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Certifico que o DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO aprovou a proposta apresentada, em sua reunião de 17/08/2011.


Em 13/09/2011 ________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior

CHEFE DO DEPARTAMENTO
Ilmo. Sr.

Pró-Reitor de Ensino e Pesquisa,

Encaminhamos a presente proposta a V.Sa. para análise e posterior tramitação.
Em ____/____/____ _________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior CHEFE DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO





CD - 01

PROPONENTE

UNIDADE: INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS - ICH
DEPARTAMENTO: CIÊNCIA DA RELIGIÃO





PROPOSTA DE:

1 ( x ) Criação de disciplina

2 ( ) Extinção de disciplinas

3 ( ) Mudança de denominação de disciplina

4 ( ) Alteração do número de créditos da disciplina

5 ( ) Alteração de pré-requisitos



NOME DA DISCIPLINA: Catolicismo


NÚMERO DE CRÉDITOS: 4

PRÉ-REQUISITO(S): nenhum

EMENTA DA DISCIPLINA: A disciplina pretende considerar, histórica e sistematicamente, no âmbito do cristianismo, o catolicismo, entendido tanto como um sistema de pensamento, quanto como uma atitude diante do mundo e da vida que marca a cultura brasileira. Em particular, serão abordados temas como as denominações cristianismo e catolicismo, as relações entre catolicismo e igreja católica e entre catolicismo e outras perspectivas religiosas cristãs ou não.



PROGRAMA DA DISCIPLINA:

  1. Cristianismo e catolicismo

  2. Catolicismo e igreja católica

  3. Catolicismo e ecumenismo

  4. Catolicismo e diálogo inter-religioso

BIBLIOGRAFIA:


BÁSICA
BRANTIL, George. Catolicismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1964.

DUPRONT, Alphonse. A religião católica. São Paulo: Loyola, 1995.

HILLMAN, Eugene. Os católicos diante do pluralismo religioso. São Paulo: Loyola, 1997.

HORTAL, Jesus. E haverá um só rebanho: história, doutrina e prática católica do ecumenismo. São Paulo: Loyola, 1996.


COMPLEMENTAR

CAMARGO, Cândido Procópio Ferreira. Católicos, protestantes, espíritas. Petrópolis: Vozes, 1973.

JAERGER, Werner Wilhelm. Cristianismo primitivo e paideia grega. Lisboa: edições 70, 1991

MAINWARING, Scott. Igreja catílica e política no Brasil 1916-1985. São Paulo: Brasiliense, 1989.

MIRANDA, Mário de França. O cristianismo em face das religiões. São Paulo: Loyola, 1998

MOURA, Odilão. As idéias católicas no Brasil: direções do pensamento católico no Brasil do século XX. São Paulo: Convívio, 1978.

VALADIER, Paul. Catolicismo e sociedade moderna. São Paulo: Loyola, 1991.


Certifico que o DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO aprovou a proposta apresentada, em sua reunião de 17/08/2011.


Em 13/09/2011 ________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior

CHEFE DO DEPARTAMENTO
Ilmo. Sr.

Pró-Reitor de Ensino e Pesquisa,

Encaminhamos a presente proposta a V.Sa. para análise e posterior tramitação.
Em ____/____/____ _________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior CHEFE DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO






CD - 01

PROPONENTE

UNIDADE: INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS - ICH
DEPARTAMENTO: CIÊNCIA DA RELIGIÃO





PROPOSTA DE:

1 ( x ) Criação de disciplina

2 ( ) Extinção de disciplinas

3 ( ) Mudança de denominação de disciplina

4 ( ) Alteração do número de créditos da disciplina

5 ( ) Alteração de pré-requisitos



NOME DA DISCIPLINA: CRISTIANISMO II (Desenvolvimentos)


NÚMERO DE CRÉDITOS: 4

PRÉ-REQUISITO(S): nenhum

EMENTA DA DISCIPLINA: A disciplina tem como escopo o viés histórico-sistemático a respeito da compreensão do cristianismo e de seus desenvolvimentos em nível institucional, teológico e social. Devido à abrangência do tema, a disciplina visa oferecer panorama introdutório sobre o assunto, entrementes com a liberdade de focar, em seu desenvolvimento, certos períodos históricos ou temas que forem detectados como relevantes ao contexto educacional do momento. Desenvolver-se-á um programa que analisa o cristianismo como nova força cultural e política a coincidir com o fim do Império Romano e do mundo antigo; o desenvolvimento de dogmas e da doutrina cristã, particularmente nos primeiros concílios e até o fim da Idade Média; os movimentos internos ao cristianismo e suas ênfases; a formação das Igrejas do Oriente e do Ocidente; as Reformas do período moderno; as missões cristãs e o colonialismo; as Igrejas e as (re)formas de cristianismo na contemporaneidade. Dentro deste panorama de ordem universal, tratar-se-á, o quanto possível, de enfatizar o cristianismo presente em contexto brasileiro, em nível diacrônico e sincrônico, em sua diversidade e em suas relações com a sociedade. A disciplina também intenta apresentar como o cristianismo, em suas conjunturas históricas, interagiu e interage com as sociedades, e como a cultura Ocidental, em diversos de seus eixos, foi desenhada através de paradigmas cristãos.



