Carga Horária: 72 horas/aula Local e Horário: cfh 315, terça-feira 18h30 (4 aulas) Professora responsável



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Universidade Federal de Santa Catarina

Centro de Filosofia e Ciências Humanas

Departamento de História

Plano de Ensino



Disciplina: Tópico Especial - História da Escravidão no Brasil (HST 5880)

Carga Horária: 72 horas/aula

Local e Horário: CFH 315, terça-feira 18h30 (4 aulas)

Professora responsável: Beatriz Gallotti Mamigonian

Contato: Escrever para beatrizm@cfh.ufsc.br ou deixar recado no escaninho, no Depto. de História

Local e horário de atendimento: Sala 310 Bloco D/CFH, 3as 17h-18h15 ou outro horário a combinar

Semestre: 2006.1

I – Ementa


Escravidão africana e expansão mercantil européia. Tráfico de africanos - rotas e volume. Sociedade escravista. Escravidão e outras formas de trabalho. O cotidiano da escravidão. A África no Brasil. A abolição do tráfio e os embates pelo fim da escravidão. Os negros no pós-abolição.

II – Objetivo do curso de História


Dar condições ao graduado em História de exercer sua profissão tanto no magistério, como em qualquer setor onde se exija a produção, transmissão e a utilização crítica do conhecimento histórico.

III- Objetivo da disciplina


  1. Apresentar aos alunos as contribuições recentes à historiografia da escravidão brasileira e atlântica, discutindo seu impacto sobre as interpretações tradicionais da história do Brasil;

  2. Discutir as diferenças regionais e temporais da escravidão no território brasileiro, situando-as num contexto atlântico;

  3. Discutir temas da história social da escravidão que permitam reflexões sobre o engajamento dos escravos e libertos como sujeitos históricos;

  4. Preparar os alunos para pesquisa sobre escravidão com fontes primárias e secundárias.

  5. Dar subsídios para que os licenciados abordem temas de História da Escravidão nos ensinos médio e fundamental.



IV – Programa


02/05

Apresentação professora e alunos; apresentação do programa.

Os momentos da historiografia sobre escravidão no Brasil e os temas atuais de debate e pesquisa.



Lara, Silvia. “Conectando historiografias: a escravidão africana e o Antigo Regime na América Portuguesa.” In Modos de Governar: Idéias e Práticas Políticas no Império Português, séculos XVI a XIX, eds. Maria Fernanda Bicalho e Vera Lucia Amaral Ferlini, 21-38. São Paulo: Alameda, 2005;

Lara, Sílvia. “Escravidão no Brasil: Balanço Historiográfico.” LPH: Revista de História 3, no. 1 (1992): 215-239;

Lara, Sílvia. “Escravidão, Cidadania e História do Trabalho no Brasil.” Projeto História: Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em História e do Departamento de História da PUC/SP 16 (1998): 25-38;

Machado, Maria Helena P. T. “Em torno da autonomia escrava: uma nova direção para a história social da escravidão.” Revista Brasileira de História 16 (1988): 143-160.




09/05

Semana de Integração do CFH: Conferência: “Os desafios Contemporâneos da construção da nação África”. Prof. Dr. Kabenguele Munanga (USP) - Auditório do CFH

Trazer fichamentos das atividades da semana de que participar.



16/05

Escravidão e tráfico nos primórdios do sistema escravista


Schwartz, Stuart B. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras/CNPq, 1988. Cap. 3;

Alencastro, Luiz Felipe de. O Trato dos Viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, cap. 6, 188-246;

MATTOS, Hebe Maria. “A escravidão moderna nos quadros do Império português: o Antigo Regime em perspectiva atlântica” In Fragoso, João, Maria Fernanda Bicalho, e Maria de Fátima Gouvêa, eds. O Antigo Regime nos trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. 141-162.



23/05

Tráfico atlântico: funcionamento, origens, destinos e volume


Florentino, Manolo. Em Costas Negras: uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro. São Paulo: Cia das Letras, 1997, parte II, pp 37-103;

Rodrigues, Jaime. De costa a costa: Escravos, marinheiros e intermediários do tráfico negreiro de Angola ao Rio de Janeiro (1780-1860). São Paulo: Cia. das Letras, 2005, cap. 7, 223-251.

30/05

Trabalho escravo, economia de exportação e de abastecimento


Barickman, Bert J. Um contraponto baiano: açúcar, fumo, mandioca e escravidão no Recôncavo (1780-1860). RJ: Civilização Brasileira, 2003, cap 5, 211-266.

