Caso: Sujeito é uma mulher de 35 anos



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ESTUDOS DO TAT
CASO: Sujeito é uma mulher de 35 anos, casada sem filhos, instrução fundamental, em observação devido a uma patologia somática não definida (emagrecimento, amenorréia), com suspeita de uma causa psíquica. A seguir vamos apresentar as histórias produzidas para as pranchas e as observações que acreditamos importante anotar.
Prancha1: Havia um menino que estava sentado numa mesa e pensava.... em seus instrumentos, por exemplo, aqui está a guitarra.... pensa que quando for grande será um músico. (R=15”, TT=55”)
1-TEMA: Fantasiar um futuro cheio de sucesso

2- HERÓI: Rapaz músicomenino, pensativo, passivo

3- NECESSIDADES: sucesso, exibiçãorealização

4- AMBIENTE: nada a declararoferece possibilidades de realização

5- OUTRAS FIGURAS: nada a declarar

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: As relações ocorrem em termos de dependência, interesse, passividade, aceitação, que podem ser consideradas típicas de uma pessoa hospitalizada.

7- CONFLITOS: Inferioridadenecessidade de realização x passividade

8- ANSIEDADE: não ser valorizado dados insuficientes – talvez ansiedade frente à própria capacidade

9- DEFESA: fuga na fantasia

10- SUPEREGO: nada a interpretaratuante (ideal de ego)

11- EGO: história pobre, não estruturada. Desenlace omitido.

História com pouco valor diagnóstico – resposta clichê, indícios de baixo nível de energia; presença de aspirações com pouco empenho em concretizá-las.


Prancha 2: Esta representa a história de Roma... Isto parece... É um romano que estava arando seus campos e foi chamado pelos seus guerreiros para socorrer a cidade... a cidade de Roma.... e estas são as mulheres que estão aguardando que ele se vá. (R=7”, TT=89”)
1-TEMA: Alguém, com trabalho humilde, é chamado às armas, ao poder, à glória; admirado pelas mulheres.

2- HERÓI: guerreiro

3- NECESSIDADES: sucesso, poder, exibição (masculina), talvez competição entre mulheres. Talvez necessidade de proteção e cuidados (projetada no ambiente)

4- AMBIENTE: épico, condição feminina modestanecessita da ação do herói (campo a ser arado, cidade a ser protegida)).

5- OUTRAS FIGURAS: figuras femininas negada e reduzida a mulher objetopassivas e indiferenciadas, são meras espectadoras da ação do personagem masculino.

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: nada a interpretaro herói é importante e necessário para os outros.

7- CONFLITOS: refere-se à própria identidade femininaatividade x passividade.

8- ANSIEDADE: feminilidade = inferioridade, impotência (castração) – talvez ansiedade frente à própria capacidade.

9- DEFESA: negação, formação reativa, distanciamento; projeção (das próprias necessidades de cuidado e proteção).

10- SUPEREGO: nada a interpretaratuante (ideal de ego).

11- EGO: história fantásticadistanciada com baixo grau de elaboração. Desenlace omitido.

A história produzida apresenta grande significado diagnóstico pela inversão das identificações e negação das características femininas e de diferenciação entre a moça mais velha e a mais nova.

O sujeito mantém o distanciamento e o pouco grau de investimento na história. Tema semelhante ao da prancha anterior (realização, necessidade de ação), mas agora o ambiente é que necessita da ação do herói. Desenlace omitido.
Prancha 3RH: É a história do pequeno Lorde.....que é um menino pobre, cuja mãe morreu e agora ele vive na rua e se apóia em uma escadinha e pensa em suas lembranças. E se vê também que é maltrapilho e que veste roupas esfarrapadas. R=7”, TT=50”)
1-TEMA: o pequeno lorde, órfão, abandonado, exibe a miséria (a exibição é inferida pois a prancha não mostra sinais evidentes de miséria: toda a prancha é forçada em uma história insólita).

2- HERÓI: rapaz, nobre, pobre, abandonadopensa na mãe.

3- NECESSIDADES: ser protegido, considerado, amado, ajudado; agressividade: pistola omissa.

4- AMBIENTE: deprimentepouco provedor.

5- OUTRAS FIGURAS: mãe morta e remorso: odiada?