PROGRAMA DA DISCIPLINA:

Cristianismo em panorama histórico-teológico geral:

. O cristianismo no Império Romano: encontrando seus caminhos para além do paradigma judaico

. Cristianismo e cultura greco-helenista

. Os concílios ecumênicos e as definições dogmáticas sobre o cristianismo e a Igreja

. A religião de Estado e monasticismo primitivo como seu contraponto

. A Igreja do Oriente e o cisma de 1054

. A afirmação do cristianismo na Idade Média: religião, poder e cultura

. Escolástica medieval e os teólogos cristãos

. Os movimentos mendicantes medievais

. As cruzadas medievais e o nascimento da inquisição

. Renascimento: Reformas protestantes da Igreja e Reforma católica

. O cristianismo iluminista

. O cristianismo barroco

. O cristianismo absolutista após a revolução francesa e a declaração dos direitos humanos

. As missões cristãs do século XIX e o colonialismo

. Teologias liberais do século XIX

. O cristianismo na segunda metade do século XX: renovações internas e novas formas de relação com a sociedade

Cristianismo e temas:

. Cristianismo e o fim do mundo sagrado (dessacralização e processo de secularização)

. Cristianismo e o paradigma da fé

. Cristianismo e o paradigma sacramental e litúrgico

. Cristianismo e tradição (compreensões)

. Cristianismo, teologia política e teologia da libertação

. Cristianismo e ecumenismo

. Cristianismo e diálogo interreligioso

. Cristianismo e fundamentalismo bíblico

. Cristianismo em formas pentecostais e carismáticas

. Cristianismo e novos lugares ou discursos teológicos (Feminista, Negro, Ecológico, etc)

. Cristianismo e sincretismos

. Cristianismo e cultura (semânticas simbólicas cristãs; valores humanos e religiosos; constituição das sociedades ocidentais)

. Cristianismo e temas da moral e da ética (gênero, sexo, biomedicina, ciência, aborto, etc)

. Cristianismo sob a ótica da psicanálise: Freud e Jung e outros

. Cristianismo sob a ótica da sociologia: Weber e Marx e outros

. Cristianismo sob a ótica da filosofia: Feuerbach, Nietzsche e outros

. Cristianismo e poder (Igreja e Estado)

Cristianismo no Brasil:

. Cristianismo ibérico e o Brasil

. Cristianismo e religiões autóctones no Brasil colônia

. Cristianismo e religiões africanas aportadas no Brasil (Colônia e Império)

. Ciclos de evangelização

. “Muita festa, pouco padre; muita reza, pouca missa” (Antonil)

. Padroado e crises católicas no século XIX

. Imigrações e missões protestantes

. Ultramontanismo

. O cristianismo popular e suas bricolagens

. Renovações internas do catolicismo e do protestantismo brasileiros no século XX

. Cristianismos brasileiros contemporâneos

BIBLIOGRAFIA:
HOORNAERT, Eduardo. História do cristianismo na América Latina e no Caribe. São Paulo: Paulus, 1994.

KÜNG, Hans. El cristianismo: esencia y historia. Madrid: Trotta, 1997.

QUEIRUGA, Andres Torres. Fim do cristianismo pré-moderno: desafios para um novo horizonte. São Paulo: Paulus, 2003.
BIBLOGRAFIA COMPLEMENTAR:

AZZI, Riolando. A Igreja Católica na formação da sociedade brasileira. Aparecida: Santuário, 2008.

BORAU, José Luiz Vásquez. As Igrejas cristãs: Católica, Ortodoxa, Protestante e Anglicana. São Paulo: Paulus, 2010.

DREHER, Martin Norberto. A crise e a renovação da Igreja no período da Reforma. (Coleção História da Igreja, v. 3). São Leopoldo: Sinodal, 1996.

DREHER, Martin Norberto. A Igreja Latino-Americana no contexto mundial (Coleção História da Igreja, v. 4). São Leopoldo: Sinodal, 1999.

DREHER, Martin Norberto. A Igreja no Império Romano (Coleção História da Igreja, v. 1). São Leopoldo: Sinodal, 1993.

DREHER, Martin Norberto. A Igreja no mundo medieval (Coleção História da Igreja, v. 2). São Leopoldo: Sinodal, 1994.

ESTRADA, Juan Antonio. Para compreender como surgiu a Igreja. São Paulo: Paulinas, 2005.

GALIMBERTI, Umberto. Rastros do sagrado: o cristianismo e a dessacralização do sagrado. São Paulo: Paulus, 2003.

HÄGGLUND, Bengt. História da Teologia. Porto Alegre: Concórdia, 1973.

HOLLENWEGER, Walter J. El pentecostalismo: historia y doctrinas. Buenos Aires: La Aurora, 1976.

HOORNAERT, Eduardo. Formação do catolicismo brasileiro: 1550-1800. Petrópolis: Vozes, 1991.

KÜNG, Hans. A Igreja Católica. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

LENZENWEGER, Josef et all. História da Igreja Católica. São Paulo: Loyola, 2006.

LINDBERG, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2005.

LINDBERG, Carter. Uma breve história do cristianismo. São Paulo, Loyola, 2008.

MENDONÇA, Antonio Gouvêa; VELASQUES FILHO, Prócoro. Introdução ao protestantismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1990.

NOVINSKI, Anita. A inquisição. São Paulo: Brasiliense, 1985.

PASSOS, João Décio. Pentecostais: origens e começo. São Paulo: Paulinas, 2005.

PONDÉ, Luiz Felipe. O catolicismo hoje. São Paulo: Benvirá, 2011.

REMOND, Rene. As grandes descobertas do cristianismo. São Paulo: Loyola, 2005.

TILLICH, Paul. História do pensamento cristão. São Paulo, ASTE, 2007.

VAUCHEZ, André. A espiritualidade na Idade Média Ocidental (séculos VIII a XIII). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1995.

WACHHOLZ, Wilhelm. História e Teologia da Reforma. São Leopoldo: Sinodal, 2010.

WOODHEAD, Linda. O cristianismo. Vila Nova de Famalicão: Edições Quasi, 2006.



Certifico que o DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO aprovou a proposta apresentada, em sua reunião de 17/08/2011.


Em 13/09/2011 ________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior

CHEFE DO DEPARTAMENTO
Ilmo. Sr.

