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22/12/1997

Assinada, pelos Ministros do Interior da Argentina, Brasil e Paraguai, a Ata de Foz de Iguaçu, que estabelece que as atividades ilegais na fronteira dos três países devem ser tratadas de forma coordenada.


29/12/1997

Os Ministros das Relações Exteriores da Argentina, Guido di Tella, e do Chile Miguel Insulza, assinam, em San Juan (Argentina) e Antofagasta (Chile), na presença dos presidentes, Carlos Menem e Eduardo Frei, o Tratado de Integração e Complementação Mineira, a ser aprovado pelos respectivos parlamentos.


10-12/2/1998

Durante 3ª Reunião do Comitê Preparatório da Alca, realizada em Costa Rica, empresários e governadores americanos sustentam posições contrárias aos interesses do Mercosul. Os americanos propõem acordos provisórios – interim arrangements- antes do final da rodada que deverá estender-se até 2005. Os mercosulenhos são contra tais acordos e não aprovam a redução tarifária antes da entrada em vigor, simultaneamente, de todos a questões s negociadas no âmbito da Alca.


11-12/2/1998

Realiza-se a 8ª reunião anual do Grupo do Rio e chanceleres europeus, para discutir a cooperação econômica da América Latina com o bloco europeu e preparar a Cúpula Europa-AL, prevista para 1999.



16-18/3/1998

É definida, em San José (Costa Rica), a sede administrativa temporária da Alca que deverá ser rotativa: Miami, Panamá e México; são definidos, também, nove grupos de negociação e a presidência e vice-presidência do Comitê de Negociações Comerciais, em caráter rotativo, iniciando pelo Canadá na presidência e Argentina na vice durante os primeiros dezoito meses; após, a Argentina ocupa a presidência e o Equador a vice; depois, o Equador a presidência e o Chile a vice e, finalmente, Brasil e Estados Unidos co-presidiriam na última fase.


16/4/1998

O Mercosul assina acordo-marco para o Livre Comércio com a Comunidade Andina e Protocolo de Comércio e Investimentos com o Mercado Comum Centro-americano.


18-19/4/1998

Realiza-se a 2ª Cúpula das Américas em Santiago do Chile, reunindo as autoridades máximas de todos os países americanos, exceto Cuba. A Cúpula marca o início formal das negociações para a implementação da Alca, a partir de 2005, e aprova o Plano de Ação que prevê iniciativas na área educacional, de promoção da democracia e dos direitos do homem, de aprofundamento da integração e do livre comércio.


17-18/06/1998

Realizada, em Buenos Aires (Argentina), a primeira reunião do Comitê de Negociações Comerciais da Alca, sob a presidência do Canadá, para estabelecer as atribuições e as presidências dos onze grupos e comitês de trabalho: Acesso a mercados (Colômbia), Agricultura (Argentina), Investimento (Costa Rica), Compras do setor público (EUA), Direitos de propriedade intelectual (Venezuela), Serviços (Nicarágua), Política de concorrência (Peru), Solução de controvérsias (Chile), Grupo consultivo sobre pequenas economias (Jamaica), Comitê conjunto de especialistas de governo e do setor privado sobre comércio eletrônico (Barbados).


18/6/1998

Os governos do Canadá e dos países partes do Mercosul firmam acordo de cooperação nas áreas de comércio e investimentos, estabelecendo uma estrutura para negociação de acordos bilaterais.


24/7/1998

É aprovado, ao final da 14ª Reunião de Presidentes do Mercosul, o Protocolo de Ushuaia, que dá força de lei à cláusula democrática nos países partes. Isso quer dizer que o país signatário que não respeitar os preceitos democráticos não poderá permanecer no bloco.


20/10/1998

Encerra-se a primeira rodada de negociações para formar a Alca, em Miami (EUA). A forma intergovernamental das negociações intragrupos elimina a possibilidade de representação dos blocos regionais nessas instâncias.


10/1998

Argentina assina Acordo de Complementação Econômica com o México com validade até 31/12/2001, o que fere a orientação em vigor no Mercosul, de que nenhum país parte do bloco renovaria acordos bilaterais com terceiros países, sobretudo aqueles com prazo que ultrapassa 1º/1/2001, quando entra em vigor a Tarifa Externa Comum para todos os produtos comercializados pelo bloco.


