dos conceitos desportivos, com a definição das regras para os jogos. A padronização dos regulamentos das disputas favorece a internacionalização do esporte.

No fim do século XIX, há três linhas doutrinárias de atividade física: a ginástica nacionalista (alemã), que valoriza aspectos ligados ao patriotismo e à ordem; a ginástica médica (sueca), voltada para fins terapêuticos e preventivos; e o movimento do esporte (inglês), que introduz a concepção moderna de esporte e impulsiona a restauração do movimento olímpico, com o barão Pierre de Coubertin. Esta última linha prevalece e leva à realização da primeira Olimpíada da Era Moderna em 1896, em Atenas.

A primeira metade do século passado é marcada por um desenvolvimento lento do esporte. Duas guerras mundiais (1914/1918 e 1939/1945), a revolução comunista de 1917, o crack da Bolsa de Nova York em 1929 criam dificuldades em escala planetária para o treinamento de atletas, a realização de competições e viagens das equipes. Por causa das guerras mundiais, três edições dos Jogos Olímpicos foram canceladas - 1912, 1940 e 1944. Neste quadro de relativo marasmo, a Associação Cristã de Moços (ACM) se destaca nos Estados Unidos, criando novas modalidades esportivas - como o basquete e o vôlei - ou inovando com as concepções pioneiras de ginástica de conservação.

Na segunda metade do século XX, notadamente entre 1950 e 1990, o esporte é sacudido por uma nova realidade. A concepção do "Ideário Olímpico" e sua máxima de "o importante é competir" saem de cena. A Guerra Fria estimula o uso ideológico do esporte, colocando em segundo plano o fair play. A simples prática esportiva deixa de ser relevante, pois o que importa é o rendimento, o resultado. Inicia-se um rápido processo de profissionalização dos atletas, alçados à condição de estrelas da mídia e heróis nacionais.

A corrida em busca de recordes e títulos faz com que organismos internacionais lancem manifestos denunciando a exacerbação da competição e alertando os governos para as novas responsabilidades do Estado no que se refere às atividades físicas. Os textos destacam a necessidade de garantir à população em geral - e não apenas aos atletas - condições que levem à democratização do esporte.

A última década do século passado revela a aceleração das mudanças na prática esportiva. Consolida-se a idéia de esporte como direito de todos. Grupos até então pouco atendidos na questão da atividade física ganham mais atenção. Dois exemplos de tal transformação são a terceira idade e a pessoa portadora de deficiência. Amplia-se o próprio conceito de esporte, desmembrado em esporte-participação (lazer) e esporte de rendimento (competição). O papel do Estado também se altera. Ele deixa de apenas tutelar as atividades esportivas. Passa a investir em recursos humanos e científicos. Além disso, no campo do alto rendimento, dá atenção especial às questões éticas, como o combate ao doping

No caso do esporte de alto rendimento, percebe-se o avanço da lógica mercantilista. Provas, partidas e torneios são espetáculos; atletas, produtos em exibição. Equipes de futebol, atletismo, vôlei ou basquete funcionam como uma espécie de grande companhia artística, com astros (atletas) milionários e shows (partidas ou provas) que mobilizam a mídia e o público. Estimuladas pela cobertura das TVs, novas modalidades ganham importância. Os chamados esportes radicais (surfe, skate, kitesurfe, bicicross, motocross, entre outros) proporcionam imagens de impacto e conquistam novos fãs a cada dia. Além disso, multiplicam-se os "esportes-filhotes", derivações de modalidades amplamente difundidas. Vôlei de praia, futsal e beach soccer são alguns exemplos do fenômeno.


Mundo do Esporte
Números do Esporte
A INDÚSTRIA ESPORTIVA NO BRASIL E NO MUNDO

No mundo, a indústria do esporte movimenta algo em torno de US$ 1 trilhão. À cada gol, cesta, raquetada, enfim, à cada belo lance as caixas registradoras das empresas de marketing esportivo rodam numa velocidade impressionante. Trata-se hoje de uma das mais lucrativas indústrias do planeta e fez nascer grandes companhias da noite para o dia.


A indústria esportiva no Brasil, movimenta em média R$ 31 bilhões por ano, o equivalente a 3,3 % do Produto Interno Bruto. Nos Estados Unidos, esse setor movimenta US$ 50 bilhões e já está sendo denominado de Produto Nacional Bruto do Esporte (PNBE). A indústria esportiva é a que mais cresce no mundo, em 1982 a indústria americana de esporte era composta de apenas 10 investidores, hoje essa realidade é de 3,4 mil empresas. Até o final de 2002, as estratégias de marketing esportivo no Brasil, devem movimentar algo em torno de R$ 1,1 bilhão.
NÚMEROS DO MUNDO

- Nos EUA, a indústria do esporte gera US$ 613 bilhões por ano, representando 6,7do PIB (É a primeira indústria do país, à frente da indústria automobilística);


· Os canais de televisão com programação esportiva nos Estados Unidos praticamente dobraram em apenas 4 anos. Em 1997, eram 69. Hoje, são mais de 130;
· Custo de um comercial na final do campeonato de futebol americano (SuperBowl) é de US$ 66 mil/segundo;
· Na Europa, os direitos de transmissão com esportes dobraram desde 1992: de US$ 1,47 bilhão para US$ 3,3 bilhões. Até 2008, a previsão é que dobre novamente, chegando a US$ 7,5 bilhões;

- No Reino Unido, os direitos de transmissão pagos pelo Campeonato Inglês pularam de US$ 276 milhões em 1993 (pelo período de 4 anos) para US$ 2,0 bilhões em 2001 (pelo mesmo período);


· As Olimpíadas de Sidney 2000 geraram US$ 2,5 bilhões.