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: o diagnóstico sugere a sensação que a paciente quer converter em uma história de autocomiseração, com um pedido de consenso emotivonecessita de apoio e proteção que o ambiente não pode suprir. .

7- CONFLITOS: agressividade – dependência da mãe.; necessidade de proteção e cuidados que o ambiente não pode suprir

8- ANSIEDADE: abandono – culpa por agressividade.

9- DEFESA: negação – repressão agressiva, formação reativa, masoquismo.

10- SUPEREGO: primitivo, severo (como hipótese. Culpa pelos sentimentos agressivos em relação à mãe – punição refletida nas condições de precariedade do herói).

11- EGO: pouca agudeza do herói, passivo, história pouco estruturadapobre, solução masoquista, quase do tipo histéricodesenlace omitido.

A história aborda a negação da agressividade e indica a angústia primitiva acerca da própria agressividade – introdução da mãe como figura persecutória, como na história anterior as duas mulherespouco provedora, perdida. O sujeito se vê abandonado e sem recursos.


Prancha 4: Representa.... um marido e a mulher.... o marido quer sair mas a mulher o prende. Mas ele está todo nervoso...(?) Não sei o que mais.....sim, eles brigaram por causa do dinheiro e agora o marido tenta deixar a mulher e ela o quer prender, mas ele não quer e não se convence....eram pobres. Ela tem razão, nem todos podem ser ricos....(R=25”, TT=65”).

1-TEMA: marido quer deixar a mulher que o traíaprende.

2- HERÓI: dúbio, homem ou mulher.

3- NECESSIDADES: afeto, ajuda? Independência do vínculo?materiais e afetivas

4- AMBIENTE: nada a interpretaratrito, oposição.

5- OUTRAS FIGURAS: nada a interpretar.

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: vem advertido: transtorno vivo na paciente, como confirma o tempodiscórdia, oposição.

7- CONFLITOS: relacionados à relação heterossexual, escassez de recursos.

8- ANSIEDADE: abandono, medo do vínculo, temor da sensualidade.

9- DEFESA: demissão, exoneração.racionalização, negação

10- SUPEREGO: nada a interpretar.

11- EGO: bloqueio, ânsia paralisante, incapacidade de alto nível de ansiedade diante de conflitos frente ao relacionamento heterossexual. A história é truncada e a lógica comprometida. O desenlace é omitido.

A história é significativa da dificuldade da dificuldade de relacionamento heterossexual. O sujeito cria uma história um pouco mais elaborada que as anteriores, mas o controle da ansiedade fica seriamente prejudicado.
Prancha 5: Esta é uma casa. Se vê que ali mora ..... o filho desta senhora. O filho.... como se diz....ficou em casa e ela saiu. Quando voltou e abriu a porta não encontrou mais o filho....e ela ficou desnorteada ao ver que ele não estava mais e a aguardava sua pobre casa, na qual não estava mais o seu filho. (?) ...não tem mais....não sei....se vê que ele foi embora porque não tinha o afeto de uma mãe.

(R=10”, TT=70”).

1-TEMA: um filho que foge para punir a mãe de por não amá-lo o suficiente.

2- HERÓI: rapaz, vitimizado pela mãe pouco capaz de amar e abandonada pelo filho.

3- NECESSIDADES: corresponder às demandas do ambiente x afeto materno, agressividade para com a mãe.

4- AMBIENTE: frio, árido, sem amor.

5- OUTRAS FIGURAS: filho não mado pela mãe que não ama (nesta história a mãe é considerada “outra” figura – o herói é introduzido) e que a abandona

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: percebe-se mal-estar e hesitação por parte da pacienteincapacidade de atender às demandas dos outros.

7- CONFLITOS: conflito com a mãe: dependência-autonomia, controle agressivo e crítico de amar.corresponder às demandas do ambiente x escassez de recursos pessoais

8- ANSIEDADE: não ser amado (intolerância à frustração)frente à própria capacidade, frente ao abandono.

9- DEFESA: projeção da agressividadeo conflito é explícito.

10- SUPEREGO: primitivo.

11- EGO: consciência do conflito integração pobre; solução vitimizada infantil, masoquista, identificação masculina: recusa da feminilidade materna? Desenlace negativo.

