Castelo da Torre de Garcia D'Avila



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Encontro24.07.2016
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Castelo da Torre de Garcia D'Avila
No Nordeste do Brasil, litoral norte do Estado da Bahia, encontram-se as majestosas Ruínas do Castelo da Torre de Garcia D'Avila, ou Torre de Garcia D'Avila, ou ainda Torre de Tatuapara. Fica distante 80 km ao norte de Salvador, e 55 km do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, seguindo-se pela Estrada do Coco, no Município de Mata de São João, próximo à Praia do Forte. É considerado a primeira grande edificação portuguesa construída no Brasil, exemplar único de Castelo em estilo medieval edificado na América, conforme Borges de Barros, e foi a sede do maior latifúndio do mundo.
O construção do Castelo de Garcia D'Ávila foi iniciada em 1551 e concluída em 1624. Suas ruínas estão entre as mais antigas do Brasil. Garcia D'Avila chegou ao Brasil na expedição de Tomé de Souza, em 1549, sendo nomeado o feitor e almoxarife da Cidade do Salvador e da Alfândega. A edificação, tombada pelo IPHAN em 1937, está inserida no Parque Histórico e Cultural, do qual também fazem parte o Sítio Arqueológico, a área no entorno destinada à realização de eventos e um Centro de Visitação com 1.700m², onde está exposta a maquete do Castelo e instalados salões para exposições, loja, salas para reunião, audio-visual e áreas administrativas.

O Solar de Garcia D'Avila, principal sede da Casa da Torre, integra um conjunto residencial-militar, compreendido pelo próprio Castelo, com sua Torre e seus anexos, o Forte Garcia D'Avila, o Porto do Açú da Torre, e sua ambiência, formada pelas áreas adjacentes, delimitadas no tombamento (1938) e na extensão posterior (1977). As propriedades dos Avilas se localizavam, da Bahia ao Maranhão, dentro de uma área de cerca de 800 mil quilômetros quadrados, equivalente a 1/10 do território brasileiro de hoje, o que equivale às áreas, somadas, de Portugal, Espanha, Holanda, Itália e Suíça.



A primeira etapa da construção do Castelo tem suas paredes de tijolos e é composta de uma Capela sextavada e abobadada, em estilo medieval canônico, e salas contíguas recobertas por cúpula e abóbada de aresta com arcos diagonais, iguais às do Paço de Sintra, em Portugal. O Castelo, segunda etapa da construção, foi construído em alvenaria de pedra e se desenvolve simetricamente em torno de um pátio de honra, em estilo renascentista, onde uma escadaria dupla conduzia ao primeiro pavimento. Uma terceira fase da construção, datada do início do século XVIII, também em pedra, amplia o Castelo.
Foi o Solar - sede do Morgado da Torre - propriedade particular dos "Avilas", desde sua construção inicial, por Garcia D'Avila 1º. Extinto o regime dos morgados no Brasil, pela Lei de 6 de outubro de 1835 e, em 1852, falecendo o último "Senhor e administrador do Morgado da Torre" - Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque - Barão e depois Visconde da Torre de Garcia D'Avila e sua mulher, D. Ana Maria Pires de São José e Aragão, sucedeu-lhes, na posse do Castelo, o filho Dr Domingos Pires de Carvalho e Albuquerque. Morto este, em 1888, sem descendência, a propriedade passou a seu cunhado, o Tenente-Coronel José Joaquim de Teive e Argolo, que a vendeu ao Sr Laurindo Regis. Das mãos do Sr Regis, a Torre se foi às do Dr Hermano de Santana, que dela dispôs em favor do Sr Otacílio Nunes de Sousa, proprietário do Castelo e terras adjacentes, à época do tombamento. Embora Monumento Nacional, desde 1938, continua sendo uma propriedade particular, pertencendo à Fundação Garcia D'Avila, responsável pela restauração, preservação e manutenção do conjunto.

Ruínas do Castelo da Torre de Garcia D'Avila


Abóbada de aresta com arcos diagonais, iguais às do Paço de Sintra, em Portugal





Capela em estilo medieval canônico


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