- Por ano o futebol movimenta em todo o mundo cerca de 200 bilhões de dólares (Conf. Davos - Janeiro 2005)



NÚMEROS DO BRASIL
· Valor dos direitos de transmissão pagos pelo Campeonato Brasileiro (Clube dos Treze) vão passar de US$ 55 milhões em 1998 para US$ 88 milhões em 2003; Há seis anos atrás eram somente US$ 5 milhões pelo mesmo campeonato;
· Segundo a Fundação Getúlio Vargas, a indústria do esporte gera R$ 31 bilhões/ano, representando 3,3% do PIB (É a quarta indústria do Brasil);
· Só os torcedores do Flamengo têm um poder de consumo maior do que a Venezuela e cerca de 65% da Argentina
- Com os novos investimentos, a indústria do esporte representará 5% do PIB brasileiro no ano 2003;

A Distribuição dos investimentos em patrocínios no Brasil (em mil R$)

Futebol 63%

205.300

Patrocínio times

82.630

Publicidade em estádio

38.000

Atletas

1.920

Seleção(*)

81.000

Eventos

1.750

Vôlei - 15%

49.000

Superliga

22.200

Vôlei de Praia

6.300

Atletas

4.800

Outros

1.000

Basquete - 5%

16.496

Liga / Seleção

15.596

Atletas

900

Futsal - 2%

5.626

Atletas

420

Esporte Motor - 1%

3.872

Atletas

720

Eventos

3.152

Tênis - 2%

7.900

Atletas

3300

Eventos

4600

Outros 12%

40.266

TOTAL

328.460

(*) O valor dos patrocínios da Seleção Brasileira correspondem a quase 40% do total em futebol. O segundo lugar do Vôlei é garantido pelo acordo com o Banco do Brasil, que basicamente sustenta o Vôlei de Praia, as Seleções e os principais atletas. O patrocínio de tênis é claramente impactado pelo fenômeno Guga e criação de torneios no Brasil.


Fonte: TopSports


2- História de Ministérios Esportivos
A fé deve penetrar todos os aspectos da condição humana, incluindo aí seus aspectos físicos. Quanto mais humano nosso espírito se torna, mais ele se identifica com nosso corpo. Embora esta não seja a declaração de propósitos da ACM (YMCA), este é o princípio chave que levou ao desenvolvimento desta organização. A ACM é vista como um dos primeiros ministérios esportivos a ser criado.

Em 1844 um jovem tapeceiro George Williams frustrou-se com a falta de direção espiritual que ele via entre a população jovem de Londres, sua cidade. No dia 6 de junho de 1844 ele se reuniu com um grupo de outros doze crentes comprometidos e pensaram um modo pelo qual poderiam levar a mensagem do Evangelho para este grupo masculino. Ao pensar sobre a saúde espiritual destes jovens, eles pensavam ser necessário cada vez mais levar em conta a saúde física e mental. 11 anos depois espalhou-se pela Grâ-Bretanha, Canada, Australia e Estados Undos. Embora tenha se tornado mais tarde uma instituição secular.

No final do século 19 um movimento chamado “Movimento Muscular Cristão” integrou esporte e fé, liderado por D L Moody em Northfield Massachusetts. Reuniões no verão atendidas por cerca de 400 jovens representando 82 diferentes escolas

esporte durate o dia, e estudos bíblicos, cânticos e relacionamento à noite. Um meio informal de levá-los a se relacionar com Jesus. Um dos participantes destes encontros foi um jovem canadense chamado James Naismith, que mais tarde se tornaria o inventor do basquetebol. Mais a frente, a Associação Cristã de Moços (ACM) se destaca nos Estados Unidos criando novas modalidades esportivas como o basquete e o vôlei


Filosofia de Ministérios Esportivos Col 1:25


Objetivos de Ministérios Esportivos

Papel de Ministérios Esportivos

Proclamação; Demonstração; Vivência/Integração; Restauração

Produz cristãos melhores, desenvolve o “homem espiritual”, e promove a semelhança de Cristo.



Importância de Ministérios Esportivos

Focos de um ministério através do esporte

1- Linguagem universal;
2- Relevante para as culturas;
3- Como um microcosmo, provem um ambiente para completa disciplina de vida;
4- Cria uma comunidade;
5- Um meio ou veículo para comunicar a mensagem da salvação;
6- Uma das muitas ferramentas poderosas de ministério;
7- Um fenômeno social internacional: eventos locais, nacionais e internacionais;
8- Estratégico para o evangelização mundial.

