Caracterização do grupo de crianças No presente ano lectivo encontram-se a frequentar o Jardim de Infância da Tapada



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Encontro28.07.2016
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Caracterização do grupo de crianças
No presente ano lectivo encontram-se a frequentar o Jardim de Infância da Tapada dezasseis crianças, entre os três e os seis anos, estando estas reunidas numa única sala. Assim sendo, há uma criança com seis anos, cinco crianças com cinco anos, seis crianças de quatro anos e quatro crianças de três anos. Dessas crianças cinco são do género masculino e onze são do género feminino.

A área de atendimento do jardim abrange crianças vindas de várias localidades, tais como: Tapada, Almeirim e Fazendas de Almeirim, sendo a maioria das crianças residente na Tapada. Como tal, as crianças chegam ao jardim acompanhadas pelos pais ou familiares.

Nesta sala existe uma criança com Necessidades Educativas Especiais, que fez adiamento escolar. Esta criança conta com o apoio de técnicos especializados (terapia da fala e consulta de psicologia) e, ainda, uma vez por semana, de uma educadora de ensino especial.

Tendo como base a nossa observação, este grupo é calmo, dinâmico, participativo, interessado e afectuoso, revelando também uma grande capacidade de interacção para com todas as crianças e adultos.

É um grupo que mostra alguma autonomia através da satisfação das necessidades básicas sem recorrer à ajuda do adulto, da escolha de actividades livres nos momentos em que a rotina o permite, da arrumação de materiais, bem como na realização de algumas actividades de expressão plástica.

No que diz respeito ao lanche, este é realizado no refeitório, o qual está integrado no edifício da EB1, que presta apoio não só às crianças dessa mesma escola, mas também a algumas crianças do jardim de infância. Em relação ao almoço, a maioria das crianças vão almoçar a casa e as restantes almoçam no refeitório da EB1.

Quanto às diferentes actividades proporcionadas às crianças, estas podem ser individuais e colectivas, para que as crianças tenham oportunidade de fazer jogos, desenhos, pinturas, colagens, modelagem e brincar nas diferentes áreas de actividade.

Por fim, consideramos que as diferentes actividades permitem às crianças partilhar experiências, aprender a cooperar e a respeitar os outros.

Verificámos que os adultos têm sempre em conta o bem-estar das crianças, procurando estabelecer uma relação de amizade e de confiança. As crianças aderem com entusiasmo às actividades dinamizadas, quer estas sejam orientadas ou não, mostrando sempre interesse e empenho.

É ainda de referir que, na sala onde estagiámos são estabelecidas regras, criadas pela educadora em conjunto com as crianças, para uma melhor organização da sala. Essas regras, normalmente, são respeitadas e cumpridas ao longo do ano.


Fundamentação do Projecto
Quanto ao projecto que iremos desenvolver, este irá ter como ponto de partida o Projecto Curricular de Turma, o qual se baseia no Ambiente – factores de clima, estando inserido na Área de Conteúdo do Conhecimento do Mundo. Assim, iremos desenvolver um projecto, tendo em conta sobretudo os interesses e necessidades das crianças.

Segundo as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, a Área do Conhecimento do Mundo manifesta-se essencialmente pela curiosidade natural da criança, bem como pela procura de respostas, tendo o educador um papel de relevo neste âmbito. Deste modo, o educador deve estimular as crianças para que descubram e explorem autonomamente, não deixando de terem o apoio adequado, por parte deste. Assim, cabe também ao educador partir dos conhecimentos que a criança já adquiriu, valorizá-los, e partir destes para a exploração de novas descobertas.

De salientar que a Área do Conhecimento do Mundo, tal como as outras áreas de conteúdo, pressupõe uma parceria entre o jardim de infância, a comunidade e as famílias das crianças, de modo a que estas tenham um papel mais activo e participativo, aquando a exploração de várias temáticas. É importante que o educador fomente visitas ao exterior, visando a familiarização das crianças com outras realidades, mas que também coloque ao dispor destas materiais e instrumentos que lhes proporcionem novas experiências.

Parece-nos pertinente mencionar que ao abordar a Área de Conhecimento do Mundo também considerarmos que podemos alargar os conhecimentos das crianças, através da partilha dos saberes entre as mesmas. Ainda cimentando esta ideia, pretendemos reforçar a socialização e a interacção entre as crianças, através de novas experiências, quer seja em contexto de educação pré-escolar, quer seja em contextos paralelos a esta.