Pró-Reitor de Ensino e Pesquisa,

Encaminhamos a presente proposta a V.Sa. para análise e posterior tramitação.
Em ____/____/____ _________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior CHEFE DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO





CD - 01

PROPONENTE

UNIDADE: INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS - ICH
DEPARTAMENTO: CIÊNCIA DA RELIGIÃO





PROPOSTA DE:

1 ( x ) Criação de disciplina

2 ( ) Extinção de disciplinas

3 ( ) Mudança de denominação de disciplina

4 ( ) Alteração do número de créditos da disciplina

5 ( ) Alteração de pré-requisitos



NOME DA DISCIPLINA: ESPIRITISMO KARDECISTA


NÚMERO DE CRÉDITOS: 4

PRÉ-REQUISITO(S): nenhum

EMENTA DA DISCIPLINA: A disciplina visa compreender esta corrente de pensamento e movimento religioso em seus aspectos históricos, sociais e culturais a partir de sua gênese em contexto da modernidade. Busca deslindar seus componentes constitutivos em torno do cientificismo e do espiritualismo esotérico do século XIX a partir da articulação de formulações como: evolução, karma, espírito, que combinam antigas concepções orientais do Hinduísmo, Budismo com o evolucionismo moderno. Visa examinar seu projeto doutrinário de articular Ciência, Filosofia e Religião. Dentro de uma perspectiva histórico-sociologico-culturalista, busca interpretar sua transplantação da França para o Brasil onde incorpora traços da cultura religiosa pré-existente no país, como a crença nas “almas”, as preces e a caridade, sem perder, contudo, seu feitio moderno do estudo, da desritualização, do livre arbítrio e do individualismo.



PROGRAMA DA DISCIPLINA:

- Compreensão da doutrina e movimento a partir da modernidade do século XIX, confrontados entre o cientificismo materialista e o espiritualismo esotérico.

- Exame da doutrina e cosmologia espírita em seus principais pressupostos: evolução dos espiritos, reencarnação, lei de causa-efeito (karma), livre-arbítrio, perispírito, mediunidade, (des)obsessão .

- Afinidades entre o Espiritismo e a cultura religiosa brasileira: crença nas “almas”, nas entidades protetoras, cura espiritual, caridade em torno de fuguras matriciais do movimento como Bezerra de Menezes e Chico Xavier.

- Espiritismo e classes médias brasileiras: letramento, imprensa, estudos e palestras, caridade e individualismo.

- Estruturação do movimento espírita: federações, centros, correntes do movimento (“religiosos” e “científicos”), autonomia e livre-arbítrio. Instituições de divulgação e reprodução do movimento espírita: centros de caridade, creches, abrigos, livrarias etc.

- Posição do Espiritismo no Campo Religioso Brasileiro. Influência de seu imaginário e léxico (mediunidade, reencarnação, obsessão etc) para as demais religiões presentes no pais. Relação com o catolicismo e as religiões afro-brasileiras, particularmente a Umbanda.

- Papel da terapêutica espirita, “curas espirituais”, como dimensão de conflito com os poderes públicos – jurídicos, médicos e policiais, e de legitimação perante a uma população carente. O expediente da caridade e da filantropia nesta estratégia.

- Mutações no Espiritismo face a influência dos neo-espiritualismos e religiosidades do “self”. Crise do modelo doutrinário, um pós-espiritismo? O caso modelar de Luiz Gasparetto.

- Internacionalização do Espiritismo a partir do Brasil dentro do contexto de globalização. Papel dos congressos internacionais.

BIBLIOGRAFIA:
BÁSICA
CAMARGO, Cândido Procópio. Kardecismo e Umbanda. São Paulo, Pioneira, 1961.

GREENFIELD, Sidney M. Cirurgias do Além. Pesquisas antropológicas sobre curas espirituais. Petrópolis, Vozes, 1999.


COMPLEMENTAR
AUBRÈE, Marion e LAPLANTINE, François. A Mesa, o Livro e os Espíritos: gênese e evolução do movimento social espírita entre França e Brasil. Maceió: EdUFAL, 2009, pp. 203-207.

BASTIDE, Roger. “Le spiritisme au Brésil”. Archives de Sociologie des Religions n° 24, 1967, pp.03-16.

CAMARGO, Cândido Procópio. Católicos, Protestantes e Espíritas”. Petropolis: Vozes, 1973.

CAVALCANTI, Maria Laura Viveiros de Castro. O Mundo Invisível: cosmologia, sistema ritual e noção de pessoa no espiritismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.

_____________________________________. "O Espiritismo" in Sinais dos Tempos: Diversidade Religiosa no Brasil. Cadernos do ISER nº 23, Rio de Janeiro, ISER, 1990, pp. 147-155.

DAMAZIO, Sylvia. Da Elite ao Povo. Advento e expansão do Espiritismo no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1994.

GIUMBELLI, Emerson. O Cuidado dos Mortos: Uma História da Condenação e Legitimação do Espiritismo. Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, 1997, pp. 173-187; 244-269 ; 280-285.

__________________. Em Nome da Caridade: Assistência Social e Religião nas Instituições Espíritas, vol I, Rio de Janeiro, Núcleo de Pesquisas do ISER, 1995. pp.37-80.

GREENFIELD, Sidney M. "O Corpo como uma Casca Descartável: as Cirurgias do Dr.Fritz e o Futuro das Curas Espirituais." In Religião e Sociedade nº 16/1-2, Rio de Janeiro, ISER/CER, 1992, pp.136-145.

HESS, David. “O Espiritismo e as Ciências”. Religião e Sociedade nº 14/3, 1987, p. 42-48.

LEWGOY, Bernardo. O grande mediador: Chico Xavier e a cultura brasileira, Edusc, 2004.

________________. “Incluídos e letrados: reflexões sobre a vitalidade do espiritismo kardecista no Brasil atual”. In: As religiões no Brasil: continuidades e rupturas. Faustino Teixeira e Renata Menezes (orgs.). Petropolis:Vozes, 2006, pp.173-188.

________________. “A Transnacionalização do Espiritismo Kardecista Brasileiro: uma discussão inicial”. Religião e Sociedade, 28/1, 2008, pp 84-103.

SOARES, Luís Eduardo. “O autor e seu duplo: a psicografia e as proezas do simulacro”. Religião e Sociedade, n°4, 1979, pp 121-140.

STOLL, Sandra Jacqueline. Espiritismo à Brasileira. São Paulo: EdUSP, 2003

WARREN, Donald. "A terapia espírita no Rio de Janeiro por volta de 1900". Religião e Sociedade. Rio de Janeiro,11/3, 1984, p.69-720.



Certifico que o DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO aprovou a proposta apresentada, em sua reunião de 17/08/2011.