1- Ministério para pessoas do esporte ( atletas, técnicos e árbitros );
2- Ministério através de pessoas do esporte (atletas);
3- Ministério em e através de atividades esportivas;
4- Cultos através de atividades esportivas.


3 - Ministérios Esportivos e a Igreja

Por que uma igreja deveria ter um Ministério de Esportes ?

• Porque é bíblico: o Deus da Bíblia é um Deus redentor, o homem é chamado para ser um ministro de Deus e embaixador, a igreja é a agência pela qual o Deus redentor trabalha e isto se cumpre através do homem, agente de Deus.

• Porque é estratégico: estabelece a comunhão, provem uma plataforma para o evangelização, facilita a assimilação, realiza o que outros ministérios encontram dificuldade para fazer.

• Porque funciona: o esporte pode ajudar e interagir com outros ministérios da igreja, evita que pessoas abandonem a igreja, provem um lugar para desenvolvimento da liderança, e cria uma porta de entrada para novos crentes ou novos membros.



De que maneira Ministério de Esportes pode colaborar com a igreja ?

•Esporte contribui para a missão da igreja;


•Esporte auxilia a igreja a alcançar os “inalcançáveis”;
•Esporte contribui para a Body Life;
•Esporte é uma ferramenta evangelística efetiva (estilo de vida), bem como uma ferramenta para o cumprimento da Grande Comissão (Mateus 28).

Teologia do Esporte

É possível competir com excelência mantendo a fé cristã ? Competição = esforçar-se juntos. Eu não posso competir sem uma outra pessoa. Preciso do outro, companheiro ou adversário, para desenvolver os dons que Deus me concedeu, como um ato de adoração que traga honra a Ele.


Teologia do esporte. O esporte é:

• Um dom de Deus: Romanos 12:6. Todo talento é parte da criação de Deus que nos concedeu diferentes dons uns dos outros. Nós usamos nosso talento esportivo da mesma forma que usamos o talento musical ao cantar em um coral. Todos os talentos existem para ser usados para a glória de Deus. 1 Coríntios 10:31

• Parte da criação de Deus: Gênesis 1:25 e 1 Timóteo 4:4. Como tal, o esporte é bom e deve ser praticado com alegria e prazer (endorfina). Não há passagem alguma na Bíblia que proíba a prática de esportes ou provoque algum sentimento de culpa.

• Uma oportunidade para adoração: Romanos 12:1. Portanto, cada pequenina coisa, em cada segundo e em qualquer lugar, o que nós fazemos deve ter como propósito a glorificação de Deus. Não devemos ser crentes “período parcial” apenas durante o culto dominical. Colossenses 3:23. Nós usamos nosso talento esportivo para o louvor de Deus e desfrutamos daquilo que Ele criou..

• Uma oportunidade para amarmos o nosso próximo: Mateus 22:39. No esporte, não podemos jogar sozinhos, precisamos de companheiros e adversários. Deve existir alguém que nos impulsione a nos desenvolvermos para adorar a Deus com os talentos que Ele nos concedeu . Você agradeceria seu colega de equipe após o jogo, caso ele tivesse perdido um gol na final do campeonato. Há no esporte oportunidades de praticarmos o amor de Jesus.

• Um “campo de provas”: Romanos 12:14-21. O esporte nos fornece a oportunidade de provar a nossa fé. Podemos perdoar um adversário que comete uma falta grave ? Podemos seguir as regras e obedecer aos árbitros? Certamente que sim, esporte é o local para aprendermos e sermos provados. Como administramos o estresse, a falha, dor, e o sucesso ?

• Uma oportunidade para testemunhar: 2 Coríntios 5:20. No campo esportivo, não crentes vêem os cristãos da mesma forma que eles são, eles serão atraídos pelas coisas que gostam e irão segui-las Assim, nós podemos refletir o Evangelho, nossa vida é uma fotografia de Jesus.

Analogias da vida cristã com a prática do esportes



1 Cor. 9. 24-27 Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. 25 E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível. 26 Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar. 27 Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado.

Gal 2.2 E subi devido a uma revelação, e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que eram de destaque, para que de algum modo não estivesse correndo ou não tivesse corrido em vão.

Fp 2.16 Retendo a palavra da vida; para que no dia de Cristo eu tenha motivo de gloriar-me de que não foi em vão que corri nem em vão que trabalhei.

Fp 3.12-14 Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, para ver se poderei alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus. 13 Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, 14 prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.

2 Tim 2.4-5 Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. 5 E também se um atleta lutar nos jogos públicos, não será coroado se não lutar legitimamente.

2 Tim 4.7-8 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

Hb 12.1-2 Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, 2 fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus.

Fundamentos bíblicos de ministérios esportivos
Rodger Oswald, ministro de esportes e conferencista mundial sobre o assunto argumenta que, ainda que a Bíblia não se posicione com respeito a questões de ministérios de esportes e recreação, ela o faz com relação ao chamado individual e também da igreja, com o objetivo de cumprir o mandamento de fazer Jesus Cristo conhecido entre todos as pessoas, estejam elas em nossa vizinhança ou em qualquer lugar do mundo.