A prancha é significativa devido à introdução do herói masculino adolescente e os conflitos com a mãe, de caráter histérico. O tempo de execução e de inquérito indicam fortes conflitos.A paciente coloca claramente o conflito e desenvolve um relato pessoal. É evidente seu sentimento de inadequação e de incapacidade de atender às demandas do ambiente.

Prancha 6 MF: Isto representa....duas pessoas que parecem estar brigando....porque talvez a mulher queria ser música. Isto é um piano, porém ele não queria e brigavam. E furioso o homem põe na boca o cachimbo e se vai. (R=15”, TT=46”).
1-TEMA: casal briga, o homem não permite à mulher tocar piano, ela se opõe, ele a deixa.

2- HERÓI: uma mulher que aspira ativao sucessoa realização, briga com o marido e é abandonada.

3- NECESSIDADES: competição, exibição, agressividade, sexualidaderealização, enfrentar obstáculos.

4- AMBIENTE: hostil, limitador.

5- OUTRAS FIGURAS: nada a interpretarmasculina, representa um obstáculo à realização do herói.; abandona a figura feminina por não ser atendido.

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: muita clareza e decisão ao formular a história apesar da ambigüidade do material.oposição

7- CONFLITOS: competição com a figura masculinaaspirações pessoais x obstáculos do ambiente; conflitos na relação heterossexual.

8- ANSIEDADE: medo de ser dominada (castração), abandono.

9- DEFESA: formação reativa; projeção (agressividade)racionalização (é abandonada porque não atendeu à figura masculina).

10- SUPEREGO: nada a interpretaratuante – o herói é punido por opor-se .

11- EGO: história pouco elaborada mas com começo meio e fim; situação explorada superficialmenteestruturada, desenlace desadaptativo, incapacidade (de assumir) quanto ao papel feminino; relação competitiva-agressivadesenlace negativo.

A história tem claro valor diagnóstico: forte conflito edípico feminino deforma a percepção do real.

Prancha 7 MF: Há um divã e duas poltronas e estão sentadas uma mãe e a menina. A menina tem nos braços um boneco e se vê que a mãe faz recomendações à filha porque havia desobedecido as ordens que ela tinha dado. É a filha que não a escuta e pensa somente em brincar. (R=10”, TT=50”).
1-TEMA: mãe faz recomendações à filha que não se interessapensa em outra coisa.

2- HERÓI: menina que brinca? Mãe?menina

3- NECESSIDADES: ser amado sem ter obrigações?violar regras, obter gratificação na fantasia

4- AMBIENTE: nada a interpretar.estabelece normas de conduta

5- OUTRAS FIGURAS: nada a interpretarmãe: procura orientar a filha.

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: nada a interpretarmarcada pela indiferença.

7- CONFLITOS: dependência-autonomia mãe-filhoadequação ao ambiente x necessidades pessoais.

8- ANSIEDADE: deveres impostos?frente às demandas do ambiente

9- DEFESA: regressãofuga na fantasia.

10- SUPEREGO: nada a interpretarflexível.

11- EGO: recusa do papel adulto? História pobre, banal.

História com pouca significação.mostra tendências infantis e descaso pelas normas. A assertividade da prancha anterior transforma-se aqui em oposição às normas.

A prancha 8 foi omitida porque foi considerada pouco útil.

Prancha 9 MF: Aqui estamos numa floresta....deserta. Vivem duas irmãs....que....vendem as coisas que fazem. Uma manhã elas foram em busca dos seus pais. Mas nesta floresta encontram.... um rio que não podiam passar para o outro lado. Procuraram por onde passar, mas não encontraram nenhum caminho e sentaram próximo a uma árvore. Comeram o lanche e deviam voltar para sua casa....voltaram e encontraram seus pais, que estavam bem acomodados em casa.... (?) Se vê que os pais tinham ido ao exterior. (R=10”, TT=60”).


1-TEMA: duas irmãs procuram os pais; não podem ultrapassar o rio, encontram os pais magicamente.

2- HERÓI: nada a interpretarduas irmãs.

3- NECESSIDADES: afeto dos pais; proteção; necessidades orais.

4- AMBIENTE: de privação, deserto, limitante.