Em 13/09/2011 ________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior

CHEFE DO DEPARTAMENTO
Ilmo. Sr.

Pró-Reitor de Ensino e Pesquisa,

Encaminhamos a presente proposta a V.Sa. para análise e posterior tramitação.
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Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior CHEFE DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO





CD - 01

PROPONENTE

UNIDADE: INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS - ICH
DEPARTAMENTO: CIÊNCIA DA RELIGIÃO





PROPOSTA DE:

1 ( x ) Criação de disciplina

2 ( ) Extinção de disciplinas

3 ( ) Mudança de denominação de disciplina

4 ( ) Alteração do número de créditos da disciplina

5 ( ) Alteração de pré-requisitos



NOME DA DISCIPLINA: NOVAS EXPRESSÕES RELIGIOSAS



NÚMERO DE CRÉDITOS: 4

PRÉ-REQUISITO(S): nenhum

EMENTA DA DISCIPLINA: Portadora de várias denominações, “nova era”, “novas expressões religiosas”, “nova consciência religiosa”, “neo-esoterismos”, “religiosidades do self”, esta sensiblidade religiosa contemporânea que eclodiu nos anos 1980 tem como característica marcante a desinstitucionalização, podendo ser resumida na já célebre frase de Gracie Davies “believe without belong” (crer sem pertencer). A disciplina busca estudar o fenômeno associando-o às transformações societárias ligadas à crise da modernidade e à chamada “pós-modernidade” com seu corolário de fragmentação, do fim das grandes narrativas (Lyotard), da hiper-individualização e da reflexividade (Giddens). Visa estabelecer o ethos, a identidade fluida e as principais características desse movimento que se propaga através das redes, do nomadismo, do hibridismo-sincretismo a partir das grandes religiões universais (principalmente as orientais) e do consumo.



PROGRAMA DA DISCIPLINA:

- Interpretação da “nova consciência religiosa” dentro dos marcos da crise da modernidade e de suas consequências,

- Histórico da “nova consciência religiosa” buscando suas origens na contracultura dos anos 1960 e numa releitura dos movimentos esotéricos do século XIX como a Teosofia.

- Investigação dos conceitos nativos chave da “nova consciência religiosa”: holismo, energia, consciência , espiritualidade.

- Interpretação das crenças e práticas do movimento como a dimensão da consciência/mente, da não-pertença e do nomadismo, da busca de cura e bem estar espiritual associada ao consumo na chave da subjetividade individualista e reflexividade.

- Dinâmica do holismo, do místico e do individualismo no ethos e na cosmologia “new age”.

- Interpretação sobre a ética ecológica do movimento e sua associação com o holismo.

- Estudo sobre a parte sociológica da reprodução do movimento: redes, comunidades, centros holísticos e terapêuticos, workshops, festivais e feiras, terapeutas e gurus, “mercado de bens simbólicos” e o consumo.

- Interpretação sobre o sincretismo cultural/religioso do movimento envolvendo as grandes tradições religiosas e culturais.

BIBLIOGRAFIA:
AMARAL, Leila. Carnaval da alma: comunidade, essência e sincretismo na Nova Era. Petropolis: Vozes. 2000.

CAROZZI, Maria Julia (org.). A Nova Era no Mercosul. Petropolis: Vozes, 1999.

MAGNANI, José Guilherme. Mystica Urbe: um estudo antropológico sobre o circuito neo-esotérico na metrópole. São Paulo: Studio Nobel, 1999.
BIBLOGRAFIA COMPLEMENTAR:

AMARAL, Leila. "Nova Era: um movimento de caminhos cruzados". In: Nova Era: um Desafio para os Cristãos. São Paulo, Paulinas, 1994, p.11-49.

_______________. “Os errantes da Nova Era e sua religiosidade caleidoscópica”. Cadernos de Ciências Sociais, vol.3, n.4, 1993, pp. 19-31.

BELLAH, Rorbet N. “A nova consciência religiosa e a crise da modernidade”. Religião e Sociedade 13/2, 1986, pp: 18-37.

CHAMPION, Françoise. “Les sociologues de la postmodernité et la nébuleuse mystique-ésotérique’’ Archives des sciences sociales des religions, 67/1, 1989, pp.155-169.

D'ANDREA, Anthony. "A 'Nova Era' no Brasil: New Age, Espiritismo e Cultura Psicológica". In: O Self Perfeito e a Nova Era. Individualismo e Reflexividade em Religiosidades Pós-Tradicionais. Dissertação de Mestrado, Rio de Janeiro, IUPERJ, 1996, pp. 187-196.

GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Unesp. 1990.

HEELAS, Paul. The New Age movement. Oxford : Blackwell, 1996.

LYOTARD, Jean-François. A condição pós-moderna.. Rio de Janeiro: José Olimpio editora, 1998.

SOARES, Luís Eduardo. “Religioso por natureza: cultura alternativa e misticismo ecológico no Brasil. In: Leilah Landim (org.) Sinais dos Tempos: tradições religiosas no Brasil, Rio de Janeiro: ISER, 1989, pp.121-144.

TAVARES, Fátima Regime Gomes. Alquimias da Cura: um estudo sobre a rede alternativa no Rio de Janeiro. Tese de Doutoramento, PPGSA/IFCS/UFRJ, 1998.



Certifico que o DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO aprovou a proposta apresentada, em sua reunião de 17/08/2011.


Em 13/09/2011 ________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior

CHEFE DO DEPARTAMENTO
Ilmo. Sr.