O que parece mais prudente então é, encontrar a maneira mais efetiva de cumprir isto sem comprometer qualquer padrão bíblico de santidade. Desde que esporte e recreação são apenas jogos, parece injusto classificá-los como pecaminosos ou prejudiciais para pessoas ou para a igreja.

Não há nada de errado se Deus nos tem dado meios culturalmente estratégicos para alcançar pessoas com o evangelho, porém nós falhamos simplesmente porque dizemos que “isto é errado” ou “eu penso que esporte é pecado”, ou ainda “nós nunca fizemos isto antes”.

Com certeza os princípios que veremos a seguir garantirão a indivíduos e igrejas a oportunidade de considerar este tipo de ministério. O erro estaria em falhar na utilização daquilo que Deus não tem condenado segundo a noção que ele tem, já que toda noção neste caso é simplesmente feita por homens.

Se a Bíblia condena ou parece ser contra isso, indivíduos e igrejas deveriam ser obedientes à palavra de Deus como demonstração de sabedoria. Entretanto, não há condenação, nem se quer uma sugestão de condenação. Ambos devem se sentir livres para usar seus dons atléticos, enquanto estes mesmos dons estiverem cedidos para Deus em prol de sua glória e para o engrandecimento de seu Reino.
A) Princípio da diversidade divina

Deus é diverso em sua essência (Deus triúno Pai, Filho e Espírito Santo), diverso em seu caráter (os judeus referem-se a Ele da forma como o haviam experimentado pessoalmente Jeovah Jireh, Deus provedor; Jeovah Nissi, Deus a minha bandeira, aquele que vai adiante de mim; ou ainda El Elyon, Deus todo-poderoso. No Novo Testamento João se refere a Jesus como a porta; a ressurreição e a vida; o caminho, a verdade e a vida; e o bom pastor. Em ambos os Testamentos, Deus é diverso em seu ministério, e para completar sua obra ele trabalha de diversas maneiras. No Antigo Testamento ele andou e conversou com Adão; com Moisés ele falou através da sarça ardente; e com a nação de Israel ele foi a coluna de fogo durante a noite e a nuvem durante o dia. No Novo testamento Jesus curou muitos, pregou para multidões, mas discipulou poucos se concentrando em doze homens. O Espírito Santo aconselha, convence, ensina e conforta. O ponto principal é que o nosso Deus é criativo e diverso, trabalhando de diversas formas.

Gênesis 1.26 e 27 diz que somos criados à imagem de Deus. Partindo do afirmado em Lucas 24.39 que diz que Deus não é carne e nem osso, permanece a questão em que forma somos imagem de Deus? A resposta parece ser que como nosso Deus é diverso e criativo, sua criação é abençoada com a mesma criatividade e capacidade de resolver problemas, transpor barreiras e lidar com as circunstâncias da vida. Obviamente esta capacidade está fragilizada e ferida até que o homem desenvolva um relacionamento com Deus através de Jesus Cristo.

Tendo isto como premissa, parece lógico que o homem encontraria as maneiras mais criativas de cumprir o mandato de Jesus, e as metodologias mais estratégicas para cumprir este mandato. Esta tendência criativa conduz as pessoas para esporte e recreação, não porque sejam mais importantes, mas porque representam uma ponte de relacionamento com os não cristãos. Através destes relacionamentos Jesus Cristo pode ser proclamado e a pergunta que importa responder é onde se reúnem as pessoas de nossa comunidade?


B) Princípio dos talentos humanos

Não se pode confundir talentos humanos com dons espirituais. Este princípio se refere aos dons e habilidades humanas que são dados por Deus. No salmo 139 o salmista está louvando a Deus por sua onipresença que lhe fez estar intimamente envolvido em seu nascimento.

A implicação deste texto é que Deus tem feito cada ser humano da maneira como ele queria, e que cada um de nós foi feito terrível e maravilhosamente. O princípio aqui é que Deus tem criado cada pessoa com certas habilidades físicas e ou outras habilidades, e que cada uma participa na construção do Reino quando estas habilidades são utilizadas para expressar a pessoa de Jesus Cristo.

Isto significa que quando o solista canta, o pastor prega ou o atleta usa sua plataforma para servir os propósitos de Deus, cada um está cumprindo com a vontade de Deus e isto pertence aos propósitos do Reino.


C) Princípio da liberdade

Se tudo isto é uma tentativa para descobrirmos qual a aplicabilidade para a igreja ter esporte e recreação como uma ferramenta ministerial, então o Princípio da Liberdade é fundamental. Se este princípio não puder ser levado em consideração, a igreja não deverá considerar este tipo de ministério.

O apóstolo Paulo foi um advogado da liberdade, ele lutava contra o legalismo e a religiosidade. Ele deixa isso bem claro em l Coríntios quando expressa sua declaração de independência ao afirmar “não sou livre em Cristo ?” Ele não estava dizendo que era livre para fazer o que desejasse, nem para algo que fosse ilegal. O que ele quis dizer é que se sentia livre de toda sorte de legalismo e regras humanas, caso elas interferissem na proclamação do evangelho.

