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  1. - Identificação do projeto

1-1-Título: Reatar laços: estabelecimento de vínculos

1-2 – Coordenadoria: região noroeste

1-3- Unidade: Instituto Penal Agrícola “Prof. Noé Azevedo”, de Bauru

1-4– Autores:

Dias, Patrícia Gonçalves – Psicóloga

Falcão, Helena Bárbara Gonçalves - Psicóloga

Filho, João Honorato – Assistente Social

Grejo, Maria Luisa Neves – Psicóloga

Pascoal, Rosângela – Assistente Social

Santos, Leide Albertini dos – Assistente Social

Silva, Fátima Aparecida Breve da - Assistente Social

Siqueira, Helena fioretti Martins – Assistente Social

Souza, Kelin Nunes Fernandes - Psicóloga

Souza, Vânia Regina Pereira - Psicóloga

1-5-Contatos:

Tel – (0xx14) 3239-1133

Fax – (0xx14) 3239-1024

e-mail: ipabauru@ig.com.br
2 – Justificativa

A importância de se preservar os vínculos familiares e/ou afetivos do indivíduo preso representa, antes de tudo, o vínculo com o mundo exterior.

São os vínculos familiares/afetivos que dão apoio moral, emocional e material ao preso, sendo fundamentais na promoção da esperança, sanidade e saúde, enfim, no estabelecimento de sua reintegração social.
3 – Objetivo

Estimular o reeducando a reatar e preservar vínculos familiares/afetivos, saneando suas relações com as pessoas que lhes são caras, para reelaborar seu papel, como ser histórico-social, no núcleo familiar e comunitário, revendo valores e conceitos ético-morais e resgatar sua identidade pessoal.


4- População-alvo

Este projeto se dirigirá a reeducandos, com vínculos afetivos fragilizados, ou distanciados, tendo como critério, reeducandos cujo no rol de visitas não conste inclusão alguma.


5 – Metodologia

O trabalho se desenvolverá em grupos limitados de reeducandos, não excedendo a 15 participantes.

Serão utilizadas técnicas de dinâmicas grupais, especificamente, de sensibilização, como meio de despertar reflexões e vivências simbólicas relativas ao tema.

Os encontros serão mensais, com duração, aproximadamente de 1h30, somando, inicialmente, dois encontros cada grupo.



1º ENCONTRO

Procedimentos:

  • Apresentação do projeto e dos técnicos,

  • Apresentação dos reeducandos – nome, estado civil, número de filhos ou irmãos, etc.

  • Dinâmica de sensibilização – A CRIAÇÃO (Anexo 1), que tem como objetivo a auto-avaliação de valores, projetando-se na história de vida pessoal e no ambiente familiar ou significativo.

  • Dinâmica ”JUNTANDO OS PEDAÇOS” (Anexo 2), que tem como objetivo proporcionar momentos de congraçamento, recreação e aprendizagem e reflexão.


2º ENCONTRO

Procedimentos:

      • Dinâmica “A CASA” (Anexo 3), que tem como objetivo proporcionar a auto-avaliação de valores, história de vida pessoal, “rever-se”, ou projetar-se em objetos ou ambientes, rememorando situações visando a fechar gestalts.

      • Texto para reflexão coletiva “CARINHOS QUENTES” (Anexo 4), com a finalidade de se vivenciar conflitos nos relacionamentos.

      • Dinâmica “A LISTA”, cujo objetivo é de refletir sobre a forma de tratamento às pessoas queridas, com as quais convivemos.(Anexo 5)

      • Avaliação “CARICATURA” (Anexo 6).


6 – Número de presos a serem atendidos em cada edição do projeto

O trabalho se desenvolverá em grupos limitados, que não excederá a 15 reeducandos.



7 – Duração prevista para cada edição do projeto

Os encontros serão mensais, com duração, aproximada, de 1h30, somando, inicialmente, duas reuniões cada grupo.


8 – Recursos materiais

      • Espaço físico – sala de reuniões da unidade.