2-3/12/1998

Realizada a segunda reunião do Comitê de Negociações Comerciais da Alca, em Paramaribo (Suriname), ocasião em que foram preparadas 51 medidas sobre procedimentos alfandegários e normas de origem a serem aprovadas na próxima reunião a realizar-se em Cochabamba (Bolívia), em julho de 1999.


10/12/1998

Apesar do comunicado da 15ª Reunião dos Presidentes do Mercosul, realizada no Rio de Janeiro (Brasil), salientar os objetivos comuns dos países partes do bloco, o clima geral do encontro foi de apreensão quanto aos possíveis desdobramentos da política cambial brasileira. Houve alguns avanços quanto à regulamentação do trabalho (declaração sócio-laboral do Mercosul), ao reconhecimento de diplomas, ao intercâmbio na área educacional, à solução de controvérsias, ao acordo de extradição, à defesa do consumidor e ao registro de veículos. Permanecem como pendências a liberação do mercado de açúcar, a criação de um regime automotivo e de um código do consumidor comum, o estabelecimento de direitos na defesa comercial e de concorrência, a conclusão de um protocolo de serviços e a formulação de um regime comum de compras governamentais.



13/1/1999

O governo brasileiro enfrenta a crise financeira desvalorizando o câmbio, o que afeta as exportações de seus pares do Mercosul para o Brasil.


15/1/1999

O presidente argentino, Carlos Menem, provoca incidente diplomático ao sugerir a dolarização como alternativa às crises econômicas latino-americanas, referindo-se explicitamente ao Brasil.


15/1/1999

O ministro da Economia argentino, Roque Fernández, defende a diversificação do destino das exportações para evitar situações de dependência como a que caracteriza as relações comerciais entre a Argentina e o Brasil, em que 42% das exportações daquele país destinam-se ao Brasil.


22/1/1999

O presidente do Banco Central argentino, Pedro Pou, anunciou que a Argentina converterá totalmente o peso em dólar até o final de 2002.


25/1/1999

Delegações dos governos dos países do Mercosul reúnem-se em Brasília e discutem medidas a serem adotadas para compensar as perdas comerciais decorrentes da desvalorização cambial brasileira. Decide que os argentinos reduzirão os preços do petróleo e do trigo que vendem ao Brasil e que o governo brasileiro revisará os incentivos às exportações para a Argentina e as barreiras às importações daquele país.


7/2/1999

O secretário do Planejamento da Argentina, Jorge Castro, divulga o Tratado de Associação Monetária com os Estados Unidos, confirmando a decisão daquele governo de dolarizar a economia, o que é visto com preocupação pelo governo brasileiro.


13/2/1999

Realizada, em São José dos Campos, reunião dos presidentes da Argentina, Carlos Menem, e do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de buscar soluções para a crise comercial entre os dois países desencadeada pela desvalorização cambial brasileira.

Como resultado do encontro, foi anunciada a Declaração de São José dos Campos, que cria um grupo especial de acompanhamento sob a responsabilidade da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio do Brasil e da Subsecretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia da Argentina, a fim de acompanhar os fluxos comerciais e avaliar possíveis efeitos derivados das mudanças operadas nas economias dos dois países, e decidida, pelo Brasil, a exclusão dos bens de consumo exportados para o Mercosul dos benefícios do Programa de Financiamento das Exportações (Proex).
28/3/1999

O presidente do Paraguai, Raúl Cubas, renuncia ao cargo, possibilitando uma rápida saída à crise desencadeada pelo assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, no dia 23 passado. Assume a presidência do país o senador Luis González Macchi, até 2003. Para esse desfecho, foram decisivas as gestões levadas a termo pelos presidentes da Argentina, Carlos Menem, e do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, que possibilitaram o respeito à Cláusula Democrática vigente no Mercosul. Segundo esse dispositivo, a observância dos princípios democráticos é condição indispensável para a permanência de qualquer país no bloco.


01/4/1999

Brasil renova por 90 dias os acordos comerciais bilaterais vigentes com os países da Comunidade Andina. Com isso, o país inicia uma nova estratégia negociadora regional, privilegiando as negociações bilaterais em detrimento às tratativas regionais envolvendo os demais países do Mercosul (4 + 4).


4/1999

O Brasil decide renegociar acordo comercial bilateral com o México, o que deverá ocorrer em reunião da qual participarão ministros da área econômica dos dois países e que se realizará em julho próximo.


5/1999

Crise econômica e financeira da Argentina poderá aprofundar a crise por que passa o Mercosul desde a desvalorização cambial brasileira.

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