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No momento em que ocorre a implementação do Ensino Fundamental de nove anos, torna-se necessário uma reflexão sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental e Educação Infantil, afim de que seja elaborada uma nova Proposta Curricular coerente com as especificidades, não só da criança de seis anos , mas também que atenda as necessidades das crianças maiores que estão na infância e incluídas nos cinco anos iniciais do Ensino Fundamental, assim como, aos adolescentes e jovens inseridos no processo educativo do sexto ao nono ano.


Tendo em vista que existe a liberdade de organização conferida aos sistemas por meio da legislação que orienta e possibilita a definição de conteúdos de conhecimento em conformidade à base nacional comum do currículo, bem como à parte diversificada; a presente Proposta Curricular está fundamentada no Artigo 26 da vigente Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB nº 9.394/96: “ Os currículos do Ensino Fundamental e Médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
Partindo dessa premissa, a Secretaria Municipal de Educação de CARINHANHA, levando em consideração que o processo educativo é complexo e fortemente marcado pelas variáveis pedagógicas e sociais, entende que um currículo não pode ser construído sem uma forte interação dialógica entre a escola e a vida, considerando o desenvolvimento humano.
A organização de nosso trabalho é condicionada pela organização escolar que, por sua vez, é inseparável da organização curricular.

O que ensinamos, como ensinamos, com que ordem, sequência, lógicas e em que tempos e espaços são os condicionantes de nossa docência, realizam-nos como profissionais ou limitam-nos e escravizam-nos a cargas horárias, a duplicar turnos, a trabalhar com centenas de alunos por semana. Sermos fiéis ao currículo, às competências que priorizam, às precedências e hierarquias e a toda essa engrenagem montada em nosso trabalho tem estreita relação com os conteúdos privilegiados e selecionados, sobretudo, com as lógicas em que estão organizados no currículo.


Os educandos, por sua vez, sujeitos centrais da ação educativa, condicionados pelos conhecimentos a serem aprendidos e, sobretudo, pelas lógicas e tempos predefinidos em que terão de aprendê-los, embora ainda apresentem problemas de aprendizagem. Talvez muitos desses problemas sejam de aprendizagem nas lógicas temporais e nos recortes em que organizamos os conhecimentos nos currículos. Visto que, os educandos nunca foram esquecidos nas propostas curriculares, a questão atual é com que olhar foram e são vistos. Daí a preocupação com o repensar dos conteúdos de nossa docência e as lógicas em que são estruturados, pois o ordenamento curricular termina reproduzindo e legitimando a visão que, como docentes ou gestores, temos dos nossos alunos, das categorias e das hierarquias em que os classificamos.
Podemos afirmar que o currículo, para o Ensino Fundamental, deve obrigatoriamente propiciar oportunidades para a formação do indivíduo, para o exercício da cidadania e para o estudo da língua portuguesa, da matemática, do mundo físico e natural e da realidade social e política, enfatizando-se o conhecimento do município, do estado e do país. Também são áreas curriculares obrigatórias o ensino da Arte e da Educação Física, necessariamente integradas à proposta pedagógica. O ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna passa a se constituir um componente curricular obrigatório, a partir do quinto ano do ensino fundamental. Quanto ao ensino religioso, a LDB manteve a orientação já adotada pela política educacional brasileira, ou seja, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas, mas é de matrícula facultativa, respeitando as preferências manifestadas pelos alunos ou por seus responsáveis.
Isso requer que as Instituições de Ensino Municipais sejam um espaço de formação e informação, em que a aprendizagem de conteúdos deve necessariamente favorecer a inserção do aluno no dia-a-dia das questões sociais marcantes e em um universo cultural maior. A formação escolar deve propiciar o desenvolvimento de capacidades, de modo a favorecer a compreensão e a intervenção nos fenômenos sociais e culturais, assim como possibilitar aos alunos usufruir das manifestações culturais nacionais e universais. Com a aprovação da Lei 10.639/03 e da Resolução CNE/CP 01/2004 torna-se obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira na educação básica, buscando orientar uma política curricular fundada em dimensões históricas, sociais, antropológicas oriundas da realidade brasileira que combata o racismo e as discriminações que atingem particularmente, os afro-descendentes. A Lei 10.639/03 faz parte do programa de ações afirmativas – conjunto de ações políticas dirigidas à correção de desigualdades raciais e sociais, orientadas para a oferta de tratamento diferenciado com vistas a desvantagens e marginalização, criadas e mantidas por estrutura social excludente e discriminatória. O parecer propõe a divulgação e produção de conhecimentos, a formação de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos orgulhosos do seu pertencimento étnico-racial. Tais políticas têm como meta o direito dos negros se reconhecerem na cultura nacional, expressarem visões de mundo próprias e manifestarem com autonomia seus pensamentos. Para reeducar as relações étnico-raciais no Brasil é preciso entender que o sucesso de uns tem o preço da marginalização e da desigualdade impostas a outros. A educação das relações étnico raciais impõe aprendizagens entre brancos e negros, trocas de conhecimentos, quebra de desconfianças, projeto conjunto para construção de uma sociedade justa.
Para conduzir suas ações, os sistemas de ensino, os estabelecimentos e os professores devem ter como referência os seguintes princípios:
1 – Consciência política e histórica da diversidade;