No versículo 23 do capítulo 9 Paulo declara “faço tudo por causa do evangelho.” Isto era tão importante para o apóstolo, a proclamação da verdade, que estava disposto a ser tanto judeu como um pagão, em nome da identificação e da proclamação do evangelho, e por causa da salvação deles. Estava disposto a se adaptar culturalmente pela oportunidade de pregar o evangelho a comunidades específicas. Se Paulo pôde ser livre desta forma, é possível que a igreja seja igualmente livre e culturalmente relevante ? Se a resposta é sim, então a igreja deve ir aos campos e ginásios onde as competições e jogos se realizam.

Hoje há muitos que condenam esportes e recreação não porque a Bíblia condena, mas porque regras e preceitos humanos o fazem. No verso primeiro do capítulo 5 de sua carta ao Gálatas, Paulo enfatiza esta liberdade em relação aos preceitos humanos, neste caso judaicos, que acreditavam deveriam os levar à salvação.
A única pergunta que fica para a igreja é se existe algo que viola os ensinamento claros da Bíblia. Há liberdade em Cristo para experimentarmos a graça de Deus em salvação, como também a santificação em prol de garantir a liberdade para fazer Jesus Cristo conhecido. Alguns como Rodger Oswald acreditam que esporte e recreação deva ser uma destas liberdades.

Há quem acredita que se Paulo estivesse vivo hoje seria provavelmente um músico ou uma atleta, já que estas são as duas linguagens universais que o ajudariam a ser relevante culturalmente e livre para proclamar o evangelho em todo o mundo.


D) Principio do silêncio

Geralmente quando alguém questiona a legitimidade de uma igreja possuir um ministério de esporte, utiliza como argumento o fato de não haver em lugar algum na Bíblia uma clara orientação a este respeito. Outro fator é que a Bíblia ao mesmo tempo que silencia-se sobre este assunto, ela parece gritar quando a examinamos com um pouco mais de cuidado.

Se partirmos do pressuposto que Deus, e não homens, foi quem escreveu a Bíblia utilizando estes como seu instrumento, veremos que no momento que o apóstolo Paulo se refere à experiência da vida cristã como que tomando parte numa corrida, e mais tarde compara o cristianismo com a figura de um atleta, ou ainda quando o autor de Hebreus se refere a mesma vida cristã como uma corrida de resistência, podemos perguntar quem escreveu isto, homens ou Deus?

Isto nos leva a uma conclusão que se Deus é totalmente santo, é óbvio que tudo o que ele tem escrito através de homens é totalmente justo, santo e sem pecado. Portanto se existisse algo de pecaminoso ou mau sobre esportes, Deus não teria utilizado esportes ou atleta como uma metáfora para a vida cristã. Enquanto a Bíblia permanece silenciosa a respeito do assunto, o uso destas metáforas claramente indica que Deus não tem qualquer problema contra esportes.


E) Princípio da oferta e boa dispensa

Este princípio pode andar em conjunto com o princípio dos talentos humanos. Se Deus os tem dado a mim, não deveria eu utilizá-los para sua própria glória? Não deveria utilizar estas coisas confiadas a mim, mesmo que sejam talentos na área esportiva como chutar ou arremessar uma bola, como forma de agradecê-lo como é dito em Colossenses 3.17?

Apenas 50 anos depois de Cristo, Paulo que costumava assistir às competições, já falava do valor do esporte para as pessoas. Em seus escritos ele menciona dois deles a corrida e a luta. Ali ele faz uma análise do bom exemplo do atleta que em tudo se domina, disciplinando seu corpo para alcançar uma coroa (I Cor. 9:24-25).

F) Princípio do treinamento

A partir do momento que as experiências cristãs incluem o processo de sermos conforme a imagem de Cristo (Romanos 8.29), e que este processo não é completo até que eu morra ou seja arrebatado (Filipenses 1.6), como é possível descrever o caráter que Tiago (Tiago 1.2-4), Pedro (l Pedro 1.6-7) e Paulo (Romanos 5.3-5) nos ensina?

Este processo parece nos alertar para a realidade de que em nossa vida encontraremos provas e dificuldades graças ao fato de vivermos em constante guerra espiritual (Efésios 6.10-20 e l Pedro 5.8). O universo da competição esportiva é portanto um campo de treinamento em atividades seculares que o competidor precisa vivenciar e aprender como ser vitorioso na batalha espiritual.

Escala de Engel - James F. Engel (1973)

(Modelo do Processo de Decisão Espiritual)

4- Modelos de Ministérios Esportivos

- Acampamentos esportivos

- Clinicas Esportivas

- Torneios

- Ligas:

- Liga da igreja:

- recreação

- ministério de alcance(dentro ou fora da igreja)e comunhão

- Times cristãos em ligas seculares

- Competições/jogos amistosos

- Exibições/demonstrações esportivas

- Serviço escolar: Professores de educação física e treinadores de times

- Igrejas esportivas

- Clubes e times

- Patrocínios para times e atletas

- Escolinhas esportivas

- Retiros/seminários/congressos e conferências esportivas

- Escolas de treinamento de liderança de ministério

- Ministério às pessoas do esporte:

- Capelania:

- capelães de times

- serviço a times e clubes

- estudos bíblicos para esposas e jogadores

- eventos esportivos de grande porte

- Ministério para veteranos

- Ministério para casais e família de esportistas

- Estudos bíblicos tópicos para grupos pequenos de esportistas

- Ministério para personal trainers

- Ministério para os do mundo dos esportes:

- Ministério para técnicos e agentes esportivos

- Ministério para juízes e oficiais

- Ministério para jornalistas e escritores (que exploram o

esporte)

- Administração esportiva

- Associações com secretarias de esportes órgãos governamentais.

