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CONTABILIDADE: A MUTÁVEL FUNÇÃO DO CONTADOR NA EMPRESA PRIVADA - COMENTÁRIO



Sumário

1. Sinopse

2. Introdução

3. Da função burocrática à função estratégica

4. A função ampliada

5. Conclusão

5.1 A função burocrática

5.2 A função estratégica

1. Sinopse

O presente procedimento versa sobre a evolução das funções do Contador na empresa privada.

Partindo do reconhecimento da extrema mutabilidade da nossa época - mutabilidade que não só veio para ficar, como também mostra uma inegável tendência para a aceleração constante -, este procedimento menciona, brevemente, a cadeia dos efeitos que essa mobilidade ininterrupta desencadeia: mudando as condições econômicas e tecnológicas da sociedade, mudam as necessidades das empresas e muda o perfil da Contabilidade, aqui entendida como uma ciência que evolui, do simples para o complexo, em consonância com as necessidades dos seus usuários.

Mudando a Contabilidade, muda, também, inevitavelmente, a função do Contador, que passa da função burocrática de simples registrador e acumulador de dados contábeis, à função predominantemente estratégica que hoje desempenha nas empresas mais bem administradas.



2. Introdução

Em todos os aspectos das nossas vidas, a estabilidade e a permanência parecem ser utopias, porque, ao que tudo indica, a mudança (evolução) é coisa inerente à natureza do universo.

Mesmo que a humanidade não existisse, as mudanças estariam presentes - só que, certamente, permaneceriam lentas e espaçadas como costumam ser as mudanças "naturais", aquelas alterações ambientais não determinadas e nem influenciadas pela ação humana.

As mudanças geológicas e climáticas, por exemplo, sempre ocorreram desde que o mundo é mundo, mas a sua frequência e o seu progresso, medem-se, na maioria das vezes, em bilhões ou centenas de milhões de anos; a evolução das espécies vivas, processa-se, identicamente, de forma lenta, progredindo ao longo de períodos igualmente longos para os padrões humanos de comparação.

Aí surge o homem e a velocidade das mudanças, algumas ambientais, mas principalmente as culturais (que são fenômeno tipicamente humano) passam a apresentar uma aceleração crescente.

De início, a evolução dessa curiosa espécie - do ancestral simiesco ao "homo" presunçosamente denominado "sapiens" - ainda requer algumas centenas de milhões de anos.

Mas, os seus avanços da barbárie absoluta até níveis culturais progressivamente mais adiantados, já podem ser medidos pela duração de algumas gerações.

A partir daí, e desde os primeiros passos de uma tecnologia mais sofisticada (que se fez notar há pouco menos de 200 anos), a velocidade da roda evolutiva sócio-cultural começa a fugir a qualquer controle.

Essa velocidade acelera-se ainda mais por efeito da expansão vertiginosa do conhecimento e da tecnologia da informação, que já atingiu o ponto de se poder dizer que uma significativa proporção do que hoje sabemos (ou julgamos saber), tornou-se conhecida nos últimos 5 ou 10 anos.

Certamente, ninguém ignora que esse pé de vento evolutivo é, em grande parte, fruto do espantoso desenvolvimento da área de informática, cujos computadores atuais são capazes de processar algumas centenas de trilhões de operações por segundo, quando as primeiras dessas engenhocas conseguiam processar, logo após o final da segunda guerra mundial e no mesmo prazo de um segundo, pouco mais do que uma dezena de operações.

Diante dessa dinâmica avassaladora, não há a mínima possibilidade de que fenômenos e instituições sócio-culturais mantenham-se minimamente estáveis.

Um dos setores do panorama sócio-cultural mais sensível às rápidas alterações do conhecimento e da tecnologia é o econômico, no qual a extraordinária multiplicação de produtos, serviços e processos desencadeia uma sequência de constantes modificações interligadas: muda o ambiente econômico, mudam as condições dos mercados, mudam os interesses e as necessidades das empresas e, com isso, mudam o perfil da contabilidade e a função do Contador.

O presente artigo versa sobre a evolução das funções do Contador na empresa privada.