2 – Fortalecimento das identidades e de direitos;

3- Ações educativas de combate ao racismo à discriminação.
Estes princípios e seus desdobramentos mostram exigências de mudança de mentalidade, de maneira de pensar e agir dos indivíduos em particular, assim como das instituições e suas tradições culturais.

Neste contexto, o ensino proposto pela LDB estará em função do objetivo maior do ensino fundamental, que é o de propiciar a todos a formação básica para a cidadania, a partir da criação na escola de condições de aprendizagem para:

I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.(art.32)



Nessa perspectiva, a Secretaria Municipal de Educação em consonância com os PCNs indica que as Instituições de Ensino Municipais trabalhem com um currículo que aproxime ao máximo nossos alunos dos seguintes objetivos.


  • compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;

  • posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;

  • conhecer características fundamentais do município,do estado e do país nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao País;



  • conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais;

  • perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações

entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;

  • desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania;




  • conhecer e cuidar do próprio corpo, valorizando e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva;

  • utilizar as diferentes linguagens — verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal — como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;

  • saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos;

  • questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.



O fundamental é que todos possam refletir sobre os objetivos a serem alcançados de forma a que se definam princípios comuns em torno do trabalho a ser desenvolvido. Cada um – alunos, professores, coordenadores, pais, funcionários, diretores_ juntamente com a Secretária de Educação do Município, terá sua função neste trabalho que busca encontrar soluções que venham viabilizar um melhoramento geral em todos os aspectos da educação, a fim de juntos solucionarmos os diversos tipos de problemas que venham a surgir. Considerando que Instituições de Ensino deverão servir de instrumento de formação do cidadão consciente e ativo, capaz de assumir-se como agente da história, os conteúdos trabalhados, e todas as suas ações devem estar direcionadas para que o aluno desenvolva:


  • Domínio de conhecimentos acadêmicos.

  • Aquisição de habilidades para a vida de trabalho, de capacidade de tomar decisões e posições, a partir de análises e de habilidades de síntese e aplicação de conhecimentos.

  • Compreensão e uso de tecnologias.

  • Formação de juízos de valor a partir da vivência no ambiente social.

  • Aquisição de leitura e escrita e uso competente de tais habilidades.

  • Cooperação individual e coletiva em situações particulares, locais e globais.

  • Compreensão de deveres e direitos de cidadania.



Em suma, é desejo da Secretaria Municipal de Educação que as Instituições Municipais de Ensino Fundamental apropriem-se dessas informações no sentido de construírem seus Projetos Pedagógicos pautados num referencial teórico consistente e de credibilidade, o que possibilitará o oferecimento de uma educação de qualidade para nossos alunos.


AVALIAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL

ANOS INICIAIS (1º AO 5º ANO)

A LDB 9394/96, em seu Art. 24 cita que a verificação do rendimento escolar observará o seguinte critério: A avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Por isso, pensar a avaliação e seus processos no âmbito das reflexões acerca do currículo escolar reveste se de grande importância pelas implicações que podem ter na proficiência dos educandos. A avaliação é, portanto, uma atividade que envolve legitimidade técnica e legitimidade política na sua realização.