- Ministério para massagistas e médicos esportivos

- Ginásios/facilidades esportivas:

- Clubes de aeróbica fitness e saúde

- Grupos ministeriais situados em escolas por técnicos e professores

- Implantação de igrejas

- Interesses/necessidades especiais:

- Ministério com crianças de rua

- Ministério em campus e faculdades

- Suporte ao fã

- Esporte para idosos

- Times de presidiários

- Esporte com deficientes físicos

- Esportes em orfanatos

- Eventos fora da igreja:

- Dia do jogo

- Campanha sobre uso de drogas

- Noite dos campeões/estrelas

- Assembléias/missões escolares

- EBF (escola bíblica de férias)

- Demonstrações esportivas : extreme/power team

- Entrega de prêmios

- Banquetes/cafés da manhã esportivos

- Maratonas esportivas (gincanas)

- Dia do esporte (Sport Day)

- Missões esportivas:

- Enviando times

- Enviando técnicos

- Posicionamento de jogadores e técnicos

- Enviando equipamento (chuteiras,uniformes, etc.)

- Mídia esportiva:

- Websites evangélicos de esporte

- Rádio, TV, Vídeo, Áudio

- Roupas e parafernália esportiva

- Literatura/mídia com testemunhos de grandes esportistas

- Ministério de literatura esportiva:

- grandes eventos

- estudos bíblicos e devocionais

- publicações organizacionais

- Kids Games, Family Games, Teen Games, Singles Games

- Evangelismo em eventos de grande porte:

- Shows:


- música em cerimônias de grandes eventos

- Distribuição de literatura

- Treinamento para eventos evangelísticos

- Corrida de revezamento (olimpíada)

- Serviço de louvor em jogos

- Cafés da manhã/banquetes em jogos

- Noite dos campeões/estrelas

- Apresentação de telão em festas

- Festivais

- Juventude:

- EBF (escola bíblica de férias)

- Esportes:

- clinicas

- torneios

- competições amigáveis

- Ministério nas ruas:

- troca de bottoms

- música


- palhaços e pintura de rosto

- teatro/mímica

- equipes de recolhimento de lixo

- Hospitalidade:

- voluntários

- cantinas

- hospedagem em casas:

- por eventos para atletas/envolvidos em esporte

- comitiva para família de esportistas

- hospedaria dentro da igreja

- ministérios em hotéis

- Sport’s Cafe

- capelania:

- atletas e gente do esporte

- voluntários

- visitantes

- Ministério de esportes radicais:

- Viagens e camping

- Atividades que incentivam o trabalho em equipe

- Trilhas com cordas

- Caminhadas

- Montanhismo; Eco Challenge

- Mountain Bike, Moto Trail

- Rapel, Bungie Jump, Rafting


9- Coalizão Internacional de Ministérios Esportivos (ISC)
O esporte é uma das poucas atividades que aproxima as pessoas independentemente do lugar onde estas se encontrem em todo o globo. Cor, raça, língua, religião, idade e sexo são coisas que não existem quando se está no campo, numa piscina ou estádio.

Muitas organizações desportivas, agências ou igrejas locais já sabem há muito, dos benefícios de estarem envolvidos com o esporte, ajudando os atletas, construindo assim uma ponte que ligue as diferentes culturas. Em 1985 a ISC foi formada como um corpo de várias parcerias, para ajudar diferentes áreas de interesse esportivo a se interligarem entre si. Fazendo isto, cada parte beneficia os pontos fortes um dos outros, cresce e se fortalece. Os propósitos principais do ISC são:

- Modelo

- Treino


- Rede de Contatos e Estabelecer Parcerias

Em 2003 os Parceiros viram os benefícios de descrever as dez estratégias diferentes que emergiram do movimento esportivo. Cada programa estratégico tem um coordenador internacional e um concílio. Os membros deste concílio são de variadas culturas e providenciam direção.

Cada um dos coordenadores dos 10 programas estratégicos faz parte do Administrative Working Group (Grupo de Trabalho Administrativo). O primeiro programa estratégico mencionado, Strategic Regional Coalitions (SRC), Coligação Estratégica Regional (CER), é composto por 50 mini-regiões (CER) por todo o globo. Com o decorrer do tempo antecipamos que cada uma destas mini-regiões tenha um representante de cada um dos outros nove programas. Os coordenadores dos programas estratégicos em cada mini-região compõem o Grupo de Trabalho Administrativo para aquela mini-região. Com o decorrer do tempo cada um dos 10 programas estratégicos terá o seu concílio.

O ISC é uma rede de relacionamentos e de contatos internacionais cuja força está dependente das parcerias nessa rede. O ISC não tem staff nem escritório. A equipe coordenadora providencia supervisão, e é composta por homens e mulheres de aproximadamente 20 países que servem por períodos de três anos.


