Carta 389 Estado/Cidade



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Carta 476



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Leitor

Título do Jornal: Correio Paulistano

Data/Edição: São Paulo, 17 de setembro de 1865 / seção: A pedido

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo

OS PORTUGUEZES || Senhor redactor || A convite do senhor doutor Reichert houve ultimimamente | uma reunião de estrangeiros para o fim de se promover | algum apoio á causa do Brazil, na justa guerra que faz | ao Paraguay. Ahy forão apresentadas e discutidas fal- | gumas propostas tendentes á organisação de um com- | tingente de sangue, como prova de firme adhesão e | fundo reconhecimento a este paiz tão hospitaleiro. || E’ muito louvavel o procedimento dos nossos patri- | cios - os portuguezes, que se apressarão em correr ao | chamado que se lhes fez. Não trepidamos um só mo- | mento em applaudir as idéas que nessa occasião forão | ventiladas, porque todos os meios são bons em quanto | justos; mas seja-nos licito observar o seguinte: || O numero de portuguezes residentes nesta cidade é | pouco avultado, e são pela maior parte homens que | aqui estão presos pelos seus estabelecimentos commer- | ciaes e pelos encargos de familia. || E se facto ha de ser origem das causas que deverão | presidir á irrealisação da idéa da formação de um cor- | po de patricios nossos. Sendo assim, apresentamos um meio pelo qual todos nós podemos concorrer, se- | gundo as circunstancias pessoaes e recursos pecunia- | rios de cada um, para a demonstração de nossos senti- | mentos em prol do Brazil. || Na capital do imperio ocorre uma subcripção para a | construcção do “Asylo de Invalidos da Patria,” pro- | jecto esse filho de uma idéa tão grande e tão feliz que | não deixará por certo de produzir effeitos beneficos e | permanentes com a sua realisação. || Será um momento de christãos que lembrará no | futuro que nasceu do evangelho, perante o qual os na- | cionalidades se apagão; e os bravos soldados que vol- | tarem das batalhas cobertos de gloria mas mutilados | pelo ferro inimigo, encontrando sua gu[a]rida onde | abriguem seus ultimos dias, não terão de andar cober- | tos de vergonha, pedindo de porta em porta uma esmo- | la para quem não tremeu nunca diante do inimigo, | nem mesmo quando vio sangue jorrar de suas feridas, | cujas cicatrizes são as condecorações mais gloriosas que | possuem. || E’ occasião [a]z[a]da de manifestarmos nossa gratidão | pelo bom acolhimento que temos tido no Brazil, con- | correndo com o que as nossas fortunas permittirem | para a construcção desse abrigo de infelizes. || Lancemos uma pedra em suas bases. Ha subscri- | pções abertas nos escriptorios do “Correio Paulistano” e “Diario de São Paulo”, onde nós já lançamos as quan- | tias que estão ao alcance dos nossos miguados recur- | sos com a esperança de sermos imitados pelos nossos | patricios. || Quando o producto seguir seu destino por interme- | dio da presidencia da provincia, poderemos dizer que a | gratidão e a caridade não assentão mal em corações | portuguezes. São Paulo, 16 de Setembro de 1865. || Dois portuguezes.




Carta 477



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Leitor

Título do Jornal: Correio Paulistano

Data/Edição: São Paulo, 26 de setembro de 1865 / seção: A pedido

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo

CARTA DIRIGIDA A UM VOLUNTARIO DA PATRIA || Querido esposo. || Embaú 10 de Setembro de 1865. || Tive o delicioso prazer de receber a vossa prezada | carta, com data de 18 do proximo passado mez, a qual | me encheu de orgulhoso prazer por ter certeza de que | vos achavas gosando perfeita saude, e as rogativas que | faço a bem aventurada virgem é que ao receberes esta | vos acheis no goso da mesma. Eu me acho com saude, | graças a Deus, assim como todos os nossos filhinhos, | no numero dos quais podeis contar mais um, que hon- | tem veio à luz, scientificando-vos que fui muito feliz | e até o presente acho-me sem alteração em minha saúde. || Caro esposo, não sei como vos possa relatar as amar- | guradas saudades que de ti tenho, não sei como expri- | mir-vos, as grandes angustias que soffre o meu coração! | a vossa estada nessa capital me enche de prazer, e ao | mesmo tempo de tristeza, pois que ahi estaes isento de | soffreres os asares que a guerra occasiona aos soldados | que correm em defeza de sua patria ultrajada, porém | mais retardada a vossa tão desejada vinda; correi sim, | caro esposo, correi a combater o inimigo para depois | orgulhoso correres a vir abraçar vossos filhinhos que | não cessão se quer uma hora de chamarvos anciosos; | vejo por um, pronunciado o nome de papai, vejo ou- | tro que vos pede a sua benção, lagrimas de saudades e | de afflicção desprendem-se então de meus languidos | olhos. || Vossos filhos vos pedem não os esqueçais em suas | orações e que os abençois todos os dias, vossos amigos | muito agradecem as vossas recommendações e vos re- | tribuem com igualdade. || Quanto a mim só vos posso protestar os mais sin- | ceros votos de estima amisade e fidelidade, e vos envio | o saudoso e fiel coração, e um apertado abraço, por ser | como sempre serei || Vossa estremosa, constante, | e fiel esposa. || Eulalia Maria Silveria




Carta 478



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Redator

Título do Jornal: Aurora Paulistana

Data/Edição: São Paulo, quinta-feira, 25 de março de 1852/Ano I, nº 29

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo, nº JL/035

Aos nossos Assignantes. || No numero 21 desta folha prevenimos a nossos assignantes de que a publicação de um periodico em formato grande encontra sempre grandes embaraços. || Não desconhecendo que o credito de uma folha depende da regularidade de sua publicação, entrega e remessa aos assignantes, temos envidado todos os esforços para conseguir esse desideratum. Entretanto temos luctado com grandes difficuldades, e entre ellas a falta de pessoal para montar a typographia, que não se encontra n´esta cidade tem produzido alguma irregularidade na nossa publicação; accrescendo a esses embaraços materiaes que ao mesmo tempo e por alguns dias tiverão de ausentar-se desta cidade dois de seus collaboradores. Finalmente n´esta semana foi necessario interromper os nossos trabalhos para mudar a typographia para uma caza mais accommodada a este estabelecimento. Todos que se achão encarregados de empresas d´esta natureza não ignorarão quaõ difficil é venser taes embaraços e por isso muito nos admiramos de que o Mercantil d´esta cidade que tem soffrido do mesmo mal nos queira envolver na sua mania de tudo censurar sem criterio. Não fazemos do jornalismo empresa industrial; felizmente nenhum dos redactores da Aurora Paulistana precisa de seu rendimento para viver; e empresas d´esta natureza em São Paulo não deixão grandes lucros. Se invocamos a coadjuvação de todos os nossos correligionarios politicos é porque desejamos estabelecer n´esta cidade um orgão de suas ideas; e desde que possamos contar com grande numero de assignaturas abaixaremos a importancia d´ellas; de algumas faltas que tenhão apparecido, e ainda tenhamos talvez de encontrar serão os nossos assignantes devidamente indemnisados. È em attenção a elles que escrevemos estas linhas, pois as infundadas censuras de Mercantis nós lançamos ao mais completo despreso.




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