Carta 389 Estado/Cidade



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Carta 464



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Leitor

Título do Jornal: Correio Paulistano

Data/Edição: São Paulo, 28 de março de 1865 / seção: A pedido

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo

Illustríssimo senhor Francisco Torquato de Aguirra Camargo. || São Paulo, 25 de março de 1865. || Oh! meu prezadissimo amigo, vou por meio d’esta | comprimentar-lhe; pois olhe que vossa mercê não sabe o quan- | to eu me devirto n’esta bella cidade; de manhã no ma- | nejo, isto é, pelas 6 horas da manhã, então dura o exer- | cicio duas, depois vae-se tomar chá, passear pelas ruas, | beber vinho, ou o que se quer e muito boa prosa; ein. Toca | ordem do dia, isto é, reunem-se todos os volunta- | rios para o jantar; ora vem então uma libra de carne | de vaca muito boa, ou uma dita de bacalháu. Toca 4 | horas, então vae-se ao exercito até 6 horas da tarde; | no mais estimo que sua mãe gose alguma saude e todos | mais d’essa casa. Adeos amigos d’essa terra. || De vossa mercê amigo e obrigado || O voluntario da patria || Felix do Amaral Gurgel.




Carta 465



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Leitor

Título do Jornal: Correio Paulistano

Data/Edição: São Paulo, 07 de abril de 1865 / seção: A pedido

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo

Amigo Antonio Nardi de Vasconcellos Junior || Itú, 29 de Março de 1865. || Chegando nesta cidade, de minha longa viagem, fui | vos procurar, e tive o desprazer de não vos achar, pois | que vinha sequioso por estar um anno inteiro contigo, | nessa occasião fiquei sciente da vossa ida para a capi- | tal, como Voluntário da Patria. Senti um prazer im- | menso, meu coração nadou de alegria, por ver um pa- | rente, um amigo nas fileiras dos bravos, tendo em vista | a desafronta das crueldades praticadas pelo tyranno | Lopez. Amigo, nunca enganei-me comtigo, conhe- | cendo o vosso genio bellicoso, e patriotico, o que com | este vosso procedimento mais confirma, desprezando o | socego, os carinhos de vossa boa mãi e irmãs, trocando | com os trabalhos da vida militar só com o fim de vin- | gar o sangue brazileiro derramado vilmente pelo mal- | vado do Paraguay; este malvado semelhante o tygre | que mata a sua victima para sugar todo sangue do co- | ração. Brevemente esse infame receberá a paga das | traições e tyrannias praticadas com nossos patricios, | dada por vós, e outros bravos, glorias do povo paulis- | tano, e depois que acabardes esta missão tão gloriosa | voltareis coberto de louros, e recebereis bençaõs de | vossos pais, e abraços de vossos amigos e parentes. | Aceitai este penhor de amizade do vosso amigo. || O bugre velho.


Carta 466



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Leitor

Título do Jornal: Correio Paulistano

Data/Edição: São Paulo, 22 de abril de 1865 / seção: A pedido

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo

A apreciação feita por – Um filho do Bra- | sil – ao procedimento dos estrangeiros, para | com o seu paiz, sem distincção de nacionalida- | des. ao passo que demonstra um justo resenti- | mento tambem revela prevenções rancorosas e | de melindroso alcance! || Nem todos os estrangeiros – são Inglezes, | Allemães e Francezes, e por conseguinte, nem | todos merecem a inimisade acerrima do brasi- | leiro!! || Portuguezes – tambem são estrangeiros!... | e o autor da apreciação devia lembrar-se que o | labéo lançado a estes hia ferir a dignidade da- | quelles que não só se conféssão amigos do Brasil, | como já por vezes o teem manifestado pela im- | prensa e nas ondulações dos animos em ques- | tões de honra nacionaes!! || Não pretendo encetar discussões que a evi- | dencia de factos colloca apar de todas as intel- | ligencias; mas sim aspiro que os brasileiros | consultem suas consciencias, remontem á es- | phera da imparcialidade e da rasão, e de lá | com o cavalheirismo que lhes é tão natural nacio- | nalisem esses – estrangeiros – confundidos em | uma só palavra, e depois os julguem mereci- | damente. || Um portuguez.




Carta 467



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Leitor

Título do Jornal: Correio Paulistano

Data/Edição: São Paulo, 23 de abril de 1865 / seção: A pedido

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo

Senhor Redactor || Embirro muito com certos sujeitos que com a maior | facilidade pegam na penna, escrevem tudo que lhes vem | á cabeça, e sem mais preambulos, mandam publicar: | pouco importando-lhe que seja verdadeiro ou falso, jus- | to ou injusto aquillo que avançam. || Desta vez refiro-me ao meu patricio – Um filho do Brazil – que zangado pela injustiça que nos fazem al- | guns jornaes da Europa, correu logo á imprensa todo | revoltado contra os estrangeiros residentes no Brazil, | commettendo assim uma grande injustiça, por que os | estrangeiros aqui residentes não podem ser responsaveis | pelo que na Europa, em Montevidéo, ou outra qualquer | parte praticam os seus compatriotas. || Que razão temos nós para zangar-nos contra os por- | tuguezes aqui residentes, pelo facto de ter o consul por- | tuguez residente em Montevidéo se mostrado nosso ini-| migo, quando esse procedimento foi, pela maior parte | dos portuguezes daqui, reprovado como merecia? || Que importa que um jornal da Allemanha, acceitando | as calunnias de um agente de Montevidéo, escrevesse | contra nós as maiores e mais injuriosas falsidades, mas | se os allemães aqui residentes adhirem á nossa causa e | nos fazem justiça? || Os estrangeiros são, em geral, amigos do Brazil, e al- | guns até mais amigos do que muitos nacionaes, como | eu tenho tido occasião de observar, mas tambem é for- | çoso confessar que ha alguns sujeitinhos que são indig- | nos de existir entre nós, taes como esses que publica- | mente mostram sympathia pelo Paraguay e antipathia | pelo Brazil. || Esses, porém, só merecem desprezo por tão indigna | ingratidão. || A consideração de que gozam os bons estrangeiros no | Brazil é cousa patente, e por isso, respondendo ao arti- | guista de hontem – Um portuguez – declaro que elle não | devia usar no seu artigo, do termo – Brazileiros – sa- | bendo que aquelle a que respondia não era escripto por – Brazileiros. || Brasilicus




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