Para se instaurar um debate no interior da escola, sobre as práticas correntes de avaliação, é necessário que explicitemos nosso conceito de avaliação. Qual a função da avaliação, a partir do papel da educação escolar na sociedade atual? Às vezes, aquilo que parece óbvio não o é tanto assim. Para que é feita a avaliação na escola? Qual o lugar da avaliação no processo de ensino e aprendizagem?
Tradicionalmente, nossas experiências em avaliação são marcadas por uma concepção que classifica as aprendizagens em certas ou erradas e, dessa forma, termina por separar aqueles estudantes que aprenderam os conteúdos programados para a série em que se encontram daqueles que não aprenderam. Essa perspectiva de avaliação classificatória e seletiva, muitas vezes, torna-se um fator de exclusão escolar. Entretanto, é possível concebermos uma perspectiva de avaliação cuja vivência seja marcada pela lógica da inclusão, do diálogo, da construção da autonomia, da mediação, da participação, da construção da responsabilidade com o coletivo. Tal perspectiva de avaliação alinha-se com a proposta de uma escola mais democrática, inclusiva, que considera as infindáveis possibilidades de realização de aprendizagens por parte dos estudantes. Essa concepção de avaliação parte do princípio de que todas as pessoas são capazes de aprender e de que as ações educativas, as estratégias de ensino, os conteúdos das disciplinas devem ser planejados a partir dessas infinitas possibilidades de aprender dos estudantes. No entanto, em nossa sociedade, de um modo geral, ainda é bastante comum as pessoas entenderem que não se pode avaliar sem que os estudantes recebam uma nota pela sua produção. Avaliar refere-se à reflexão sobre as informações obtidas a respeito do rendimento dos alunos com vistas a planejar o futuro, não devendo portanto, ser usada com o objetivo de punir, de classificar ou excluir.

Entender e realizar uma prática avaliativa ao longo do processo é pautar o planejamento dessa avaliação, bem como construir seus instrumentos, partindo das interações que vão se construindo no interior da sala de aula com os estudantes e suas possibilidades de entendimentos dos conteúdos que estão sendo trabalhados. A avaliação tem como foco fornecer informações acerca das ações de aprendizagem e, portanto, não pode ser realizada apenas ao final do processo, sob pena de perder seu propósito. É necessário percorrer um caminho que nos coloca quatro desafios distintos:



    • o que se quer saber ao avaliar;

    • ter consciência do contexto de decisão;

    • especificar o objeto preciso da avaliação;

    • cuidar da instrumentação adequada.

Dessa forma, o processo avaliativo deve ser concebido a partir de três vertentes: diagnóstica, formativa e somativa. O propósito da avaliação diagnóstica é permitir ao professor conhecer o seu aluno, no início do ano letivo ou em qualquer momento em que o professor ou a escola detectarem problemas graves de aprendizagem, motivação, aproveitamento ou outros. Por outro lado, quando a avaliação acontece ao longo do processo com o objetivo de reorientá-lo, recebe o nome de avaliação formativa e quando ocorre ao final do processo, com a finalidade de apreciar o resultado deste,recebe o nome de avaliação somativa. Uma não é melhor nem pior que a outra, elas apenas tem objetivos diferenciados. Perrenoud (1999, p.143) define a avaliação formativa como um dos componentes de um dispositivo de individualização dos percursos de formação e de diferenciação das intervenções e dos enquadramentos pedagógicos.
Outro aspecto fundamental de uma avaliação formativa diz respeito à construção da autonomia por parte do educando, na medida em que lhe é solicitado um papel ativo em seu processo de aprender. Ou seja, tem como foco o processo de aprendizagem, numa perspectiva de interação e de diálogo, colocada também no educando, e não apenas no professor, a responsabilidade por seus avanços e suas necessidades. Para tal, é necessário que conheça os conteúdos que irá aprender, os objetivos que deverá alcançar, bem como os critérios que serão utilizados para verificar e analisar seus avanços de aprendizagem. Nessa perspectiva, a auto-avaliação torna-se uma ferramenta importante, capaz de propiciar maior responsabilidade acerca de seu próprio processo de aprendizagem e de construção da autonomia.
A avaliação formativa é aquela em que o professor está atento aos processos e às aprendizagens dos seus educandos. O professor não avalia com o propósito de dar uma nota, pois dentro de uma lógica formativa, a nota é uma decorrência do processo e não o seu fim último, favorecendo os processos de auto-avaliação, prática ainda não incorporada de maneira formal em nossas Instituições de Ensino. Instaurar uma cultura avaliativa, no sentido de uma avaliação entendida como parte inerente do processo e não marcada apenas por uma atribuição de nota, não é tarefa muito fácil. Porém, em se tratando da avaliação somativa, como o próprio nome já diz, refere-se a soma obtida no decorrer do processo de ensino e aprendizagem, priorizando o progresso do aluno. Uma pergunta, portanto que o coletivo escolar necessita responder diz respeito às concepções de educação que orientam sua prática pedagógica, incluindo o processo de avaliação: Qual o entendimento que a Instituição de Ensino construiu sobre sua concepção de educação e de avaliação?
Assim, diante dessa interrogação há pelos menos dois aspectos sobre os quais é preciso refletir. Um diz respeito à exclusão que ela pode realizar, caso afaste os estudantes da cultura, do conhecimento escolar e da própria escola, pela indução da evasão por meio de reprovação, o outro diz respeito aos efeitos nefastos que os processos de avaliação podem assumir, atuando para legitimar a exclusão, dando uma aparência científica à avaliação e transferindo a responsabilidade da exclusão para o próprio estudante.
É fundamental transformar a prática avaliativa em prática de aprendizagem e avaliar como condição para o redimensionamento do processo de ensino/aprendizagem.