10- Os 10 Programas Estratégicos da ISC
- Coligação Estratégica Regional (CER)

- Conferência Estratégica ACE (CEA)

- Igreja e Esportes (ministério esportivo na Igreja) (IE)*

- Jogos Comunitários Globais (JCG)*

- Treinamento de Liderança Desportiva Internacional (TLDI)*

- Anfitrião de Parcerias de Grandes Eventos Desportivos (APGED)

- Parcerias de Grandes Eventos Desportivos (PGED)

- Proclamação Através de Pessoas do Desporto (PPD)*

- Servindo as Pessoas do Desporto (SPD)*

- Parcerias Estratégicas de Desporto (PED)
* Estratégias que serão abordadas neste curso

05 - Proclamação 1


1- Clínicas de Esportes
FORMATO

  • Demonstração: Aqui os participantes assistem à demonstração dos fundamentos e situações do esporte feita pelos “experts” (atletas / técnicos). A vantagem deste formato é que ele reúne um número bem maior de participantes, gerando uma tremenda oportunidade para o evangelismo de massa.




  • Participativo: Neste formato os participantes realizam as atividades, tendo com isto uma oportunidade singular de desenvolvimento de suas habilidades físicas, técnicas e táticas. Além disso, possibilita uma plataforma para o evangelismo relacional e também um discipulado através do aprendizado de princípios espirituais durante as situações atléticas. Requer a ajuda de um número proporcional de monitores ou técnicos e reduz o número de participantes.

PROPÓSITO




  • Evangelismo: Se não for para compartilhar a fé cristã através do Evangelho e ou do testemunho dos atletas/ técnicos, não há um propósito válido.




  • Atlético: Não se pode chamar de clínica de esporte, se não houver uma genuína oportunidade para o aperfeiçoamento técnico dos participantes. É uma questão de integridade diante destes, e de seus pais, muitos deles não crentes.




  • Pragmático: Ambos os formatos acima podem contribuir para associar o sagrado com o secular, auxiliando as pessoas a adquirirem lições espirituais dentro de um ambiente esportivo. É possível usar as demonstrações para mostrar a elas como se tornar melhor, tanto como atletas como pessoa.

PROMOÇÃO


  • Escolas públicas e particulares (posters; folhetos; cartas; mídia local; etc.)

  • Igrejas

  • Clubes e entidades esportivas da vizinhança

  • Exposição na comunidade (lojas; bibliotecas; bancos; supermercados; etc.)

  • Porta-a-porta (folhetos e etc.)

ORGANIZAÇÃO



  • Líder: Organizador, encorajador, delegador de funções, bom comunicador, tem uma idéia clara e um bom plano do que será feito naquele dia. Conhecedor de esportes.




  • Instrutor: Comprometido com os alvos do evento, possui capacidades técnicas, se relaciona bem com os participantes, e é hábil para perceber suas necessidade e ir de encontro a elas.




  • Programa: O dia deve se planejado cuidadosamente, de modo a manter a atenção dos participantes durante todo o evento.




  • Orador: sensível e contextualizado com a faixa etária dos participantes, não é um pregador. Em sua fala concilia o lado esportivo com a vida pessoal. Cuidado com atletas famosos que não vivem o que falam, e também com novos-convertidos.




  • Evangelismo e continuidade: Juntamente com o testemunho, será proveitoso distribuir algum material escrito específico para esporte. Contato posterior e continuidade serão importantes.




  • Material e equipamento: Esteja alerto para as condições de espaço e material. Planeje e tenha consigo mais do que você pensa irá precisar.


2- Acampamento Esportivo


  • Pessoal e logística suficiente para 3 a 5 dias de evento.


3- Escola de Esportes (Futebol; Vôlei, Basquete, Capoeira e etc.)

  • 6 meses a 1 ano de duração – Projeto Próprio


4- Escola de Férias

  • Nos meses de férias escolares, treinamentos e competições de modalidades esportivas de 2 a 4 semanas.



5- Atividades Esportivas e Recreativas de Evangelismo


  • Família dos Games


6- Material de Evangelismo / Recursos (vídeos; literatura etc.)


  • Serão apresentados em aula para consulta

06 - Proclamação 2




1-Envio e Recebimento de Equipes Esportivas / Profissionais


PREPARAÇÃO



  1. Objetivos do Envio de Equipes




  • Possibilidades de alcance e cumprimento da grande comissão

  • Edificação da equipe

  • Auxílio e edificação das igrejas locais

  • Implantação de estrutura local



  1. Viabilidade e Chancelaria




  • Confirmação oficial de interesse e provisões

  • Interesse da missão

  • Possibilidade de extensão do projeto

  • Recursos humanos, materiais e financeiros

  • Know how

  • Contato e relacionamento com missão e igreja local



  1. Cronograma do projeto Envio de Equipes




  • Duração do Projeto

  • Metas intermediárias

  • Reuniões de planejamento e avaliação



  1. Levantamento de custos




  • Passagens aéreas e taxas de embarque

  • Documentação (passaporte, vistos)

  • Seguros de viajem

  • Despesas locais

  • Material esportivo

  • Material estratégico

  • Donativos

  • Brindes




  1. Escolha da equipe




  • Equipe (supervisor, técnico, preparador, fisioterapeuta, jogadores)

  • Critérios de seleção.