3. Da função burocrática à função estratégica

Não se sabe quando teve início a Contabilidade.

Sabe-se que registros contábeis existem desde a mais remota antiguidade; mas, a Contabilidade - no seu conceito de sistema coerente de registro, análise e interpretação de dados financeiros - não se reduz a simples caracteres gravados em papiros ou em tabuinhas de cerâmica.

E, como a sua formação foi gradual, dificilmente haverá um momento do qual se possa dizer que marca a data do surgimento da Contabilidade.

Em consequência, a função do Contador padece, também, de igual indefinição no que concerne à data da sua criação.

A "profissão" de Contador é outra história: essa tem data conhecida de nascimento, coincidindo com a data da legislação que oficializou e regulamentou a sua existência.

Mas, a "função" do contador não.

A exemplo do que sucedeu com a técnica contábil e com a maioria das atividades tradicionais, pode-se dizer que a função do Contador foi surdindo espontânea e progressivamente, ao sabor das novas necessidades geradas pela crescente complexidade dos negócios e em conformidade com o apetite fiscal cada vez maior dos governos, ávidos por uma participação crescente nos lucros das empresas.

Considerando que uma das principais características do processo evolutivo é a sua habitual movimentação da simplicidade para a complexidade, parece-nos natural que, nas suas origens, a função do Contador compreendesse atribuições aparentemente simples, em comparação com as funções atualmente requeridas dessa especialidade.

Na verdade, os Contadores - mesmo depois da sua conversão em categoria profissional e mais conhecidos como "guarda-livros" - limitavam-se ao registro dos "atos e fatos" administrativos, de forma predominantemente passiva, com mínima participação ativa e direta (quando havia), na geração desses atos e fatos.

Dessa forma, a função inicial do Contador era predominantemente burocrática: ele registrava e acumulava dados financeiros segundo formatos pré-determinados pela lei ou pelos seus chefes, analisava e comentava os resultados desses dados, mas não participava ativamente da administração, sugerindo novos procedimentos e demonstrativos contábeis ou antecipando possíveis soluções para eventuais problemas sinalizados pelos seus cálculos.

Entretanto, acompanhando as mudanças do ambiente econômico, a vida empresarial evoluiu para uma maior complexidade.

Ferramentas administrativas mais sofisticadas foram desenvolvidas e aperfeiçoadas, propiciando o aparecimento da Contabilidade de Custos e da Contabilidade Gerencial.

Por outro lado, a necessidade crescente de se explorar ao máximo o talento e a criatividade de cada um dos funcionários da empresa, reclamava um envolvimento integral desses funcionários com a concretização dos objetivos e das estratégias da organização.

E, entre todos os funcionários, o Contador, pela sua familiaridade com o aspecto contábil da organização e com os novos instrumentos administrativos extremamente dependentes de dados contábeis, era o mais promissor em termos de envolvimento produtivo.

Assim, a sua convocação para novas funções (cada vez menos burocráticas) não se fez esperar.

No cenário de luta pela competitividade em um ambiente de acelerada mutação, as empresas sentiram a necessidade de tornarem-se proativas, e a previsão e o planejamento tornaram-se condições de sobrevivência.

Apesar do reconhecimento de que existe alguma verdade nas palavras de John Lennon segundo as quais "vida é aquilo que acontece enquanto se faz outros planos", planejar tornou-se mais do que preciso: tornou-se obrigatório.

E, assim, planejar, em todas as suas modalidades, do desenvolvimento de orçamentos operacionais anuais até a definição das estratégias de longo prazo (além de qualquer outra forma de planejamento que possa representar utilidade gerencial), passou a ser função característica da empresa bem administrada.

A partir daí, as diversas estratégias das organizações, sempre coerentes com as suas "missões" e "visões" - clara, prévia e formalmente definidas no seu planejamento básico - mudaram o perfil da administração empresarial e, consequentemente, passaram a exigir do Contador uma participação mais direta e efetiva na formulação e no acompanhamento dos objetivos da organização.