[Compl: Schwartz, Escravos, Roceiros e Rebeldes, 123-170]



06/06

Não haverá aula – Tempo dedicado ao trabalho de pesquisa

13/06

Resistência escrava


Karasch, Mary. “Os quilombos do ouro na capitania de Goiás.” In Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil, ed. João José Reis e Flávio Gomes, 240-62. São Paulo: Companhia das Letras, 1996;

Reis, João José. “Tambores e tremores: a festa negra na Bahia na primeira metade do século XIX.” In Carnaval e outras f(r)estas: ensaios de história social da cultura, ed. Maria Clementina P. Cunha, 104-114. São Paulo: Editora da Unicamp, 2002.

20/06

Transformações da escravidão no século XIX: controle e alforria


Florentino, Manolo. “Sobre minas, crioulos e a liberdade costumeira no Rio de Janeiro, 1789-1871.” In Tráfico, Cativeiro e Liberdade: Rio de Janeiro, séculos XVII-XIX, ed. Manolo Florentino, 331-366. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005;

Marquese, Rafael de Bivar. “Paternalismo e governo dos escravos nas sociedades escravistas oitocentistas: Brasil, Cuba, Estados Unidos.” In Ensaios sobre a escravidão I), ed. Manolo Florentino e Cacilda Machado, 121-141. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003.

27/06

Proibições e abolição do tráfico atlântico de escravos (1815-1850)

Chalhoub, Sidney, Visões da Liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, 186-212;

Mamigonian, Beatriz G. “O direito de ser africano livre: os escravos e as interpretações da lei de 1831.” In Direitos e justiças no Brasil: capítulos de história social do Direito, ed. Silvia H. Lara e Joseli N. Mendonça. Campinas: Ed. da Unicamp, 2006 (no prelo)

04/07

Tráfico interno de escravos


Castro, Hebe Maria Mattos de. Das Cores do Silêncio: Os Significados da Liberdade no Sudeste Escravista - Brasil, século XIX. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1995. Parte II: Sob o jugo do cativeiro, pp. 117-227. [Compl. SLENES, 1986]




11/07

Debates parlamentares sobre a escravidão e campanha abolicionista


Chalhoub, Sidney. “Escravidão e cidadania: a experiência histórica de 1871” in: Machado de Assis, historiador. São Paulo: Cia das Letras, 2003. 131-291.

18/07

Alforrias, contratos, imigração e “transição para o trabalho livre”

Fragoso, João Luís. “Economia Brasileira no Século XIX: Mais do que uma Plantation Escravista-Exportadora.” In História Geral do Brasil, edited by Maria Yedda Linhares, 145-196. Rio de Janeiro: Campus, 1990;

Lima, Henrique Espada. “Sob o domínio da precariedade: Escravidão e os significados da liberdade de trabalho no século XIX.” Topói, no. 11 (2005) (no prelo)

[Compl. W. DEAN, 1977]



25/07

Apresentação dos trabalhos

01/08

Apresentação dos trabalhos

08/08

Vídeo: Memórias do Cativeiro (Labhoi/UFF, 2005).

Entrega do trabalho final



15/08

Vídeo: Fio da Memória (Eduardo Coutinho, 1991) – Cem anos de abolição e questões contemporâneas

22/08

Prova de Recuperação

V – Avaliação


1 prova individual (60%)

1 trabalho coletivo, feito sob orientação da professora (10% relatório parcial, 20% trabalho final e 5% apresentação)

Participação nos seminários e entrega dos fichamentos (5%)

Os alunos com freqüência suficiente e nota final entre 3,0 (três) e 5,5 (cinco e meio) terão direito a uma nova avaliação no final do semestre. Constará de uma prova dissertativa sobre todo o conteúdo do semestre e será realizada na última semana letiva. A nota final será calculada por média aritmética entre nota obtida ao longo do semestre e a nota da avaliação final.


Importante: Plágio constitui ofensa acadêmica séria. Inclui uma variedade de atos condenados, entre eles: entregar trabalho escrito por outra pessoa; deixar de fazer referência à fonte de onde são tiradas as idéias (tanto em citações diretas quanto parafraseadas) obtidas de livro, artigo, filme, website, etc.; trazer material para prova sem autorização ou obter ajuda de outro estudante durante a prova. A avaliação em que for constatado plágio terá nota zero e o caso será levado ao Colegiado de Curso conforme o previsto no artigo 118 da Resolução 017/Cun/1997 que regulamenta os cursos de graduação na UFSC.

VI – Metodologia


Aulas expositivas

Seminários de leituras



Acompanhamento do trabalho de pesquisa em fontes primárias

VII – Bibliografia


Bibliografia disponível na pasta da disciplina no xerox ou em versão eletrônica (solicitar).


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