  • Perfil e nível técnico dos jogadores

  • Seleção inicial e informe aos candidatos

  • Acompanhamento físico, técnico e espiritual

  • Candidatos bi-vocacionados (líderes, músicos, evangelistas, assessor de imprensa, médico, nutricionista, fisiologista, fisioterapeuta, roupeiro)



  1. Material esportivo




  • Uniforme de treinamento no Brasil

  • Uniforme de viajem e passeio

  • Uniforme de jogo (2) – jogadores e comissão técnica

  • Material (bolas, coletes, hidratantes, material de primeiros socorros)

  • Bandeira e hino nacional

  • Informativos da equipe para imprensa e organização



  1. Aglutinação de parcerias




  • Parcerias com empresas de material esportivo (propaganda)

  • Parcerias com agências missionárias e igrejas

  • Parceria com empresas de material estratégico

  • Empresas que possuam filiais no país


  1. Material estratégico e de impacto




  • Bíblias e folhetos na língua local

  • Faixa de saudação

  • Cartões com fotografias e mensagens

  • Brindes para adversários e autoridades.

  • Donativos

  • Filmes e vídeos cristãos

  • Outros instrumentos de evangelismo



PROGRAMAÇÃO


  1. Programação: preparação física, técnica e tática, espiritual e cultural.




  • Elaboração e execução de avaliação e treinamento físico

  • Avaliação e orientação nutricional

  • Treinamentos técnicos e táticos específicos

  • Cronograma de jogos amistosos de preparação

  • Discipulado e preparação espiritual específica

  • Aculturação local (língua, costumes, músicas e estratégias)

  1. Estratégias




  • Evangelismo pessoal e público

  • Testemunho aos adversários

  • Visita às igrejas locais

  • Aulas e clínicas para crianças e adolescentes

  • Palestras para estudantes de Educação Física e da modalidade

  • Presença nos órgãos de imprensa

  • Música brasileira

  • Exibição de vídeos cristãos e filme Jesus



APOIO ESPIRITUAL E DIVULGAÇÃO

a- Intercessão


  • Elaboração de boletins de oração

  • Desafio às igrejas

  • Programação de jejum e oração entre os candidatos

  • Períodos de intercessão durante o projeto



b- Divulgação


  • Divulgação às igrejas e agências missionárias

  • Notícias do campo on line

  • Informe à imprensa local através de assessoria de imprensa



c- Continuidade / Prosseguimento


  • Parcerias com Igrejas locais

  • Cadastramento dos participantes

  • Reuniões de Estudos Bíblicos

  • Estudos Bíblicos em casamento

  • Convite para as programações da igreja



d- Registro do Envio de Equipes


  • Registro fotográfico e em vídeo

  • Relatórios informativos

  • Retorno aos patrocinadores


PARTICIPANTES


Característica Imprescindível:
1- Cristão confesso, membro de uma igreja evangélica onde esteja em completa comunhão com Deus e com a mesma e sob a autoridade de sua liderança.


Características Principais:


  1. Maturidade: um bom grau de maturidade espiritual que o capacite a entender e discernir as dificuldades do choque cultural.




  1. Visão: um atleta que não exterioriza sua crença, não aproveita as oportunidades de testemunho, ainda que não verbalizado, e também não impacte a vida dos que estão a sua volta com um comportamento idôneo e irrepreensível, não contribui para visão do projeto mas apenas satisfaz suas necessidades pessoais.




  1. Amor: se não houver a presença desta qualidade na vida do participante, sua permanência será marcada por relacionamentos frágeis e superficiais que inesperadamente causam desgastes e rupturas na convivência com o grupo.




  1. Técnica: capacidade física e técnica compatíveis com o nível e exigência que serão encontrados.




  1. Flexibilidade: qualidade importante em projetos desta natureza onde se espera que o participante desempenhe dentro e também fora de campo funções muitas vezes diferentes de sua formação original e costume.




  1. Social: relacionamento adequado com os nacionais, com os demais irmãos, boa comunicação e adaptação às diferenças lingüísticas, culturais e alimentares.




SUB-GRUPO

PONTOS FORTES

EM DESENVOLVIMENTO

  • Líderes e

Bi-vocacionados

Cristãos maduros com experiência em projetos passados, e ou outros dons e qualificações para o ministério.

Qualidades técnicas e ou físicas médias ou regulares devido à falta recente de prática esportiva.

  • Atletas em

Atividade

Excelentes qualidades físicas e técnicas graças à prática freqüente

Maturidade espiritual e conhecimento

bíblico em crescimento



  • Futuros líderes

Qualidades técnicas e ou de liderança em pleno desenvolvimento

Falta de experiência em projetos

desta natureza.




7 -Formação do Atleta Modelo
1 – A força de uma visão
Todo propósito começa com uma visão
E o que é Visão ?
Qual a importância de uma Visão?
  1   2


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal