Carta 389 Estado/Cidade



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Carta 517



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Leitor

Título do Jornal: Correio Paulistano

Data/Edição: São Paulo, 18 de setembro de 1887 / seção: Secção Livre

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo

AOS FAZENDEIROS E POSSUIDORES DE ESCRAVOS || Acabo de ser informado que o bento sapo nunca | pagou os impostos relativos aos seus cortiços. | Quero saber, porque esse salteador tem gozado | dessa regalia, quando só merece cadeia. || O que faz o inspector da thezouraria respectiva, | que não ordena ao subalterno que cumpra com a | sua obrigação ? Não creio, que esse empregado te- | nha medo desse bandido. || O que faz o procurador dos feitos da fazenda que | já não o executou ? Se ignora o facto, trate de in- | vestigar, o que é o seu dever. A energia no presente | caso é uma necessidade. || Peço a attenção do presidente, porque se isto é | exacto, é um escandalo, uma vergonha para o go- | verno e a administração da provincia. || Sei que o bento sapo andou de pulos para pagar | os 600$000, que surrupiou, antes que alguem com- | prasse a divida. Ainda que esta desappareça não | desapparecerão os vestigios e as provas do crime, | que ficarão á disposição da lei, || Pula bento sapo para pagar o thezouro. Nunca | lhe passou pelo casco que eu lhe fizesse andar por | tal forma. Não é verdade ? Os meus secretas são bons. || Não devia tratar de si. Quem está acostumado a | apanhar em plena rua, só merece desprezo. O seu | bom cunhado que diga, se isto é ou não verdade || Já veem os fazendeiros, que o chefe dos ladrões nada vale. E’ um perdido que vive á custa de fur- | tos, roubos e estellionatos. Venham e o agarrem | pelas orelhas. Vamos castigal-o. Será uma festa a | prizão desse ladrão. || São Paulo, 17 de Setembro de 1887. || ramos nogueira




Carta 518



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Leitor

Título do Jornal: Correio Paulistano

Data/Edição: São Paulo, 20 de setembro de 1887 / seção: Secção Livre

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo

A PROPOSITO DO MERCADO DE VERDURAS || Uma idéa ! como diz o Freire. || Não seria mais economico e até mais convenien- | te, que, a nossa illustre camara municipal, em vez | de ir gastar oitenta contos de réis no projectado | mercado de verduras, lá na rua do Acù, mandasse | construir um ligeiro coberto ali no antigo becco | das Minas, com mezas e o mais indispensavel para | servir de mercado de verduras ? || Os quitandeiros que vivem deste ramo de nego- | cio são em pequeno numero e jámais poderão en- | cher um edificio para mercado no qual se pretende | gastar 80:000$000. || E demais um mercado no centro da cidade é | muito mais conveniente do que collocado quasi que em um arrebaldo, e precisando para lá ir-se | descer e subir ladeira. || Em todo caso é uma idéa que apresento, para a | qual não peço privilegio de invenção, mas que pa- | rece-me deve merecer a attenção dos illustres ve- | readores. || Um municipe.




Carta 519



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Leitor

Título do Jornal: Correio Paulistano

Data/Edição: São Paulo, 22 de outubro de 1887 / seção: Secção Livre

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo

PERGUNTA INNOCENTE || Nas escolas publicas, pagas pelo governo, será | permittido que os professores obriguem os meni- | nos a carregar agua para sua casa ? O autor desta | pergunta tem em sua casa creados para seus filhos, | por isso estranha que elles sirvam de creados a | sesu(sic) professores, que devem contentar-se em dar- | lhes instrucção. A opinião do senhor professor - os po- | bres devem servir aos ricos - não lhe dá direito a | fazer de seus discipulos criados. || Um pai de familia.




Carta 520



Estado/Cidade: SP/São Paulo

Tipo de Texto: Carta de Leitor

Título do Jornal: Correio Paulistano

Data/Edição: São Paulo, 06 de novembro de 1887 / seção: Secção Livre

Fonte/Cota: Arquivo do Estado de São Paulo

CERVEJA MARCA - M.O. || Anda, ha dias, no Diario Popular, sob a epi- | graphe supra, uma mofina referente ao doutor Mello | Oliveira, por occasião da morte do doutor Villaça. || Ha pouco fomos informados de ter apparecido | uma outro no Diario Mercantil de hoje, por occa- | sião da morte de nosso pai e sogro, senhor Estanisláu | de Campos Pacheco. Lemos e não podemos conter | a nossa indignação contra tanta indignidade. || Aproveitou-se o intrigante do momento mais af- | flictivo em que nos achamos para vomitar a sua | bilis contra o nosso amigo incansavel. || E’ verdade que tudo isso tem sido motivado pelo | despeito e pela inveja. || Saiba o tal esqueleto articulado que o doutor Mello | Oliveira não é sómente um illustrado facultativo, | como habilissimo pharmaceutico; distinguido e | honrado em algumas paginas da obras do sabio Barão Torres Homem, cujo fallecimentos os jor- | naes de hoje noticiaram. || Saiba mais que o talento e a honradez não se | bitolam pelo facto de andar-se em luxuoso coupé, | carro ou em modesto tilbury, como o nosso amigo. || Não é com covardes anonymos que se deve dis- | cutir as gravissimas molestias que sobrevieram e, | em tão poucos dias, roubou o nosso pae e sogro. || Quanto ao diagnostico e tratamento deste, ca- | bem aos dignos facultativos doutor Mello Oliveira e | o muito distincto doutor Gabriel Horacio de Barros que | esteve igualmente a cabeceira do enfermo. || Quanto a nossa mãe e sogra, ha mais de seis me- | zes que está aos cuidados desvelados do nosso ami- | go, apezar de sabermos ser um caso realmente per- | dido, como no principio opinaram os distinctissimos | doutores Pereira Barreto e Neave. || Descanse o tal esqueleto articulado que ao doutor | Mello Oliveira não aterram tempestades de pó. || Eis o nosso protesto contra tão infame pasqui- | neiro. || amador de campos pacheco. || manoel josé ferreira. || São Paulo, 5 de Novembro de 1887.




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