      • Cadeiras

      • Cartazes

      • Cartolinas

      • Papel sulfite

      • Massa de modelagem

      • Lápis de cor

      • Tinta guache

      • Canetas

      • Pincel atômico

      • Percevejos

      • Fita adesiva

      • Flip Chart

      • Rádio toca CD

      • CDs

      • Crachás

      • Lista de presença

      • Livro de registro


9 – Recursos humanos

1 Assistente Social

1 Psicólogo
10 – Avaliação


      • Relatório de observação dos técnicos, onde será registrado o desempenho dos participantes em cada edição do projeto, sendo, posteriormente, discutido com toda a Equipe Técnica da unidade, em duas reuniões semanais, visando a necessidade de uma possível reformulação das propostas do projeto e a validade do mesmo.

      • Avaliação de participação no grupo feita pelos reeducandos, através de caricaturas, onde deverão completar a boca, indicando sorriso ou insatisfação em relação ao aproveitamento do grupo.

ANEXO 1
DINÂMICA DE SENSIBILIZAÇÃO

A CRIAÇÃO”



Material necessário:


  • Massa de modelagem

  • Lápis de cor

  • Tinta guache

  • Papel sulfite

O indivíduo irá modelar (massa de modelagem), ou desenhar uma pessoa que seja importante para ele.

Depois, em círculo, cada um apresentará sua criação, descrevendo a pessoa que “fez”, suas características físicas e psicológicas, dizendo porque ela é importante.

O objetivo dessa dinâmica será a auto-avaliação de valores, projetando-se na história de vida pessoal e no ambiente familiar ou significativo.



ANEXO 2
DINÂMICA

JUNTANDO OS PEDAÇOS”


Objetivo:

Proporcionar momentos de congraçamento, recreação aprendizagem e reflexão.

Duração:

Aproximadamente, 40 (quarenta) minutos.

Material:

Gravuras retiradas de revistas usadas.

Procedimentos :


      • Utilizando gravuras alusivas à questão familiar e afetiva, recortadas como quebra-cabeças (de 3 ou mais partes).

      • Os pedaços serão distribuídos aleatoriamente entre os participantes, que deverão juntar as partes, formando a figura e, conseqüentemente, juntando-se em grupos.

      • Em grupos, irão observar a figura e, a partir de seu conteúdo, conversar sobre o tema: “Como vai a família?”

ANEXO 3
DINÂMICA

A CASA”


Objetivo:

Proporcionar a auto-avaliação de valores, história de vida pessoal, “rever-se”, ou projetar-se em objetos ou ambientes, rememorando situações visando a fechar gestalts.

Duração:

- Aproximadamente 40 (quarenta) minutos



Material:

  • Equipamento de som (CD, cassete ou similar), com a música “A casa” (Toquinho & Vinícius)


Procedimentos:

Antes de iniciar, situar o grupo no contexto do tema, dizendo que cada pessoa irá visualizar, mentalmente, a sua casa (ou algum ambiente ou local onde já viveu e com que tenha familiaridade) e se identificar com algum objeto.

A - Ao som da música “A Casa” (Toquinho e Vinícius de Moraes), deverão “viajar” até o local que gostariam de rememorar ou “estar” nesse momento.

B – Escolher o objeto, ou ambiente desse local, lembrado que gostaria de ser , identificando-se com o mesmo.

C – Pensar em como seria, sendo o próprio objeto e porque.

D – Em sulfite, desenhar o objeto ou ambiente e, sucintamente, justificar a escolha.

E – Cada participante terá a oportunidade de falar sobre esta experiência.

A partir desse momento, abordaremos a necessidade que temos dos vínculos afetivos, abrindo espaço para reflexão através de questões motivadoras, tais como: “O que significa voltar para casa? Como é meu lar?



ANEXO 4
TEXTO

CARINHOS QUENTES
Era uma vez um casal que se chamava Antonio e Maria. Tinham dois filhos e moravam felizes, numa cidadezinha do interior. Naquele lugar, todos, ao nascerem, recebiam um saquinho de carinhos . Cada vez que uma pessoa colocava a mão no saquinho, retirava de lá um carinho quente. Esses carinhos quentes faziam as pessoas se sentirem aconchegantes e cheias de amor umas pelas outras.