Na elaboração do nosso projecto, tivemos a preocupação de permitir às crianças a intervenção prática, através de actividades, experiências e pesquisas autónomas, não descurando a ligação com as outras áreas de conteúdo, em que, por exemplo, podem ser desenvolvidos aspectos de sensibilidade estética, imaginação e linguagem. No seguimento desta perspectiva, consideramos essencial desenvolver nas crianças o seu espírito crítico, criar situações em que se confrontem com um conhecimento científico e fundamentado. Por conseguinte, não se pretende que as crianças adquiram um saber literário, mas sim experiências significativas, susceptíveis de serem postas em prática na vida quotidiana.

Após uma leitura aprofundada das Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar e da Enciclopédia de Educação Infantil, pudemos aferir que, as crianças em idade pré-escolar já se encontram familiarizadas com a Meteorologia, tendo por isso uma grande curiosidade em saber como os fenómenos atmosféricos ocorrem. Por ser um tema bastante vasto, tivemos que escolher apenas algumas vertentes para explorar no nosso projecto, as quais passamos a enumerar: o tempo atmosférico e alguns factores que diferem com o estado do tempo.



Objectivos do Projecto
Numa fase inicial do nosso projecto, decidimos que era necessário conceber alguns objectivos, dos quais se destacam:
 Conhecer os diferentes fenómenos atmosféricos e os efeitos que provocam no meio;

 Observar as mudanças e alterações que acontecem com o estado do tempo;

 Observar e explorar o meio físico, centrando a atenção no estado do tempo;

 Conhecer alguns factores que diferem com o estado do tempo;

 Avaliar a importância do ar no meio natural, manifestando atitudes de respeito e de cuidado;

 Avaliar a importância dos fenómenos atmosféricos para todos os seres vivos.



Estratégias do Projecto
Tendo por base os objectivos anteriormente explicitados, será necessário adaptar algumas estratégias que permitam a concretização dos mesmos, entre as quais passamos a referir:
 Valorizar as descobertas das crianças, ajudando-as a explorar a temática do tempo atmosférico;

 Dar liberdade às crianças para que explorem os conteúdos (relacionados com a temática do tempo atmosférico) que mais lhes agradem;

 Desenvolver actividades partindo dos interesses das crianças, de modo a que estas se sintam à vontade para comunicar o que sabem, pensam e sentem;

 Utilizar uma linguagem clara, precisa e desprovida de tecnicismos que facilite a compreensão das crianças;

 Observar e explorar o meio físico, identificando as diferenças e semelhanças dos diferentes fenómenos atmosféricos;

 Organizar visitas ao exterior, de modo a que as crianças conciliem o que sabem na teoria com o que podem aplicar na prática;

 Integrar as novas tecnologias de informação e comunicação no jardim de infância;

 Familiarizar as crianças com a utilização do computador e com a Internet.


Avaliação do Projecto

Tendo em consideração os objectivos apontados ao longo do projecto, é importante que se avalie se estes foram cumpridos, por parte das crianças.

Neste contexto, consideramos que durante as actividades deve existir uma avaliação contínua, em que o educador regista as observações baseadas nas actividades que as crianças realizam, bem como no envolvimento que estas demonstram. O envolvimento pode ser avaliado através de alguns indicadores, como a participação, a motivação, o interesse e o empenho que as crianças revelam, tendo em conta a Escala do Envolvimento de Ferre Laevers.


Na nossa perspectiva, é igualmente relevante que no final de cada actividade seja feita uma auto-avaliação, em que as crianças mencionem o que mais e menos gostaram de realizar, bem como o que poderia ter corrido melhor. Será importante para uma reflexão posterior que o educador registe as opiniões das crianças.

Por último, consideramos que os registos diários do educador são uma outra forma de avaliação, na medida em que há uma apreciação pontual do trabalho que vai sendo realizado. Pensamos ainda que os registos fotográficos relativos a alguns momentos importantes das fases do projecto, poderão igualmente constituir importantes instrumentos avaliativos.

Em suma, pretendemos avaliar as actividades e o nosso desempenho, através da observação directa das crianças, da sua motivação e empenho, dos seus desenhos, dos registos e das conversas realizadas com os grupos; bem como através de reflexões entre nós, estagiárias e também em conjunto com a educadora.


Objectivos

Estratégias/Actividades

Recursos

Desenvolver a linguagem e o vocabulário.

Desenvolver a imaginação.

Desenvolver a atenção e a concentração.

Estimular a associação de ideias.

Desenvolver a comunicação.

Desenvolver o ritmo.

Desenvolver o conhecimento do factor meteorológico retratado (vento).


Poesia do vento

Inicialmente, conversamos com as crianças sobre a visita ao exterior do dia anterior, em que relembrámos as características do vento.

De seguida, uma das estagiárias lê uma poesia, cujo tema é o vento, repetindo a mesma de várias maneiras (rápido, devagar, baixo e alto).


Livro da poesia

Obter um progressivo controlo da motricidade fina.

Estruturar o espaço gráfico e exprimir-se plasticamente por meio da cor.

Exprimir-se plasticamente aplicando esta técnica pictórica e progredir no manejo dos utensílios, materiais e suportes da pintura (canetas de sopro e palhinhas).

Desenvolver a criatividade e imaginação.

Desenvolver o sentido estético.


Pinturas com canetas de sopro e com palhinhas

Esta actividade encontra-se relacionada com o momento anterior, pois para a realizar é necessário soprar (vento).

Inicialmente dirigem-se à mesa seis crianças (as mais velhas), enquanto as restantes trabalham com massa de cores e realizam jogos de mesa, sendo estas actividades rotativas.

As crianças podem utilizar palhinhas, que humedecem nos copos com tinta (anilinas de várias cores), ou podem utilizar as canetas de sopro.



Folhas brancas A4;

Canetas de sopro;

Palhinhas;

Copos;


Anilinas de várias cores



Objectivos

Estratégias/Actividades

Recursos

Desenvolver a linguagem e o vocabulário.

Desenvolver a memória e a imaginação.

Desenvolver a atenção e a concentração.

Estimular a associação de ideias.

Desenvolver a comunicação.

Desenvolver o conhecimento do factor meteorológico retratado (vento).

Identificar a utilidade do vento, as suas características, bem como os diferentes tipos (forte e fraco).


História – “Um Vento maravilhoso”

Neste momento, uma das estagiárias conta a história “Um vento maravilhoso”, e no final conversamos com as crianças sobre a história, relembrando as características do vento, bem como a sua utilidade.




Livro da história “Um Vento maravilhoso”

Desenvolver destrezas manipulativas como cortar e colar.

Desenvolver as destrezas manipulativas necessárias para a confecção de colagens e progredir no manejo dos utensílios e materiais empregues (tesouras, colas, etc.).

Desenvolver a criatividade.

Desenvolver o sentido estético.

Relembrar os conhecimentos do factor meteorológico – vento (por exemplo, quanto à utilidade, o vento ajuda na deslocação das fitas das pandeiretas…).


Construção de uma “pandeireta do vento”

Inicialmente dirigem-se à mesa sete crianças, enquanto as restantes realizam jogos de mesa, sendo estas actividades rotativas.

A actividade consiste em cortar tiras de papel de lustro de várias cores para colar de seguida no círculo de cartolina.

Posteriormente, as crianças deslocam-se ao exterior para ver as fitas das “pandeiretas” a voar.



Arcos de cartolina azul (onde se agarra);

Folhas de papel de lustro de várias cores;

Cola;

Tesouras


Avaliar as construções plásticas como meio de conhecimento, expressão e transformação da matéria.

Alcançar destrezas na manipulação dos materiais para a construção de novas aparências deles.

Apreciar criativamente as possibilidades de utilização que os materiais de reciclagem oferecem (rolos).

Conhecer as características, possibilidades, limitações e formas de utilização dos materiais empregues nas construções.

Desenvolver a sensibilidade perante as formas tridimensionais: vivênciar o volume e as suas possibilidades plásticas.

Relembrar os conhecimentos do factor meteorológico – vento (por exemplo, quanto à utilidade, o vento ajuda os moinhos a girar…).



Construção de moinhos de vento

Para realizar esta actividade dirigem-se à mesa seis crianças.

Os moinhos são feitos com rolos de papel higiénico e rolos de cozinha, tendo as crianças que: escolher uma tira de papel de cor, colar a tira de papel no rolo, colar a porta e a janela e o telhado.

O telhado é feito em cartolina vermelha e depois é agrafado em forma de cone.

No final, colam-se as velas nas “cruzetas”.


Rolos de papel higiénico e de cozinha;

Folhas de papel de lustro de várias cores;

Tesouras;

Cola branca;

Cartolina de várias cores (velas e telhado);

Pauzinhos de madeira;

Arame fino




Objectivos

Estratégias/Actividades

Recursos

Desenvolver a linguagem e o vocabulário.

Desenvolver a imaginação.

Desenvolver a atenção e a concentração.

Estimular a associação de ideias.

Desenvolver a comunicação.

Desenvolver o conhecimento do factor meteorológico retratado (arco-íris).

Identificar as cores do arco-íris.

Identificar os factores que levam ao aparecimento deste fenómeno atmosférico.



História - “Noddy e o arco-íris”

Neste momento, um das estagiárias conta a história “Noddy e o arco-íris”, e no final conversamos com as crianças sobre o arco-íris, as suas cores, quando surge no céu, etc.




Livro da história “Noddy e o arco-íris”

Obter um progressivo controlo da motricidade fina.

Estruturar o espaço gráfico e exprimir-se plasticamente por meio da cor.

Exprimir-se plasticamente aplicando as diferentes técnicas pictóricas e progredir no manejo dos utensílios, materiais e suportes da pintura.

Desenvolver a criatividade e imaginação.

Desenvolver o sentido estético.


Pinturas mágicas

Esta pintura consiste no seguinte: coloca-se uma folha dentro de uma caixa de sapatos, onde se vão deixando cair pingos de tinta de várias cores. De seguida, colocam-se os berlindes, tapa-se a caixa e agita-se para os berlindes espalharem a tinta.

O resultado vai ser linhas/traços de várias cores, fazendo lembrar o arco-íris!

Esta actividade é realizada apenas por uma criança, as outras enquanto esperam pela sua vez, vão brincando nas diferentes áreas.



Folhas brancas A4;

1 Caixa de sapatos grande;

Copos;

Pincéis;


Tintas de várias cores;

Berlindes;




Desenvolver a motricidade fina.

Promover a exploração gráfica.

Estimular a criatividade.

Fomentar a ideia de desenho em grupo.

Transmitir a noção de respeito pelo próximo, bem como pelo seu desenho.


Pintura em papel de cenário

Esta actividade consiste em fazer um arco-íris com as mãos das crianças ao longo do papel.




Papel de cenário;

Tintas de várias cores;

Pratos;

Fita-cola






Objectivos

Estratégias/Actividades

Recursos

Proporcionar o contacto com o computador e a Internet.

Desenvolver a motricidade fina.

Promover a autonomia.

Desenvolver a linguagem e o vocabulário.

Desenvolver a imaginação.

Desenvolver a atenção e a concentração.

Estimular a associação de ideias.

Desenvolver a comunicação.

Desenvolver a capacidade auditiva.

Desenvolver o conhecimento dos factores meteorológicos retratados.



História de Ler e Ouvir “À descoberta do céu!”

Neste momento, as crianças sentam-se em frente ao computador, “entram” no site Eu Sei e exploram a história.

No final conversamos com as crianças sobre a história, nomeadamente sobre as características dos vários factores meteorológicos retratados (sol, vento, chuva, trovoada, arco-íris, entre outros).


Equipamento informático:

Computador (es);

Internet


Proporcionar o contacto com o computador e a Internet.

Desenvolver a motricidade fina.

Desenvolver a atenção e a concentração.

Fomentar a autonomia.

Estimular a associação de ideias.

Desenvolver o raciocínio lógico-matemático.



Puzzle

Neste momento, as crianças realizam um puzzle no site Eu Sei, no âmbito da história anteriormente ouvida.

Assim, a imagem do puzzle é familiar à criança, na medida em que reproduz o tema e algumas personagens da história.


Equipamento informático:

Computador (es);

Internet


Proporcionar o contacto com o computador e a Internet.

Desenvolver a motricidade fina.

Desenvolver a atenção e a concentração.

Fomentar a autonomia.

Estimular a associação de ideias.

Desenvolver o raciocínio lógico-matemático.



Labirinto “Onde está o arco-íris?”

Neste momento, as crianças realizam um labirinto no site Eu Sei, no âmbito da história anteriormente ouvida.

Deste modo, o objectivo da actividade é a criança “levar” o coelho a encontrar o arco-íris.


Equipamento informático:

Computador (es);



Internet






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