Teve início, dessa forma, a etapa dita "estratégica" da profissão do Contador, que se prolonga até os nossos dias, em contínuo aperfeiçoamento.

Antes da fase de consolidação dessa etapa (e até mesmo durante essa consolidação) era comum definir-se a função do Contador como sendo a de produzir dados contábeis úteis aos usuários desses dados (administração, fisco, bancos e investidores), para orientação do processo decisório e para recolhimento de tributos.

Entretanto, conforme já sugerimos, as alterações contínuas do cenário empresarial impuseram, gradativamente, uma maior abrangência às funções do Contador, que passou a ser considerado como membro atuante dos conselhos internos de administração das empresas.

Já no início da década de 1970, Robert Townsend - autor e executivo que se destaca pela sua vasta experiência e pelo seu espírito prático -, reconhecendo as vantagens do novo perfil dos "profissionais da Contabilidade", recomendava aos chefes de empresa que evitassem sérios dissabores, através da simples providência de inteirar o seu Contador, com antecipação, sobre qualquer novidade a ser introduzida na organização, com a finalidade óbvia de ouvir e considerar a sua opinião a respeito.

Se o Contador passar a ser considerado membro da equipe executiva de primeiro escalão - acrescenta o Sr. Townsend - , prestará serviços de grande utilidade, coisa que não poderá fazer se continuar a ser tido e havido como funcionário meramente burocrático, exclusivamente limitado ao registro e à acumulação de números.

Este conceito muito mais abrangente da função do Contador na empresa privada, que já é de plena aceitação nos meios acadêmicos, tende à rápida generalização nos meios empresariais.

Tal generalização (uma vez completada) caracterizará o triunfo da visão estratégica do Contador.

Entretanto, como as condições do exercício da profissão mudam ininterruptamente, a descrição das suas funções fica, também, sujeita a permanentes mudanças.

Tanto é assim que, antes mesmo de completar-se, no âmbito da empresa privada, a generalização da ascensão do Contador ao mais alto escalão administrativo das organizações, novas ampliações funcionais começam a aparecer, algumas já concretizadas e outras previstas para ocorrência em curto prazo.

4. A função ampliada

Computados os efeitos de todos os avanços técnicos dos últimos 150 ou 200 anos, entre os quais destacamos aqueles relativos à sofisticação do custeamento de estoques (que embasou a criação da Contabilidade de Custos), a departamentalização das empresas, o advento da produção em massa, o acirramento extremo da concorrência decorrente de uma globalização que, mesmo parcial, estimulou a criação de um sem número de técnicas gerenciais das mais diversas procedências e inspirou a idéia da "produção enxuta", vale perguntar: o que mais o gerenciamento de empresas reserva, em futuro próximo, para produzir novas adaptações na Contabilidade e trazer mais funções aos profissionais da área?

Mas, quem seria tão imprudente (ou julgar-se-ia tão esperto) para brincar de profeta a respeito de um tema dependente de tantas e tão intricadas variáveis?

Será que podemos arriscar algum palpite acerca dos próximos desdobramentos do ambiente econômico e de seus efeitos sobre a Contabilidade e os Contadores?

Se fizermos abstração de hipóteses mais extremadas como, por exemplo, a probabilidade de "um mundo sem empregos" ou a hipótese (a nosso ver remota) de que os estados nacionais tendem a ser substituídos por grandes conglomerados multinacionais, talvez seja possível formular algumas previsões realistas, até porque alguns indícios das mudanças que podem ser previstas já são bastante evidentes para convencer-nos da sua próxima concretização.

Por exemplo: já mencionamos a produção enxuta - tipo de processo produtivo que busca, simultânea e continuamente, custo mínimo e qualidade máxima em cada estágio da produção de uma empresa e que, como não podia deixar de ser, afetou a Contabilidade e a função do Contador, porque a ênfase administrativa passou a incidir sobre novos aspectos, técnicas e controles operacionais e gerenciais.

Toda essa preocupação com custo e qualidade decorre do aumento da concorrência e tem sua origem em uma mudança importante no modo de identificar a verdadeira causa da sobrevivência e do progresso de uma empresa.