Todos ali sabiam que quando uma pessoa não recebia carinhos quentes, corria um sério risco de pegar uma doença, que as fazia murchar e morrer.

Era muito fácil receber carinhos quentes. Bastava pedir a alguém.

A pessoa que dava o carinho quente, colocava a mão na sacolinha, retirava de lá o carinho, que se expandia com uma luz, que podia ser colocada no ombro, na cabeça, ou no colo de quem estava recebendo o carinho quente.

Escondida numa caverna, uma bruxa má estava muito chateada porque naquela cidade ninguém ficava doente, para comprar os seus ungüentos. Além do mais, os carinhos quentes eram distribuídos a todos, de graça e, por isso, o acesso era livre. Assim, eram todos felizes.

Então, a bruxa inventou um plano muito malvado, que faria as pessoas comprarem os seus remédios. Vestiu seu disfarce e, numa manhã, foi até a casa de Antonio, fingindo ser sua amiga. “Olha, Antonio, veja os carinhos que Maria está dando aos filhos. Se ela continuar assim, vai consumir todos os carinhos com as crianças e, com o tempo, não sobrará nenhum carinho para você.”

Perplexo, Antonio perguntou:”Quer dizer, então, que não é sempre que existe um carinho quente na sacola?”

“Claro que não”, respondeu a bruxa. “O mais grave é a notícia que vou lhe dar em primeira mão, porque sou sua amiga: todos os carinhos quentes estão acabando. Cada pessoa tem que economizar o seu carinho e só usar quando for numa ocasião muito importante”.

Preocupado, Antonio começou a reparar cada vez que Maria dava um carinho a alguém ou aos filhos. Começou a se queixar para ela, alegando que ela dava mais carinho para os filhos e amigos do que para ele. Aos poucos, Antonio reservou seus carinhos quentes, apenas para Maria, e em doses homeopáticas. As crianças, percebendo a ausência de carinhos, começaram, também, a economizar os seus. Dia após dia, todos foram ficando mesquinhos.

Rapidamente, a história de que os carinhos quentes iriam acabar, tomou conta da cidade. Todos passaram a guardar seus carinhos. Assim, aos poucos, as pessoas foram ficando doentes e, cada vez mais gente ia comprar os remédios da bruxa.

Assustada com o crescimento da clientela, a bruxa começou a vender carinhos falsos, que imitavam perfeitamente os carinhos quentes, mas não surtiam os mesmos efeitos. Enganadas, as pessoas não morreriam, mas continuariam a comprar seus ungüentos e poções. A situação ficou grave, porque, a cada dia, havia menos carinhos quentes, e esses ficaram valiosíssimos. As pessoas, então, tentavam de tudo para conseguí-los.

Antes da chegada da bruxa, as pessoas se juntavam nas calçadas, em grupos de três, cinco, até mais, para darem carinho umas às outras. Agora, a situação estava tão grave que, se alguém desse um carinho quente para outra pessoa, logo se sentia culpada.

Assim, o comércio da venda de carinhos quentes falsos começou a crescer. As pessoas, que não conseguiam encontrar parceiros generosos, que lhes dessem carinhos quentes, precisavam trabalhar para comprar carinhos falsificados.

Então, naquela cidade, se multiplicaram as possibilidades de venda de carinhos. Até espinhos frios foram revestidos com uma cobertura branquinha e estofados, para imitar os carinhos quentes. Ah! Apareceram, também, os carinhos de plástico, que faziam as pessoas se sentirem bem, por alguns instantes, mas logo ficavam mal.

Num belo dia, chegou àquela cidade, uma mulher especial. Ela desconhecia a história do fim dos carinhos quentes e distribuía carinho a todos e de graça, mesmo a quem não tivesse pedido. As crianças gostavam muito daquela mulher e passaram a chamá-la de pessoa especial. Aquela mulher dizia que, quanto mais carinhos as pessoas dessem às outras, melhor elas se sentiriam. Era como uma recarga de novas energias, em forma de carinhos quentes. Os adultos, preocupados, fizeram uma lei dizendo ser crime distribuir carinhos quentes sem uma licença.