Pró-Reitor de Ensino e Pesquisa,

Encaminhamos a presente proposta a V.Sa. para análise e posterior tramitação.
Em ____/____/____ _________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior CHEFE DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO





CD - 01

PROPONENTE

UNIDADE: INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS - ICH
DEPARTAMENTO: CIÊNCIA DA RELIGIÃO





PROPOSTA DE:

1 ( x ) Criação de disciplina

2 ( ) Extinção de disciplinas

3 ( ) Mudança de denominação de disciplina

4 ( ) Alteração do número de créditos da disciplina

5 ( ) Alteração de pré-requisitos



NOME DA DISCIPLINA: PENTECOSTALISMO


NÚMERO DE CRÉDITOS: 4

PRÉ-REQUISITO(S): nenhum

EMENTA DA DISCIPLINA: A disciplina visa estudo introdutório ao cristianismo protestante pentecostal, analisando-o a partir de suas origens e fundamentações histórico-teológicas e enquanto fenômeno social. Buscar-se-á visualizar e compreender as várias tipologias ou variantes pentecostais, sobretudo no Brasil e América Latina. Além do estudo sobre as origens do pentecostalismo e suas variantes doutrinais e eclesiais, a disciplina visa à compreensão do impacto que os diversos tipos de pentecostalismo, em seus devidos momentos e contextos histórico-sociais, causaram e causam ao cristianismo não pentecostal, particularmente o católico e o protestante, e ao campo religioso em sua configuração mais ampla, observando as relações dinâmicas, trocas e trânsitos simbólicos, que operam as relações entre pentecostalismo, cristianismo não pentecostal e religiões não cristãs. Ademais, é visada a análise a respeito de como, em sua interação com a sociedade civil, o pentecostalismo impacta a mesma, particularmente em suas figuras política, econômica e legal. Perguntar-se-á, também, pelos sentidos e significados que o pentecostalismo apresenta e oferece aos seus aderentes, e como tais sentidos e significados são assimilados por estes. Enfatiza, portanto, a disciplina, o compreender o pentecostalismo - em suas diversas modalidades - em suas interfaces histórica, teológico-doutrinária e social, além de apresentar e problematizar teorias teológicas e histórico-sociológicas a respeito do surgimento, desenvolvimento, crescimento, sedimentação e afirmação dos modelos cristãos pentecostais nas sociedades em que se encontram, enfatizando a sociedade brasileira.



PROGRAMA DA DISCIPLINA:
Questões histórico-teológicas e doutrinais:

. Bíblia e pentecostalismo: leituras e hermenêuticas no Antigo e Novo Testamentos

. Igreja antiga: movimentos quiliastas e montanismo

. Igreja medieval: joaquimismo e místicas medievais

. Reforma protestante: anabatistas e entusiastas

. Movimentos metodistas na Inglaterra e movimentos avivalistas nos Estados Unidos (séculos XVIII e XIX)

. Origens contemporâneas: reformas pentecostais norte-americanas no início do século XX e suas expansões (William Seymour e Charles Parham)

. Pentecostalismo no Brasil I: origens (Assembleias de Deus e Congregação Cristã no Brasil)

. Pentecostalismo no Brasil II: décadas de 50 e 60 (Igrejas autóctones e cruzadas norte-americanas)

. Pentecostalismo no Brasil III: décadas de 70 e 80 (pentecostalismo renovado, ou neopentecostal)

. Pentecostalismo no Brasil IV: décadas de 90 e século XXI (neopentecoslismo e suas reinvenções)

. Principais teologias, doutrinas e referenciais simbólicos e semânticos atinentes ao (neo) pentecostalismo

Questões sociais:

. (Neo) Pentecostalismo e camadas sociais excluídas

. (Neo) Pentecostalismo, espaço público e sociedade civil

. (Neo) Pentecostalismo e mídias

. (Neo) Pentecostalismo, campos semântico-simbólicos, dinâmicas sincréticas e trânsitos-itinerários religiosos

. Relações entre modernidade, pré-modernidade, pós-modernidade e (neo) pentecostalismo

. Relações entre (neo) pentecostalismo e demais igrejas e religiões do campo religioso, particularmente no Brasil

. (Neo) Pentecostalismo e novas formas de sociabilidade e de construção identitária

BIBLIOGRAFIA:
CAMPOS, Bernardo. Da reforma protestante à pentecostalidade da Igreja: debate sobre o pentecostalismo na América Latina. São Leopoldo: Sinodal; Quito: CLAI, 2002.

CORTEN, André. Os pobres e o Espírito Santo: o pentecostalismo no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1996.

MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1999.
BIBLOGRAFIA COMPLEMENTAR:

ALMEIDA, Ronaldo de. A expansão pentecostal: circulação e flexibilidade. In: TEIXEIRA, Faustino; MENEZES, Renata. As religiões no Brasil: continuidades e rupturas. Petrópolis: Vozes, 2006. p. 111-122.

ANTONIAZZI, Alberto et all. Nem anjos, nem demônios: interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.

BITTENCOURT FILHO, José. Do protestantismo sincrético: um ensaio teológico-pastoral sobre o pentencostalismo brasileiro. In: Curso de verão: ano VII. São Paulo: Paulus: CESEP, 1993. p.107-119.

CAMPOS JÚNIOR, Luís de. Pentecostalismo: sentidos da palavra divina. São Paulo: Ática, 1995.

CAMPOS, Leonildo Silveira. Teatro, templo e mercado: organização e marketing de um empreendimento neopentecostal. Petrópolis: Vozes, 1997.

CESAR, Waldo; SHAULL, Richard. Pentecostalismo e futuro das igrejas cristãs: promessas e desafios. Petrópolis: Vozes, 1999.

CORTEN, André; ORO, Ari Pedro; DOZON, Jean-Pierre. Igreja Universal do Reino de Deus: os novos conquistadores da fé. São Paulo: Paulinas, 2003.

FRESTON, Paul. Uma breve historia do pentecostalismo brasileiro: a Assembléia de Deus. In: Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, v.16, fas. 03, p.104-129, Maio 1994.

HOLLENWEGER, Walter J. De Azusa-Street ao fenômeno de Toronto: raízes históricas do movimento pentecostal. In: Concilium, Petrópolis, v.32, fas. 265, p.382-394, 1996.

HOLLENWEGER, Walter J. El pentecostalismo: historia y doctrinas. Buenos Aires: La Aurora, 1976.

LAND, STEVEN J. Orar no Espírito: perspectiva pentecostal. In: Concilium, Petrópolis, v.32, fas.265, p.480-489, 1996.

MARIANO, Ricardo. Sociologia do crescimento pentecostal no Brasil: um balanço. In: Perspectiva Teológica, Belo Horizonte, v.43, n.119, Jan./Abr 2011.