MATRIZ CURRICULAR PARA O ENSINO



FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS (1º AO 5º ANO)
O presente documento trata da proposta de Matriz Curricular cuja finalidade é subsidiar a prática docente dos anos iniciais do Ensino Fundamental do Município. Com a ampliação do Ensino fundamental para Nove anos, torna-se urgente a realização de uma prática educativa que respeite o desenvolvimento infantil e que considere as necessidades dos educandos.
Subjacente à prática educativa do professor, se constitui a sua concepção de ensino e aprendizagem. Esta prática envolve a definição de competências a serem desenvolvidas pelos alunos, escolha dos métodos, organização das classes, escolha de materiais, atividades pedagógicas e formas de avaliação.
Uma vez aderida a proposta do Ensino Fundamental de Nove Anos e repensada a matriz curricular para as séries iniciais nas Instituições de Ensino, o que se pretende é possibilitar o trabalho curricular num longo período de tempo respeitando a diversidade que os educandos apresentam, evitando as freqüentes rupturas e a excessiva fragmentação do percurso escolar, garantindo a continuidade do processo educativo.
Com a obrigatoriedade da matrícula de alunos com seis anos de idade no Ensino Fundamental (lei 11.114/2005), as Instituições de Ensino, atendendo aos dispostos legais devem constituir um Ciclo ou Bloco Pedagógico de Alfabetização e Letramento com duração de três anos (1º, 2º e 3º anos), substituindo a nomenclatura Série por Ano.
As mudanças ocorrerão não apenas no âmbito administrativo, mas também pedagógico. Os componentes curriculares e as respectivas cargas horárias agora distribuídas em cinco anos e não mais em quatro séries, foram criteriosamente repensados para que se desenvolvessem as principais competências e habilidades, no que se refere ao domínio da leitura, da escrita e cálculo. Permitindo a articulação e complementaridade tanto nos aspectos sócio-afetivos e pedagógicos das etapas de ensino e aprendizagem foi proposto também aumento da carga horária da disciplina Língua Portuguesa nos anos subseqüentes, passando a corresponder a 7 horas semanais para todos os grupos, considerando a necessidade de inserir a criança no mundo da leitura e da escrita, possibilitando significação do mundo e da realidade, mas sem retirar validade e importância das outras disciplinas curriculares. (ANEXO QUADRO CURRICULAR 1º AO 5º ANO)
Nesse Bloco ou Ciclo Pedagógico a progressão é continuada para os dois primeiros anos e a avaliação far-se-à mediante observação e registro da prática considerando principalmente as habilidades de leitura e escrita trabalhada ao longo de todo o período dos três anos iniciais do Ensino Fundamental de Nove Anos.
Elaborada a partir do Referencial Curricular Nacional (MEC), esta Matriz Curricular do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) das Instituições de Ensino, considera as características específicas das crianças e do momento em que vivem, as interferências do meio que as circundam e os conhecimentos das diferentes áreas, permitindo a articulação e complementaridade da Educação Infantil com o Ensino Fundamental agora, de Nove Anos.
Sendo assim, promover um tempo maior e mais significativo na aprendizagem da leitura e da escrita na vida dos alunos significa atentar à eficácia no desenvolvimento das capacidades associadas às quatro competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler, escrever.
Tudo isso porque alguns princípios teóricos estruturam as atividades curriculares: A criança é um ser histórico-concreto, com características, sensibilidade e lógica próprias; O desenvolvimento infantil – em todos os seus aspectos – é um processo construído, dialético, implicando evoluções, involuções e interdependências; O desenvolvimento cognitivo – em todas as suas manifestações: pensamento, linguagem, relações lógicas e topológicas, conceitos e operações – é um processo construído internamente, mediante experiências, interações e ações significativas da criança. Este desenvolvimento implica periodicidade, fases com características, possibilidades e necessidades próprias; Na definição das experiências da aprendizagem, educador e crianças têm papeis importantes, com ênfase na iniciativa e aprendizagem ativa na qual três elementos tornam-se indispensáveis para que esta transição aconteça de maneira satisfatória: estrutura física adequada em toda escola, professores bem formados e um currículo consistente e claro na intenção de ensinar.