Mesmo assim, as crianças daquele lugar, ainda hoje, teimam em trocar carinho com a pessoa especial.

Objetivo

Essa história é excelente para vivernciar conflitos nos relacionamentos familiares e afetivos.

Sugestão de aplicação

Após contar a história, distribuir bolinhas de algodão perfumado, dentro de sacolinhas. Falar que é a sacolinha de carinhos quentes. Cada vez que estiverem se sentindo carentes de um bom carinho, é só pedir a alguém, que tenha a sacolinha.

Ah!...o mais importante: não é verdade que os carinhos quentes acabam...Quanto mais a gente dá, mais eles se multiplicam, pois são inesgotáveis.

Convidar todos, ao som de uma gostosa música, a trocarem carinhos na sala, usando as bolinhas de algodão.



ANEXO 5
DINÂMICA

A LISTA”


Objetivo

Refletir sobre a forma de tratamento às pessoas queridas com as quais convivemos.

Duração

Aproximadamente, 40 (quarenta) minutos.



Material

Papel e lápis (ou caneta) para cada participante, equipamento de som (CD, cassete ou similar) e letra da música “A Lista” (Oswaldo Montenegro).

Procedimentos:

O facilitador comentará sobre a necessidade de as pessoas terem relacionamentos embasados na afetividade e no amor.

A – Sugerir que cada pessoa pegue uma folha de papel em branco.

B – Traçar uma linha vertical, ao longo da folha (também

posicionada de forma vertical), dividindo-a ao meio.

C – Na metade esquerda, pedir que as pessoas relacionem TODOS os nomes das pessoas que, de alguma forma, fazem parte do seu círculo de relacionamentos, convivência diária ou não, de todas as áreas.

D – Na outra metade (direita), traçar uma linha horizontal dividindo-a ao meio.

E – Inverter a folha, de modo que ela fique de forma horizontal.

F –Com isso, pode-se perceber DUAS divisórias – esquerda e direita.

G –Na divisória esquerda, sugerir que cada participante selecione, da lista inicial, e escreva até sete nomes, pelo grau de importância, um embaixo do outro.

H – Na divisória direita, ditar para pessoas escreverem, uma embaixo da outra, as seguintes palavras/termos:

- Dialogando

- Empurrando

- Dando o melhor de mim

- Com grosseria

- Com afeto

- Com indiferença

I – Orientar, para que as pessoas façam o antigo exercício de unir as palavras de cada coluna entre si, respondendo à pergunta “Como eu trato essas pessoas?”.

J – Percebe-se que, normalmente, se associa cada pessoa ao gesto amável, dialogando, com afeto, dando o melhor de mim, etc.

K - Sugerir, por fim, que essas respostas SEJAM MOSTRADAS ÀS RESPECTIVAS PESSOAS. O que elas dirão? Vão concordar?



ANEXO 6
LETRA DA MÚSICA “A LISTA”

Oswaldo Montenegro (CD Letras Brasileiras – Ao Vivo)
Faça uma lista de grandes amigos, que você mais via há dez anos atrás...

Quantos você ainda vê todo dia? Quantos você já não encontra mais?

Quantos amores jurados para sempre? Quantos você conseguiu preservar?

Faça uma lista dos sonhos que tinha... Quantos você já deixou de sonhar?

Onde você inda se reconhece: na foto passada ou no espelho de agora?

Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava, quantos você conseguiu entender?

Quantos segredos que você guardava?...Hoje são bobos, ninguém quer saber.

Quantas mentiras você condenava, quantas você teve que cometer?

Quantos defeitos sanados com o tempo, eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava, hoje assovia pra sobreviver?

Quantas pessoas que você amava, hoje acredita...que amam você?

Faça uma lista de grandes amigos que você mais via há anos atrás...

Quantos você inda vê todo dia, quantos você já não encontra mais?

Quantos segredos que você guardava?...hoje são bobos ninguém quer saber.

Quantas pessoas que você amava, hoje acredita que amam você?...



ANEXO 7
CARICATURAS
Completar a boca da carinha com um sorriso ou insatisfação em relação ao seu aproveitamento do grupo, conforme o modelo.

- BOM

- REGULAR

- RUIM







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