MARIZ, Cecília Loreto. O demônio e os pentecostais no Brasil. In: CIPRIANI, Roberto; ELETA, Paula; NESTI, Arnaldo. Identidade e mudança na religiosidade latino-americana. Petrópolis: Vozes, 2000. p. 251-264.

MCCREADY, William. Uma análise sociológica dos pentecostais. In: Concilium, Petrópolis, v.08, fas.72, p. 225-229, 1972.

MENDONÇA, Antonio Gouvêa. Evangélicos e pentecostais: um campo religioso em ebulição. In: TEIXEIRA, Faustino; MENEZES, Renata. As religiões no Brasil: continuidades e rupturas. Petrópolis: Vozes, 2006. p. 89-110.

MENDONÇA, Antonio Gouvêa. Protestantes, pentecostais e ecumênicos: o campo religioso e seus personagens. São Bernardo do Campo: Umesp, 1997.

MENDONÇA, Antonio Gouvêa; VELASQUES FILHO, Prócoro. Introdução ao protestantismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1990.

NOVAES, Regina Reyes. Os escolhidos de Deus: pentecostais, trabalhadores e cidadania. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1985.

PASSOS, João Décio (org.). Movimentos do Espírito: matrizes, afinidades e territórios pentecostais. São Paulo: Paulinas, 2005.

PASSOS, João Décio. Pentecostais: origens e começo. São Paulo: Paulinas, 2005.

PORTELLA, Rodrigo. Sob o signo do Espírito Santo: uma análise do pentecostalismo clássico a partir da perspectiva de sua contribuição ao fomento da auto-estima de pessoas excluídas. In: Litterarius, Santa Maria, v.4, n.2, jul./dez. 2005. p. 17-46.

QUADROS, Eduardo Gusmão de. O silêncio e a balbúria: sobre a experiência pentecostal. In: Fragmentos de Cultura, Goiânia, v.15, fas. 01, p. 145-156, Janeiro 2005.

ROCHA, Alessandro Rodrigues; TEPEDINO, Ana Maria de Azevedo Lopes. Vindo desde as margens do mundo: uma leitura do pentecostalismo a partir das teorias da marginalidade. In: Perspectiva Teológica, Belo Horizonte, v.43, n.119, p.37-53, Jan./Abr 2011.

SEPÚLVEDA, Juan. Nascidos de novo: batismo e Espírito - perspectiva pentecostal. In: Concilium, Petrópolis, v.32, fas.265, p. 496-502, 1996.

SOUZA, Beatriz Muniz de. A experiência da salvação: pentecostais em São Paulo. São Paulo: Duas Cidades, 1969.

VACCARO, Gabriel. Puntos fundamentales del pentecostalismo. Quito: CLAI, 1992.


Certifico que o DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO aprovou a proposta apresentada, em sua reunião de 17/08/2011.

Em 13/09/2011 ________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior

CHEFE DO DEPARTAMENTO

Ilmo. Sr.

Pró-Reitor de Ensino e Pesquisa,

Encaminhamos a presente proposta a V.Sa. para análise e posterior tramitação.

Em ____/____/____ _________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior CHEFE DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO







CD - 01

PROPONENTE

UNIDADE: INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS - ICH
DEPARTAMENTO: CIÊNCIA DA RELIGIÃO





PROPOSTA DE:

1 ( x ) Criação de disciplina

2 ( ) Extinção de disciplinas

3 ( ) Mudança de denominação de disciplina

4 ( ) Alteração do número de créditos da disciplina

5 ( ) Alteração de pré-requisitos



NOME DA DISCIPLINA: RELIGIÃO, TOLERÂNCIA E ECUMENISMO


NÚMERO DE CRÉDITOS: 4

PRÉ-REQUISITO(S): nenhum

EMENTA DA DISCIPLINA:

A disciplina oferece conceituações sobre o termo tolerância e a pertinência de tais conceitos quanto ao estudo relativo às possibilidades de diálogo, convivência e ação conjunta entre Igrejas cristãs, assim como revela as principais abordagens a respeito do conceito ecumenismo, bem como a história do movimento ecumênico e as oportunidades e limites que os modelos de ecumenismo comportam. Visa, a disciplina, apresentar as razões históricas, teológicas e sociais que se mostram como chaves para compreensões concernentes à fundamentação e interpretação de programas e atitudes ecumênicas e de tolerância entre Igrejas. Contudo, a disciplina também almeja fazer uma revisão crítica do assunto, problematizando conceitos e ações concernentes às relações entre as Igrejas. Cabe também, à disciplina, apresentar as contribuições que o ecumenismo – em seus diferentes modelos – e as ações programáticas das Igrejas, lastreadas por conceitos de tolerância e convivência, têm ofertado e feito repercutir tanto à ordem interna das Igrejas e das relações inter-eclesiais, como à sociedade civil, em formas amplas. A disciplina enfatiza, prioritariamente, as relações de convivência entre as Igrejas cristãs, uma vez que ecumenismo é comumente compreendido como o esforço dialogal e de parcerias entre Igrejas cristãs, e, outrossim porque o estudo das relações de diálogo e tolerância entre diferentes religiões cabe de forma mais específica à disciplina de Diálogo Interreligioso.





PROGRAMA DA DISCIPLINA:
Conceitos preliminares:

. Tolerância e alteridade: algumas aproximações a partir de Martin Buber, Hans-Georg Gadamer, Karl Jaspers e Emmanuel Lévinas

. Verdade, ontologia e metafísica: problematização de conceitos rumo a uma nova compreensão do mundo, das instituições e do ser humano

. Tolerância, existência e ética: relações

. Intolerância e fundamentalismo em suas relações com a modernidade e com o pluralismo cultural-religioso

História do cristianismo, (in)tolerância e ecumenismo:

. Tolerância e intolerância na Bíblia

. Tolerâncias e intolerâncias na história do cristianismo: igrejas oficiais x “heresias”; o princípio da autoridade, sua legitimação e o princípio de exclusão; inquisição; Raimundo Lúlio e Nicolau de Cusa; guerra dos trinta anos.