5- OUTRAS FIGURAS: pais que não amam e abandonam os filhos.

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: perturbação; mal-estar e fechamentoinsatisfatórias, frustrantes.

7- CONFLITOS: conflitos entre mulheres: dependência-agressividade – abandono da mãe?necessidades afetivas x ambiente pouco provedor

8- ANSIEDADE: agressividade para com a mãe e confronto entre mulheresem relação às figuras parentais.

9- DEFESA: regressão, negação.

10- SUPEREGO: severo, primitivo?atuante

11- EGO: história bizarra e não concluída; solução mágica; distorção do material aperceptivo: contato com a realidade comprometido; incapacidade de lidar com os impulsos, fantasias e angústias.

Angústia e conflitos primitivos de natureza agressiva com ansiedade de abandono parecem ter produzido um efeito desintegrante desorganizador no Ego, de caráter esquizofrênico. Possivelmente o abandono dos pais é resultante do comportamento inadequado do herói na prancha anterior.

(Visto a história precedente o psicólogo decidiu usar a próxima que desperta estímulos da prancha anterior)

Prancha 12 F: Uma casa de uma bruxa. Essa bruxa pegou um rapaz que encontrou na rua e o levou para sua própria casa. Ela ficou encantada.... porque pegou este rapaz e o fechou numa cela, pensando em o amassar e o comer. Ela era uma canibal..... Mas a bruxa se esqueceu da chave e o rapaz se libertou.... Assim o rapaz quando a encontra na floresta amarra-a com um laço no pescoço. (?) Aqui (indica a figura feminina), assim o rapaz mata a bruxa ao em vez de a bruxa o rapaz. (R=10”, TT=45”).


1-TEMA: bruxa canibal; o rapaz mata a bruxa.

2- HERÓI: rapaz (introduzido arbitrariamentedistorção da percepção da figura feminina).

3- NECESSIDADES: agressivas, intensasautoproteção.

4- AMBIENTE: devorador, homicida.

5- OUTRAS FIGURAS: mãe devoradora.

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: grande envolvimento ao contar uma história não usual, violenta, inadequada à prancha.

7- CONFLITOS: conflitos orais primitivos.

8- ANSIEDADE: ser devorado.

9- DEFESA: projeção; anulação mágica.

10- SUPEREGO: primitivo.

11- EGO: história fantasiosa e incoerente, solução mágica; identificação masculina.

A história se mostra significativa pela identificação masculina, introduzida alterando a pela distoeção da percepção do real e pela violência das fantasias. Fantasias violentas e primitivas associadas à sexualidade.

Prancha 13MF: Esta é ....uma coisa....coitada.....como se diz....uma coisa entre marido e mulher. Que não estão nada de acordo....Um dia....em que estavam sozinhos em casa, o marido....primeiro matou a mulher e depois se pôs a quebrar tudo. Depois pensou e colocou as mãos nos olhos. Mas agora não havia mais nada a fazer.(R=10”, TT=58”).
1-TEMA: relação conjugal desastrosa: o homem mata a mulher e quebra tudo.

2- HERÓI: a mulher ou o homem?, agressivo, descontrolado

3- NECESSIDADES: agressivas, homicidas, destrutivas.

4- AMBIENTE: árido, violento, desesperador.

5- OUTRAS FIGURAS: nada a interpretarmulher, passiva, vítima.

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: na hesitação inicial se percebe a transformação da cena sexual em agressiva.

7- CONFLITOS: masculinidade-feminilidaderelacionamento heterossexual, agressividade.

8- ANSIEDADE: a relação sexual mata a mulher; a sexualidade é catastrófica.frente à sexualidade e à agressividade

9- DEFESA: projeção; anulaçãonão há – conflito explícito e intenso.

10- SUPEREGO: primitivo, destrutivo, ineficaz.

11- EGO: agressividade incontrolável sem motivação; sexualidade destrutiva, sem controle; anulação mágica; identificação dúbia: quem é o protagonista? Ego totalmente inadequado.

História diagnosticamente significativa: recusa da feminilidade, sexualidade destrutiva, catastrófica; incapacidade de adaptação e impulsos incontroláveis: psicóticos?


