Capitulo 10 – The Environmental School



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Universidade de Coimbra

Faculdade de Ciências e Tecnologia

Departamento de Engenharia Informática



Capitulo 10 – The Environmental School




Resumo
Resumo realizado por:

Andreia Margarida Almeida Quintal nº995011055




The Environmental School – A Escola Ambiental
(Formação estratégica como processo reactivo)

No processo de formação estratégica existe um factor muito importante que é o Ambiente Externo às organizações.

A escola descrita neste capítulo, permite balancear a visão global da Formação Estratégica, posicionando o ambiente, como uma das três forças centrais do processo, juntamente com a liderança e a organização.
Mas o que é afinal aquilo a que chamam Ambiente Externo?
Normalmente designa-se por um conjunto de forças “exteriores”, ou seja, tudo aquilo que não é organização. Um ambiente externo é delineado como um conjunto de dimensões abstractas, para melhor se entender esta definição basta pensar que por exemplo, não é um cliente zangado que bate à porta, mas um ambiente “malévolo”. Por vezes tudo isto é reduzido a uma força global que conduz a organização a um certo tipo de nicho ecológico. Aqui o nicho é o lugar da competição, onde a organização compete com as entidades semelhantes.
As 4 premissas da Escola Ambiental
1- O ambiente (externo) é o actor principal no processo estratégico. Para se tomarem decisões estratégicas acertadas deve ter-se em conta este ambiente.

2- A organização deve saber responder a todas as forças exteriores (ambiente) senão será excluída, o que poderá levar ao desaparecimento da mesma.


3- A liderança torna-se um elemento passivo na observação do ambiente e no processo de adaptação adequado da organização a este.
4- As organizações acabam por se juntar em grupos, onde permanecem até que os recursos se tornem escassos e as condições muito hostis. Então morrem.
Existem três diferentes visões dento desta escola: Visão de Contingência, Visão da População Ecológica e a Teoria Institucional.
Visão de Contingência:
A Escola Ambiental têm as suas raízes na Teoria da Contingência, teoria esta que cresceu para se opor ás afirmações da gestão clássica, onde era defendido que existia “uma melhor maneira” de gerir uma organização. Para os teóricos da contingência tudo dependia dos vários factores do ambiente externo que podiam influenciar a organização.
Esses factores do ambiente externo são:
- Estabilidade - O ambiente externo de uma organização pode ir de estável a dinâmico. Existem vários factores que podem dar origem a um ambiente dinâmico, incluem-se nestes factores, governos instáveis, mudanças inesperadas nos pedidos dos clientes, os clientes que pedem frequentemente coisas novas, as tecnologias que evoluem rapidamente ou até a meteorologia.
- Complexidade – O ambiente externo de uma organização pode ir de simples a complexo. Uma ambiente complexo leva a que uma organização tenha um conhecimento alargado sobre os produtos, clientes ou técnicos. Torna-se simples a partir do momento em que esse conhecimento é racionalizável, isto é, dividido em componentes mais facilmente compreensíveis.
- Diversidade do mercado – Os mercados de uma organização podem variar de integrados a diversificados. Uma empresa que venda para um único cliente ou para uma pequena área situa-se num mercado integrado, o mercado diversificado é aquele em que, por exemplo, uma empresa procura promover alguns dos seus produtos em todo o mundo.
- Hostilidade – Uma organização pode ter um ambiente externo liberal, ou hostil.

Um exemplo de um ambiente liberal é por exemplo, um cirurgião que escolhe os seus pacientes. Um exemplo de um ambiente hostil poderá ser o caso de um exército em tempo de guerra. Existe uma fase intermédia que é, onde normalmente se situam as organizações, onde estas pretendem angariar o máximo de clientes mas sem criar situações de grande conflito.



Visão da População Ecológica:
O nascimento de uma organização individual que se destaque pela inovação ganha vantagem à partida, mas a sobrevivência depende da habilidade de adquirir uma fonte de recursos adequada. No entanto cada ambiente tem uma quantidade de recursos finita.

Entenda-se por recurso – tudo o que há no ambiente externo que possa ajudar a triunfar no mercado.

Devido ao facto de o ambiente ter recursos limitados e ser ele próprio a estipular os critérios de sobrevivência. As organizações têm 2 opções: apostar todos os recursos que têm (eficiência) ou reservar alguns recursos como reserva para futuras emergências (flexibilidade).

As organizações são muitas vezes vistas em termos de “riscos”.




    • risco das mais novas”: as organizações que são mais novas no mercado, têm mais probabilidades de desaparecer do que aquelas que já se firmaram.




    • risco das mais pequenas”: as organizações maiores tendem a ter mais recursos e logo menos hipóteses de falharem.




    • risco de envelhecimento”: as vantagens iniciais podem tornar-se uma fonte de inércia à medida que a organização envelhece.




    • risco da adolescência”: o maior perigo está na fase de transição entre a infância a maturidade. O nascimento é conseguido à custa de ideias inovadoras e energia capitalista; a maturidade é caracterizada por recursos e poder em quantidade consideráveis.


Teoria Institucional:
Esta teoria vê o ambiente como um repositório de dois tipos de recursos: económicos (familiares, dinheiro, terrenos, maquinaria) e simbólicos (reputação ganha pela eficiência, a celebração de liders por feitos passados e o prestigio que deriva da ligação com firmas poderosas e conhecidas).

A estratégia assenta em encontrar maneiras de adquirir recursos económicos e converte-los em simbólicos e vice-versa.

Aqui o ambiente consiste nas interacções existentes entre os fornecedores/investidores, consumidores governo e competidores. Isto leva a que se gerem um conjunto de normas cada vez mais complexas e poderosas que as organizações devem cumprir, o que conduz a que organizações de um mesmo ambiente adoptem ao longo do tempo, estruturas e práticas semelhantes (Isomorfismo Institucional).

Esta teoria institucional distingue 3 tipos de Isomorfismo:




    • Coercivo: obedecer a standards/e ou regulamentos. Ex: companhias aéreas obedecem a regras de segurança.




    • Mímico : Resulta da imitação. As organizações muitas vezes copiam as abordagens das competidoras de sucesso pretendendo convencer os outros que também exercem o melhor dentro do ramo.




    • Normativo - Resulta da forte influência da experiência profissional. As organizações adoptam normas ou procedimentos que algum profissional do sector utiliza.



Critica, contribuição e contexto da Escola Ambiental:
A estratégia consiste na escolha de posições especificas, sendo a diferenciação muito importante, pois descreve como as organizações diferem em ambientes similares.

Na realidade, não existem organizações que enfrentem ambientes completamente liberais, complexos, hostis ou dinâmicos. Existem apenas alguns períodos desses tipos, que é o que normalmente acontece devido a alguma tecnologia em particular ou pedido de um cliente.


Uma frase que pode resumir esta escola é: quanto mais estável o ambiente externo, mais formalizada a estrutura interna.


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