ÁREAS DE CONHECIMENTO

LÍNGUA PORTUGUESA


1º Ano

Competências

  • Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando-se por conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações de intercâmbio social nos quais possa contar suas vivências, ouvir as de outras pessoas, elaborar e responder perguntas.

  • Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas e outros portadores e da vivência de diversas situações nas quais seu uso se faça necessário.

  • Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor,

  • Interessar-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional.

  • Escolher os livros para ler e apreciar.

  • Compreender o sentido das mensagens orais e escritas de que é destinatário.

  • Ler textos dos gêneros previstos para o ano combinando estratégias de decifração com estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação.

  • Utilizar a linguagem oral com eficácia para expressar sentimentos, idéias, opiniões, defender pontos de vista, relatar acontecimentos, expor sobre temas estudados.

  • Participar de diferentes situações de comunicação oral.

  • Produzir textos escritos

  • Escrever textos dos gêneros previstos para o ano, utilizando a escrita alfabética e preocupando-se com a forma ortográfica.


Habilidades:
I Bloco – Linguagem Oral

  • Utilizar a linguagem oral como forma de expressão de sentimentos idéias e opiniões.

  • Conversar sobre assuntos do dia-a-dia explorando detalhes e causas, obedecendo a uma seqüência lógica de pensamento.

  • Escutar os colegas, respeitando os diferentes modos de falar e as opiniões dos outros.

  • Transmitir recados e avisos sendo fiel à mensagem recebida.


II Bloco – Linguagem Escrita
Prática de leitura

  • Reconhecer o alfabeto, relacionando letras maiúsculas e minúsculas, letras de imprensa e manuscritas.

  • Identificar o próprio nome.

  • Decodificar palavras e frases

  • Compreender os textos lidos pelo professor.

  • Relacionar a leitura às suas vivências


Prática de Escrita

  • Escrever o próprio nome

  • Organizar as palavras em ordem alfabética

  • Transcrever pequenos textos e atividades propostas

  • Apresentar, no mínimo, uma escrita silábica-alfabética

  • Produzir pequenos textos


Conteúdos:
I Bloco – Linguagem Oral

  • Participação em interações cotidianas em sala de aula:

  • Escutar com atenção a compreensão

  • Respostas às questões propostas pelo professor

  • Exposição de opiniões, sentimentos, idéias, desejos de forma clara

  • Reconto de historias ouvidas ou lidas com as características da original

  • Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüências temporal e causal.

  • Respeito à diversidade das formas de expressão oral, manifestadas por colegas, professores, funcionários da escola, bem como da comunidade extra-escolar.

  • Transmissão de recados e avisos

  • Descrição de cenários, personagens e objetos


II – Bloco – Linguagem Escrita
Prática de Leitura

  • Escuta de textos lidos pelo professor

  • Participação em situações de leitura, ainda que não seja convencionalmente.

  • Observação e manuseio de materiais impressos

  • Reconhecimento do próprio nome

  • Conhecimento do alfabeto – letras maiúsculas, minúsculas, letras cursivas e de imprensa

  • Utilização das estratégias de leituras: antecipação e verificação

  • Socialização de experiências de leitura

  • Decodificação de palavras

  • Reconhecimento global das palavras

  • Leitura de textos de diferentes gêneros com ou sem ajuda do professor

  • Valorização da leitura como fonte de prazer

  • Adequação da voz, altura, entonação, dicção

  • Identificação da idéias básicas do texto

  • Conhecimento dos usos e funções sociais da leitura

  • Desenvolvimento da fluência em leitura

  • Compreensão e interpretação de texto


Prática da Escrita

  • Diferenciação do desenho e escrita

  • Escrita do próprio nome e dos colegas

  • Escrita do Alfabeto – letras maiúsculas e minúsculas, de imprensa e cursiva

  • Ordem alfabética

  • Formação de palavras e frases

  • O texto como unidade significativa (para a partir dele trabalhar a frase, a palavra, a sílaba e letra)

  • Diferenças entre o oral e o escrito

  • Letra inicial das palavras, letra final

  • Número de letras que compõem a palavra

  • Comparação entre as palavras

  • Palavras que iniciam e terminam com a mesma sílaba

  • Troca de letras nas palavras e suas implicações

  • Produção de listas

  • Transmitir pequenos textos e as atividades propostas

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