. Caminhos de tolerância no cristianismo: o movimento ecumênico e suas origens

. Significados da palavra ecumenismo

. Conferência Missionária de Edimburgo (1910)

. A fundação do CMI (1948)

. Concílio Vaticano II e o decreto Unitatis Redintegratio

. Ecumenismo em lastro institucional e oficial: CMI, CLAI, CONIC, Comissões bi-laterais, entre outros

. Ecumenismo em lastro semi-institucional: CESE, CEBI, CEDI/Koinonia, ISER, DEI, entre outros

. Ecumenismo como ação e diálogo nas bases (convívio, estudo e ação social)

. A crise e arrefecimento do ecumenismo a partir da Dominus Iesu

. Matrizes evangélicas norte-americanas e o anti-ecumenismo evangélico no Brasil

Questões, oportunidades e limites:

. Ecumenismo enquanto reflexão teológica dialogal

. Ecumenismo enquanto reflexão teológica com finalidades à “unidade”

. Ecumenismo enquanto partilha de recursos e ação social e pastoral

. Ecumenismo em práticas celebrativas e rituais

. Ecumenismo e projetos comuns visando intervenção no âmbito público

. Ecumenismo e educação

. Ecumenismo e eclesiologia

. Ecumenismo e ministérios

. Ecumenismo e iconoclastia

. Ecumenismo e questões doutrinais marginais

. Ecumenismo como paradigma para a auto-compreensão cristão e da natureza da(s) Igreja(s)

Ecumenismo e sociedade:

. O ecumenismo enquanto estratégia política entre as Igrejas: poder, hegemonia e ocupação de espaços

. O ecumenismo enquanto unidade de ação política: cristianizar os espaços sociais e legais

. O ecumenismo enquanto ação resistente e protesto: contra as arbitrariedades e a favor da liberdade e da construção de sociedades justas, pacíficas e democráticas

. Ecumenismo e direitos humanos
BIBLIOGRAFIA:
NAVARRO, Juan Bosch. Para compreender o ecumenismo. São Paulo: Loyola, 1995.

PLOU, Dafne Sabanes. Caminhos de unidade: itinerário do diálogo ecumênico na América Latina. São Leopoldo; Quito: Sinodal; CLAI, 2002.

WOLFF, Elias. Caminhos do ecumenismo no Brasil: história, teologia, pastoral. São Paulo: Paulus, 2002.
BIBLOGRAFIA COMPLEMENTAR:

BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. Modernidade, pluralismo e crise de sentido: a orientação do homem moderno. Petrópolis: Vozes, 2004.



BRAKEMEIER, Gottfried. Preservando a unidade do Espírito no vínculo da paz. São Paulo: ASTE, 2004.

BUBER, Martin. Eu e tu. São Paulo: Centauro, 2008.

COSTA, Mário Luis. Lévinas: uma introdução. Petrópolis: Vozes, 2000.

DIAS, Zwinglio Mota. A longa estrada do ecumenismo. In: Tempo e Presença, Rio de Janeiro, n. 309, 2000. P. 03-08.

DIAS, Zwinglio Mota. Fundamentalismo: o delírio dos amedrontados. In: Tempo e Presença, Rio de Janeiro, v. 13, 2008. P. 01-09.

DIAS, Zwinglio Mota. Movimento Ecumênico no mundo fragmentado. In: Tempo e Presença, Rio de Janeiro, v. 01, 2006. P. 03-10.

DIAS, Zwinglio Mota. O Movimento Ecumênico: história e significado. In: Numen, Juiz de Fora, v. 1, n. 1, 1998. P. 127-163.

GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método (I e II). Petrópolis: Vozes, 2008.

GEFFRÉ, Claude. O futuro da religião entre fundamentalismo e modernidade. In: SUSIN, Luiz Carlos (org.). Teologia para outro mundo possível. São Paulo: Paulinas, 2006. p. 321-336.

HÄRING, Bernhard; SALVOLDI, Valentino. Tolerância: por uma ética de solidariedade e de paz. São Paulo: Paulinas, 1995.

HORTAL, Jesus. E haverá um só rebanho: história, doutrina e prática católica do ecumenismo. São Paulo: Loyola, 1996.

JASPERS, Karl. Filosofia da existência. Rio de Janeiro: Imago, 1973.

KÜNG, Hans. Projeto de ética mundial: uma moral ecumênica em vista da sobrevivência humana. São Paulo: Paulinas, 1992.

KÜNG, Hans. Teologia a caminho: fundamentação para o diálogo ecumênico. São Paulo: Paulinas, 2007.

LAWN, Chris. Compreender Gadamer. Petrópolis: Vozes, 2007.

LÉVINAS, Emmanuel. Entre nós: ensaios sobre a alteridade. Petrópolis: Vozes, 1997.

LÉVINAS, Emmanuel. Humanismo do outro homem. Petrópolis: Vozes, 1993.

MELO, Nélio Vieira de. A ética da alteridade em Emmanuel Levinas. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2006.

ÓPEZ CUÉTARA, José Miguel. La tolerância como instrumento de convivencia. In: Verdad y Vida, Madrid, v.65, n.250, p.499-517, Sep./Dic 2007.

PENZO, Giorgio. Karl Jaspers (1883 - 1969): o divino como liberdade absoluta. In: GIBELLINI, Rosino; PENZO, Giorgio (org.). Deus na filosofia do século XX. São Paulo: Loyola, 1998.

SANTA ANA, Júlio de. Ecumenismo e libertação. Petrópolis: vozes, 1987.

SANZ VALDIVIESO, Rafael. Nota incompleta sobre la tolerância y el pluralismo. In: Verdad y Vida, Madrid, v.65, n.250, p.519-545, Sep./Dic 2007.

SCHAPER, Valério Guilherme. A tolerância entre solidariedade e reconhecimento: idéias para repensar o conceito de tolerância. In: SCHAPER, Valério Guilherme; KATHLEN, Luana de Oliveira; REBLIN, Iuri Andreas (org.). A teologia contemporânea na América Latina e no Caribe. São Leopoldo: Oikos; EST, 2008. p. 339-356.
SINNER, Rudolf Von. Confiança e convivência: reflexões éticas e ecumênicas. São Leopoldo: Sinodal, 2009.