Prancha 18 RH: Aqui nesta casa há a partida do filho, pois se vê que a mãe fez mal ao filho e ele decide fugir. A mãe o segura. Mas, o filho com toda força que tinha tirou o pescoço das mãos da mãe. E com as poucas coisas que tinha fugiu de casa. (?) A mãe, depois, se arrepende de ter maltratado o filho, que podia fazer o que queria, bastava que não fosse embora de casa. (R=12”, TT=55”).


1-TEMA: um filho foge da mãe má.

2- HERÓI: rapaz (sexo masculino) em luta com a mãe.

3- NECESSIDADES: agressividade.

4- AMBIENTE: violento e ofensivo.

5- OUTRAS FIGURAS: introduzida uma mãe agressora que depois se otrna condescendente.

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: de extremos – totalmente destrutiva ou totalmente condescendente

7- CONFLITOS: agressividade persecutória no confronto com a mãex abandono.

8- ANSIEDADE: temor de aniquilamento; angústia de matar a mãefrente à agressividade e ao abandono.

9- DEFESA: projeção; anulação.

10- SUPEREGO: primitivo, materno, persecutório.

11- EGO: séria dificuldade na relação com a mãe: história bizarra, irrealística; identificação masculina: a moça da figura é interpretada como rapaz. Ego totalmente desorganizado.

História de alto valor diagnóstico: grande persecutoriedade e deformação da realidade, de caráter psicótico; se confirma a recusa da identidade feminina pelos conflitos com a mãeintensos conflitos em relação à agressividade.

Prancha 16: (branco) poderia ser uma figura.... de uma planta....Uma menina que quer cabular aula. Um dia pensou de deixar a escola, mas a árvore era tão espiã que a parou e lhe perguntou porque queria deixar a escola. A menina disse que era porque os professores não lhe queriam bem. A árvore disse então que se ela fosse corajosa e boa lhe quereriam bem. A menina voltou atrás, agradeceu o conselho e desde então se tornou a primeira da classe. (R=20”, TT=55”).
1-TEMA: uma menina cabula aula porque não se sente amada: uma árvore a repreende, aconselha, corrige e ajuda.

2- HERÓI: garota estudante.

3- NECESSIDADES: afeto, consideração, ajudaorientação.

4- AMBIENTE: só as árvores ajudam?pode fornecer orientação e afeto

5- OUTRAS FIGURAS: professores que não amam; ajuda de objetos inanimados.

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: nada a interpretardependência, submissão, necessidade de aprovação.

7- CONFLITOS: dependência-agressividade.

8- ANSIEDADE: não ser amadoabandono, agressividade.

9- DEFESA: projeção; formação reativa.

10- SUPEREGO: nada a interpretaratuante.

11- EGO: história adaptativa, porém mágica e bizarra devido à ajuda de uma árvore espiã; herói: menina.

A história parece indicar uma adaptação, porém esta é superficial e negativa porque ainda aparece o elemento bizarro, árvore espiã, que parece indicar uma adaptação superficial e negativa. Regressão

Prancha 13M: Esta figura representa um filme que vi. Isto é um farol. Está no mar e é um farol. É um menino que queria descobrir os segredos do tio, que tinha uma sala, onde guardava estes segredos da correspondência do marinheiro e um diário. Um dia, de noite, o menino subiu a escada e pegou o diário e estava escrito porque ele queria ir ao mar, porque na terra ninguém lhe queria bem. Então o menino desceu e disse ao tio que lhe queria muito bem. Assim o tio decidiu deixar o farol e voltar para a terra. (R=12”, TT=65”).
1-TEMA: um menino pergunta os segredos do tio e descobre que o tio tem necessidade de ser amado: podem querer-se bem.

2- HERÓI: dois heróis: um menino (masc.) curioso dos segredos do tio; tio, que sofre de solidão, não é amado e fica no mar.

3- NECESSIDADES: curiosidade, afeto, consideração.

4- AMBIENTE: solidão, mistério.

5- OUTRAS FIGURAS: nada a interpretar.

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: nada a interpretarajuda, esclarecimento.

7- CONFLITOS: mistério e amor entre pai e filho?isolamento, desconhecimento

8- ANSIEDADE: não ser amado, ser sozinho, pequeno (impotente, feminino?) mal compreendido

9- DEFESA: (não tem esse item no livro original)

10- SUPEREGO: nada a interpretar.