A verdade é que, em um estágio mais ou menos recente da evolução dos negócios, começou a tornar-se cada vez mais evidente que o lucro - essa vitamina que garante a vida e faz crescer as organizações - é, apenas, uma consequência direta do atendimento das necessidades e das expectativas dos seus clientes.

Em outras palavras: percebeu-se que, em ambientes altamente competitivos, o objetivo de lucro satisfatório não pode ser atingido por meio de mágicas financeiras, mas através da dedicação de atenção prioritária ao consumidor de bens e serviços.

Há muito, o crescimento contínuo da competição vem tornando os mercados domésticos acanhados demais para as ambições expansionistas de muitas empresas de produção em massa, criando ambiente propício à proliferação do micróbio da globalização.

Acontece que a globalização (derrubando fronteiras e barreiras) é um potente gerador de mais competição.

Em vista disso, as empresas concentram o seu foco na competição e, consequentemente, no seu cliente (local ou externo), cujas necessidades e expectativas passam a ser o determinante básico das suas ações, modificando os seus objetivos e os seus sistemas de operação.

Como existe uma correspondência direta entre os sistemas e objetivos de uma empresa e a sua necessidade de ferramentas mais avançadas de análise e controle contábeis, fecha-se o circuito iniciado com o aumento da competição entre as empresas e terminado com a ampliação das funções do Contador.

Pois bem: estamos, agora, a caminho do passo seguinte à "produção enxuta" - a "produção pós-enxuta", que é um desdobramento da primeira, refletindo a continuidade da preocupação com a hegemonia do consumidor.

Segundo esse novo conceito, a empresa, já dominada por objetivos de custos e qualidade, passa a estender a sua preocupação também a itens de natureza social e ambiental.

Para "encantar" o cliente - objetivo máximo da empresa ideal, mais conhecida, na literatura especializada, como "empresa de classe mundial" - a organização já não pode contentar-se com oferecer ao mercado bons produtos e serviços, mas deve empenhar-se em vender ao seu cliente uma boa imagem, uma "imagem moderna": a imagem de uma empresa que, além de reconhecer as suas obrigações de custo mínimo e qualidade máxima, assume e cumpre, também, as suas responsabilidades sociais, nessas incluídas objetivos de cunho ambiental.

Torna-se, assim, necessário difundir esses novos objetivos e o seu grau de cumprimento.

Por isso, os relatórios oficiais das empresas, elaborados sob a coordenação e responsabilidade predominantes da sua área contábil, já não podem limitar-se, como antes, à veiculação de dados exclusivamente financeiros, forçosamente expressos em valores monetários.

Há já algum tempo que esses relatórios - sob a crescente pressão da necessidade de construir e manter, para a organização, uma imagem positiva perante a opinião pública -, trazem detalhes e comentários, cada vez mais detalhados, sobre os seus índices de qualidade e as suas iniciativas de caráter social.

Informações de natureza ambiental - complementando relatórios convencionais ou reunidas em relatórios específicos como, por exemplo, "os balanços ambientais" - expõem e comentam dados numéricos nomeados por neologismos contábeis, tais como "ativo ambiental", "passivo ambiental", "custos ambientais diretos e indiretos", "despesas ambientais operacionais" etc.

Na verdade, a divulgação desses dados não financeiros, particularmente aqueles referentes ao meio-ambiente, encontra-se, ainda, no Brasil, em um estágio inicial.

Mas, mesmo nessa fase incipiente, as vacilantes investidas da contabilidade social, ambiental e "qualitativa" já refletem a prontidão com que a Contabilidade e os Contadores reagem ao fluxo das "novidades em massa" que forçam a permanente atualização da profissão.

Não podemos deixar de lembrar, ainda, um outro aspecto associado à globalização que, há bastante tempo, vem requerendo o estudo e desafiando a criatividade dos Contadores, sem que - ao que nos parece - tenha-se chegado a uma conclusão definitiva.

Trata-se da uniformização dos procedimentos, princípios e convenções contábeis vigentes nos diversos países do mundo.