SUSIN, Luiz Carlos; FABRI, Marcelo; PIVATO, Pergentino; TIMM, Ricardo (org.). Éticas em diálogo: Levinas e o pensamento contemporâneo – questões e interfaces. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2010.

TEIXEIRA, Faustino Luiz Couto ; DIAS, Zwinglio Mota. Ecumenismo e diálogo inter-religioso: a arte do possível. Aparecida: Santuário, 2008.

TEIXEIRA, Faustino Luiz Couto. O paradigma de Assis. In: Concilium, Petrópolis, v.37, fas.291, p.424-435, 2001.

TEIXEIRA, Faustino Luiz Couto. O pluralismo religioso como novo paradigma para as religiões. In: Concilium, Petrópolis, v.43, fas.319, p.24-32, Jan./Abr 2007.

WILFRED, Felix. Uma nova maneira de ser cristãos: preparando-se para dialogar com vizinhos da mesma fé. In: Concilium, Petrópolis, v.35, fas.279, p.57-63, 1999.

WOLFF, Elias. A unidade da Igreja: ensaio de eclesiologia ecumênica. São Paulo: Paulus, 2007.

WOLFF, Elias. Tensões inerentes às possibilidades de construção de uma eclesiologia ecumênica. In: Encontros Teológicos, Florianópolis, v.16, fas.30, p.71-84, Jan./Jun 2001.





Certifico que o DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO aprovou a proposta apresentada, em sua reunião de 17/08/2011.


Em 13/09/2011 ________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior

CHEFE DO DEPARTAMENTO
Ilmo. Sr.

Pró-Reitor de Ensino e Pesquisa,

Encaminhamos a presente proposta a V.Sa. para análise e posterior tramitação.
Em ____/____/____ _________________________________________

Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior CHEFE DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA RELIGIÃO






CD - 01

PROPONENTE

UNIDADE: INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS - ICH
DEPARTAMENTO: CIÊNCIA DA RELIGIÃO





PROPOSTA DE:

1 ( x ) Criação de disciplina

2 ( ) Extinção de disciplinas

3 ( ) Mudança de denominação de disciplina

4 ( ) Alteração do número de créditos da disciplina

5 ( ) Alteração de pré-requisitos



NOME DA DISCIPLINA: Religião e Psique


NÚMERO DE CRÉDITOS: 4

PRÉ-REQUISITO(S): nenhum

EMENTA DA DISCIPLINA:

A disciplina objetiva relacionar a ciência da religião com a ciência da psique humana. Desde as mais antigas tradições da história do pensamento ocidental buscou-se compreender as possíveis implicações recíprocas entre ambos os assuntos: de um lado, o efeito da religião sobre a vida anímica, seja em sentido positivo, como empoderamento, transformação, fonte de sentido e, em sentido negativo, enquanto fonte de psicopatologias; e de outro, em sentido inverso, a influência da psique sobre a religião, enquanto raiz de vivências religiosas, em sentido positivo, como expansão da consciência, intuição do mistério, resposta às questões ontológicas e existenciais e, em sentido negativo, como projeção, compensação e distorção da realidade. Com o desenvolvimento da pesquisa acadêmica em Psicologia da Religião, a partir de autores e escolas de diversos matizes, reuniram-se uma série de conhecimentos fundamentados e que permitem uma compreensão de diferentes aspectos desta relação ambivalente e de influência mútua. Estudando a religião com profundidade, é possível conhecer melhor os seus efeitos sobre a psique humana; estudando com profundidade a psique, é possível conhecer melhor os seus efeitos sobre a religião.



PROGRAMA DA DISCIPLINA:

1. Módulo 1: Da Religião à Psique

a) Religião

b) Religião e vida anímica

c) Relação positiva entre religião e psique

d) Relação negativa entre religião e psique

e) Síntese

2. Módulo 2: Da Psique à Religião

a) Psique

b) Psique e Religião

c) Relação positiva entre psique e religião

d) Relação negativa entre psique e religião

3. Módulo 3: Religião e/ou Psique

a) Religião e emoção

b) Religião e intelecto

c) Religião e comportamento

d) Religião e personalidade

e) Síntese

BIBLIOGRAFIA:
DREWERMANN, Eugen. Religião para quê? São Leopoldo: Sinodal, 2004.

DALGALARRONDO, Paulo. Religião, psicopatologia e saúde mental. Porto Alegre: Artmed, 2008.

ERIKSON, E. H. e ERIKSON, J. O ciclo da vida completo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

FRAAS, Hans-Jürgen. A religiosidade humana. São Leopoldo: Sinodal, 2007.

FREUD, Sigmund. O futuro de uma ilusão e outros. Edição Standard Brasileira Completa das Obras Psicológicas de Sigmund Freud. Vol. XXI. Rio de Janeiro, Imago, 1996.

HILMAN, James. Uma busca interior em Psicologia da Religião. São Paulo: Paulus, 1984.

JUNG, Carl Gustav. Psicologia ocidental e oriental. Petrópolis: Vozes, 1983.

KÜNG, Hans. Freud e a questão da religião. Campinas: Verus, 2006.

NOÉ, Sidnei Vilmar. A vocação sublime... Psicologia USP. Vol. 21, no. 1-2010. P. 165-182. São Paulo: USP-IP, 2010.

PAIVA, Geraldo. Ciência, Religião, Psicologia: Conhecimento e Comportamento. Psicologia: Reflexão e Crítica, 15(3), pp. 561-567. São Paulo: USP, 2002.

RIEMANN, Fritz. Formas básicas de la angustia. Barcelona: Herder, 1996.

RIZZUTO, Ana-Maria. Por que Freud rejeitou Deus? São Paulo: Editora Loyola, 2002.

VALLE, Edênio. Psicologia e experiência religiosa. São Paulo: Loyola, 1998.

WINNICOTT, Donald Woods. Natureza humana. Rio de Janeiro: Imago, 1990.

WONDRACEK, Karin H. K. O futuro e a ilusão. Rio de Janeiro: Vozes, 2003.

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