11- EGO: história fantástica, bizarra; identificação masculina; deformação da realidade.

A história é de difícil interpretação: problemas homossexuais?, angústia e negação como uma solução homossexual? Dois heróis: cisão? Certamente a história revela uma “confusão” de conflitos, ansiedades e defesas. Tentativa de distancimaneto recorrendo a um filme. A paciente mostra a necessidade de ser compreendida para sair de seu isolamento. Extrema dependência do ambiente, incapacidade de resolver sozinha seus conflitos internos.

Prancha 12 RM: Aqui tem um campo, corre um riacho, é primavera, todos os bosques e prados estão floridos. Tem um pequeno barco que um menino pega todos os dias para ir a à escola e depois dar uma volta no rio..... Esta árvore o a considera sagrada, porque um dia o libertou dos elefantes: ele subiu na árvore e se salvou. Assim a considera sagrada, como se fosse uma igreja (?) O quer dizer árvore sagrada. Ah, ouvi dizer que alguns povos consideram a árvore sagrada. (R=10”, TT=40”).
1-TEMA: um menino pega o barco: a árvore sagrada o protege dos elefantes

2- HERÓI: menino (sexo masculino) introduzido.

3- NECESSIDADES: necessidades fálicas masculinas?ser libertado, ser protegido

4- AMBIENTE: calmo, depois ameaçadorcalmo, rotineiro, ameaças superadas.

5- OUTRAS FIGURAS: elefantes: temor pelo interesse no pênis paternoárvore sagrada que o protege

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: nada a interpretar.espera proteção

7- CONFLITOS: frente às ameaças

8- ANSIEDADE: frente ao aprisionamento, à impotência

9- DEFESA: idealização, fuga na fantasia

10- SUPEREGO:

11- EGO: história fantástica, com elementos bizarros e altamente fantasiosa

A história revela elementos bizarros e de difícil interpretação, surge novamente uma identidade masculina e infantil e um Ego pobremente integrado.


Prancha 10: Esta....não sei....esta figura representa...não sei.... (o psicólogo pede para tentar). Mas esta são duas mulheres? O psicólogo depois de um silêncio responde, o que te parece? Ah, não sei mesmo...parece que estão numa estação e é a filha que deve partir....e faz muitas recomendações e lhe diz......que não deve nunca esquecer do seu pai. Chega, Chega! (R=100”, TT=125”).
1-TEMA: filha que deve partir e jamais esquecer o pai

2- HERÓI: filha que parte mas leva consigo a imagem do pai

3- NECESSIDADES: permanecer ligada ao passado

4- AMBIENTE: de separação

5- OUTRAS FIGURAS: mãe: orienta a filha

6- RELAÇÕES COM OS OUTROS: dependência

7- CONFLITOS: dependência x autonomia

8- ANSIEDADE: frente à separação

9- DEFESA:

10- SUPEREGO: atuante

11- EGO: invadido pela ansiedade. A história é interrompida

Diagnóstico:


Personalidade globalmente perturbada, pobre, com pouca capacidade de adaptação e integração. Pouca aceitação da própria identidade feminina. Tendência a vitimização, persecutória, infantil. O quadro pode estar de acordo com o diagnóstico de Neurose Histérica, com possível causa psicótica. É provável, ainda que não evidenciado no teste, que os transtornos somáticos, em particular a amenorréia sejam devidos a uma causa psicológica.

Personalidade infantil. Intensos conflitos em relação à agressividade e esforços para reprimi-la. Quando esses esforços são insuficientes, a agressividade é expressa de modo bastante intenso e destrutivo. Dificuldades no relacionamento heterossexual e conflitos com a figura materna.

A paciente paraece ver-se como uma pessoa sem recursos próprios que depende da proteção e do amparo do ambiente. Bastante imatura, apresenta dificuldade em assumir a identidade feminina adulta. Possível ligação com a figura paterna.

O protocolo é compatível com a hipótese de amenorréia provocada por causas psicológicas. A ausência de menstruação é compatível com a imagem pouco amadurecida que a paciente faz de si.



Características de personalidade histérica.




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