Assim como o isolamento geográfico produziu o desenvolvimento de diferentes idiomas nas várias regiões do mundo, o "isolamento" político, jurídico e econômico promoveu a formação de diferentes sistemas contábeis nacionais, suficientemente diferentes, entre si, para tumultuar e dificultar as comparações dos resultados calculados em cada um deles.

Um exemplo: os resultados das operações de uma empresa que indicam lucros quando calculados segundo as normas contábeis geralmente aceitas nos Estados Unidos, podem demonstrar prejuízos se calculadas de acordo com as normas aceitas no Brasil (ou vice-versa).

Certamente, as razões de tal variação poderão ser identificadas e, até, explicadas, mas não deixam de constituir-se em um "atrito" no caminho do livre curso das transações financeiras internacionais, particularmente naquelas associadas ao mercado de capitais, como é o caso dos investimentos em empresas no exterior.

O estabelecimento de uma linguagem contábil universal é uma tarefa que incide diretamente sobre os profissionais da área contábil, podendo requerer não só mudanças nas suas funções como também alterações do currículo dos cursos de preparação de Contadores, tanto no nível técnico como no nível universitário, dando origem, até, a novas especialidades.

Sabe-se que essa é uma tarefa difícil, porque as normas contábeis refletem as condições específicas do meio em que se inserem, sofrendo, de país para país, influências das mais distintas naturezas. Dessa forma, é natural que se torne muito complicado alterá-las, quando permanecem intactas as condições que presidiram a sua evolução.

De qualquer forma, o acelerado processo de internacionalização da economia exige que, por difícil que seja, a tarefa de estabelecimento de um conjunto aperfeiçoado e único de normas para relatórios contábeis domésticos e internacionais seja conduzida a bom termo, a fim de viabilizar a comparabilidade internacional de resultados financeiros.



5. Conclusão

A nossa rápida incursão pela evolução das funções do Contador na empresa privada objetivou enfatizar como - por efeito das mudanças ocorridas com a Contabilidade ("uma ciência que evolui de acordo com as necessidades dos seus usuários") - o guarda-livros essencialmente burocrático transformou-se em profissional do corpo estratégico da empresa.

Uma boa síntese da moderna função do Contador e que, de certa forma, reproduz o seu caminho da burocracia para a estratégia, consiste na identificação daquelas que podem ser consideradas, na atualidade, as suas atividades principais, as quais estão descritas nos subtópicos a seguir.

5.1 A função burocrática

Como é óbvio, apesar da evolução que a modificou substancialmente e acrescentou novas atribuições, de diferente natureza, à atividade do Contador, a função burocrática inicial, por ser o ponto de partida de toda a operação contábil, não desapareceu.

Dessa forma, o registro e a acumulação dos dados contábeis, segundo a legislação vigente e as necessidades da empresa, continuam na base da atividade do Contador, apenas modificada pelas constantes e cada vez mais detalhadas exigências dos seus aspectos analíticos e gerenciais.

5.2 A função estratégica

Essa função, que estende a participação efetiva do Contador aos trabalhos de definição e acompanhamento dos objetivos e do desempenho da empresa, apresenta, segundo alguns autores, um aspecto duplo.

O primeiro desses aspectos pode ser denominado de "sub-função de alerta", consistindo na identificação de oportunidades e riscos evidenciados através da análise e da interpretação de dados e controles contábeis. Como o contador é o primeiro a tomar conhecimento dessas eventualidades, cabe-lhe alertar, a respeito, a administração de primeiro escalão, para que sejam adotadas as medidas cabíveis.

O segundo aspecto pode ser considerado como a sub-função estratégica propriamente dita, consistindo na participação do Contador, principalmente através de análises comparativas de ações alternativas, na formulação e recomendação de caminhos tendentes a assegurar o cumprimento dos objetivos da empresa.

Na realidade, na empresa moderna, esse segundo aspecto absorve a maior parte da atividade do Contador, ficando a parte burocrática sob a responsabilidade dos seus subordinados.

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FONTE: IOB - 13/09/2010.
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